Brasil

Jatinho ligado à JBS “coincide” com férias de Toffoli em resort de luxo no PR

Foto: Reprodução

Voos de um jatinho ligado a dirigente da J&F, dona da JBS, bateram exatamente com as datas em que o ministro do STF Dias Toffoli esteve no resort Tayayá, no Paraná, conforme informações do Metrópoles. As viagens passaram por Brasília e levantam mais um sinal de alerta sobre a proximidade entre a cúpula do Judiciário e empresários investigados no país.

A aeronave, um bimotor Pilatus, está registrada em nome da empresa Petras Negócios e Participações, do advogado Paulo Humberto Barbosa, sócio de um dirigente da J&F. Desde o início de 2025, o jato faz rotas frequentes entre Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort, e Goiânia, onde o advogado mora. Em dezembro, porém, o avião desviou duas vezes para Brasília: nos dias 19 e 22.

As datas coincidem com o período em que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região enviou seguranças para proteger ministros do STF em Ribeirão Claro, cidade onde fica o Tayayá. Dados do próprio TRT indicam que Toffoli esteve no resort ao menos sete vezes desde que o empreendimento foi vendido, em abril de 2025, justamente a Paulo Humberto.

O advogado nega relação com o ministro e diz que apenas o cumprimentou como “qualquer hóspede”. Funcionários do resort, no entanto, afirmaram à reportagem que Toffoli é tratado como proprietário do local. Procurado, o ministro não respondeu. Em um país onde o cidadão comum paga a conta, coincidências desse tipo seguem explicação — e transparência — em falta.

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Brasil

Déficit nas contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado desde 2014

Foto: Dimas Ardian/Bloomberg

O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de renda secundária.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada pelos juros elevados.

Apesar do resultado negativo, as contas externas foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país, que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado. Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.

O BC destacou que o cenário externo do país permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos diretos de US$ 70 bilhões.

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Brasil

Esquerda comanda 8 dos 10 Estados com mais mortes do Brasil

Foto: Ricardo Stuckert

Governadores com perfis mais à esquerda comandam 8 dos 10 Estados com mais mortes violentas em 2025. O levantamento é do Poder360 e leva em conta dados oficiais do Ministério da Justiça. Considera registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes pós-lesões corporais.

O Ceará, de Elmano de Freitas (PT), lidera o ranking das unidades da Federação mais violentas. Teve no ano passado 32,6 mortes a cada 100 mil habitantes. Em Pernambuco, de Raquel Lyra (PSD, mais de centro), que ocupa o 2º lugar, foram 31,6. Em Alagoas, de Paulo Dantas (que é do MDB, mas tem visões mais à esquerda), foram 29,4, assumindo a 3ª posição.

A média de mortes em Estados comandados por políticos mais à esquerda é maior: 23,4 a cada 100 mil habitantes. Nas unidades da Federação chefiadas pela direita, essa média é de 14,8.

Os números de mortes por intervenção policial não entraram na conta por não estarem estratificados por cidade até agora. Esses dados, quando forem atualizados, não mudarão a leitura geral dos quadros apresentados nesta reportagem.

Como o ano ainda está começando, é possível que os números fechados tenham leves variações caso correções mínimas sejam feitas nos próximos dias.

São Paulo, por exemplo, não enviou as informações referentes a dezembro. Isso não interferirá nos números apresentados acima nem no ranking geral porque historicamente o Estado sempre fica mais bem posicionado por causa do tamanho da sua população (46,1 milhões de pessoas).

O Ceará, que aparece como a unidade da Federação mais perigosa do Brasil, disse ao Poder360 que –apesar do número ainda alto de mortes– houve uma redução na comparação do 2024. Destacou ações que resultaram no aumento de prisões e redução de crimes específicos, como o latrocínio.

DIREITA TEM MAIORES MELHORAS

De 2022 até agora, 24 unidades da Federação registraram queda nas mortes a cada 100 mil habitantes. Nos 10 Estados com as melhoras mais significativas, 6 são governados pela direita, 3 pela esquerda e 1 pelo centro.

Esse recorte foi escolhido porque em 2022 foi quando teve a última eleição geral. Os governadores eleitos àquela época assumiram o poder no ano seguinte. Essas autoridades organizam as forças de segurança de seus Estados e são responsáveis pela elaboração da maioria das políticas públicas voltadas a essa área.

A classificação ideológica dos governadores levou em conta apoios dados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e posições históricas de cada político.

ESQUERDA COBRADA

A esquerda é sempre cobrada para dar mais atenção à pauta de segurança pública. Políticos da oposição atribuem a esse grupo político o aumento da violência no Brasil neste século.

Esse tema será um dos mais explorados nas eleições de outubro. Enquanto o Planalto visa a enfrentar a questão com a apresentação de projetos como o PL (projeto de lei) Antifacção e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, a alta taxa de mortes em Estados comandados pelo PT e pela esquerda em geral pode ser explorada pelos adversários.

Levantamento da Ipsos, divulgado em 7 de janeiro, mostrou que 45% dos brasileiros afirmam que o crime e a violência são os temas que mais os preocupam no país. Já uma pesquisa Datafolha, divulgada em 13 de dezembro, mostrou que a segurança se tornou o 2º tema que mais preocupa os brasileiros –só perde para saúde.

O debate sobre a violência ganhou ainda mais espaço tanto na mídia quanto na política depois da megaoperação no Complexo da Penha (RJ), em 28 de outubro de 2025, que deixou 122 mortos.

A ação, comandada pelo governo de Cláudio Castro (PL, de direita), foi questionada pelo governo federal e por parte da esquerda brasileira. Além disso, órgãos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), repudiaram a ação da polícia fluminense.

Poder360

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Nikolas cobra Alcolumbre por CPI do Banco Master e critica Lulinha durante ato em Brasília

Imagem: reprodução/redes sociais

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

Além disso, criticou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes da chegada de Nikolas, 72 pessoas foram atingidas por raio no ato que reuniu milhares na capital federal.

“Uma pessoa que tem sido omissa nesse País que se chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do Banco Master”, disse.

“Nós estamos aqui também como um grito de quem não aguenta mais para poder saber e punir quem teve ações criminosas ou o que aconteceu para uma esposa de um ministro do STF ter um contrato de 129 milhões com o Banco Master”, completou.

O parlamentar também afirmou que a caminhada “Acorda Brasil” é contra a violência, criminalidade e o que chamou de “descaso na saúde”.

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Brasil

VÍDEO: Queda de raio fere dezenas em ato de Nikolas em Brasília

Imagem: reprodução/UOL

A queda de um raio provocou pânico e deixou dezenas de pessoas feridas durante o ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, neste domingo. Testemunhas relataram que várias pessoas caíram após sofrerem choques elétricos. Chovia forte no momento do incidente na praça do Cruzeiro.

Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação.

A equipe de socorro atendia uma mulher dentro da ambulância enquanto familiares, em estado de choque, tentavam reanimar parentes caídos. Com a abertura da grade que isolava o veículo, mais pessoas se aproximaram em busca de ajuda. Um pai desesperado pedia socorro, enquanto outra pessoa oferecia a própria perna para apoiar a cabeça de uma jovem deitada no chão.

Do carro de som, organizadores pediam insistentemente para que o público se afastasse das grades. O locutor informava que havia pessoas feridas por choques elétricos. Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de descargas elétricas provocadas por raios.

Tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK. De acordo com o Corpo de Bombeiros, algumas pessoas estão com batimento cardíaco mais baixo, outras se queixam de dormência. Há também pessoas em estado de choque.

A chuva diminuiu e o ato continuou. As pessoas gritam “Eu não vou embora” e, a cada novo relâmpago, se abaixam e gritam de medo.

Câmeras saíram do ar devido ao raio. Seguranças do Memorial JK relataram ao UOL que as câmeras do circuito interno do memorial saíram do ar quando o raio caiu e demoraram alguns segundos para voltar a funcionar.

Veja imagens das pessoas sendo socorridas:

UOL

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Brasil

MP Militar atua nas férias para decidir sobre expulsão de Bolsonaro nos próximos dias

Foto: Marcos Corrêa / PR

O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, trabalha durante o recesso do Judiciário para concluir os pedidos de expulsão das Forças Armadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de generais condenados pelo STF por envolvimento na trama golpista. A expectativa é que as representações sejam enviadas ao Superior Tribunal Militar (STM) na próxima semana.

Os pedidos devem ser encaminhados de forma conjunta. Caberá ao STM decidir se os militares condenados mantêm “idoneidade e dignidade” para permanecer nas Forças Armadas. O mérito das condenações não será reavaliado, pois não há mais possibilidade de recurso no STF.

Os condenados começaram a cumprir pena em regime fechado há dois meses. A única exceção é o general Augusto Heleno, que passou ao regime domiciliar por motivos humanitários.

Foram condenados pelo STF:

  • Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército;
  • Almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • General Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.

No STM, as ações serão distribuídas por sorteio a um relator e um revisor, sem prazo para julgamento. Qualquer ministro pode pedir vista e suspender a análise. A presidente da Corte, Maria Elizabeth Rocha, só vota em caso de empate, e o voto de desempate favorece o réu.

Os julgamentos serão inéditos. O STM nunca analisou pedidos de perda de patente por crimes contra a democracia nem expulsou generais condenados. Ainda assim, nos últimos oito anos, a Corte acolheu 93% dos pedidos de expulsão apresentados pelo Ministério Público Militar, principalmente em casos de corrupção, peculato e estelionato.

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Eduardo foi o ‘Bolsonaro’ mais procurado nas redes em 2025

Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi o integrante da família Bolsonaro mais procurado nas redes sociais ao longo de 2025, segundo dados do Google Trends. O interesse digital pelos Bolsonaro teve picos em semanas marcadas por investigações da Polícia Federal, embates com o STF e movimentações eleitorais, mas o ex-deputado apareceu de forma mais constante no topo das buscas durante quase todo o ano.

No início de 2025, Michelle Bolsonaro concentrou o maior pico isolado de interesse, ao atingir 100 pontos entre 19 e 25 de janeiro, impulsionada pela posse no comando do PL Mulher e pela divulgação de relatórios da PF envolvendo movimentações financeiras de Jair Bolsonaro. Ainda assim, Eduardo manteve protagonismo ao longo dos meses, especialmente após anunciar licença do mandato para ir aos Estados Unidos e confirmar sua pré-candidatura ao Senado em 2026.

Eduardo voltou a liderar as pesquisas em julho, em meio ao retorno da licença, críticas ao STF e declarações envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No fim do ano, o foco das buscas migrou para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ser apontado pelo pai como o nome da família para disputar a Presidência, o que manteve seu nome em evidência até o fim de dezembro.

Na média anual de interesse, Eduardo Bolsonaro liderou com 17 pontos, seguido por Michelle Bolsonaro, com 12, e Flávio Bolsonaro, com 7. Carlos Bolsonaro e Jair Renan tiveram impacto bem menor nas buscas. Entre os termos relacionados mais pesquisados estiveram “Eduardo Bolsonaro cassado”, “Alexandre de Moraes”, “Trump” e “Lei Magnitsky”, refletindo o peso das disputas judiciais, da polarização política e das conexões internacionais no engajamento digital da família em 2025.

Com informações do Poder360

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Encontro fora da agenda entre Lula e Toffoli expõe bastidores do caso Master

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo; Nelson Jr./SCO/STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está distante dos desdobramentos do caso Master. No início de dezembro, logo após o ministro Dias Toffoli decretar sigilo absoluto sobre o processo envolvendo o banco — medida que ficou conhecida nos bastidores como “sigilo master” —, os dois se reuniram em um almoço reservado na Granja do Torto, em Brasília.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do O Globo. O encontro, que não constou na agenda oficial, contou também com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante a conversa, Haddad teria detalhado o funcionamento do esquema financeiro atribuído a Daniel Vorcaro, explicando a complexa rede de operações e os impactos do escândalo.

Ao fim da reunião, Lula teria feito um comentário direto a Toffoli: “Você tem agora a chance de reescrever a sua biografia”. A frase foi interpretada como um sinal claro da expectativa do presidente em relação à condução do caso no Supremo Tribunal Federal.

Até agora, porém, a atuação do ministro tem gerado críticas e constrangimentos. Na semana passada, Toffoli ainda tentou agendar um novo encontro com Lula para o início de fevereiro, mas, segundo apuração, não obteve retorno do Palácio do Planalto.

Com informações do O Globo

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Caso Master provocou abalo de confiança generalizado nas instituições do Brasil, diz The Economist

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O colapso do Banco Master expôs um escândalo que ultrapassa o setor financeiro e revelou ligações entre banqueiros, políticos e integrantes do Judiciário em Brasília, segundo análise da revista britânica The Economist. Para a publicação, o episódio abalou a confiança nas instituições brasileiras.

De acordo com a revista, Daniel Vorcaro, que assumiu o controle do banco em 2019, mantinha um padrão de vida luxuoso enquanto o Master crescia oferecendo CDs com juros muito acima do mercado. Depois, veio à tona que a instituição não tinha liquidez e havia vendido ativos sem valor por bilhões de dólares.

A fragilidade ficou clara quando o Master tentou ser vendido ao BRB (Banco Regional de Brasília). O maior impacto financeiro recaiu sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá pagar entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões aos depositantes — a maior indenização da história do fundo no Brasil. A revista lembra ainda que Vorcaro chegou a ser preso ao tentar deixar o país.

O caso ganhou dimensão política quando parlamentares e o Tribunal de Contas passaram a questionar a decisão do Banco Central de liquidar a instituição, em uma interferência considerada incomum. Investigações apontaram relações próximas do banco com políticos do Centrão e ministros do STF, reforçando a percepção pública de falta de imparcialidade.

Apesar da crise, a The Economist destaca que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu fortalecido, ao resistir às pressões políticas e defender maior autonomia da autoridade monetária

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Homem é preso após desviar R$ 113 mil em doações do filho e gastar no ‘Jogo do Tigrinho’

Imagem: reprodução

O pai de uma criança com deficiência foi preso após desviar dinheiro arrecadado em doações para o próprio filho e gastar a quantia em apostas on-line, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. A prisão ocorreu após denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), apresentada na sexta-feira (23) pela Promotoria de Justiça de Murici-AL.

O acusado, João Victor dos Santos Oliveira, é apontado como responsável por desviar cerca de R$ 113 mil destinados ao filho, Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de 1 ano e 5 meses.

O MPAL entrou com ação criminal por furto qualificado, estelionato contra vulnerável e abandono material, com pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça.

A criança teve braços e pernas amputados após uma pneumonia, o que gerou campanhas de doação em Murici e em outras cidades, com rifas e pedidos de ajuda divulgados até em programas de TV.

Segundo o MP, enquanto a mãe da criança estava em Maceió acompanhando o tratamento do filho, o pai abriu uma conta bancária em nome do menino e passou a receber as doações como responsável financeiro. Quando a mãe tentou acessar o dinheiro para custear o tratamento e a compra de próteses, descobriu que os valores haviam sido gastos.

A genitora, Mikaelle Ferreira dos Santos, relatou que o pai não prestava contas e evitava explicações. Do total arrecadado, restavam apenas R$ 300 na conta. Em depoimento, João Victor confessou ter usado o dinheiro em apostas virtuais e outras despesas.

Com informações de Metrópoles

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