Brasil

PF cumpre 8 mandados de prisão em cinco estados em nova fase de operação contra atos em Brasília

Foto: Reuters/Antonio Cascio.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14) uma nova operação contra os atos do dia 8 de janeiro.

Na ocasião, extremistas invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes, em Brasília.

A operação desta terça tenta cumprir oito mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Os alvos estão em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Sergipe e São Paulo.

Em São Paulo, a TV Globo apurou que há pelo menos três mandados sendo cumpridos na capital e em Indaiatuba

Em Sergipe, um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra o bolsonarista Luciano Oliveira dos Santos, de Itabaiana – que está preso em Brasília desde o dia dos atos.

A operação Lesa Pátria é tratada pela PF como permanente e os suspeitos de participação e financiamento são investigados por seis crimes:

abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado;
associação criminosa;
incitação ao crime;
destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A qualificação dos crimes, porém, só deve ser feita ao fim das investigações, quando houver denúncia formal à Justiça pelo Ministério Público.

Por G1

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Brasil

Deputados pedem ao TCU e à CGU que investiguem governo Lula por comprar móveis sem licitação

Foto: PEDRO FRANÇA/ AGÊNCIA SENADO

Nove deputados deferais pediram ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria-Geral da União (CGU) que investiguem uma compra sem licitação de 11 móveis no valor de R$ 379 mil feita pela Presidência da República.

No dia 3 de fevereiro, o governo federal publicou no Diário Oficial da União (D.O.U.) o extrato de dispensa da abertura de edital para a aquisição dos objetos. Segundo a Presidência, a compra sem licitação foi necessária por se tratar de um caso de emergência ou calamidade pública. O texto divulgado no D.O.U., contudo, não apresentou detalhes do que de fato foi comprado nem dos locais onde os móveis foram instalados.

Nos ofícios enviados ao TCU e à CGU, os deputados destacam que “causa preocupação o fato de a Presidência da República ter desembolsado quase R$ 400 mil para adquirir apenas 11 móveis, sem divulgação pública a respeito de quais são estes móveis, quais suas características, para qual residência eles foram destinados e o que justificaria o gasto de valores tão significativos, tudo isso enquanto a sociedade brasileira sofre com desemprego, alta nos juros e endividamento”.

Os parlamentares questionam a explicação dada pela Presidência para comprar os móveis e dizem que a situação apresentada até o momento não parece se enquadrar como
emergencial nem comprometedora da segurança de pessoas ou obras. Além disso, eles cobram a apuração sobre a dispensa de licitação.

De acordo com os deputados, se for constatada alguma ilegalidade, o erro pode ser enquadrado como improbidade administrativa em razão de dano ao erário e também em um crime previsto no Código Penal que pune com multa e prisão de quatro a oito anos quem admite, possibilita ou dá causa a contratação direta fora das hipóteses previstas em lei.

Para os parlamentares, é estranho o governo gastar “milhares de reais com alguns poucos bens de luxo para uso pessoal da Presidência da República, sem explicar por que a aquisição desse bens não poderia ter sido feita de acordo com a regra e não a exceção, isto é, por meio de licitação pública em que se apurariam as propostas com critérios como melhor preço, maior desconto, melhor técnica e maior retorno econômico”.

Confira a lista dos deputados que assinaram os ofícios:

– Adriana Ventura (Novo-SP)
– Alfredo Gaspar (União-AL)
– Deltan Dallagnol (Podemos-PR)
– Gilson Marques (Novo-SC)
– Kim Kataguiri (União-SP)
– Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
– Marcel Van Hattem (Novo-RS)
– Maurício Marcon (Podemos-RS)
– Pedro Aihara (Patriota-MG)

R7

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Brasil

Aniversário do PT tem críticas ao Banco Central e agradecimento de Lula a José Dirceu


Foto: Reprodução

O Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu um evento em Brasília nesta segunda-feira (13) em comemoração dos 43 anos de fundação da agremiação. A cerimônia contou com a participação dos principais nomes da sigla e ficou marcada por críticas à independência do Banco Central e ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Outro ponto de destaque da festa foi um agradecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presença do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que teve envolvimento em diferentes escândalos em gestões do PT.

Em 2013, ele foi condenado a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa por participar do Mensalão. Em 2018, Dirceu foi condenado a 27 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro por condutas ilícitas na Petrobras investigadas pela Operação Lava Jato.

“Quero agradecer a cada um de vocês. Companheiro Zé Dirceu. Queria agradecer a você porque eu sei o quanto você foi solidário ao que eu passei”, disse Lula no evento.

O presidente aproveitou a solenidade para voltar a dizer que o impeachment de Dilma foi um golpe de Estado. “Muitas vezes não conseguimos fazer tudo o que queríamos fazer. Mas é importante a gente não perder de vista que a gente tem que tentar, porque tudo o que fizemos em 13 anos de governo do PT foi destruído em seis anos, depois do golpe e depois do último mandato de quatro anos [do ex-presidente Jair Bolsonaro]”, afirmou Lula.

Presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez um discurso com diversas críticas ao Banco Central. “O Banco Central é uma autarquia do estado brasileiro e que corrobora com a mentira [do mercado financeiro], impondo um arrocho de juros elevados ao Brasil. Isso tem que mudar. Temos um mercado antiquado e atrasado”, disse.

R7

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Brasil

Quase 70% dos empresários do país não acreditam em aprovação da reforma tributária neste ano

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Apesar de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apostar na aprovação da reforma tributária neste ano, aproximadamente 70% da classe empresarial do Brasil não acredita que a matéria vá receber o aval do Congresso Nacional em 2023.

De acordo com um levantamento feito pela Amcham, uma câmara americana de comércio que representa ao menos 3.500 empresas no país de vários setores da economia responsáveis por um terço do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, a maioria dos empresários brasileiros vê poucas chances de a reforma ser aprovada até o fim do ano.

Segundo a pesquisa da entidade, que ouviu 465 executivos, 40% responderam que é baixa a probabilidade de aprovação de uma reforma tributária abrangente em 2023. Outros 26% disseram não acreditar de forma alguma que a matéria avance ainda neste ano.

O levantamento constatou que 27% consideram que a probabilidade de a reforma passar no Congresso é média. Apenas 7% se mostraram confiantes e responderam que é alta a probabilidade de o texto ser aprovado.

Os empresários que participaram da pesquisa feita pela Amcham afirmaram que a reforma tributária deve ser a principal prioridade do governo Lula para o crescimento da economia brasileira. Contudo, para o CEO da organização, Abrão Neto, como o tema vem sendo discutido há anos sem que haja uma solução, a classe empresarial está receosa quanto à aprovação.

“O ceticismo do setor privado encontra lastro na realidade. Há anos se discute, sem sucesso, uma reforma tributária abrangente. O tema é urgente, complexo e, para avançar, demandará a liderança do governo e o engajamento ativo do setor produtivo”, afirmou ele no evento de lançamento da pesquisa.

R7

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Brasil

Deputado Aguinaldo acredita em aprovação da reforma tributária neste ano

Deputado Aguinaldo Ribeiro deve retomar relatoria da reforma tributária - 02/01/2023 - Painel - Folha
Em entrevista à Globonews, neste domingo, (12), o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, relator do grupo de trabalho sobre a reforma tributária na Câmara dos Deputados, disse que há um ambiente favorável para a aprovação de uma proposta de modernização e simplificação do sistema tributário do país ainda este ano. Segundo o deputado, o tema já foi amplamente debatido no Parlamento e há uma convergência entre o Congresso Nacional, Poder Executivo, governos estaduais, e sociedade civil, para tornar a tributação brasileira mais justa, transparente e eficiente.”

“Nós vivemos um momento único. Primeiro a convergência do Congresso Nacional com os governos estaduais e com o próprio Executivo, que é fundamental em uma PEC muito complexa como essa”, disse.

Ele continuou afirmando que: “É um tema que toda a sociedade está debatendo. Eu acredito que nós temos uma oportunidade agora no primeiro semestre. E eu só acredito numa aprovação de uma reforma tão estruturante, como é a reforma tributária, se ela acontecer no primeiro semestre de governo, e no primeiro semestre deste ano”.

De acordo com deputado, o objetivo é uma reforma simples, transparente, com legislação nacional, única, sem margem para insegurança jurídica e que também seja regressiva. “No Brasil nós pagamos imposto sobre imposto, um absurdo! Precisamos de um sistema tributário que promova justiça no nosso país. Tenho certeza que, apesar da complexidade, iremos avançar, porque já discutimos bastante com sociedade, setor produtivo e política. E agora não temos dúvida de que é hora de reformar o sistema tributário”, finalizou.

Com um histórico de trabalho e compromisso pela reforma tributária no país, Aguinaldo Ribeiro já foi relator da PEC 45, e apresentou na comissão mista do Congresso Nacional, em 2021, uma ampla proposta de mudanças neste sistema brasileiro. Agora, como relator do grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre o tema, ele falou como os trabalhos devem seguir.

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Brasil

Após críticas de Lula, mercado eleva projeção para juros e reduz crescimento do país

Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente a previsão de inflação e para a taxa básica de juros, a Selic, para o fim deste ano e para 2024. O relatório do Boletim Focus foi divulgado nesta segunda-feira, 13, pelo Banco Central (BC).

A inflação, medida pelo IPCA, índice que é usado pelo governo, deve fechar o ano em 5,79%, preveem os analistas. Há uma semana, a projeção era de 5,78%. A meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida ficar entre 1,75% e 4,75%, em 2023.

Já a expectativa com a taxa de juros para o fim do ano saiu de 12,50% para 12,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,75%.

A piora nas projeções ocorre em meio a uma escalada das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas semanas à política de manutenção dos juros adotada pelo BC.

Para 2024, a projeção dos analistas é que a inflação irá subir de 3,93% para 4%. É a quarta elevação seguida estimada pelo mercado financeiro. Em relação à taxa de juros, para o fim de 2024, a estimativa aumentou de 9,75% para 10% ao ano.

Já em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado reduziu a previsão de crescimento do país para este ano. De 0,79% caiu para 0,76%. Para 2024, a projeção do PIB permaneceu estável em 1,5%.

Revista Oeste

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PEC do PT pretende limitar poderes das Forças Armadas

Deputados petistas finalizaram o texto da Proposta de Emenda à Constituição que altera o artigo 142 da Constituição e delimita poderes das Forças Armadas. A intenção é apresentá-la durante essa semana. A CNN havia antecipado o movimento no dia 30 de janeiro.

A minuta do texto acaba com as operações de Garantia da Lei e da Ordem, diz que as Forças Armadas poderão ser designadas apenas para ajudar missões civis; obriga os militares que quiserem exercer cargos públicos a irem direto para a reserva; e veda o uso do cargo, função ou arma para qualquer intervenção política.

Os formuladores do texto são os deputados Carlos Zarattini, Alencar Izidoro e Rui Falcão, que como a CNN mostrou deverá ser o nome do partido para comandar a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, colegiado por onde se iniciam as tramitações de toda PEC na casa.

A minuta exclui do caput do artigo 142, o trecho diz que as forças destinam-se “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. E inclui no local desse trecho que as forças “destinam-se a assegurar a independência e a soberania do país e a integridade do seu território”.

A ideia é acabar com a Garantia da Lei e da Ordem da forma como existe hoje, quando as forças podem ser convocadas por algum dos poderes e deixar claro que elas, como diz outro artigo da PEC, “poderão ser escaladas por designação do Presidente da República, nos termos da lei, para colaborar em missões defesa civil”.

A minuta também afirma que “o militar da ativa que tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea “c”, será imediatamente transferido para a reserva, nos termos da lei”.

A ideia do PT é justamente atacar o movimento de politização das forças ocorrido no governo Jair Bolsonaro.

CNN

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Lula escolhe suspeito de rachadinha para chefia de secretaria

O ex-deputado André Ceciliano (PT-RJ), que foi um dos suspeitos de comandar um esquema de rachadinhas enquanto presidia a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), assumirá o comando da Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, vinculada ao Ministério das Relações Institucionais.

Sua nomeação ainda não foi oficializada, mas ele já cumpre agenda diária e publica a rotina nas redes sociais. O petista foi um dos alvos em uma operação realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2018.

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) foi usado como base para investigar movimentações atípicas nas contas de nomes ligados à Assembleia. Como resultado, foram identificadas transações suspeitas de auxiliares de outros 20 deputados da Alerj.

Ceciliano apareceu no topo da lista de suspeitos do suposto esquema. O volume de movimentações atípicas envolvendo quatro auxiliares dele somava R$ 49,3 milhões.

As investigações contra Ceciliano foram arquivadas depois que o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro avaliou que não houve transferência de recursos ou valores de funcionários do gabinete para as suas contas pessoais, de seus familiares ou entre os próprios servidores.

R7

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Brasil

Páscoa deve gerar 830 mil empregos temporários no Brasil

A Páscoa está recheada de otimismo. A expectativa das empresas é de que as vendas aumentem até 30% em relação ao ano passado – que já foi considerado excelente por conta da retomada econômica pós-pandemia. Só nos primeiros nove meses de 2022, esse mercado movimentou mais de R$ 7 bilhões no país.

 

Uma pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), aponta que o setor de chocolates cresceu 10,3% no total de unidades comercializadas entre janeiro e setembro de 2022. Ao todo, foram 1,75 bilhão de itens vendidos. Consequentemente, o faturamento também aumentou: foram R$ 7,2 bilhões — uma alta de 16,3%.

 

Como de costume, os negócios ampliam a mão-de-obra nas datas sazonais para dar conta da demanda. A contratação dos funcionários temporários para a Páscoa começou já no semestre passado. A estimativa da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que a contratação de temporários no Brasil cresça 8% e ultrapasse 830 mil vagas, sendo 65% na indústria, 25% no setor de serviços e 10% no comércio.

 

SBT News

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Brasil

Americanas paga fornecedores à vista para garantir abastecimento na Páscoa

Passando por uma grave crise, a Americanas precisou realizar os pagamentos de fornecedores à vista para garantir o abastecimento de suas prateleiras durante a Páscoa. Os fabricantes de chocolates estão negociando com a empresa para uma das principais do comércio de modo que, nos meses de março e abril, a venda de ovos, barras e caixas de bombom esteja assegurada.

O movimento nesse período representa 35% do faturamento da varejista.

A mudança foi uma condição da indústria para continuar fornecendo à companhia, que está em processo de recuperação judicial há cerca de um mês e chegou a ter seu caixa afetado pela crise financeira após a revelação de “inconsistência contábeis” de R$ 20 bilhões pelo então presidente, Sergio Rial.

Normalmente, a Americanas faz os pedidos para a data aos fabricantes de chocolate em janeiro e paga até um mês depois do domingo de Páscoa. A mudança envolveu também o pagamento à vista para a Top Cau, que produz os chocolates de marca própria da varejista, chamada Delicce, afirmou ao GLOBO Aleksandro Pereira, diretor comercial da Americanas.

 G1

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