O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem ressaltando em sua campanha pela reeleição dados positivos sobre recuperação do emprego.
Quando considerados as 10 cidades que mais abriram postos de trabalho formais no ano, o atual presidente obteve mais votos do que os demais candidatos em 6: Rio de Janeiro (47%), Brasília (51,6%), Belo Horizonte (46,6%), Curitiba (55,3%), Goiânia (56,1%) e Manaus (53,6%).
Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Previdência.
Considerando todo o território nacional, o mercado de trabalho de fato tem dado sinais de melhora — o saldo entre admissões e desligamentos é positivo em 1,853 milhão de vagas de janeiro a agosto.
A pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha, nesta sexta-feira (7), mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) herda mais votos de Ciro Gomes (PDT) do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar do apoio formal do partido e do pedetista ao candidato do PT, o chefe do Executivo é o preferido de 42% dos eleitores de Ciro no segundo turno, enquanto o percentual favorável a Lula soma 31%.
Já entre os eleitores que optaram por Simone Tebet (MDB) no primeiro turno, há mais equilíbrio na distribuição de votos no segundo turno. Lula recebe 31% dos votos de Tebet — mesmo percentual dele em relação a Ciro —, e outros 29% migram para Bolsonaro.
Contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa ouviu 2.884 pessoas, entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02012/2022.
Sem citar o nome de Lula, Ciro Gomes anunciou, na última terça-feira (4), que segue a orientação de seu partido de conceder apoio unânime à candidatura petista no segundo turno. O ex-presidenciável disse que não aceitará “cargos em um eventual novo governo” de Luiz Inácio Lula da Silva e destacou que, apesar do apoio momentâneo, seu papel no próximo ano será “fiscalizar qualquer desvio do novo governo”.
A emedebista foi mais clara do que Ciro ao declarar apoio a Lula. Na sexta-feira (7), em encontro público, ela afirmou que dará “total apoio” à campanha do petista e a um eventual governo dele. Chegou, inclusive, a colocar à disposição para rodar o país, a fim de ajudá-lo a se eleger.
Com 100% das urnas apuradas, o resultado mostrou o ex-presidente com 48,43% dos votos (57,2 milhões de votos) contra 43,20% (51 milhões) do atual mandatário. Por sua vez, Tebet alcançou 4,2% dos votos, o equivalente a 4,9 milhões de eleitores. Já Ciro conquistou 3,6 milhões de brasileiros, ou 3% do total.
O anúncio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), grupo de maiores produtores do mundo, de que irá reduzir a produção de petróleo causou preocupação mundial. O corte de 2 milhões de barris por dia deve impactar principalmente a Europa e os Estados Unidos, que lidam com o impacto negativo contínuo da invasão da Ucrânia.
Mas o mercado brasileiro também se mostrou receoso com o anúncio. Em nota, a Petrobras afirmou que segue monitorando continuamente o mercado e os movimentos nas cotações de mercado do petróleo e dos derivados, que atualmente experimenta alta volatilidade. “A companhia reafirma seu compromisso com a prática de preços em equilíbrio com o mercado, sem repassar a volatilidade conjuntural nem movimentos especulativos como os que estão sendo observados recentemente.
Sobre as estimativas que circulam nas notícias, é importante lembrar que não existe uma referência única e percebida da mesma maneira por todos os agentes, sejam eles refinadores ou importadores. Para demonstração, basta observar que duas renomadas agências de informação, Argus e Platts, publicam referências de preços para o Brasil com diferenças significativas entre elas”, destacou a estatal.
Contudo, essa movimentação pode causar uma recessão e aumento inflacionário. Para o diretor de alocação e distribuição da InvestSmart XP, André Meirelles, o principal impacto de uma redução na oferta do barril de petróleo é a elevação no preço da commodity. “O preço do petróleo é o combustível da inflação. Temos a maior redução desde 2020 e isso é inflacionário porque boa parte do mundo depende da substância. É uma péssima notícia para a Europa que enfrenta dificuldade desde a guerra para a Ucrânia. Também para os Estados Unidos, que sofrem com a inflação.
Mas, no Brasil, vemos alguma normalidade no preço. Vamos provavelmente ver uma alta nos juros e na inflação, principalmente em produtos e serviços atrelados ao dólar. Mas o petróleo tem muita flutuação. Por isso, os analistas geralmente fazem uma média histórica de dez anos. Se não for apenas uma variação momentânea, vamos ter recessão e redução da atividade econômica, mas a questão de preço demora um pouco para chegar até o consumidor.
O Brasil está em uma posição relativamente confortável no meio do caos, tanto porque a inflação não está tão forte quanto antes, como também porque estamos relativamente distantes das disputas geopolíticas. E não temos grandes problemas com energia. Temos uma vantagem competitiva forte em relação ao resto do mundo. Inflação sempre foi muito estudada no Brasil, mas no mundo não”, defende.
Especialista em petróleo e superintendente de Petróleo e Tecnologia na Prefeitura de São João da Barra (RJ), cidade beneficiada pelos royalties do combustível fóssil e onde está localizado o Porto de Açu, Wellington Abreu acredita que o conflito entre Rússia e Ucrânia está no centro da decisão. Para ele, quando o presidente russo decidiu entrar em guerra, sabia que ia sofrer sanções. Por isso, fechou acordos com países vizinhos para fornecer o que tem de mais abundante: energia, petróleo e gás. “E ele ofereceu a um preço muito mais barato do que o mercado da Índia e da China.
“Mas com a política de paridade internacional, ficamos reféns do preço internacional do petróleo e do câmbio. Esse aumento de preço vai para o consumidor, mas gera ganhos para o governo e investidores. Enquanto permanecer o conflito entre Ucrânia e Rússia e o embargo da Otan à nação russa, o preço vai continuar subindo, e a Petrobras não vai conseguir segurar. Nós perdemos as rédeas da energia no país, pelos menos na questão de combustível. Só não estamos sofrendo esses aumentos ainda porque nossa matriz energética não depende tanto de combustível fóssil. Se dependêssemos, a população estaria em uma situação bem complicada, porque nossa moeda está muito defasada”, alerta.
A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), que ficou em terceiro lugar nas eleições. Fechadas as urnas do primeiro turno, Tebet anunciou seu apoio ao ex-presidente Lula (PT). Mara, por sua vez, disse que não se engajaria em nenhuma das duas campanhas e que votaria em branco.
A senadora tucana explicou sua opção. Segundo ela, apoiar a candidatura petista seria, para dizer o mínimo, uma contradição. “Não posso apoiar o Lula, ele dilacerou o Brasil”, ressaltou. Mara Gabrilli se refere aos vários escândalos de corrupção envolvendo o ex-presidente e os governos do PT. Mais que isso, ela tem um motivo pessoal para se manter afastada da campanha do ex-presidente.
A senadora afirma que votar em Lula seria trair a memória de seu pai, o empresário Luiz Alberto Gabrilli, que, por anos, foi extorquido durante a gestão do então prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), no início da década de 2000. O prefeito, assassinado em 2002, era coordenador da campanha de Lula à Presidência em 2002.
O primeiro debate do segundo turno, realizado pelo UOL, Band, Folha de S.Paulo e TV Cultura, está marcado para o dia 16 de outubro, domingo da próxima semana. As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) confirmaram nesta sexta-feira a participação.
Representantes dos dois candidatos estiveram reunidos com a organização do evento ontem para tratar do assunto. Outro encontro foi agendado para a próxima terça-feira (11) e servirá para definir as regras do debate.
Além da veiculação do programa nos veículos que compõe o pool, haverá uma parceria com o Google e YouTube. Em 28 agosto, o grupo promoveu o primeiro debate da corrida presidencial. Além Lula e Bolsonaro, participaram os outros quatro candidatos.
O ministro da Educação, Victor Godoy, disse nesta sexta-feira (7) que o orçamento das universidades e institutos federais será liberado. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a previsão é que a “medida seja publicada no Diário Oficial da União dos próximos dias”.
A verba contingenciada pelo MEC afeta as chamadas “despesas discricionárias”, a parte do orçamento utilizado pelas instituições de ensino para pagar despesas cotidianas como limpeza, restaurante, luz, água e bolsas estudantis. A decisão não afetou o pagamento de salários e aposentadorias, que são recursos protegidos por lei contra bloqueios.
“Não está faltando nada agora. Isso é mentira. Sabemos que nas universidades a militância é enorme. Qualquer negocinho é um carnaval lá contra a minha pessoa”, disse o presidente ontem (07), Jair Bolsonaro durante entrevista.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrarão em ao menos 2 debates durante o 2º turno das eleições presidenciais. Ambos confirmaram presença nos eventos da TV Bandeirantes, em 16 de outubro, e da Rede Globo, em 27 de outubro. Bolsonaro, no entanto, quer ir a outros 2 debates marcados, o do SBT em 21 de outubro, e da Record, 2 dias depois.
Caso Lula mantenha a decisão de não comparecer a esses, a expectativa de aliados do presidente e bolsonaristas é que as emissoras façam uma sabatina com o candidato, deixando ao lado uma cadeira vazia para representar o outro candidato que faltou.
No 1º turno das eleições presidenciais, 3 debates foram realizados. Bolsonaro participou de todos, e Lula, de 2: os da TV Bandeirantes e Rede Globo, e faltou ao do SBT.
Em vídeo publicado nesta sexta-feira (08), o presidente Jair Bolsonaro (PL) ironiza os números da votação do ex-presidente Lula (PT) em presídios aqui da Paraíba. O presidente respondeu sobre questionamento onde o petista teria obtido a maior votação proporcional.
No entanto, Bolsonaro disse que obteve mais votos proporcionais em assentamentos da Reforma Agrária, locais que antes eram “redutos” eleitorais do PT.
O governo federal antecipou de 22 de outubro para 18 de outubro o pagamento dos auxílios a caminhoneiros e taxistas. Será a 4ª parcela de R$ 1.000 do benefício.
Há expectativa de que 341,5 mil caminhoneiros e 290 mil taxistas recebam o dinheiro. Ao todo, R$ 700 milhões devem ser injetados na economia.
O governo ainda estuda pagar uma parcela extra aos taxistas em dezembro. O Congresso liberou 6 parcelas para esses motoristas. O Ministério do Trabalho e Previdência, que coordena os benefícios, espera que sobre dinheiro no programa e, por isso, será possível dar a quantia extra.
O comentarista da Globo News e ex-Diretor Geral do Datafolha, Mauro Paulino comenta o resultado da recente pesquisa do instituto divulgada hoje (07), sobre a disputal eleitoral para o palácio da República entre Luiz Inácio Lula da Silva e o atual presidente, Jair Bolsonaro.
Segundo ele: ”o fato é que o país está dividido. Com apenas 5 pontos de diferença entre Lula e Bolsonaro, a possibilidade de virada inédita em segundo turno é real, independente do que ocorreu no primeiro turno’’.
O sociólogo ainda fez questão de reforçar que ”um voto roubado significa 2, porque tira de um e vai pra o outro”. Paulino trabalhou por 35 anos em um dos mais importantes institutos de pesquisa de opinião do Brasil e coordenou a realização de pesquisas eleitorais desde 1988.
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