Brasil

CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

Países que aceitaram

  • Armênia

  • Arábia Saudita

  • Argentina

  • Azerbaijão

  • Bahrein

  • Belarus

  • Bulgária

  • Catar

  • Cazaquistão

  • Egito

  • Emirados Árabes Unidos

  • Hungria

  • Indonésia

  • Israel

  • Jordânia

  • Kosovo

  • Marrocos

  • Mongólia

  • Paquistão

  • Paraguai

  • Turquia

  • Uzbequistão

  • Vietnã

Países que recusaram

  • França

  • Noruega

  • Eslovênia

  • Suécia

  • Espanha

  • Alemanha

Países que estão analisando

  • Brasil

  • Reino Unido

  • China

  • Croácia

  • Itália

  • Rússia

  • Singapura

  • Ucrânia

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

Posição do Brasil

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.

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Brasil

Mesmo após fala de Lula, Planalto silencia sobre escândalo do Banco Master

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Apesar das declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso envolvendo o Banco Master, a orientação no Palácio do Planalto é de cautela máxima. Interlocutores do governo avaliam que tanto o Executivo quanto o PT devem evitar novos posicionamentos públicos para não alimentar interpretações de interferência política nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A avaliação interna é de que qualquer comentário oficial sobre o caso pode ser explorado politicamente e gerar ruídos institucionais, especialmente porque as apurações ainda estão em andamento e podem alcançar novos nomes. Aliados defendem que o governo aguarde o desfecho das investigações antes de adotar uma postura mais firme ou institucional sobre o escândalo.

Lula falou sobre o assunto pela primeira vez nesta semana, durante evento em Maceió (AL), que marcou a contratação de duas milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Sem citar diretamente Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente afirmou que há quem defenda o banqueiro por “falta de vergonha na cara”.

Na declaração, Lula disse ser inadmissível que a população mais pobre seja penalizada enquanto um banco privado provoca um rombo bilionário no sistema financeiro. Segundo ele, o prejuízo acabaria sendo absorvido por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados, reforçando o tom crítico que, nos bastidores, o governo agora tenta conter.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Com eleição no radar, Lula injeta R$ 178 bilhões no Minha Casa Minha Vida em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.

Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.

Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Gilmar elogia PGR por arquivar acusações contra Toffoli e recebe correção no X

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. A manifestação do decano da Corte recebeu correção por meio das notas da comunidade da rede social X.

Em uma publicação em sua conta no X nesta quinta-feira, 22, o magistrado afirmou que a resolução “evidencia o funcionamento regular das instituições da República”.

Segundo o decano do STF, “em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições”. “Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro.”

Apresentada por parlamentares, a representação para a suspeição estava baseada na viagem do ministro em um jatinho com um dos advogados de executivos do banco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet afirmou que não havia nenhuma providência a ser adotada. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o STF, com atuação regular da PGR”, defendeu.

No parecer, Gonet não chegou a opinar sobre o mérito do fato abordado na representação e apenas citou que não teria providências a adotar. O caso não envolveu os fatos mais recentes revelados sobre o investimento de um cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro em um resort, que tinha como sócios os irmãos de Toffoli.

Depois da postagem de Gilmar, os leitores que participam das notas da comunidade do X “adicionaram contexto” às informações do decano. “A decisão da PGR não prova ‘funcionamento regular’ das instituições, pois ignora indícios de suspeição de Toffoli: viagem em jatinho com advogado de investigado no caso Master (nov/2025) e possíveis conexões patrimoniais como no caso do resort Tayayá”, afirma a nota.

A representação arquivada foi protocolada em 12 de dezembro pelos deputados federais Caroline De Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).

Um novo pedido de suspeição de Toffoli deve ser apresentado a Gonet. Os parlamentares estão refazendo a solicitação e citando elementos “inéditos e mais graves” que reforçam “a necessidade de afastamento” do ministro da condução da Operação Compliance Zero. Isso inclui “conexões pessoais, patrimoniais e interesses” que envolvem o banco, que foi liquidado em novembro do ano passado.

Revista Oeste

 

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Brasil

Ambulância do Samu fica de prontidão 24h para atender Bolsonaro na Papudinha

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) passou a ficar disponível em tempo integral para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha, em São Sebastião, no Distrito Federal. A medida foi adotada após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O veículo de resgate é uma Unidade de Suporte Intermediário (USI), equipada para atendimentos de maior complexidade e acompanhada por equipe completa, incluindo médico da rede pública de saúde. A ambulância foi deslocada de sua base original, no Gama, e permanece estacionada no batalhão desde a transferência de Bolsonaro, ocorrida em 15 de janeiro de 2026.

As equipes do Samu se revezam em plantões contínuos dentro da própria Papudinha, ocupando uma sala reservada. O protocolo prevê que o grupo só deixe o local após a chegada do plantão seguinte, garantindo atendimento imediato caso seja necessária remoção hospitalar de urgência.

A disponibilização da ambulância foi uma das condições impostas por Moraes para a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para o batalhão da PM. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento em trama golpista e permanece em cela separada de outros detentos, entre eles o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

PESQUISA APEX/FUTURA: Flávio Bolsonaro vence Lula no 1º e 2º turno

Foto: reprodução

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pelo instituto Futura, com apoio da Apex, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto em cenários de primeiro turno quanto em simulação de segundo turno para a Presidência da República.

Dos seis cenários testados no primeiro turno, Flávio lidera numericamente em três e Lula aparece à frente nos outros três, mas em nenhum dele com vantagem além da margem de erro.

A maior vantagem doocorre no cenário 6: Flávio tem 43,8% das intenções de voto, contra 38,7% de Lula. Nesse cenário, Eduardo Leite soma 4,2% e Renan Santos, 2,8%. Brancos, nulos e ninguém representam 7,5%, e 2,9% estão indecisos.

Imagem: reprodução/CNN

Com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, a diferença nesse cenário fica fora do empate técnico, garantindo liderança isolada de Flávio. Em nenhuma das seis simulações Lula aparece à frente do senador fora da margem de erro.

No cenário 1, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio, com 33,3%. Também aparecem Tarcísio de Freitas (10,5%), Ronaldo Caiado (3%), Romeu Zema (2,6%), Renan Santos (1,2%) e Aldo Rebelo (0,5%). Brancos e nulos somam 6,6%, e 5,3% estão indecisos.

SEGUNDO TURNO


Imagem: reprodução/CNN

No segundo turno, Flávio também vence Lula. O senador aparece com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% do presidente. Brancos e nulos somam 8,9%, e 1,1% não soube ou não respondeu.

O resultado indica crescimento de Flávio no confronto direto. Em dezembro, pesquisa do mesmo instituto apontava empate entre os dois. Ao todo, foram testados 11 cenários de segundo turno, e Flávio lidera em todos os seis em que aparece. Lula também fica atrás de Tarcísio, Ratinho Junior e Caiado, mas vence Zema e Eduardo Leite.

Com registro BR-08233/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, o levantamento realizou 2 mil entrevistas, de 15 a 19 de janeiro. Além da já mencionada margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, a margem de confiança do material é de 95%.

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Brasil

Projeto que permite estandes de tiros em residências avança na Câmara dos Deputados

(Foto: Reprodução)

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um Projeto de Lei, proposto pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), que autoriza a construção, a instalação e o uso de estandes de tiro em residências particulares. O projeto está em discussão na Câmara dos Deputados.

A proposta permite que os estandes sejam instalados em imóveis residenciais, rurais ou urbanos, e utilizados para prática esportiva, recreativa, treinamento e aperfeiçoamento técnico e atividades ligadas à legítima defesa, desde que cadastrados na Polícia Federal e vinculados a pessoas físicas.

O relator da proposta, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), se posicionou favoravelmente ao texto e defendeu a importância de garantir meios para a proteção individual “O cidadão tem o direito de proteger sua vida, sua família e seu patrimônio”.

O texto ainda deve passar pela análise das comissões de Desenvolvimento Humano e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

R7

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Brasil

COP30: TCU denuncia sobrepreços de até 1.000% em licitações

Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves nas licitações da COP30, realizada em Belém no ano passado, com sobrepreços de até 1.000% em relação aos valores de mercado. As falhas envolvem contratos das zonas Verde e Azul, organizadas por empresas contratadas para o evento internacional.

O relatório do ministro Bruno Dantas aponta abuso de posição dominante e violação aos princípios de economicidade e moralidade administrativa, especialmente em itens como mobiliário.

Segundo o TCU, a falta de tetos de preços e mecanismos de controle permitiu que empresas explorassem de forma predatória o mercado criado por contratos públicos.

As empresas envolvidas — Consórcio Pronto RG (Zona Verde) e DMDL Ltda (Zona Azul) — foram contratadas pela Secop, que por sua vez contou com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para conduzir as licitações.

Apesar do relatório do TCU apontar falhas e sobrepreços, a Secop disse que as recomendações visam apenas “aprimorar contratos”, mantendo seu compromisso com a legalidade.

O TCU reforça que os argumentos da OEI sobre custos logísticos e segregação de fluxos financeiros são frágeis. Para o tribunal, permitir sobrepreços desse tamanho em contratos públicos é um ataque direto à moralidade administrativa e ao interesse do contribuinte.

A denúncia inicial partiu de parlamentares da oposição ao governo Lula, que já haviam alertado para indícios de subfaturamento e revenda superfaturada de serviços e espaços.

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Tarcísio alega compromissos e cancela visita a Bolsonaro na Papudinha

Defesa de Bolsonaro pede autorização para visita de Tarcísio ao ex-presidente na Papudinha | G1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desmarcou a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na quinta-feira (22) e disse que vai pedir uma nova data futuramente.

A conversa entre Bolsonaro e Tarcísio seria a primeira desde que o ex-presidente indicou ter escolhido o filho mais velho para disputar as eleições contra Lula (PT). O último encontro entre os dois ocorreu em setembro, quando Bolsonaro ainda estava em prisão domiciliar.

Pessoas próximas à dupla afirmam que a conversa tinha sido agendada a pedido do ex-presidente —agora preso no Batalhão da Polícia Militar conhecido como Papudinha, ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.

A expectativa era de que Bolsonaro dissesse ao governador que conta com ele para a reeleição ao Governo de São Paulo e que Flávio é o candidato dele para presidente.

Em nota à imprensa, Tarcísio alegou ter compromissos no estado. “A visita do governador Tarcísio de Freitas ao presidente Bolsonaro será adiada a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo. Uma nova data será solicitada”, disse a assessoria do governador.

Durante um evento de entrega de casas em São José da Bela Vista, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (20), Tarcísio foi questionado a respeito da visita e disse que iria prestar solidariedade a um amigo.

“Eu fico satisfeito de ele [Alexandre de Moraes] ter me dado essa oportunidade. E eu vou lá visitar um amigo, sobretudo um grande amigo. Uma pessoa por quem eu tenho muita consideração. Vou lá manifestar a minha solidariedade, manifestar meu apoio, ver se ele está precisando de alguma coisa e reforçar que ele vai sempre poder contar comigo”, afirmou.

Folha de S.Paulo

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Ancine libera até R$ 18 milhões para obra sobre Marielle e reacende debate sobre uso de incentivo fiscal

Foto: Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) autorizou a captação de até R$ 18 milhões para o projeto audiovisual “O Caso Marielle”, da Paris Filmes, maior distribuidora independente do país. A liberação vale até 31 de dezembro de 2029 e reacende a discussão sobre prioridades no uso de incentivos culturais no Brasil.

Na prática, não é dinheiro depositado na conta da produtora, conforme o Metrópoles. A autorização permite buscar recursos privados com incentivo fiscal, ou seja, empresas podem patrocinar o projeto e depois abater parte do valor dos impostos, conforme as leis do audiovisual. É o modelo clássico em que o contribuinte, indiretamente, entra na conta.

O despacho também abre a possibilidade de o projeto pleitear recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), um fundo abastecido com dinheiro público. Nesse caso, não há liberação automática: o pedido ainda precisa passar por novas análises e aprovações internas da Ancine.

A autorização foi assinada pelo diretor-presidente da agência, Alex Braga, e fixa o teto de gastos em R$ 18 milhões, além de exigir prestação de contas e acompanhamento do projeto. Em tempos de crise fiscal, o caso volta a levantar uma pergunta incômoda: quem decide o que vira “prioridade cultural” no Brasil governado pelo PT?

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