Brasil

Parlamentares fazem bolão sobre quem será primeiro ministro de Lula a cair

Integrantes do Congresso Nacional já iniciaram, nos bastidores, um bolão a respeito de quem será o primeiro ministro a ser demitido do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Entre os favoritos estariam a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, e o da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

O nome de Daniela, conhecida como Daniela do Waguinho, está enfraquecido depois circulado nas redes sociais fotos e vídeos dela ao lado de pessoas supostamente envolvidas com a milícia no Rio de Janeiro.

No caso de Góes, o problema estaria do fato de ele já ter sido condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a seis anos e nove meses de prisão após ser acusado de desviar dinheiro de empréstimos consignados de servidores do estado do Amapá, o qual governou entre 2003 e 2010 e entre 2015 e 2022.

A condenação de Góes foi em 2019, mas o caso dele ainda será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Janja leva repórter da Globo ao Alvorada para reclamar do local

Numa ação favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Grupo Globo enviou uma jornalista ao Palácio da Alvorada, em Brasília, para percorrer o local com a primeira-dama, Janja Lula da Silva mostrando as condições da residência oficial da Presidência. O tom da gravação foi de queixas sobre o estado em que foi encontrado o Alvorada, em crítica à administração anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

Em todos os governos, quando um presidente deixa a residência oficial, depois de 4 anos, há reparos a serem feitos. Eis exemplos abaixo:

  • 1994 – o então presidente Itamar Franco (1992-1995) determinou que o palácio passasse por reformas nas partes elétrica e hidráulica, além de uma nova pintura nas principais áreas, antes de ser ocupado por seu futuro residente –no caso, o tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2003);
    2004 – no 1º ano do 1º mandato de Lula, o palácio passou por amplas mudanças. Incluíram: instalação de ar condicionado, recuperação de pisos, reforma de copas e banheiros, pintura, impermeabilização e modernização dos elevadores. Segundo texto no site do PSDB, a reforma R$ 16 milhões à época;
  • 2017 – Michel e Marcela Temer se mudaram para o Alvorada 5 meses depois de o presidente tomar posse; móveis foram substituídos, tema controverso à época, e uma tela de proteção, instalada na sacada do 1º andar por causa do filho do casal, Michelzinho, que tinha 8 anos.
    No tour amigável com a repórter do Grupo Globo pelo Alvorada, a abordagem indicava o que seria uma possível destruição da Alvorada. Na maioria das imagens, entretanto, o estado geral do edifício estava parecido ao que o Poder360 pode verificar em várias oportunidades ao longo dos anos.

Para demonstrar o que seriam os “estragos”, como diz o Jornal Nacional, foram mostradas:

  • a quina de uma mesa lascada;
  • poltrona com um pequeno rasgo no
  • revestimento de couro;
  • alguns tapetes puídos;
  • tacos de madeira desgastados (por estarem perto de portas que levam à área externa);
  • área do teto com pé direito triplo, bem no alto, com infiltração no gesso perto de uma porta de vidro.

Fotos: Reprodução

Tratada com muita deferência, Janja foi apresentada como cuidadora do bem público. “O que a gente percebe é que não teve cuidado, manutenção. Os pés dos móveis que são de latão não estão polidos”, disse a primeira-dama. “Eu e o presidente Lula resolvemos que a gente só vai mudar daqui [sic] quando a gente tiver um inventário completo do que tem aqui dentro, como foi entregue pra gente”, completou no trecho editado pelo Jornal Nacional.

A reportagem completa, com mais de 18 minitos, foi ao ar no canal a cabo de notícias do Grupo Globo, a GloboNews (audiência em novembro de 2022 de 0,2 ponto no Painel Nacional de Televisão, menos de 150 mil pessoas).

O Palácio da Alvorada é um edifício público. Recebe milhares de pessoas ao longo dos 4 anos de mandato de um presidente da República. Tapetes gastos e poltronas desgastadas são comuns e a cada período presidencial são necessários reparos quando há troca de inquilino.

Esta foi a 2ª aparição de Janja falando com jornalistas desde a vitória de Lula no 2º turno das eleições de 2022. A primeira-dama elegeu nos 2 casos o Grupo Globo. Primeiro, no programa dominical Fantástico. Agora, na GloboNews.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Terceiro miliciano tem laços com ministra do Turismo

Terceiro miliciano tem laços com ministra do Turismo
A ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil; foto), tem laços políticos com pelo menos três pessoas condenadas ou rés por liderar milícias em Belford Roxo, berço político de Carneiro, no Rio de Janeiro.

O caso mais recente foi publicado pelo Globo, publicada nesta quinta-feira (5).

Desta vez, trata-se de Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão (foto). Ele é réu na Justiça sob a acusação de comandar milícia que controla TV e internet pirata, assim como venda de botijões de gás, em dez bairros de Belford Roxo.

Varandão participou eventos da campanha de reeleição de Carneiro à Câmara dos Deputados nas últimas eleições, em outubro passado. Ele, inclusive, participou de um comício.

Segundo  Globo, com base em informações do MP-RJ, todas as atividades de campanha nas quais ele participou ocorreram em locais dominados pela milícia a qual ele é acusado de comandar.

Mais cedo nesta quinta, a Folha de S. Paulo noticiou o laço da ministra com o terceiro tenente bombeiro Márcio Pagniez, o Marcinho Bombeiro, preso em 2019 sob acusação de homicídio e de liderar uma milícia.

Na terça-feira (3), a imprensa publicou que o grupo político da ministramantém vínculos com a família do ex-PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado e preso por homicídio e sob acusação de chefiar outra milícia em Belford Roxo.

O antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula extingue programa de Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro usa as redes sociais para afastar boatos sobre suposto divórcio | Revista Fórum
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva extinguiu através de decreto assinado no dia 1º, o programa Pátria Voluntária, programa social criado durante a gestão de Jair Bolsonaro e comandado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

No lugar do Pátria Voluntária foi criada, no mesmo decreto, a Secretaria-Executiva do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado.

O programa que era menina dos olhos de Michelle Bolsonaro foi criado em julho de 2019 por meio do decreto nº 9.906, de 9 de julho de 2019 e tinha como objetivo de incentivar o voluntariado.

De acordo com dados do programa, a plataforma do Pátria Voluntária contava com mais de 17 mil voluntários e mais de 2 mil entidades cadastrados e, em dois anos mais de 1,6 milhões de brasileiros teriam sido beneficiados.

O antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ao discursar em nome do Senado, na posse de Tebet, Veneziano reforça “harmonia entre Congresso e Executivo”

Veneziano abre cerimônia de posse de Simone Tebet no Ministério do Planejamento - F5 Online
O Vice-Presidente do Senado Federal, Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), discursou nesta quinta-feira (05) durante a solenidade de posse de Simone Tebet como Ministra do Planejamento do governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Falando em nome do Senado, Veneziano ressaltou o “compromisso da harmoniosa relação entre o Congresso Nacional e o Poder Executivo”.

Ele também disse ter a certeza de que o Governo Lula irá conduzir a economia do país com responsabilidade, focada no desenvolvimento do Brasil e nas ações que o povo tanto precisa. “Temos a certeza da competência da equipe econômica em conduzir uma política responsável e viabilizadora das ações do Governo”, disse o Vice-Presidente do Senado.

Veneziano também enalteceu as qualidades de Simone Tebet, afirmando ter convicção de que a nova ministra conduzirá a pasta com dedicação e competência. “Temos plena convicção de que sua competência e dedicação aos projetos que abraça farão com que desempenhe um ótimo trabalho”, afirmou o paraibano.

Presença nas Solenidades – Veneziano tem estado presente nas principais solenidades do novo governo, atendendo convite do presidente Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), sempre representando o Senado, como presidente em exercício, de forma institucional, mas também como convidado pessoal de Lula e Alckmin.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

VÍDEO: Governo Lula adota o uso do pronome neutro “todes” nas cerimônias

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizaram, na 2ª feira (2.jan.2023) e nesta 3ª feira (3.jan) a linguagem não binária, também denominada linguagem neutra em cerimônias oficiais. Fenômeno linguístico e político, a substituição do artigo masculino genérico pelo “e” busca neutralizar o gênero gramatical.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, começou seu 1º discurso no Palácio do Planalto com a frase “Boa tarde a todas, a todos e a todes”. Foi aplaudido pela plateia, que lotou o Salão Nobre da sede do governo na 2ª feira.

A cerimônia de posse do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também contou com a linguagem não binária horas antes. A mestre de cerimônia referiu-se aos convidados como “todes”. O chefe do ministério não usou a expressão.

O mesmo se deu nas cerimônias de posse dos ministros dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, da Cultura, Margareth Menezes, e das Mulheres, Cida Gonçalves.

No caso do Ministério da Cultura, veio também da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, o uso da expressão vinculada às lutas identitárias de grupos LGBTQIA+.

Nas redes sociais, movimentos da militância grafam palavras cujo artigo é masculino com ‘x’, ‘@’ ou ‘e’. O último é utilizado na forma falada por ser pronunciável.

Nos recortes abaixo, é possível ver o uso da linguagem neutra. Assista ao compilado de trechos das cerimônias oficiais do governo Lula (1min34s):

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Associação Médica Brasileira critica possibilidade de retomada do programa Mais Médicos

Em entrevista ao Jornal Jovem Pan, o presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, comentou uma possível volta do programa Mais Médicos. Ele diz que se ocorrer e for no formato anterior, será novamente rejeitado pela classe médica. A maior crítica é por os médicos cubanos que vieram para Brasil terem sido dispensados da revalidação do diploma. “A impressão que dá, até pela denominação do programa, Mais Médicos, é de que é uma questão meramente quantitativa: se eu tiver mais médicos, independente da qualidade desses médicos, eu resolvo o problema. Foi com essa ideia que vieram para cá os médicos cubanos em grande número, aos milhares, e a esses médicos foi isentada a absoluta necessidade que existe em qualquer país. Isso não é uma posição xenofóbica. É importante que se registre isso. Nós podemos receber médico em quaisquer lugar do país, assim como os médicos brasileiros podem trabalhar em outros países, desde que preencham os requisitos básicos, ou seja, de que eles demonstrem cabalmente e formalmente as suas competências, as suas habilidades para o exercício da medicina”, comentou.

César Fernandes reconhece o que chamou de “vazios assistenciais” no país, onde a saúde primária não chega à população, mas defendeu que uma solução definitiva envolveria valorização salarial e políticas de Estado de planos de carreira. “Esse caminho, me parece, passa, necessariamente, pela fixação de médico, de equipe de saúde, de estrutura de saúde, para que a população possa ter uma assistência adequada. O programa Mais Médicos foi um programa que teve uma inaceitação, um certo repúdio da classe médica, e eu acho que reviver esse programa da forma como ele foi concebido não me parece uma boa ideia”, disse. César destacou ainda que aumentaram os números de escolas médicas no Brasil, defendendo que há profissionais, mas que a qualificação também deve ser um ponto importante na criação de um novo programa por mais assistência médica em diversos pontos do Brasil.

Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Salários dos ministros do governo Lula custarão mais de R$101 milhões

Foto: Reprodução/Diário do Poder.

No governo que ameaça acabar o saque-aniversário do FGTS, Lula e sua inchada equipe ministerial, rateada em 37 pastas para acomodar políticos derrotados e gratificar apoiadores, impôs ao pagador de impostos o custo de R$101.197.390,84 em quatro anos. O cálculo expõe a mentira do presidente de que não haverá aumento nos gastos públicos. Como se ministros não exigissem batalhão de assessores, mordomias, carrões oficiais etc. Jair Bolsonaro encerrou o governo com 23 ministros.

Conta certa

Só os 15 ministros que o presidente nomeou a mais que Bolsonaro já engorda a despesa pública em R$41 milhões.

O céu é o limite

A conta considera o salário, que fechará o governo em R$46,3 mil; férias, décimo terceiro e o generoso auxílio moradia, atualmente em R$7,7 mil.

Bom para ministros…

O custo é só de ministros de estado. A coisa fica ainda pior se incluir o secretário executivo e o adjunto, subsecretários, e assessores especiais.

…melhor para Lula

Além do salário bater nos R$46,3 mil, Lula ainda dá uma turbinada de R$10,3 mil com sua aposentadoria como “anistiado político”.

Por Coluna do Cláudio Humberto/Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Novo secretário da Saúde defende aborto legal no SUS

Foto: Divulgação/Sesa.

Novo secretário de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes (foto) saiu em defesa do aborto legal no SUS. Em entrevista ao G1, o médico sanitarista afirmou que revogará documentos com posições “retrógradas” e “ultrapassadas”.

“Eu sou uma pessoa evangélica. No entanto, sei diferenciar o que é uma agenda de saúde pública e uma agenda da fé de cada um. Negar o acesso ao aborto nas condições previstas em lei é submeter essas vítimas de violência a outras violências. […] Toda e qualquer produção de nota técnica, portaria ou instrumento normativo que existir no Ministério da Saúde legitimando posições retrógradas e que não garantem direitos serão revogadas, sem dúvida alguma”, afirmou o titular da secretaria, que é vinculada ao Ministério da Saúde.

Ainda durante a entrevista Fernandes disse que elevar as coberturas vacinais no país é uma das prioridades da nova gestão. “O grau de hesitação vacinal que está presente hoje na população não tem paralelo na história recente do país. Grupos antivacina foram acolhidos pelo governo federal. Grande parte da população acabou seguindo essas teses legitimadas pela instituição, pelo Ministério da Saúde.”

Ele também falou sobre retomar o Mais Médicos com brasileiros e estrangeiros. “É possível adotar uma estratégia única de provimento de médicos unificando o Médicos pelo Brasil e o programa Mais Médicos. Vamos retomar um grande movimento para garantir médicos em todos os municípios brasileiros. […] Entre os estrangeiros, podem ser cubanos que ficaram no Brasil ou médicos de qualquer país do mundo que entrem nos critérios da legislação que permitem a participação no Mais Médico.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Três primeiros dias do governo Lula já escancaram desmandos e impasses entre ministros

Os três primeiros dias do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da Presidência da República são marcados, sobretudo, por atritos entre ministros e recuos motivados, em especial, por impasses sobre o rumo da política econômica. O bate-cabeça no primeiro escalão do governo foi causado, em especial, por divergências relacionadas à política de preços da Petrobras, a desoneração dos combustíveis e o futuro da reforma da Previdência. A cacofonia na economia, inclusive, será tema da primeira reunião ministerial da terceira gestão do petista, que ocorrerá na sexta-feira, 6. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta quarta, que o encontro servirá para alinhar a comunicação do governo, em uma sinalização de que o Palácio do Planalto espera um freio de arrumação por parte de Lula.

O primeiro recuo foi motivado pela desoneração da gasolina e do etanol. Inicialmente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), havia acordado com o agora ex-ministro da Economia Paulo Guedes que fosse assinada uma Medida Provisória (MP) para prorrogar o benefício por um mês – a regra ficaria em vigor até o dia 31 de dezembro de 2022. Na avaliação de Haddad, o período seria suficiente para o novo governo decidir sobre possíveis impactos causados pelo aumento do preço dos combustíveis, como a inflação, por exemplo. Entretanto, a mando de Lula, em 27 de dezembro, antes mesmo de assumir o cargo, o ministro voltou atrás e pediu que Guedes desistisse da desoneração. Temendo a repercussão que um eventual reajuste causaria na popularidade de um governo recém-empossado, houve uma nova reviravolta: no dia 1º de janeiro, o presidente da República assinou uma MP prorrogando a isenção dos tributos federais que incidem sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular até o final de fevereiro – a alíquota incidentes sobre diesel, biodiesel, gás natural e gás de cozinha ficarão zeradas até o final de 2023. Mais do que o recuo, a decisão representou a primeira derrota política de Haddad, que defendia a manutenção da medida por apenas 30 dias.

O segundo recuo do recém empossado governo envolveu a Reforma da Previdência e também marcou o primeiro atrito entre ministros. Isso porque nesta quarta-feira, 4, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, desautorizou o colega Carlos Lupi, ministro da Previdência e presidente nacional do PDT, durante conversa com jornalistas. Depois de participar da cerimônia de posse do vice-presidente Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Costa descartou que o novo governo avalie, no momento, qualquer proposta de revisão do texto aprovado em 2019, durante o governo Bolsonaro. “Neste momento não tem nada sendo elaborado”, disse o ministro. Ele também reforçou ainda que qualquer proposta apresentado pelos ministros terá que passar pela Casa Civil e ter aval do Planalto. Como a Jovem Pan antecipou, a afirmação contraria a fala de Lupi, feita durante cerimônia de posse no Ministério da Previdência, que prometeu criar uma comissão com representantes de sindicatos patronais, dos aposentados, do governo, centrais sindicais para debater o que chama de “antirreforma da Previdência”. “É preciso discutir esse atraso, desrespeito, acinte à cidadania que foi feito com essa antirreforma da Previdência. É preciso ter coragem para discutir isso. É o trabalho da minha vida”, disse o pedetista, ao tomar posse nesta terça. “A Previdência não é deficitária. Vou provar com números, dados e informações”, completou.

O terceiro – e mais recente – recuo envolveu a Petrobras e as reações do mercado financeiro. Indicado para assumir a presidência da estatal, o senador Jean Paul Prates (PT) afirmou, na semana passada, que a política de preços da empresa é “assunto de governo, e não apenas de uma empresa de mercado”. “A Petrobras se ajustará às diretrizes que o governo, tanto como governo quanto como acionista majoritário, determinar”, disse ao portal G1, em 30 de dezembro, após ser confirmado como escolhido para o comando da petroleira. A fala causou reação dos investidores e queda expressiva da Bolsa de Valores. Desde o dia 29, as ações da Petrobras (PETR4) desvalorizaram cerca de 7,8% e as ações PETR3 também caíram faixa dos 8%. Nesta quarta, no entanto, após o atual presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, apresentar renúncia ao cargo, Jean Paul Prates deu uma nova declaração, descartando uma interferência do governo na política de preços. “Uma vez falei quem faz política de preços é o governo, aí interpretaram que eu estava dizendo que iria intervir porque era do governo. Não. O governo pode simplesmente dizer é livre, é liberado, é PPI, não é PPI. Mas é o governo quem cria o contexto, e o mercado também”, afirmou. O mercado reagiu positivamente à fala e o Ibovespa chegou a registrar alta de 1,24% às 16h59, com as ações da estatal valorizando 3,54%.

Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.