Brasil

Projeto na Câmara propõe que pets tenham direito à pensão alimentícia

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados propõe que os donos de animais de estimação recorram à Justiça nos casos de disputa de guarda e de cobrança de pensão alimentícia.

O PL 179/2023, de autoria do deputado federal Delegado Matheus Laiola (União Brasil-PR), foi apresentado no primeiro dia de trabalho na nova legislatura, em 2 de fevereiro, e deve tramitar pelas comissões da Casa antes de chegar ao plenário.

“A paternidade nas famílias multiespécies é afetiva e a afetividade é protegida pelo ordenamento jurídico brasileiro”, defende o parlamentar.

Os direitos dos animais devem ser uma pauta recorrente nesta legislatura. A quantidade de projetos protocolados sobre o tema nos primeiros 22 dias de atividade parlamentar dão o tom do que deve ser discutido pela bancada de defesa dos animais.

Até esta quinta-feira (23), 20 propostas envolvendo o combate aos maus-tratos aos animais, saúde e direitos dos bichos haviam sido apresentados à Câmara.

Outro projeto de lei que trata sobre guarda compartilhada de pets foi apresentado à Câmara em 2021. O PL 4375/2021, de autoria do deputado Chiquinho Brazão (União-RJ), prevê que os animais de estimação podem ser objeto de guarda, unilateral ou compartilhada, e obriga que os tutores contribuam para a manutenção dos animais, mesmo após a divórcio do casal.

Esse projeto de lei foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, mas deve passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário. Segundo o relator do projeto, deputado Ricardo Izar (Republicanos-SP), existe um “limbo jurídico” nesses casos e a “proposta pretende preencher essa lacuna”.

A diretora jurídica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Ana Paula de Vasconcelos, defende a importância de uma lei que reconheça os animais como sujeitos de direitos.

“Hoje no Código Civil os animais são considerados coisas, mas nós já temos decisões judiciais que vão na contramão disso, reconhecendo-os como sujeitos de direitos. Com a evolução da sociedade, não cabe mais esse tipo de interpreteção, de que você pega ou compra um animal, joga ele no quintal e acabou”, comenta.

“Está comprovado cientificamente que os animais têm sentimentos, sentem frio, medo e angústia. Nada mais coerente do que respeitar os direitos deles”, acrescenta Ana Paula.

Apesar de ainda não existir uma regulamentação sobre esse assunto e de a lei enquadrar os animais na categoria de bens, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tem defendido que bichos não podem ser considerados meras “coisas inanimadas” e que merecem tratamento diferenciado, já que animais e humanos têm relações afetivas estabelecidas.

A primeira decisão do tipo ocorreu em 2018, quando a Quarta Turma da Corte considerou ser possível a regulamentação judicial de visitas a animais de estimação após um casal ter se separado. Com isso, foi fixado um regime de visitas para que o ex-companheiro pudesse conviver com uma cadela yorkshire adquirida durante o relacionamento, e que ficou com a mulher depois da separação.

“Reconhece-se, assim, um terceiro gênero, em que sempre deverá ser analisada a situação contida nos autos, voltado para a proteção do ser humano e seu vínculo afetivo com o animal”, apontou o relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão.

Sobre a representação de animais na Justiça, a Câmara dos Deputados também analisa outro projeto que trata do assunto: o PL 145/21, de autoria do ex-deputado federal Eduardo Costa (PSD-PA). O texto prevê que bichos tenham a possibilidade de ser parte, de forma individual, em processos judiciais.

“Se até uma pessoa jurídica, que muitas vezes não passa de uma folha de papel arquivada nos registros de uma Junta Comercial, possui capacidade para estar em juízo, inclusive, para ser indenizada por danos morais, parece fora de propósito negar essa possibilidade para que animais possam ser tutelados pelo Judiciário caso sejam vítimas de ações ilícitas praticadas por seres humanos ou pessoas jurídicas”, diz a justificativa do PL.

Atualmente, quem maltrata animal é enquadrado no art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), com pena de dois a cinco anos, além de multa e proibição de o agressor ser tutor de animais.

R7

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Brasil

Com apoio do Brasil, Assembleia Geral da ONU exige ‘retirada imediata’ de tropas russas da Ucrânia

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira uma resolução não vinculante demandando que a “retirada imediata” dos soldados russos da Ucrânia e uma paz “justa e duradoura”. Apoiada por 141 países, entre eles o Brasil, a medida foi votada na véspera do 1º aniversário do conflito.

O endosso foi idêntico à primeira resolução aprovada pelo maior e principal grupo decisório da ONU, em 2 de março de 2022, mas ligeiramente inferior ao de outras votações nos últimos 12 meses. Sete países votaram contra: Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Mali, Nicarágua, Rússia e Síria.

Trinta e duas nações se abstiveram: entre elas, China e Índia, nações mais populosas do mundo e duas das maiores economias globais. Sinal de que o apoio do Estados Unidos e seus aliados a Kiev é forte, mas que não conseguem convencer outros parceiros-chave em sua condenação veemente.

Índia e China adotam posição de neutralidade formal diante do conflito. Não doam armas ou apoiam Moscou militarmente, mas são importantes vias de escoamento para os produtos russos que deixaram de ir para a Europa diante da enxurrada de sanções.

Por mais que tenha votado a favor e condene as agressões russas, o Brasil se opõe veementemente a a participar de operações de envios de armas e munições ao governo de Volodymyr Zelensky e defende um cessar-fogo. A resolução recém-aprovada pela Assembleia Geral fala expressamente em cessar as hostilidades por sugestão do Brasil.

A necessidade de esforços pela paz é vista como algo essencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se apresenta como um possível mediador para o conflito. O petista também avalia falar diretamente com o presidente ucraniano, mas a conversa ainda não tem data.

Ao justificar o voto brasileiro, o chefe da missão brasileira da ONU, Ronaldo Costa Filho, disse que se trata de uma questão de reafirmar compromissos com o direito internacional. Ele ressaltou o “elemento humanitário” da medida, afirmando que “todas as medidas possíveis devem ser adotadas para minimizar o sofrimento da população civil”.

— Na nossa visão, o elemento mais importante da resolução é o chamado à comunidade internacional para redobrar o seus esforços para atingir uma paz justa e duradoura na Ucrânia — disse Costa Filho. — É hora de começar os diálogos de paz, ao invés de inflamar o conflito (…). Nenhuma suposta dificuldade de implementar nosso apelo para parar com as hostilidades deve ser vista como um obstáculo para começar as negociações.

O Brasil considera o chamado pela paz que o documento representa como “um apelo para ambos os lados cessarem a violência sem pré-condições”, disse o diplomata. Chamando atenção para as consequências globais da crise, como a disparada dos preços de alimentos, fertilizantes e energia, ele encerrou sua intervenção dizendo:

— Chegou a hora de abrir espaço para o diálogo e começar a reconstrução. O Brasil se coloca em prontidão para participar dos esforços para uma solução final para este conflito.

O placar da votação desta quinta foi similar ao de março do ano passado, quando a Assembleia Geral adotou uma resolução classificando a ação russa como uma agressão e determinando a retirada das forças russas do território ucraniano. Na época, contudo, os votos contrários foram cinco, e as abstenções, 35. Mali e Nicarágua, que votaram contra a maioria na votação desta semana, foram abstenções há quase um ano.

Em outubro, uma resolução do órgão da ONU defendendo a integridade territorial da Ucrânia obteve 143 votos, incluindo o Brasil, apoio máximo até o momento.

O Brasil, contudo, se absteve em outras votações. Em 14 de novembro do ano passado, por exemplo, 94 países votaram a favor, 14 contra e 73, entre eles o Brasil, se abstiveram em uma resolução que tratava de medidas de reparação para a Ucrânia. Segundo explicou uma fonte diplomática, “o Brasil absteve-se por entender que a eventual criação de mecanismo de reparação de danos sem adequada supervisão das Nações Unidas resultaria em insegurança jurídica”.

O mesmo posicionamento foi adotado diante de uma iniciativa de europeus e americanos para tentar expulsar a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O Brasil decidiu abster-se por considerar necessária a preservação de espaços de diálogo com a Rússia e para evitar medidas que tendam a politizar foros internacionais, como o próprio Conselho de Direitos Humanos.

Em setembro, o país também se isentou em um projeto eventualmente vetado pela Rússia no Conselho de Segurança da ONU. A iniciativa buscava condenar a anexação dos territórios de Zaporíjia, Kherson, Donetsk e Luhansk, mas o Brasil considerou que o texto não contribuía para o diálogo e que não houve tempo hábil para consultas às capitais.

O Conselho de Segurança, cujas decisões são vinculantes, seria habitualmente o principal órgão da ONU a lidar com a guerra na Ucrânia, mas a Rússia tem poder de veto devido ao seu status de membro permanente do órgão. Com isso, o papel recai sobre a Assembleia Geral, cujas decisões são não vinculantes.

O Globo

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Brasil

Maiores de 16 anos poderão tirar CNH se Projeto de Lei for aprovado; entenda

CNH volta a ter 30 dias para renovação em 2023; veja as regras
Um Projeto de Lei apresentado neste mês de fevereiro na Câmara dos Deputados quer permitir que adolescentes maiores de 16 anos possam ser habilitados. Desta forma, o texto que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) também pretende aumentar a validade da Permissão Para Dirigir, documento que antecede a CNH definitiva, de um para até dois anos.

A proposta, de autoria do deputado federal Roberto Duarte (Republicanos/AC), visa reduzir de 18 anos para 16 anos a idade mínima para iniciar o processo da primeira habilitação e conseguir a Permissão para Dirigir. De acordo com o texto, a Permissão para Dirigir teria validade de dois anos para jovens maiores de 16 menores de 18 anos. Hoje o documento vale apenas um ano.

Caso o motorista não tenha recebido multas gravíssimas (sete pontos) e graves (cinco pontos) ou ainda, ou receba mais de uma infração média (quatro pontos) dentro do período de validade da CNH provisória, ele receberá a CNH definitiva.

Em relação aos possíveis crimes de trânsito cometidos por menores de idade, o projeto afirma que os jovens serão penalizados de acordo com o que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê.

Como justificativa do Projeto de Lei, o deputado defende que os adolescentes brasileiros acima de 16 anos já podem votar e participar ativamente da vida política. Portanto, soa “incongruente que ainda perdure a proibição de que jovens de 16 anos venham a conduzir carros ou motocicletas”.

O texto tramita em fase inicial e ainda está sendo avaliado pela Mesa Diretora na Câmara dos Deputados.

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Brasil

Santo brasileiro: Papa Francisco aprova primeira etapa para beatificar padre

O padre catarinense Aloísio Sebastião Boeing deu o primeiro passo para se tornar santo pela Igreja Católica. Nesta quinta-feira, o religioso teve suas virtudes heroicas reconhecidas pelo Vaticano e, assim, passou do título de “Servo de Deus” para “Venerável”. O processo foi feito com a aprovação do Papa Francisco. Esta é a primeira etapa para uma pessoa ser canonizada.

Caminho até a canonização

Para que alguém seja canonizado, é necessário ser aprovado em três etapas dentro da Igreja. Quando se abre a causa oficialmente, ainda na diocese, o postulante ao título de santo se torna servo de Deus. Na sequência, o processo segue para Roma e, se aprovado, o postulante vira venerável.

O passo seguinte é a comprovação de um milagre ou de um martírio, isto é, quando a pessoa prefere morrer a macular sua fé. Essa é a condição para se tornar beato, última etapa antes da canonização.

Para o beato ser finalmente declarado santo, é preciso comprovar um segundo milagre. Feita essa checagem, a Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano envia o processo para o Papa que canoniza o novo santo.

O Globo

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Brasil

Anvisa manda suspender venda camisinhas após falha em testes; confira lotes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nessa quarta-feira (22), a venda de lotes de preservativos masculinos da marca Blowtex. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

As camisinhas em questão são Blowtex Zero e Blowtex Sensitive Super Aloe Vera após falhas em testes de estouro. Esse teste avalia a resistência do preservativo durante as relações sexuais. Segundo a Anvisa, as camisinhas falharam após três anos, o que impossibilita a manutenção de sua validade por até cinco anos.

Saiba quais são os lotes

Preservativo Blowtex Zero: 2106011116; 2105130816; 2106781116; 2106041116; 2108031016; 2108591016; 2108071016; 2108081016; 2111051016; 2112681016; 2112080516; 2112080416; 2112090516; 2112380416; 2112091016; 2112070516; 2112830516; 2201060416; 2112060416; 2112080716; 2112800516; 2112341016; 2201651016; 2201050516; 2201980516; 2202011016; 2202021016; 2202030516; 2201160516; 2202040516; 2202050916; 2202051016; 2202060516; 2202080516; 2202100516; 2202080916; 2207020516 e 2207742716.

Preservativo Blowtex Sensitive Super Aloe Vera: 2110050616; 2110060616; 2110070616; 2110480616; 2111020616; 2111070616; 2111080616; 2201020616; 2201030616; 2201140616; 2201150616; 2201970616; 2202050816; 2202060816; 2202500816; 2202510816; 2202690616; 2202700616; 2205930816.

Os consumidores com dúvidas podem entrar em contato com a empresa através da Central de Atendimento ao Cliente (SAC) no e-mail [email protected], pelo WhatsApp (41) 99201-6156 ou pelo telefone 0800 773 6968.

Metrópoles

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Brasil

Zambelli critica Bolsonaro e diz que “não é hora de bater no STF”


Foto: Reprodução

A deputada Carla Zambelli (PL, foto) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) deveria ter sido claro ao pedir o fim de atos em frente a quartéis. Em entrevista à Folha de S. Paulo, a parlamentar citou a live que o então presidente fez em 30 de dezembro, antes de viajar aos Estados Unidos, onde segue até hoje. Ao falar sobre o tema, ela também disse que “agora não é hora de bater no STF”, mas sim de focar na oposição ao governo Lula.

“Na live que Bolsonaro fez em 30 de dezembro, ele tinha que ter deixado claro o que pensava. Ele seria um remédio [contra o golpismo] se tivesse dito que era para as pessoas saírem dos quartéis. Outro remédio é o que estou tentando fazer. Tive três meses para pensar. […] Sei que a gente influencia as pessoas. Depois do dia 8, estou sendo bem mais cuidadosa para não ter mais pessoas se enganando. A gente está em outro patamar, agora não é hora de bater no STF, não é hora de fazer manifestação”, disse Zambelli, que também levantou bandeira para o ministro Alexandre de Moraes.

“Liguei e mandei um email. Alguns dias depois, minha rede foi devolvida, pode ter sido um gesto. Estou à disposição dele para conversar. Porque ele vai ser um alvo do PT daqui a pouco. O PT não vai se contentar em indicar somente os dois ministros que vão se aposentar”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, a deputada disse ter recebido recebeu um documento semelhante à minuta golpista encontrada na casa Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. “Escreveram e também levaram no meu gabinete. Não sei quem fez”, afirmou.

Questionada se teme ser presa, ela respondeu: “Medo não é a palavra, mas expectativa, sim. Não como uma boa expectativa. Várias vezes fui dormir pensando que ia ter que acordar às 6h com a Polícia Federal na minha porta. […] Não cometi nenhum crime. Mas eu joguei pesado, joguei duro nas palavras. Quando eu ia contra meus inimigos eu ia de forma bruta mesmo, mostrando divergências. Existia uma linha que eu podia cruzar, mas sabendo que outras pessoas cruzaram e sofreram as consequências.”

O Antagonista

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Brasil

Elize Matsunaga vira motorista de aplicativo no interior de SP

Em liberdade condicional desde maio do ano passado, Elize Matsunaga presta serviço para três aplicativos em Franca, no interior de São Paulo.

Desde que deixou o presídio de Tremembé (SP) após cumprir 10 anos da pena pelo assassinato do marido, o empresário Marcos Matsunaga, ela vive no município a 400 km da capital paulista conhecido como Capital Nacional do Calçado.

“Ela trabalha como motorista de aplicativo e sua nota como condutora é 4.80”, relata o jornalista e escritor Ullisses Campbell, autor da biografia “Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido” (Ed. Matrix).

Ele publicou um post na página Mulheres Assassinas no Instagram com imagens do perfil de Elize em uma das plataformas, onde ela aparece com o sobrenome de solteira: Araújo Giacomini.

Elize oferece os serviços em um Honda Fit prata para três plataformas diferentes e costuma usar óculos e máscara, o que dificulta ser identificada pelos passageiros.

Para cumprir em liberdade os 16 anos restantes de pena, ela escolheu a quinta cidade mais segura do país, onde comprou um apartamento de dois quartos.

Assim com Suzane von Richthofen, sua ex-colega de prisão que também foi beneficiada com progressão de regime, ela abriu um ateliê de costura. Enquanto a jovem que assassinou os pais vende sandálias customizadas, Elize comercializa produtos para PET.

As duas fizeram oficinas de artesanato e corte e costura na prisão, atividades educativas e produtivas com finalidade de ressocialização.

A Lei de Execução Penal prevê que, além de remuneração, cada três dias de trabalho do preso resultam em um dia a menos na pena.

“Elize e Suzane têm ainda em comum o fato de na ressocialização terem escolhido trabalhar junto ao público”, afirma Campbell.

Folha de São Paulo

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Brasil

Após revisão, mais 2,7 milhões de trabalhadores poderão receber o PIS/Pasep

Mais 2,7 milhões de trabalhadores poderão receber o abono salarial PIS/Pasep, relativo ao ano-base 2021, que começou a ser pago no último dia 15 de fevereiro. A Dataprev, empresa de dados do governo, iniciou novo processamento que vai possibiliar o pagamento para mais pessoas. Os resultados poderão ser consultados a partir de 5 de abril.

Têm direito ao benefício 22,9 milhões de trabalhadores, num total de R$ 22 bilhões. O valor do abono varia de R$ 108,50 a R$ 1.302, dependendo da quantidade de meses trabalhados em 2021. A liberação dos valores é feita de acordo com o mês de nascimento. Os primeiros a receber foram os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro (veja calendário abaixo)

A revisão, solicitada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, poderá beneficiar os trabalhadores impactados por divergências de dados, como, por exemplo, mais de uma inscrição no PIS/Pasep declarada por empregadores ou ainda por divergências identificadas na Receita Federal.

“Estes impedimentos ocorrem quando as informações dos vínculos chegam a partir de fontes diferentes e com dados divergentes. O sistema então, por padrão, identifica uma correlação entre esses dados e aponta a divergência para análise, uma vez que isso impacta diretamente no reconhecimento do direito ou no valor a ser recebido pelo trabalhador”, explica o ministério em nota.

Desde o ano passado, além dos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) enviados pelas empresas, as declarações do eSocial também passaram a ser utilizadas para concessão do abono salarial.

A mudança permite a identificação das divergências na Receita Federal, que serão analisadas a partir do novo processamento, sem que haja necessidade de correção dos dados por parte do empregador ou dos trabalhadores.

A nova etapa de processamento já foi iniciada e a consulta dos novos resultados estará disponível a partir do dia 5 de abril. Os pagamentos ocorrerão entre os meses de abril e julho, conforme calendário do PIS/Pasep 2023 (veja abaixo).

Já os trabalhadores que receberiam em fevereiro ou março, impactados pelo reprocessamento, terão o abono disponibilizado a partir de 17 de abril.

A solicitação de recurso poderá ser feita pelo trabalhador a partir do dia 5 de abril nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo e-mail: [email protected] (substituindo os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).

Tem direito ao abono salarial o trabalhador que atende aos seguintes critérios de habilitação:

• Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;

• Ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS (Programa de Integração Social) ou para o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado;

• Ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

• Ter seus dados do ano-base 2021 informados pelo empregador corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep ano-base 2021 aos trabalhadores elegíveis no primeiro processamento começou no dia 15 de fevereiro, para aniversariantes em janeiro e fevereiro, e seguirá até julho. Serão beneficiados 3.471.750 trabalhadores, sendo que 253.575 receberão pelo Banco do Brasil e 3.218.175 pela Caixa Econômica, um montante de R$ 3.452.029.010.

Até o final do calendário serão disponibilizados abonos a 22,9 milhões de trabalhadores. Destes, 20,4 milhões com direito ao PIS, pagos pela Caixa, e outros 2,5 milhões com direito ao Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, totalizando R$ 22 bilhões.

O valor do abono salarial varia de R$ 108,50 a R$ 1.302,00 de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2021.

O pagamento do abono salarial na Caixa é realizado prioritariamente por crédito em conta Caixa, quando o trabalhador tem conta corrente ou conta poupança ou conta digital; por crédito pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pelo banco, além de agências e lotéricas.

No Banco do Brasil, o pagamento do Pasep é realizado prioritariamente como crédito em conta bancária; transferência via TED ou presencial nas agências de atendimento.

A consulta pode ser feita ainda pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pela plataforma de serviços no portal gov.br. Para ter acesso às informações do abono salarial na Carteira de Trabalho Digital, será necessário que o trabalhador atualize o aplicativo e posteriormente acesse a aba “Benefícios” e “Abono salarial”, para verificar valor, dia e banco de recebimento.

Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo email [email protected] (substituir os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).

R7

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Brasil

Preço da gasolina deve subir na próxima semana com a volta dos impostos

O preço médio do litro da gasolina no Brasil foi de R$ 5,07 na semana passada (de 12 a 18 de fevereiro), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Durante todo o mês de fevereiro, o valor ficou acima dos R$ 5. Mas o que preocupa os motoristas é o mês de março, já que a desoneração dos impostos federais chega ao fim e a gasolina deve ficar mais cara.

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória (MP 1.157/2023) no dia 2 de janeiro e prorrogou o prazo de redução dos impostos federais (PIS/Pasep e Cofins) apenas até a próxima terça-feira, 28 de fevereiro.

Com a disparada no preço do combustível em março do ano passado, muito por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 11, de 2020, que estabelece um valor fixo na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e zera os impostos federais, foi aprovado em junho.

Na época, os tributos federais correspondiam a 9,5% do valor final do litro da gasolina nas bombas. Já o ICMS, que é estadual, varia em cada estado. Na média das regiões metropolitanas, o imposto era de 29% sobre a gasolina. Com o projeto aprovado, o teto foi reduzido para, no máximo, 18% em todo o território nacional.

Atualmente os impostos federais estão zerados para a gasolina — Foto: Getty Images

O teto de ICMS ainda permanece nesse patamar, segundo os dados divulgados pela Petrobras na composição do preço da gasolina. Entretanto, os estados estimam um prejuízo bilionário com a redução do imposto em quase um ano.

Uma comissão de governadores se reuniu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir uma compensação financeira pelas perdas de arrecadação após a redução da cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público.

Composição atual do preço da gasolina
Parcela Petrobras 47,6%
Impostos Federais 0%
Imposto Estadual 18,1%
Custo Etanol Anidro 16,7%
Distribuição e Revenda 17,5%

Ao manifestar apoio à demanda dos governadores, Pacheco declarou que os consumidores não deverão pagar por esse prejuízo. Segundo cálculos do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Economia ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, o governo federal deve R$ 45 bilhões para os governadores. Mas a equipe econômica estaria disposta a restituir R$ 22 bilhões de forma parcelada.

Por enquanto, não há previsão para que os estados retornem com a taxa de ICMS de até 29% como era antes da criação do teto. Assim como nada indica que a isenção dos impostos federais será prorrogada mais uma vez.

Autoesporte

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Brasil

Deputados propõem tornar crime o aumento abusivo de preços em calamidades

Diante dos preços abusivos cobrados por estabelecimentos no litoral norte de São Paulo, deputados propõem uma alteração no Código de Defesa do Consumidor. O Projeto de Lei foi protocolado nesta quarta pelos deputados Duarte Júnior (PSB-MA), Tabata Amaral (PSB-SP), Pedro Campos (PSB-PE), Duda Salabert (PDT-MG), Camila Jara (PT-MS) e Amom Mandel (Cidadania- AM).

De acordo com a proposta, “elevar o preço de produtos ou serviços por ocasião de calamidade pública, endemias, epidemias e pandemias” pode gerar de dois a cinco anos de reclusão e multa. A alteração pretende coibir práticas como a venda de um galão de água a 93 reais, ou um pacote de macarrão a 20 reais, constatados nas cidades em situação de calamidade após as fortes chuvas que afetaram o litoral paulista.

“É um verdadeiro absurdo. Não é a primeira vez que acontece. Durante a pandemia, aumentaram o valor cobrado pela máscara, assim como o valor da vacina”, disse Duarte Júnior, ex-presidente do Procon do Maranhão. “É um ato totalmente desumano, que precisa ser configurado como crime”, acrescentou o deputado.

A vendedora Tatiane Silva, que cresceu em São Sebastião, contabilizou ao menos três mercados que estavam vendendo macarrão por R$ 20, água por R$ 93 e até repelente pelo preço de R$ 50.

Segundo a mulher, os mercados ficam no bairro do Sahy, Vila do Sahy e Topolândia, uma das regiões mais afetadas, que resultou em diversas pessoas ilhadas. “Ao invés de ajudarem nesse momento tão difícil, estão abusando dos preços”, diz.

Os serviços de água, luz e telefonia foram comprometidos em razão da queda de postes e do depósito de sedimentos nas estações de tratamento de água. Com isso, muitas famílias ficaram sem abastecimento. O pedreiro Roberto Nunes, de 45 anos, que mora em São Sebastião desde que tinha 10, conta que ele e a família passaram horas sem luz e água e, mesmo quando a energia retomou, o sinais de wi-fi e da operadora de telefonia não funcionavam.

Veja

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