Brasil

VÍDEO: Jornalistas e influenciadores digitais lançam manifesto pela liberdade

No sábado 12, artistas, influenciadores e jornalistas lançaram um manifesto em defesa da liberdade. Divulgado nas redes sociais, o vídeo de pouco mais de três minutos ressalta a participação dos brasileiros nos protestos contra a vitória de Lula.

Os participantes do vídeo criticam ainda a “parcialidade” da imprensa tradicional.

“Estamos vivendo um momento muito delicado da nossa história, em que milhares de pessoas têm ido às ruas para se manifestar, para pedir por transparência, por liberdade, para clamar pelo direito de contestar, protestar, opinar, investigar, desconfiar”, informam os participantes do vídeo.

Revista Oeste

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Brasil

Lula fará pronunciamento na COP27; Confira agenda do presidente eleito

Lula: exames são "normais" e apontam garganta inflamada após campanha
A agenda do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP27, durante a próxima semana, inclui um pronunciamento oficial, evento com governadores da Amazônia e encontros com membros da sociedade civil.

Lula participará da conferência na quarta-feira (16/11) e na quinta-feira (17/11). Na sexta-feira, o próximo chefe do Executivo federal segue para Portugal, à convite do presidente Marcelo Rabelo Sousa, onde tem encontro com autoridades portuguesas. No fim da semana, ele retorna para o Brasil.

Confira a programação:

Quarta-feira (16/11)

  • Às 11 horas (16h de Brasília): participa do evento Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática, na companhia dos governadores Antônio Waldez Góes da Silva, do Amapá, Gladson de Lima Cameli, do Acre, Mauro Mendes, do Mato Grosso, Helder Barbalho, do Pará, Wanderlei Barbosa , do Tocantins, e Marcos Rocha, de Rondônia;

 

  • Às 17h15 no Egito (22h15 em Brasília): pronunciamento oficial na “zona azul”, local coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esta é a área restrita à organização onde ocorrem as negociações entre líderes mundiais.

Quinta-feira (17/11)

  • Às 10 horas (15h de Brasília): tem um encontro com representantes da sociedade civil brasileira, no Brazil Hub;
  • Às 15h (20h em Brasília) o presidente eleito se reunirá com os representantes do Fórum Internacional dos Povos Indígenas/Fórum dos Povos sobre Mudança Climática.

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Brasil

VÍDEO: ‘E LEVOU FUMO’ Jovem chega 10 minutos antes dos portões fecharem, acende cigarro e perde prova do ENEM

Que os males que o cigarro pode causar são conhecidos isso é fato. Agora perder a prova do ENEM por conta de uma ”tragadinha”, chega a beirar o cúmulo da falta de atenção com o exame que garante acesso a universidades públicas e privadas de todo o País.

Sara Vivian, foi a jovem que chegou 10 minutos antes dos portões fecharem, decidiu fumar um cigarro, se atrasou e conseguiu perder a prova.

Chorando, a estudante tentou explicar que foi tentar aliviar o stress antes de fazer o exame, já que sofre de ansiedade mas, no fim das contas acabou só piorando a situação.

Portanto, fica a dica para os fumantes tentarem superar o vício no tabagismo adotando práticas mais saudáveis, como atividade física, leitura e boa alimentação. Só o que não dá e tentar fazer as coisas certas da maneira errada. Desta forma é ”reprovação” na certa.

Blog do BG PB com informações do Globo

 

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Brasil

EDITORIAL O GLOBO: Ao prometer usar bancos estatais, Lula revive o pior do PT

Entre as declarações do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva que têm despertado tensão nos mercados, está a promessa de retomar os investimentos em obras e projetos de infraestrutura por meio dos bancos estatais. Lula vê a medida como uma oportunidade de retomar a atividade econômica e gerar empregos. Mas o retrospecto do PT no governo justifica a apreensão. Em 14 anos no poder, Caixa, BNDES e Banco do Brasil foram usados sem a menor parcimônia para financiar toda sorte de desvario. Boa parte da crise fiscal que levou o Tesouro à bancarrota e a ex-presidente Dilma Rousseff ao impeachment foi gerada pela incúria com os bancos públicos.

Não bastassem as obras, entre as promessas de campanha de Lula está a ajuda aos 68,4 milhões de endividados junto a concessionários de serviços básicos (água, luz e outros serviços) ou a bancos e redes de varejo. O programa, batizado por enquanto de Desenrola Brasil, constituirá um fundo com recursos de R$ 7 bilhões a R$ 18 bilhões para renegociar essas dívidas e permitir que os devedores voltem a consumir e ajudar a economia a crescer.

Não para por aí. Os bancos públicos também serão convocados a ajudar os microempreendedores individuais (MEIs) a reduzir dívidas. Apoiarão, ainda, programas sociais de construção de cisternas no semiárido nordestino. O Banco do Brasil deverá atuar em projetos sociais por meio da sua fundação, incluindo a ajuda a catadores de resíduos sólidos. Lula tem ainda a seu dispor a Caixa e os Bancos do Nordeste e da Amazônia, para não falar no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fonte de crédito para grandes projetos que Lula pretende transformar agora em financiador do pequeno empresário. A Caixa, usada pelo presidente Jair Bolsonaro para oferecer o absurdo crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil, tratará do Minha Casa Minha Vida, o Casa Verde e Amarela rebatizado, para também atender famílias com renda abaixo de R$ 1.800, hoje desassistidas.

Tudo isso significa uma enorme mobilização de recursos. Será um retrocesso se for feita sem critério, na base da vontade política, só para fazer bonito diante dos eleitorados que contribuíram para a vitória de Lula. Pior ainda se levar o governo a recorrer mais uma vez ao contribuinte para tapar o rombo. É preciso, acima de tudo, cuidado com o endividamento público.

A experiência acumulada nos anos de poder deveria ajudar Lula a não repetir os erros do passado. Nos governos petistas, sobretudo na gestão Dilma, o viés estatista e intervencionista do PT levou ao aumento dos gastos e a uma crise fiscal de que o país ainda não se recuperou. Os bancos estatais chegaram a ser usados para forçar a queda dos juros no mercado, uma medida delirante que obviamente fracassou. O auge do desatino foi a tentativa de fortalecer os “campeões nacionais”, empresas alimentadas pelo BNDES com crédito barato subsidiado pelo Tesouro. Empresários compadres, próximos do poder, se deram bem. O Brasil se deu mal. Muito mal.

Lula tem feito questão de repetir que seu governo não é do PT, mas da ampla coalizão de forças unidas em defesa da democracia. Politicamente, é um discurso sedutor. Mas na economia a tentativa de agradar a todos não funciona, como ele mesmo deve ter percebido ao ver o poder destruidor que suas declarações tiveram sobre os mercados na semana que passou.

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Brasil

Lucro das estatais federais bateu recorde de R$ 188 bilhões em 2021

As estatais controladas pelo governo federal bateram lucro recorde de R$ 188 bilhões em 2021. O volume equivale ao triplo do registrado no ano anterior (R$ 61 bilhões).

Do total, 98% dos R$ 188 bilhões vieram de 5 companhias: Petrobras, BNDES, Caixa, Banco do Brasil e Eletrobras –que foi privatizada em 2022.

O levantamento foi feito pelo Ministério da Economia, a partir dos balanços das empresas.

A Petrobras responde pela maior parte do resultado. Com o petróleo em alta no mercado internacional, a empresa lucrou R$ 107 bilhões em 2021.

As outras empresas –fora as 5 maiores– também tiveram um resultado consolidado positivo. O bom resultado se deveu a uma melhor gestão das empresas públicas, principalmente depois da nova Lei de Responsabilidade das Estatais, que criou parâmetros para a governança das companhias em 2016.

Quando se observa o lucro das empresas por período de governo, é possível observar também que os governos Lula (PT) tiveram aumento da lucratividade das estatais no resultado consolidado.

O pior momento foi no final da gestão de Dilma Rousseff (PT). O período foi marcado pela queda da receita da Petrobras, com o preço do barril do petróleo em baixa, e o auge das investigações de casos de corrupção pela operação Lava Jato.

Houve uma melhora a partir do início do governo Michel Temer (MDB), que aprovou a nova Lei das Estatais.

Jair Bolsonaro (PL) manteve a política de Temer, principalmente na Petrobras. A gestão do atual presidente registrou os melhores resultados da história também para os bancos públicos, como Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

Poder 360

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Brasil

PEC deve ser apenas para auxílio de R$ 600 e salário mínimo, diz Ciro Nogueira

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (foto), defendeu neste domingo (13) que a chamada PEC da Transição seja implementada somente para a manutenção do pagamento dos R$ 600 do Auxílio Brasil, que deverá ser rebatizado de Bolsa Família.

Em mensagem divulgada em grupo de contatos, Ciro Nogueira afirmou que o texto deve se limitar às propostas feitas por Lula e Jair Bolsonaro durante a campanha.

“A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: 600 reais de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023”, escreveu.

“O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o 1º ano do governo.”

Integrantes da equipe de transição, especialmente ligados ao PT, passaram a defender que a excepcionalidade dos recursos destinados ao benefício se estenda por quatro anos.

O assunto foi levado a Lula durante reunião na semana passada. Esse é um ponto de impasse para a consolidação da PEC de Transição, que pretende retirar até R$ 175 bilhões do teto em 2023 para o pagamento do benefício.

O Antagonista

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Brasil

Cássia Kis denuncia assédio moral e nega ser homofóbica: ‘Sou idiotofóbica’

Após atacar jornalistas, fazer declarações contra a população LGBT+, militar contra aborto e anticoncepcionais e comparecer a manifestações golpistas, Cassia Kis publicou um texto neste domingo (13), na Folha de S.Paulo, para se defender. No espaço concedido a ela pelo jornal, a atriz afirmou que tem sido alvo de mentiras, de assédio moral e muita pressão. Ela afirmou: “Não sou nem nunca fui homofóbica; sou no máximo mentirofóbica e idiotofóbica”.

A atriz começou seu relato dizendo que há muitas pessoas falando mal dela nos últimos dias, inclusive colegas de profissão que sempre respeitou. Ela declarou que, independentemente de serem pessoas que acreditam no que dizem, maliciosas ou que se deixaram levar por discursos alheios, estão todas perdoadas.

Brisa (Lucy Alves) em cena de Travessia com expressão séria e camiseta amarela
No entanto, a Cidália de Travessia deixou claro seu remorso em relação às críticas de atores, atrizes, produtoras, jornalistas, veículos de imprensa e de parte do público que a acompanha na TV.

No último dia 4, Cassia foi denunciada no compliance da Globo por 15 artistas, que citaram situações de homofobia dentro e fora do ambiente de trabalho, além de comportamento inadequado nos bastidores de Travessia e da série Desalma, do Globoplay. Em 8 de novembro, a lista de denúncias cresceu: cinco jornalistas fizeram reclamações formais na emissora contra ataques da atriz à imprensa pelo WhatsApp.

“Embora eu não deseje o mal de ninguém, nem por isso aceito as pechas equivocadas que alguns têm lançado sobre mim. E por quê? Porque aprendi o valor de uma boa reputação, construída com trabalho e amor ao longo de muitos anos. E também porque aprendi que com a verdade não se brinca. Portanto, não posso simplesmente dar de ombros perante os murmúrios que atingem tanto a pessoa como a artista”, disse.

Ela, então, afirmou estar sofrendo de “um verdadeiro assédio moral” em relação às acusações que tem recebido.

“Dizem que, por assumir uma posição política conservadora, eu estaria “envergonhando” a classe artística. Se fosse apenas isso, tudo bem. Mas o zum-zum-zum chegou além, pois me atribuem intenções que não tenho, palavras que não disse e crises que não criei. A pressão sobre mim —verdadeiro assédio moral— ganhou contornos policiais, pois me chega a notícia de que estou sendo formalmente acusada de ‘homofobia’ por um grupo de ativistas do Rio de Janeiro. Não, meus caros, não sou nem nunca fui homofóbica; sou no máximo mentirofóbica e idiotofóbica”.

A homofobia à que Cassia se refere diz respeito a declarações dadas por ela durante live com Leda Nagle em 27 de outubro, na qual disse: “Não existe mais homem e mulher, mas mulher com mulher e homem com homem, e homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher. Como a gente vai fazer?”. Tais falas geraram também uma denúncia no Ministério Público do Rio de Janeiro contra a atriz.

O Grupo Arco-Íris, movimento ativista que defende causas LGBTQIA+, também protocolou na Justiça do Rio de Janeiro uma ação contra a atriz sob a alegação de que ela foi homofóbica –eles pedem R$ 250 mil de multa e uma retratação pública.

Em seu depoimento à Folha, Cassia entrou ainda na questão religiosa. Católica fervorosa, ela levou terços e imagens de santo ao comparecer a manifestações bolsonaristas, que são antidemocráticas e pedem intervenção federal. Ela entende, por sua vez, que seus detratores estão politizando sua fé.

“Ocorre que a Cássia que reza é a mesma cidadã que tem o direito constitucional de manifestar suas preferências políticas. Uma só pessoa, duas coisas diferentes”, comentou.

Ao final do relato, a atriz afirmou que tem encontrado muitos brasileiros nas ruas que estão comovidos com o que ela tem passado e com seu proceder. “A solidariedade desses desconhecidos supre a falta de apoio de pessoas que, me conhecendo há tempos e tendo partilhado comigo ótimos momentos, tanto na vida pessoal como na profissional, não levantam a voz em minha defesa, talvez por medo de serem mal vistas. É a vida. A vida como ela é na realidade, não como é pintada nos contos de fadas”, afirmou.

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Brasil

PCC tem arquivo com nomes e endereços de 2 mil agentes públicos no Brasil

O PCC (Primeiro Comando da Capital) tem um arquivo com cerca de 2 mil nomes e endereços de agentes públicos em todo o Brasil. São juízes, promotores de Justiça, delegados das Polícias Civil e Federal e policiais penais de vários estados do país. Muitos são considerados alvos e inimigos mortais da facção.

A coluna do jornalista Josmar Jozino, do UOL, apurou que ao menos 11 nomes mencionados na longa lista vêm sofrendo ameaças de morte do PCC nos últimos meses. Os possíveis atentados seriam em represália à permanência da liderança da organização criminosa em presídios federais.

Os arquivos estão armazenados em pen drives e há mais de uma cópia. Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, elas foram distribuídas para os chefes do PCC em liberdade. Há informações de que alguns deles estão escondidos em São Paulo e outros no Mato Grosso do Sul e Bolívia.

Os relatos apontam que o PCC estabeleceu prazo até o dia 25 de janeiro de 2023 para a liderança do grupo ser removida de volta para presídios paulistas.

Ainda de acordo com as informações passadas à coluna, se as transferências não forem efetuadas, os atentados contras as autoridades das forças de segurança terão início no aniversário de 469 anos da cidade de São Paulo, a maior e principal metrópole do Brasil.

Fontes da reportagem apuraram também que o PCC adquiriu drones para espionar e monitorar os alvos. Têm ainda veículos blindados, fuzis, metralhadoras e até explosivos C4 com alto poder de destruição. Parte desse armamento estaria escondida na Grande São Paulo.

Entre as autoridades ameaçadas estão promotores de Justiça responsáveis pela remoção dos chefes do PCC para os presídios federais, chamados de “amarelos” pelos faccionados. Eles usam essa denominação porque nessas unidades os presos tomam pouco banho de sol e costumam ficar pálidos.

Seis policiais federais responsáveis pelo bloqueio de milhões de reais de integrantes do PCC processados por lavagem de dinheiro e por prender narcotraficantes do grupo criminoso no Brasil e no exterior também estão na lista de ameaçados.

Na cidade de São Paulo, os alvos seriam quatros delegados da Polícia Civil que todos os dias aparecem na mídia anunciando prisões de membros do Primeiro Comando da Capital. Esses policiais são chamados pelos faccionados de “filhotes” de um famoso apresentador de programa policial exibido na TV.

Crimes de terrorismo

De acordo com agentes das forças de segurança, os envolvidos em atentados contra autoridades podem ser enquadrados por crimes de organização terrorista, principalmente no caso de uso de explosivos. As penas variam de 12 a 30 anos de reclusão, além de isolamento em presídio federal.

Em fevereiro de 2001, o PCC mostrou o “rosto” ao país pela primeira vez ao comandar a primeira rebelião em série em São Paulo, em 29 presídios e quatro cadeias públicas, por causa da transferência de alguns de seus líderes para outros estados da Federação.
Cinco anos depois, em maio de 2006, a facção voltou a se rebelar, dessa vez em 74 unidades prisionais. Simultaneamente foram realizados ataques contra agentes públicos. Foram mortos 24 policiais militares, oito policiais civis, oito policiais penais, três guardas municipais e outros 16 agentes.

No mesmo período 505 civis foram mortos a tiros no estado. Até hoje ninguém foi responsabilizado por essas mortes. Os ataques ocorreram entre os dias 12 e 20 de maio e foram motivados por causa do isolamento de 765 presos do PCC na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).

Com informações do UOL

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Brasil

Flordelis é condenada a 50 anos de prisão pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo

A ex-deputada Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. A pastora foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, além uso de documento falso e associação criminosa armada.

Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, foi condenada a 31 anos e 4 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.

Rayane dos Santos, neta biológica da ex-deputada e Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira, filhos adotivos de Flordelis, foram inocentados. A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal de Niterói após mais de seis dias de julgamento em júri popular.

“Entendemos que foi esse processo que formou uma pressão que levou a este fato dado”, avaliou Janira Rocha, que também faz parte da defesa de Flordelis.

“O placar foi bem apertado, não foi unânime a condenação dela”, afirmou o advogado Rodrigo Faucz, que também defende a ex-deputada.

O advogado assistente de acusação dedica a condenação de Flordelis à família de Anderson do Carmo, e disse que está satisfeita com a condenação e ainda chamou a ex-deputada de “chefe da organização criminosa”. Ele ainda afirmou ainda que não vai recorrer da absolvição de André Luiz, Marzy e Rayane.

Flordelis nega participação na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo

A ex-deputada Flordelis disse durante o interrogatório que abusos que o pastor cometia dentro de casa foram a motivação para que fosse assassinado – abusos inclusive contra ela.

Flordelis voltou a negar, no entanto, que tenha envolvimento na execução. A ex-deputada lembrou que dois filhos – Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos de Souza – foram condenados pela execução, mas disse que não poderia dizer quem foram os autores porque não estava na cena do crime.

“Eu não posso acusar ninguém, eu não estava presente no local, eu não vi. Eu não posso afirmar. Meu filho Flávio foi sentenciado e meu filho Lucas foi sentenciado.”

Flordelis se emocionou muito durante o interrogatório. Um dos jurados chegou a perguntar se o choro era real, e a ex-deputada confirmou que “sim”.

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Brasil

PEC da Transição aumenta dívida pública e pode resultar em alta da inflação

Sem perspectiva de aumento de arrecadação, os gastos extras na casa de R$ 175 bilhões com a PEC da Transição devem causar aumento da dívida pública. O próximo governo aposta em uma melhora econômica para conseguir compensar a liberação do montante fora do Orçamento. Sem isso, o país pode assistir à inflação subir e à taxa Selic ser ajustada para cima em busca de controle, acarretando juros mais altos.

A reação negativa do mercado à medida, que deve furar a regra do teto de gastos, foi sentida logo após o último discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apreensão se dá pela possibilidade de aumento da dívida pública. Com isso, o movimento natural seria a cobrança de juros mais altos, fazendo com que o Executivo precise destinar uma parte maior da arrecadação futura para honrar com o pagamento de dívidas. “Assim, deixa-se menos para despesas discricionárias. Esse impacto só será minimizado se o país crescer mais que os 2,5% estimados no PLOA (Proposta da Lei Orçamentária Anual), o que me parece bastante improvável”, avalia Rafael Miranda, mestre em economia pela FGV.

Líderes pedem mais tempo e PEC da Transição será apresentada na próxima quarta
Um cenário possível a partir do próximo ano levando em conta as projeções de recessão, segundo Miranda, é que as famílias mais vulneráveis aumentem o poder de consumo. No entanto, sem uma produção compatível, os preços dos produtos sobem, acarretando em aumento da inflação. O movimento do Banco Central pode ser, então, o de elevar a taxa Selic, subindo as taxas de juros e dificultando empréstimos e financiamentos.

“É fácil imaginar que, se o governo injeta auxílio na mão de quem está deixando de comprar porque falta dinheiro, elas vão justamente gastar esse dinheiro e gastar rápido. Esse aumento de demanda pode levar a inflação”, completa. Miranda, no entanto, afirma que o auxílio é necessário para garantir equilíbrio social, mas que precisa ser feito com cautela.

Especialista em Gestão Pública, Relações Institucionais e Governamentais da Fundação da Liberdade Econômica, Eduardo Fayet também frisa a importância do auxílio e a necessidade do equilíbrio. “São recursos importantes para atender a questão da fome, da dificuldade da classe mais pobre ter acesso a recursos.”

Não deixa de ser um endividamento público. O que o novo governo precisa é ter austeridade fiscal. Não de não gastar, mas de gastar bem. Além disso, deve tomar cuidado com como fala e quais são os aspectos que destaca para que não haja revezes sem necessidade

Fayet acredita que a taxa de juros pode sofrer manutenção, “mas depende também de questões internacionais, capacidade de atração de investimento, equalização de política de governança e financiamento do desenvolvimento do Brasil”.

Medida permanente

O governo eleito defende que se extrapole o teto de gastos. Antes de deixar Brasília após se reunir com a equipe de transição, Lula criticou a reação negativa ao discurso e disse nunca ter visto “um mercado tão sensível”. Já o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse apostar em um crescimento econômico. “O que precisa é a economia crescer. Esse é o fator relevante. E aí é importante o investimento, público e privado, recuperar planejamento no Brasil e bons planejamentos.”

Outro fator que leva à desconfiança do mercado sobre a PEC é que o excedente de gastos pode se tornar uma constante. O relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), já afirmou que as mudanças previstas no teto de gastos para bancar os auxílios seriam permanentes.

“A ideia é que haja um compromisso da sociedade brasileira com os mais carentes, com os mais pobres. E que eles possam sentir que há uma segurança de que estará excepcionalizado para sempre esse recurso”, disse, na quinta-feira (10).

O teto de gastos entrou em vigor em 2016 e é a principal regra fiscal que limita o crescimento das despesas em relação à inflação. Na prática, a ideia é congelar os gastos públicos para que o aumento em despesas siga a inflação.

Atual secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, e cotado para assumir o Tesouro Nacional no governo Lula, Felipe Salto acredita que o governo de transição “precisa fazer um aprimoramento das regras fiscais para evitar constrangimento de todo ano ter que aumentar o teto de gastos, que mobiliza recursos, políticas, esforço do governo e tempo”. Ele defende a necessidade de mudar o teto de gastos para um limite de despesa, a fim de manter regras de controle, mas sem precisar ferir as normas ano após ano.

Além disso, Salto defende uma reforma tributária. “Principalmente o ICMS, que produz uma série de distorções e complexidade no regimento tributário que já são muito conhecidas e poderiam ser resolvidas. É necessário uma reforma estrutural, discutir a questão das vinculações, do peso das despesas obrigatórias do orçamento.”

R7

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