Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (6) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, enquanto Jair Bolsonaro (PL), atual presidente e candidato à reeleição, tem 41%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
Em votos válidos, que excluem os branco, nulos e os indecisos, o levantamento mostra que Lula teria hoje 54%, enquanto Bolsonaro chegaria a 46%. A rejeição de Bolsonaro caiu de 55% para 50%, enquanto que a de Lula oscilou dentro da margem de erro, passando de 44% para 41% o percentual de eleitores que não votariam de jeito nenhum no petista.
Os números de rejeição da Genial/Quaest, porém, não podem ser comparados diretamente com outras pesquisas presenciais como Ipec e Datafolha porque a pergunta é feita individualmente sobre cada candidato, o chamado potencial de voto que investiga rejeição, mas também certeza de voto. Já Ipec e Datafolha usam a modalidade de rejeição múltipla, na qual os entrevistados podem escolher mais de um candidato para rejeitar na mesma lista.
A pesquisa foi realizada pela Quaest, com recursos do Banco Genial, por meio de entrevistas presenciais com 2.000 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07940/2022.
O ex-presidente Lula disse nesta quinta-feira (6), durante discurso em São Bernardo do Campo (SP), que “as pessoas que são analfabetas [no Brasil] ficaram analfabetas porque este país nunca teve um governo que se preocupasse com a educação”. Minutos antes, o petista havia louvado seu próprio governo pelos investimentos em educação e pela criação de universidades, com menções ao candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, seu ministro da Educação.
Lula parece ter esquecido que governou o país por oito anos — além de ter ajudado a eleger sua sucessora, Dilma Rousseff, que governou por pouco mais de cinco anos, até sofrer um processo de impeachment.
Assista:
Lula falava no contexto das polêmicas sobre o voto dos nordestinos no primeiro turno. Durante uma de suas lives, o presidente Jair Bolsonaro destacou reportagem do site da CNN Brasil sobre o fato de seu adversário ter vencido a eleição em nove dos 10 estados com maior taxa de analfabetismo no país — nove dos 10 estados com mais analfabetos ficam no Nordeste, e um, no Norte.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nesta quinta-feira (6/10), a checagem dos dados do teste de integridade comum das urnas e do teste com biometria. Em ambas as verificações, houve 100% de sucesso. O teste de integridade é uma votação pública, aberta e auditada, realizada em urna já pronta para a eleição desde 2002. Em processo filmado, votos em papel são digitados na urna e devidamente contabilizados; em seguida, ocorre a comparação entre o resultado e a totalização da urna.
Neste ano, a novidade implementada mediante o projeto-piloto consiste no emprego de biometria de eleitores voluntários convidados no local de votação durante o primeiro turno, realizado em 2 de outubro.
O projeto-piloto com biometria nas urnas foi uma sugestão das Forças Armadas e de outros integrantes da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).
A análise de integridade envolveu 641 urnas. Em 2022, 58 delas já dispõem de biometria. “Não houve divergência neste ano, como acontece desde 2002. Há 20 anos, o teste é realizado sem divergência nos dados. Atestamos novamente a total lisura das urnas”, afirmou Moraes.
O ministro da Educação, Victor Godoy, negou a existência de redução no orçamento da pasta. Na quarta-feira (5/10), diversas organizações e institutos educacionais repudiaram o congelamento de 5,8% da verba de órgãos ligados ao Ministério da Educação (MEC) até dezembro. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6/10), Godoy afirmou que o bloqueio não afeta em “nenhum centavo” as universidades e institutos federais.
“É um bloqueio. Foi reduzido de R$ 2 bilhões para R$ 1,3 bilhão. Não afeta em nenhum centavo as universidades e institutos federais. Esse governo foi absorvido pelo MEC”, disse.
O ministro chamou o bloqueio de “limite na movimentação financeira” dos órgãos ligados ao MEC. Segundo Godoy, as instituições não poderão movimentar toda a verba disponível em um único mês. Os gastos deverão ser distribuídos entre os meses de outubro e dezembro, afirmou.
“Você vai distribuir esses empenhos ao longo de outubro, novembro e dezembro. Foi isso que foi feito. Não existe corte, não existe redução. O que é preciso que seja feito é: se a universidade, por ventura, por um caso específico, precisa fazer um empenho em outubro no valor acima do limite que foi colocado, ela pode nos procurar, porque há essa possibilidade legal de procurar o MEC. Isso vai ser liberado e ela vai poder fazer o empenho, mas não há redução de orçamento, não há corte”, disse.
Pesquisa PoderData realizada de 3 a 5 de outubro mostra que 97% dos eleitores que pretendem votar em Jair Bolsonaro (PL) dizem ter certeza da escolha. Com Lula (PT), esta taxa é de 86%.
Os que pretendem votar no presidente no 2º turno das eleições também estão mais confiantes de que ele ganhará a disputa: 97% dizem que ele deve vencer. Os lulistas registram 89% neste quesito.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.500 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação de 3 a 5 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-08253/2022. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A divulgação dos resultados é feita em parceria editorial com a TV Cultura.
O governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), formalizou nesta quinta-feira (6) apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
Caiado participou de pronunciamento ao lado de Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Mais cedo, Bolsonaro havia encontrado outros candidatos eleitos no primeiro turno das eleições, também em Brasília. Em seu discurso, o presidente afirmou que mais de 200 deputados estiveram presentes.
Com a oficialização, ele se junta a outros sete governadores eleitos que apoiam o presidente. São eles: Gladson Cameli (PP), do Acre; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Jr (PSD), do Paraná; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; e Antonio Denarium (PP), de Roraima.
“Por favor, meu lindo, talvez você não goste do Bolsonaro, mas esqueça o Bolsonaro e olhe só para a ideologia”, diz Deive Leonardo. Não o conhece? Então você talvez não seja evangélico.
Somando Facebook, Instagram, TikTok, Kwai e YouTube, Leonardo agrega 33 milhões de seguidores que acompanham mensagens proselitistas como “Deus é perfeito em amar”. O milagre da multiplicação de visualizações se perpetua por WhatsApp e Telegram.
Foi nesse ecossistema virtual que o catarinense de 32 anos, símbolo do bom-mocismo cristão, interrompeu sua programação normal para algo atípico em seus perfis: falar sobre política.
“Meus queridos, minha missão principal aqui é falar sobre Jesus, mas não posso olhar para o que estamos vivendo e não abrir os seus olhos, sabe?”
O colírio ideológico, no caso, o fez se posicionar a favor de Jair Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após evitar o assunto publicamente no primeiro turno.
Leonardo recorreu a uma justificativa replicada por outros influencers cristãos que não costumam entrar de peito aberto na disputa eleitoral, à moda de pastores de influência polpuda nas redes sociais, como Silas Malafaia e Cláudio Duarte. Ele diz não enxergar no horizonte “uma guerra de dois políticos, mas de duas ideologias”.
O atual presidente pode até não ser perfeito, mas é o que tem para hoje contra “uma ideologia que é maligna”, afirma.
Saca, então, o argumento bolsonarista de sugerir que o Brasil, sob a guarda da esquerda, vai passar por crises semelhantes às de “irmãos da América Latina” como Venezuela, Nicarágua e Argentina.
O posicionamento de influencers como Leonardo é celebrado pela campanha de Bolsonaro por alcançar um público cristão ainda mais amplo.
O tom politizado pode eletrizar igrejas, mas por vezes assusta fiéis que veem nesses discursos apenas mais um capítulo da polarização que inflama o país. A coisa muda de figura quando propagadores da palavra de Deus que preferiam ficar de fora do debate decidem escolher um lado. O de Bolsonaro.
“É sobre impedir que uma ideologia destruidora tome conta de nosso país”, diz o coach Wendell Carvalho num recado aos seus “imparáveis”, como chama aqueles que o seguem.
Carvalho cita vitórias da esquerda no continente, do Chile à Colômbia, ao pedir que quem lhe assista “coloque a mão na consciência”.
Não é sobre homem x versus homem y, “é sobre o que vai acontecer em relação à economia, à família, a valores que são fundamentais”, diz. E reforça que não é “plenamente fã” de Bolsonaro, mas ainda assim fecha com ele.
Só no Instagram, Carvalho é acompanhado por 6,7 milhões de perfis. Há várias respostas mal-humoradas à sua declaração de apoio a Bolsonaro, como a do seguidor que diz: “Engraçado que o PT ficou 14 anos no poder e não viramos Cuba, Venezuela nem Chile. Todos os indicadores econômicos do atual governo apontam pra algo bem pior. Não entendi essa fala”.
Os comentários por ali, contudo, são quase todos favoráveis à mensagem. Tiago Brunet a elogia com um “boa!” e o emoji de duas labaredas. Também ele é exemplo de influencer que bolsonarizou.
Pastor e coach, fundador da Casa de Destino, Brunet é autor de best-sellers como “Especialista em Pessoas: Soluções Bíblicas e Inteligentes para Lidar com Todo Tipo de Gente”. O tipo de presidente com quem o Brasil terá que lidar, se depender dele, não virá do campo progressista.
Posicionar-se é preciso, diz em vídeo postado dois dias após a eleição que deu a Lula 48,4% dos votos válidos e a Bolsonaro, 43,2%. “Está muito fácil fazer isso este ano. Não é uma guerra de homens, não é uma guerra de partidos, eu nem me meto em política. Só que isso extravasou a política, é uma guerra de agenda.”
Brunet contrapõe, na sequência, temas que associa à esquerda (corrupção, drogas, aborto e ideologia de gênero) e à direita (princípios, valores e crescimento econômico). Não é uma escolha difícil, não para ele.
O pastor começa sua fala se colocando como “um pacificador” e dando o conselho para que ninguém seja “Maria vai com as outras”.
O ator Yudi Tamashiro, que tem planos de virar pastor e acumula seus milhões de seguidores na internet, foi com os colegas evangélicos ao declarar a predileção por Bolsonaro.
Sofreu ataques por isso, inclusive de seguidores que o questionaram se endossar o presidente que chamou a Covid-19 de “gripezinha” e imitou pacientes com falta de ar era apropriado. Seu pai morreu da doença na pandemia, o que ele próprio resgatou ao se defender das críticas: “Não preciso lembrar que meu pai se foi por Covid”.
Recordou na mesma gravação, publicada depois do primeiro turno, de uma médica que lhe disse que “só um milagre” salvaria o parente. “Eu acredito em milagres e na vontade de Deus. Se Deus quis assim, não é você que vai decidir o que é certo pra mim.”
Yudi ficou famoso pelo “Bom Dia & Cia”, programa infantil do SBT que apresentava ao lado da cantora Priscilla Alcântara, que migrou do gospel para o pop secular e engrossa o time de artistas anti-Bolsonaro.
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou deflação (queda de preços) de 1,22% em setembro deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o recuo dos preços foi mais acentuado do que em agosto, quando a deflação ficou em 0,55%.
Com o resultado, o IGP-DI acumula inflação de 7,94% em 12 meses, abaixo dos 23,43% acumulados em setembro de 2021.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,68% em setembro, mais intensa do que em agosto (-0,63%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, teve inflação de 0,02% em setembro ante a deflação de 0,57% em agosto.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em setembro, a mesma taxa do mês anterior (0,09%).
A Justiça do Trabalho determinou que uma indústria de bebidas pague uma indenização de R$ 10 mil a um trabalhador chamado por nomes “pejorativos” pelo seu superior hierárquico na empresa. O empregado era chamado de “Patati Patatá”, “Tico e Teco” e “B1 e B2” em público – os nomes são referências aos palhaços de mesmo nome, aos esquilos da Disney e à série “Bananas de Pijama”, respectivamente.
O trabalhador, que exercia a função de assistente de marketing, alegou sofrer constrangimentos e humilhações por parte do gestor da empresa. Ele narrou que o superior utilizava expressões grosseiras e também apelidos vexatórios na presença dos repositores.
A empresa alegou em sua defesa que o empregado sempre foi tratado com cordialidade. Porém, ao decidir o caso, o juízo da 35ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) deu razão ao trabalhador, condenando a empresa ao pagamento de indenização no valor de R$ 5 mil. Descontente com o montante, a vítima apresentou recurso pedindo aumento do valor arbitrado.
A relatora do caso foi a juíza Angela Castilho Rogêdo Ribeiro, convocada na Primeira Turma do TRT-MG. Segundo ela, o ordenamento jurídico, ao permitir o pleito de indenização por quem sofreu um dano moral ou material, impõe ao demandante o ônus de demonstrar a autoria do fato ilícito e a relação de causalidade, “sendo o dano experimentado pela vítima presumido, nos termos do artigo 186 e 927, ambos do Código Civil”, pontuou.
Uma testemunha ouvida no processo confirmou a versão do trabalhador. Segundo ela, o chefe só se dirigia ao profissional usando apelidos e palavrões.
“Teve uma convenção com 500 a 600 pessoas, foram chamados ao palco para serem apresentados e ele o apresentou como Tico e Teco, B1 e B2 e Banana de Pijama; não tinham nome para ele, era apelido”, relatou em depoimento.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou um decreto autorizando a nomeação de policiais rodoviários federais em meio à campanha eleitoral. O documento foi publicado na edição desta quinta-feira (6) do Diário Oficial da União.
Ao todo, 625 candidatos aprovados no concurso da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram convocados para fazer o curso de formação, que termina nesta quinta-feira (6). Os aprovados no programa poderão ser imediatamente contratados pelo órgão. O número exato de nomeações dependerá das aprovações.
Em comunicado, a Secretaria Geral da Presidência da República afirma que o Ministério da Justiça e Segurança Pública considerou que as demandas do período eleitoral, de feriados e de férias de fim e começo de ano justificam a urgência.
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