Brasil

Moraes corta quesitos da defesa e limita perícia médica de Bolsonaro

Foto: Ton Molina/NurPhoto via Getty Images

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou parte dos pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionados à perícia médica determinada após sua transferência para o sistema prisional em Brasília. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (19).

Ao analisar o requerimento dos advogados, Moraes considerou ao menos cinco quesitos como “irrelevantes, impertinentes ou protelatórios”. Embora tenha homologado o assistente técnico indicado pela defesa, o ministro entendeu que parte das perguntas extrapolava o objetivo estritamente técnico da perícia médica.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado. No último dia 15 de janeiro, Moraes determinou a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, além da realização de avaliação por uma junta médica oficial.

Segundo o magistrado, foram rejeitados quesitos que buscavam avaliar se o estado de saúde do ex-presidente justificaria eventual prisão domiciliar ou se o ambiente prisional seria adequado ao seu tratamento. Para Moraes, essas questões envolvem juízo jurídico e subjetivo, não cabendo à junta médica. A perícia seguirá apenas com os pontos considerados técnicos, e o laudo servirá de base para futuras decisões sobre as condições do cumprimento da pena.

Com informações da CNN

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Bolsonaro quer visita de Tarcísio na Papudinha: STF decide se libera encontro

Foto: Divulgação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vá visitá-lo. Além de Tarcísio, a equipe de Bolsonaro também quer liberar encontros com Diego Torres Dourado, irmão de Michelle e ex-assessor do governador, e Bruno Scheid, assessor do ex-presidente.

A última visita com Tarcísio aconteceu em setembro de 2025, ainda durante a prisão domiciliar do ex-presidente, e tinha como foco discutir o cenário eleitoral de 2026.

Na Papudinha, onde Bolsonaro foi transferido desde a última quinta-feira (15), o horário de visitas é mais flexível: quartas e quintas-feiras, em três faixas diferentes, das 8h às 16h.

Antes, na PF, Bolsonaro só recebia visitas às terças e quintas, entre 9h e 11h. Mesmo assim, todas as visitas — exceto as de Michelle, advogados e médicos — dependem da autorização de Moraes.

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Brasil

Governo Lula prioriza Grupo Globo e concentra entrevistas exclusivas em 2025

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu preferência ao Grupo Globo na relação com a imprensa ao longo de 2025. Levantamento do Poder360 aponta que Lula, ministros de primeiro escalão e líderes governistas no Congresso concederam 175 entrevistas exclusivas ao conglomerado, número superior ao registrado por veículos como CNN, SBT, Record e Band.

O estudo considerou o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com base em agendas oficiais dos ministérios e na divulgação das entrevistas pela mídia. Foram classificadas como exclusivas as ocasiões em que a autoridade falou apenas a um veículo. Entre os ministros, Marina Silva (Meio Ambiente) liderou, com 12 entrevistas ao grupo, seguida por Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), com 11, e Fernando Haddad, Alexandre Padilha e Vinicius de Carvalho, todos com 10.

O presidente Lula concedeu quatro entrevistas ao Grupo Globo no ano — uma ao Jornal Nacional e três a emissoras afiliadas nos Estados. No primeiro semestre, o presidente não falou com o conglomerado. Apesar da preferência, sete integrantes do governo não concederam nenhuma exclusiva ao grupo, assim como a primeira-dama, considerando as trocas de comando ocorridas ao longo do ano.

Ao todo, ministros, secretários e líderes governistas deram pelo menos 1.036 entrevistas exclusivas em 2025, sendo 171 ao Grupo Globo. Lula falou 38 vezes com exclusividade à imprensa, ficando atrás de seis ministros. Paulo Teixeira liderou o ranking geral, com 71 entrevistas, seguido por Wellington Dias, com 67. Também superaram o presidente Silvio Costa Filho, Marina Silva, Fernando Haddad e Rui Costa, conforme o levantamento do Poder360.

Com informações do Poder360

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Morre Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública e da Defesa, aos 73 anos

Raul Jungmann, em foto de 2017. — Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOFoto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade da qual era diretor-presidente desde 2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas e passou por sucessivas internações desde novembro do ano passado.

Com trajetória marcante na política nacional, Jungmann ocupou quatro ministérios ao longo da carreira e teve três mandatos como deputado federal por Pernambuco. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já na gestão Michel Temer, esteve à frente da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.

No Congresso, ganhou destaque como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou desvios na compra de ambulâncias, e como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas, durante o referendo de 2005. Também presidiu o Ibama e atuou na coordenação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em estados atingidos por crises na segurança.

Investigado no passado por suspeitas de irregularidades em contratos de publicidade no Ministério do Desenvolvimento Agrário, teve o inquérito arquivado pela Justiça Federal. Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia restrita a familiares e amigos, em Brasília.

Com informações do G1

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Flávio Bolsonaro abre pré-campanha com giro internacional; Roteiro inclui Israel e países do Oriente Médio

Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, inicia nesta segunda-feira (19) uma viagem internacional por Israel e países do Oriente Médio, com possíveis escalas na Europa.

Ele e o irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado em dezembro, foram convidados para palestrar na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, nos dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Nas redes sociais, Flávio disse estar “profundamente honrado” com o convite e reafirmou seu apoio ao povo judeu e o combate ao antissemitismo.

Após Israel, o senador deve visitar Bahrein e Emirados Árabes Unidos, buscando aproximação com governos aliados ao grupo político da família Bolsonaro. A viagem foi organizada por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025.

O retorno ao Brasil está previsto para 15 de fevereiro. O Senado autorizou sua ausência oficial entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.

No sábado (17), Flávio voltou a defender a união da direita contra o governo Lula. Ele citou Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado como aliados estratégicos.

“Um palanque único vai acontecer no tempo certo”, afirmou.

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Brasil

Síndrome da autocervejaria faz pacientes “ficarem bêbados” sem consumir álcool

Bactérias Escherichia coli coloridas no microscópio eletrônico: uma das responsáveis pela síndrome — Foto: Cavallini James/BSIP/picture alliance via DW

Embriagado sem álcool – por muito tempo isso soou como piada, mas é um distúrbio real e grave. A síndrome da autofermentação, também chamada de “síndrome da autocervejaria”, faz com que o próprio intestino produza etanol.

A condição é considerada rara, mas médicos acreditam que muitos casos não são diagnosticados e acabam sendo confundidos com alcoolismo ou outras doenças. Avanços no estudo do microbioma estão ajudando a entender melhor o problema.

Quando o intestino vira uma ‘cervejaria’

Na síndrome da autofermentação, a pessoa apresenta sinais de embriaguez sem ter ingerido álcool. Estudos mais recentes mostram que o problema não é causado apenas por leveduras, mas principalmente por certas bactérias intestinais.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Microbiology analisou amostras de fezes de 22 pacientes, seus familiares e um grupo de controle. Os resultados indicaram que os pacientes produziam muito mais álcool no intestino.

Transplante de fezes como fonte de esperança

Ainda não há um tratamento padrão, mas um paciente do estudo apresentou melhora após dois transplantes de microbiota fecal.

O procedimento transfere bactérias saudáveis para o intestino do paciente, ajudando a reequilibrar o microbioma. Novos testes com mais pacientes devem avaliar a eficácia da técnica.

Especialistas afirmam que os resultados são promissores, mas alertam que ainda são necessários estudos maiores e de longo prazo.

Bactérias produtoras de álcool

Bactérias como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae fermentam carboidratos e geram etanol em excesso. Segundo os pesquisadores, o nível de álcool no sangue pode chegar a ponto de impedir que a pessoa dirija.

A síndrome mostra como o microbioma pode influenciar diretamente a saúde, o comportamento e até situações legais, como testes de bafômetro.

Diagnóstico incorreto e novas abordagens

Muitos pacientes são acusados de beber escondido, o que gera impactos na vida pessoal e profissional. O diagnóstico atual é complexo e exige dieta rica em carboidratos com monitoramento do álcool no sangue.

Os cientistas defendem que, no futuro, o exame de fezes poderá facilitar a identificação da doença.

Com informações de DW

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Lula critica ação dos EUA contra Venezuela: “Não seremos subservientes”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em artigo publicado neste domingo no The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorridos em 3 de janeiro.

Segundo Lula, a ação representa “mais um capítulo lamentável” da erosão do direito internacional e da ordem multilateral.

O presidente afirmou que a América Latina não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu uma região próspera, pacífica e plural.

Para ele, embora líderes possam ser responsabilizados por violações, nenhum país tem o direito de impor justiça de forma unilateral.

Lula afirmou que ações desse tipo geram instabilidade, afetam o comércio, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem o combate ao crime organizado. Também destacou que é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos EUA.

Sobre a Venezuela, Lula disse que o futuro do país deve estar nas mãos de seu próprio povo e que apenas um processo político inclusivo pode garantir estabilidade e democracia. O presidente afirmou que o Brasil seguirá cooperando para proteger a fronteira e apoiar o retorno seguro de venezuelanos.

Lula ainda defendeu o diálogo com os Estados Unidos e a cooperação regional em áreas como investimentos, comércio, geração de empregos, combate à fome, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas. Para ele, o enfraquecimento das regras internacionais ameaça a paz global.

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Convite de Trump sobre Gaza expõe Lula a impasse diplomático com EUA e Israel

Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Luiz Inácio Lula da Silva integre um “Conselho de Paz” voltado à reconstrução da Faixa de Gaza colocou o presidente brasileiro diante de um delicado dilema diplomático. A eventual participação pode gerar custos políticos, especialmente diante da postura crítica adotada por Lula em relação à ofensiva militar israelense no território palestino.

O governo brasileiro deve analisar com cautela os impactos geopolíticos da iniciativa antes de se manifestar oficialmente. Auxiliares de Lula avaliam pedir mais detalhes sobre o funcionamento do conselho, liderado pelos EUA, e os limites de atuação do grupo, sobretudo porque a política externa brasileira tradicionalmente defende a mediação de conflitos sob a coordenação da ONU.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, Lula tem feito críticas duras à condução do conflito e defendido a criação de um Estado palestino. Em pronunciamentos internacionais, chegou a classificar a situação em Gaza como “genocídio”, o que aprofundou a crise diplomática com Israel e levou o governo israelense a declará-lo persona non grata em fevereiro de 2024.

O conselho anunciado por Trump inclui nomes como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Apesar do anúncio, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que a iniciativa não foi previamente coordenada com Israel, abrindo mais uma frente de incerteza sobre a viabilidade política do projeto.

Com informações da CNN

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Brasil

Morre o apresentador Erlan Bastos aos 32 anos

O apresentador e jornalista Erlan Bastos faleceu aos 32 anos, na madrugada deste sábado, em Teresina, Piauí, conforme informado pela emissora NC TV Amapá; a causa da morte não foi divulgada

O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu neste sábado, 17, aos 32 anos, em Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pela NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, afiliada à Band, onde o apresentador trabalhava e comandava o programa Bora Amapá. A causa da morte não foi divulgada.

“Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado”, informou a NC TV Amapá em um comunicado publicado nas redes sociais.

“Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”, escreveu a emissora.

Terra

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Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Foto: Ton Molina/STF e Brenno Carvalho/O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (17) o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido havia sido encaminhado a Gilmar após Moraes se declarar impedido de julgar a ação, por ser a autoridade contestada no processo.

A solicitação foi apresentada por Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa, advogado que não integra a defesa oficial de Bolsonaro. Segundo Gilmar, pedidos desse tipo só podem ser feitos pelos advogados constituídos do réu.

O ministro também afirmou que o STF não admite habeas corpus contra decisões de seus próprios ministros, como no caso do pedido que questionava atos de Alexandre de Moraes.

Gilmar destacou ainda que aceitar esse tipo de recurso poderia desorganizar a lógica recursal da Corte e violar o princípio do juiz natural.

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