Brasil

Desemprego no Brasil cai a 9,3% em 2022, o menor patamar desde 2015

A taxa média de desemprego em 2022 caiu a 9,3%, o menor patamar desde 2015, quando fechou o ano em 8,5%. Os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os números mostram uma melhora do mercado de trabalho em relação ao período pré-pandemia de covid-19. Em 2019, o desemprego foi de 11,9%. Na comparação com 2021, quando a taxa média atingiu a marca de 13,2%, a melhora é de 3,9 pontos percentuais.
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O ano de 2021 foi de transição, saindo do pior momento da série histórica, sob o impacto da pandemia e do isolamento ocorrido em 2020. Já 2022 marca a consolidação do processo de recuperação.

Apesar da recuperação, a taxa de desemprego ainda está 2,4 pontos percentuais acima do menor nível da série, registrado em 2014 (6,9%).

Números do emprego Brasil

População ocupada chegou a 98 milhões. Em 2022, a população ocupada cresceu 7,4% em relação a 2021. Número representa um incremento de 6,7 milhões de trabalhadores no mercado.

A taxa anual de informalidade caiu para 39,6%. Em 2021, ficou em 40,1%. Percentual, porém, ainda supera o início da série em 2016 (38,6%) e 2020 (38,3%).

País fechou o ano com 8,6 milhões de desempregados. No 4º trimestre, a taxa de desemprego foi de 7,9%, com queda de 0,8 ponto percentual em relação aos três meses anteriores.

Número de desalentados diminuiu 19,9% ante 2021. População que desistiu de procurar emprego somou 4,3 milhões.

Trabalhado sem carteira bate recorde

A média anual de empregados sem carteira de trabalho cresceu 14,9% em 2022. Passou de 11,2 milhões para 12,9 milhões de pessoas, atingindo o maior patamar da série histórica.

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores domésticos subiu 12,2% em 2022, alcançando 5,8 milhões de pessoas. Já os trabalhadores por conta própria totalizaram 25,5 milhões, alta de 2,6% na passagem de 2021 para 2022.

O emprego com carteira subiu 9,2% na comparação com 2021 e chegou a 35,9 milhões de pessoas.

Nos últimos dois anos, é possível visualizar um crescimento tanto do emprego com carteira quanto do emprego sem carteira. Porém, é nítido que o ritmo de crescimento é maior entre os sem carteira assinada.

Rendimento médio cai 1%

O rendimento médio real foi estimado em R$ 2.715 em 2022. O valor representa uma queda anual de 1%, já descontada a inflação, ou perda de R$ 28. Em meados de 2020, no período pré-pandemia, o valor médio era de R$ 3.013.

A massa de rendimento no país, porém, cresceu, o que significa que houve mais dinheiro em circulação. O valor chegou a R$ 261,3 bilhões, novamente atingindo um recorde na série histórica da pesquisa. Em relação a 2021, o aumento foi de 6,9%, ou mais R$ 16,9 bilhões.

UOL

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Brasil

Alexandre de Moraes manda soltar 102 presos após ataques do dia 8 de janeiro

Foto: Wikimedia Commons.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de 102 pessoas que foram presas por causa dos atos de 8 de janeiro que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.

Eles vão poder retornar para suas cidades de origem, mas vão ser monitorados por tornozeleira eletrônica.

A TV Globo apurou que o ministro fixou uma série de medidas cautelares a serem cumpridas pelas pessoas que foram soltas:

– recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana;

– não poderão usar redes sociais;

– passaportes cancelados;

– porte de armas suspensos;

– terão que se apresentar semanalmente à Justiça;

– não podem se comunicar com outros investigados.

Os despachos do ministro Alexandre de Moraes estão sob sigilo. As medidas terão efeito imediato, servindo de alvará de soltura.

Serão beneficiados presos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pará, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Com isso, dos 1,4 mil presos entre os dias 8 e 9 de janeiro por causa dos atos, cerca de 800 continuam presos. Moraes tem decidido liberar presos com condutas consideradas menos graves.

Essas decisões estão sob sigilo dentro de uma ação que transita na Corte sobre o tema. Nas decisões, somente aparecem as iniciais das pessoas que foram soltas.

Esta não é a primeira vez que Alexandre de Moraes solta pessoas que foram presas após os ataques aos STF, ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional.

Ele já havia liberado, após audiências de custódia, pessoas com enfermidades e também outros presos em decisões individuais.

Com informações do G1

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Elize Matsunaga é investigada por usar documento falso em Sorocaba

A Polícia Civil de Sorocaba (SP) abriu uma investigação contra a Elize Matsunaga por uso de documentos falsos na cidade. Elize foi condenada a 16 anos de prisão por ter matado e esquartejado o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Elize foi detida em Franca (SP), onde atualmente mora e trabalha como motorista de aplicativo, nesta segunda-feira (27), e levada para Sorocaba, onde foi ouvida e liberada no meio da tarde. Ela é investigada por ter usado documentos falsos para conseguir um emprego na cidade, logo após ter a liberdade condicional. Durante o depoimento, Elize negou a falsificação.

A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, na noite desta segunda-feira, por meio das redes sociais.

Elize prestou depoimento no 8º Distrito Policial. Em maio de 2012, ela matou o empresário Marcos Kitano Matsunaga, dono de uma das maiores empresas de alimentos do Brasil.

Conforme apurado pelo g1, no final do ano passado, Elize participou de um processo de contratação para uma construtora de Sorocaba. Ela teria de apresentar atestado de antecedentes criminais, no entanto, como cumpre pena em regime semiaberto, teria apresentado um documento com o nome de solteira. O documento usado no processo seria de outro funcionário.

“A Polícia Civil identificou que Elize Matsunaga usava documento falso em Sorocaba. Infelizmente, a reincidência criminal é uma das realidades com as quais nossas polícias se deparam. Ela havia sido solta na progressão de pena, que se demonstra entrave para segurança pública”, escreveu o secretário.

A defesa de Elize ainda não se pronunciou.

G1

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Brasil

Haddad diz que Petrobras pode baixar preços para compensar reoneração


Foto: Reprodução/ TV Globo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite desta segunda-feira (27) que a Petrobras pode reduzir os valores de combustíveis, dentro da política de preços da empresa, para compensar a reoneração da gasolina e do etanol.

Mais cedo, nesta segunda, o Ministério da Fazenda informou que o governo vai voltar a cobrar impostos federais sobre a gasolina e o etanol, que estavam isentos da cobrança desde o ano passado.

A medida provisória que estendia a desoneração, editada pelo presidente Lula no início do ano, prevê que os impostos federais voltariam a incidir sobre os dois combustíveis a partir da próxima quarta (1ª). Mas os impostos não devem voltar integralmente. A reoneração deve ser parcial neste primeiro momento, de acordo com os blogs do Valdo Cruz e do Gerson Camarotti.

O governo ainda não definiu quais serão as novas alíquotas que incidirão sobre gasolina e álcool. Nesta terça (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá com ministros, entre eles Haddad, para acertar os últimos detalhes.

Na saída do ministério, Haddad foi questionado por jornalistas se haveria alguma medida, por parte da Petrobras, para evitar que o preço aumente para o consumidor.

“A atual política de preços da Petrobras tem um colchão que permite aumentar ou diminuir o preço dos combustíveis e ele pode ser utilizado”, afirmou o ministro.

Haddad também informou que a decisão final do governo sobre a reoneração sai nesta terça.

Política de preços

A atual política de preços da Petrobras estabelece que, se o preço do petróleo subir no mercado internacional, a alta deve ser repassada para os preços dos combustíveis nas refinarias da estatal no Brasil.

Esse mecanismo tem o objetivo de evitar que o preço no país fique defasado em relação ao resto do mundo, o que poderia, no limite, desestimular a importação de combustível e levar ao desabastecimento.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), atualmente a gasolina brasileira está 7% acima do preço de paridade internacional. Esse seria o “colchão” que a estatal poderia usar.

G1

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Ministro de Lula usou voo da FAB para ir a leilão de cavalos

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), usou diárias e um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a um leilão de cavalos de raça em janeiro, sob a justificativa de que se tratava de uma viagem “urgente”.

Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, o ministro assessorou compradores de animais e inaugurou uma praça em homenagem ao cavalo de um sócio no município de Boituva, em São Paulo.

Na data da viagem, Juscelino teve só duas horas de compromissos oficiais e o evento com cavalos não constava em sua agenda.

Para a viagem, recebeu R$ 3.000 para as diárias e voou em um jato privado da FAB, de Brasília a São Paulo. De acordo com o jornal, a viagem de ida e volta custaria cerca de R$ 140 mil.

Apesar de o Ministério das Comunicações não ter uma relação direta com animais, Juscelino foi homenageado no “Oscar do Quarto de Milha”, em São Paulo, em 27 de janeiro.

O jornal afirma que, ao voltar para Brasília, o ministro recebeu em seu gabinete o consultor de compra de cavalos, Junior Machado, junto com o prefeito do município de Poço Verde (SE), Iggor Oliveira (PSD).
ACUSAÇÕES

Além de ter usado o avião da FAB para participar de leilões de cavalos, Juscelino também é acusado de fazer uso irregular do fundo eleitoral e de usar emendas do Orçamento em benefício próprio em 2022, quando era deputado federal.

Ele destinou R$ 7,5 milhões em emendas de relator à prefeitura de Vitorino Freire (MA) para pavimentação, dos quais R$ 5 milhões seriam para melhoria de 19 km da estrada que circunda ao menos 8 fazendas de sua família. A prefeita de Vitorino Freire é Luanna Rezende, irmã do ministro.

Juscelino Filho, 38 anos, foi reeleito deputado federal em 2022. Assumiria novo mandato nesta 4ª feira (1º.fev.2023), mas está licenciado. Depois de Daniela Carneiro (Turismo) e José Múcio (Defesa), Juscelino é o 3º ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob risco de ter que deixar a Esplanada em breve. Ele é um dos nomes do União Brasil que compõem o 1º escalão do governo.

Leia mais sobre as acusações contra o ministro Juscelino Filho aqui.
Defesa

Em nota enviada ao Poder360, os advogados do ministro, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, afirmaram que a viagem a São Paulo se tratava de agenda oficial e tinha “claro interesse público”, o que justificaria o uso do transporte da FAB.

Eis a íntegra da nota:

“O ministro foi a São Paulo em agenda oficial, com claro interesse público, o que justifica o uso do transporte da FAB, assim como retornou a Brasília em voo solicitado por outro colega ministro. Não houve qualquer ilegalidade por parte do ministro Juscelino nas agendas e, como forma de demonstrar seu zelo com o dinheiro público e seu compromisso com a transparência, o ministro determinou apuração sobre os procedimentos administrativos relacionados à viagem.

Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, advogados do ministro Juscelino Filho”.

Poder360

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Sem trégua, MST invade mais três fazendas produtivas na Bahia


Foto: MST/ Divulgação

O Movimento dos Sem-Terra (MST) anunciou nesta segunda-feira (27) a invasão de três propriedades produtivas no sul da Bahia. Ao todo, 1.550 sem-terra ocuparam na madrugada áreas de cultivo de eucalipto pertencentes à Suzano Papel e Celulose em protesto contra o crescimento da monocultura de eucalipto na região. Procurada, a Suzano não se pronunciou sobre o episódio.

As três áreas ocupadas nesta segunda na Bahia ficam próximas das cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas. Segundo o MST, as invasões são uma denúncia contra a monocultura de eucalipto na região, que vem crescendo nas últimas décadas.

O movimento diz que é contra a cultura de eucalipto porque empresários estariam utilizando agrotóxicos que prejudicariam as áreas cultivadas pelas famílias de camponeses e supostamente provocando êxodo rural.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, antes da posse do presidente Lula (PT), foi feito um acordo com os sem-terra para que não houvesse mais invasão de áreas produtivas. Mas, nos últimos dias, além da fazenda da Suzano, militantes do movimento ocuparam nove áreas no interior de São Paulo.

Durante o governo Bolsonaro, o MST reduziu quase a zero as invasões de fazendas, mas os sem-terra anunciaram ainda no ano passado a retomada de invasões e emplacaram como secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Presidência da República sua coordenadora nacional, Kelli Mafort.

Veja

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Brasil

Resultado com lista de aprovados do SISU 2023 será divulgado nesta terça


Foto: Adja Alvorável/g1

Os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do 1º semestre de 2023 serão divulgados nesta terça-feira (28), no site https://sisualuno.mec.gov.br/.

O programa usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 para selecionar alunos que estudarão em universidades públicas.

Veja o que fazer a seguir:

✅ Foi aprovado? Verifique quais são os documentos exigidos para a matrícula na instituição de ensino em que você estudará (há universidades que aceitam o envio dos dados por meio digital; outras, apenas presencialmente). O prazo é de 2 a 8 de março.

❌ Não foi aprovado? Calma, nem tudo está perdido. Se quiser, manifeste interesse em participar da lista de espera, no período de 28 de fevereiro a 8 de março. Você deve escolher se deseja concorrer na 1ª ou na 2º opção de curso indicada na inscrição. Os resultados serão divulgados pelas próprias universidades.

Entenda os resultados

O aluno só pode ser aprovado em um dos cursos marcados na inscrição:

A nota foi suficiente para passar na 1ª opção? Ele será obrigatoriamente aprovado nela (sem chance de escolher a 2ª).

Não conseguiu passar na 1ª opção? Pode ser aprovado na 2ª, se o desempenho for suficiente.
Não foi aprovado em nenhuma das opções? Há como participar da lista de espera.

g1

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Brasil

Juros médios cobrados pelos bancos chegam a 43,5% ao ano

Pesquisa do Procon mostra taxas de juros no crédito dos principais bancos -  Canaltech
A taxa média de juros das concessões de crédito livre teve alta de 8,2 pontos percentuais nos últimos 12 meses e chegou a 43,5% ao ano, em janeiro. No mês, o aumento foi de 1,8 ponto percentual, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas hoje (27) pelo Banco Central (BC).

Nas novas contratações para empresas, a taxa média do crédito atingiu 25,3% ao ano, alta de 2,2 pontos percentuais no mês e 4 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com as famílias, a taxa média de juros alcançou 56,6% ao ano, aumento de 1,2 ponto percentual no mês e 10,3 pontos percentuais em 12 meses.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,4% ao ano em janeiro, estável em relação ao mês anterior e com alta de 2,1 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 1,5 ponto percentual no mês e 2,5 pontos percentuais em 12 meses, indo para 13,5% ao ano. Assim, a taxa média no crédito direcionado chegou a 11,9% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual no mês e de 2,2 pontos percentuais em 12 meses.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em março do ano passado, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Em janeiro, puxado principalmente pelo aumento de preços de alimentos e combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, ficou em 0,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta 5,77% em 12 meses.

O BC avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito, mas o Copom não descarta a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não caia como o esperado. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

Cartão de crédito

Para pessoas físicas, o destaque do mês foi para o cartão de crédito, cujas taxas tiveram alta de 2 pontos percentuais no mês e 27,3 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 94,9% ao ano.

No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve alta de 3,8 pontos percentuais em de dezembro para janeiro e aumento de 65,2 pontos percentuais em 12 meses, indo para 411,5% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 2,5 pontos percentuais no mês e 9,6 pontos percentuais em 12 meses, para 182,1% ao ano.

A taxa do crédito consignado teve variação de 0,2 ponto percentual no mês e 3,6 pontos percentuais em 12 meses (26,7%). No caso do crédito pessoal não consignado, os juros subiram 2,4 pontos percentuais no mês de janeiro e 4,5 pontos percentuais em 12 meses (84,3% ao ano).

Já no cheque especial, houve variação negativa de 0,1 ponto percentual no mês, com aumento de 6,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 132% ao ano.

Alta das contratações

Com a manutenção dos juros em alta, em janeiro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,317 trilhões, com uma variação negativa de 0,3% em relação a dezembro. O resultado refletiu, a redução de 2,4% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2,094 trilhões) e o aumento de 1,1% no de pessoas físicas (R$ 3,223 trilhões).

Na comparação interanual, o crédito total cresceu 13,6% em janeiro, evidenciando desaceleração ante os 14% de 2022. Na mesma base de comparação, o saldo com as empresas desacelerou para 7,9%, ante 9% em janeiro de 2022. Em sentido contrário, o volume de crédito às famílias cresceu 17,8% nos doze meses até janeiro, comparativamente a 17,7% em dezembro do ano anterior.

O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,646 trilhões, reduzindo 1,3% no mês, devido principalmente à redução dos títulos de dívida pública, que tiveram queda de 3,3%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 8,2%, prevalecendo com destaque para os aumentos da carteira de empréstimos do Sistema Financeiro, 13,9%, e dos títulos de dívida, 8,1%.

Endividamento

De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 3,2% em janeiro. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 6,1% e para pessoas jurídicas em 2,3%.

Neste mês, o BC não divulgou os dados de endividamento e comprometimento de renda em razão do adiamento de divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O BC utiliza esses dados para como calcular os denominadores, por isso são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação.

O último mês apresentado foi de novembro de 2022. Naquele mês, o endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 49,5, nível que reflete o aumento das concessões de empréstimos. Houve queda de 0,2% no mês e alta de 0,3% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 31,5% no mês de novembro.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 27,7% em novembro, com estabilidade no mês e aumento de 1,6% em 12 meses.

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Brasil

Fazenda anuncia aumento de imposto sobre combustíveis para arrecadar R$ 28,8 bilhões neste ano

Reprodução

O Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira (27) que haverá aumento do imposto sobre os combustíveis para arrecadar R$ 28,8 bilhões neste ano, valor anunciado pelo ministro Fernando Haddad em pacote fiscal em janeiro.

A pasta não explicou, porém, qual será o percentual de reajuste e nem o valor em reais por litro de cada combustível. Acrescentou somente que os combustíveis fósseis, como a gasolina, serão mais onerados.

A decisão foi comunicada após reunião na manhã desta quinta no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Haddad (Fazenda), além do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Outro encontro sobre o assunto deve acontecer ainda hoje.

A ala política do governo, porém, teme impacto do aumento dos combustíveis na inflação e na popularidade do presidente, e vinha pressionando pela extensão da desoneração dos impostos.

Já a equipe econômica contava com a volta da cobrança dos impostos para aumentar a arrecadação e diminuir o rombo de mais de R$ 200 bilhões esperados para as contas do governo neste ano.

Reoneração parcial

Com impasse entre alas econômica e política, o governo avalia uma reoneração parcial da gasolina e do álcool, conforme noticiaram os repórteres da GloboNews Nilson Klava e Bianca Lima.

A possibilidade que está na mesa e que foi levada ao presidente Lula prevê que a gasolina seja reonerada em 71% do PIS e da Cofins.

Ou seja, em vez de voltar a cobrar a totalidade do imposto, o que representaria R$ 0,69 por litro do combustível, o governo cobraria R$ 0,49 por litro.

Já em relação ao álcool, a reoneração seria menor, de 25%. Ou seja, dos R$ 0,24 por litro, que representa a totalidade do tributo federal, o governo voltaria a cobrar R$ 0,06. O objetivo é manter a competitividade do etanol.

Formato

De acordo com o blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews e colunista do g1, a proposta, que ainda está sendo desenhada tecnicamente, fará mudanças na estrutura de tributos na cadeia produtiva de combustíveis.

A ideia é que toda arrecadação extra, de R$ 28 bilhões, venha da tributação de combustível, majoritariamente de produtos fósseis, mas numa estrutura da cadeia de impostos que minimize o impacto ao consumidor.

A fórmula encontrada preserva a proposta do Ministério da Fazenda, lançada em 12 de janeiro, quando Fernando Haddad disse que, a partir de março, o governo iria voltar com a tributação para garantir R$ 28 bilhões a fim de reduzir o tamanho do déficit previsto para este ano, de R$ 231 bilhões, para algo entre R$ 90 bilhões e R$ 100 bilhões.

A proposta a ser divulgada será baseada, segundo integrantes do governo, em três princípios:

-o da sustentabilidade ambiental, tributando mais o combustível fóssil;

-o social, penalizando menos o consumidor;e econômica, garantindo a arrecadação extra de R$ 28 bilhões ao final do ano.

G1

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Brasil

Projeto-piloto do real digital começa em março, diz presidente do Banco Central

O projeto-piloto do real digital, futura moeda virtual oficial do país, vai começar em março, afirmou nesta segunda-feira (27) o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A ideia, segundo ele, é que a moeda possa estar funcionando para o público até o fim de 2024.

“Em termos de próximos passos, no mês que vem, a gente vai ter o piloto funcionando, então no mês que vem a gente já vai ter um piloto da moeda digital, o Brasil vai ser um dos primeiros países do mundo a fazer isso”, disse Campos Neto durante um evento em uma universidade em Brasília.

“A medida em que a gente vai tendo segurança, a ideia é ter alguma coisa funcionando no máximo no final de 2024”, completou. O projeto está sendo desenvolvido pelo Banco Central em parceria com diversas instituições.

O presidente do BC explicou que a moeda digital vai ser uma extensão do dinheiro hoje utilizado pelas pessoas.

“Basicamente, pegar um depósito, bloquear ele e emitir um token em cima daquele depósito”, resumiu.

Entre as vantagens do real digital em comparação com a moeda física, estão o menor custo de intermediação, maior eficiência, maior inclusão digital e a possibilidade de monetização, disse Campos Neto.

Ainda segundo Campos Neto, não será preciso fazer uma nova regulamentação para lançar a moeda digital no país.

“Se ela é um depósito tokenizado, ela herda toda a regulação do depósito. Isso significa muito, imagina fazer uma nova regulamentação inteira.”

O que será o real digital

Segundo o Banco Central, o real digital:

  • vai ser emitido pelo BC, como uma extensão da moeda física, com a distribuição ao público intermediada pelos bancos e instituições de pagamento;
  • custódia ficará no Banco Central;
  • poderá ser trocado pelo real tradicional (em notas), e vice-versa;
  • cotação frente a outras moedas também será a mesma;
  • não será permitido que os bancos emprestem a terceiros esses recursos, como acontece atualmente com o real físico, e depois os devolva aos clientes;
  • não haverá remuneração, ou seja, os recursos não terão uma correção automática;
  • haverá uma garantia da segurança jurídica, cibernética e de privacidade nas operações.

G1

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