Brasil

Governo prevê dificuldades para pagar PIS/PASEP e seguro-desemprego até 2026


Foto: Reprodução

O governo federal vai ter dificuldades para pagar benefícios previdenciários como abono salarial e seguro-desemprego durante quase todo o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo as estimativas do Executivo, o rombo pode ser de quase R$ 13,2 bilhões até 2026. Os recursos para o pagamento dos benefícios são oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para o qual está previsto déficit.

Segundo o governo, “para os exercícios de 2023 a 2026, as estimativas apontam que as receitas do FAT não serão suficientes para atendimento das projeções de suas obrigações legais, com geração de desequilíbrio financeiro do Fundo”.

Além de bancar o abono salarial e o seguro-desemprego, o FAT é destinado ao financiamento de programas de educação profissional e tecnológica e de desenvolvimento econômico a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os números do governo foram apresentados no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2024, enviado ao Congresso Nacional no mês passado. As estimativas sobre o FAT foram formuladas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

R7

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Brasil

Petrobras vai anunciar fim da política de paridade de importação para preços do diesel e da gasolina


Foto: REUTERS/Sergio Moraes

A Petrobras vai anunciar o fim da política de paridade de importação (PPI) para os preços do diesel e da gasolina, apurou a CNN com duas fontes envolvidas diretamente no assunto. O comunicado deve ser divulgado nesta terça-feira (16).

A paridade de importação de preços – que alinha os preços locais aos preços internacionais – foi adotada durante o governo Michel Temer (MDB). Desde a campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promete uma mudança nessa referência.

Segundo apurou a reportagem, a PPI será substituída por uma política que leva em consideração os preços internacionais como referência, mas também os custos locais de produção e as margens de refino em cada região do país.

“Não existe um dogma, um preço de referência para o Brasil todo. O próprio PPI é uma abstração. O mercado brasileiro é diferente, com vários múltiplos importadores”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em um evento recente.

Agentes de mercado tem muitas dúvidas sobre o funcionamento dessa nova política, já que o petróleo é uma commodity cujo preço varia conforme o mercado internacional. O Brasil compra do exterior 30% do diesel que consome, e um desalinhamento pode desestimular a importação do produto.

CNN Brasil

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Brasil

Bolsonaro depõe à PF sobre supostas fraudes nos cartões de vacina nesta terça

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor na tarde desta terça-feira (16) à Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação das supostas fraudes em cartões de vacina da Covid-19. Há duas semanas, quatro militares assessores de Bolsonaro foram presos pela PF suspeitos de fazerem parte de um esquema. O depoimento está marcado para 14h.

A PF quer saber de Bolsonaro se ele tinha conhecimento dos cartões de vacina no nome dele e de familiares, como a filha de 12 anos e da mulher, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na Operação Venire, que investiga essas supostas fraudes, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e apreendeu seu celular.

O depoimento será prestado na sede da PF, na Asa Norte, região central de Brasília. A reportagem apurou que a Polícia Militar do Distrito Federal vai reforçar a segurança do prédio, seguindo o esquema dos outros dois depoimentos anteriores do ex-presidente.

No dia da operação da PF, Bolsonaro afirmou que não se vacinou contra a Covid-19 e que não houve adulteração em seu cartão de vacinação. A declaração foi feita enquanto ele deixava sua casa, no Jardim Botânico, em Brasília – endereço que foi alvo de busca e apreensão da PF.

“O objetivo da busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro: cartão de vacinação. O que eu tenho a dizer para vocês: eu não tomei a vacina. Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum. Não existe adulteração da minha parte”, disse à imprensa.

CNN

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Brasil

Lula autoriza passaporte diplomático para suplente de senador paraibano, Ney Suassuna

O passaporte vermelho do homem da mala

O suplente de senador paraibano Ney Suassuna (Republicanos) foi agraciado, nesta segunda-feira (15), com um passaporte diplomático com validade de dois anos.

A Portaria, publicada no Diário Oficial da União, foi assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.  Ney é suplente de Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ele chegou a assumir o mandato nesta legislatura entre setembro de 2020 e janeiro de 2021.

Segundo a legislação, os passaportes brasileiros classificam-se nas categorias: diplomático, oficial, comum, para estrangeiro e de emergência. Os documentos diplomáticos e oficial são emitidos plo Ministério das Relações Exteriores.

Para autorizar a cessão do passaporte diplomático a Ney Suassuna, o ministro levou em consideração o inciso terceiro do artigo sexto do decreto que trata sobre a emissão.

“Mediante autorização do Ministro de Estado das Relações Exteriores, conceder-se-á passaporte diplomático às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País”, diz a lei.

Saiba quem tem direito ao Passaporte Diplomático: 

I – ao Presidente da República, ao Vice-Presidente e aos ex-Presidentes da República;

II – aos Ministros de Estado, aos ocupantes de cargos de natureza especial e aos titulares de Secretarias vinculadas à Presidência da República;

III – aos Governadores dos Estados e do Distrito Federal;

IV – aos funcionários da Carreira de Diplomata, em atividade e aposentados, de Oficial de Chancelaria e aos Vice-Cônsules em exercício;

V – aos correios diplomáticos;

VI – aos adidos credenciados pelo Ministério das Relações Exteriores;

VII – aos militares a serviço em missões da Organização das Nações Unidas e de outros organismos internacionais, a critério do Ministério das Relações Exteriores;

VIII – aos chefes de missões diplomáticas especiais e aos chefes de delegações em reuniões de caráter diplomático, desde que designados por decreto;

IX – aos membros do Congresso Nacional;

X – aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas da União;

XI – ao Procurador-Geral da República e aos Subprocuradores-Gerais do Ministério Público Federal; e

XII – aos juízes brasileiros em Tribunais Internacionais Judiciais ou Tribunais Internacionais Arbitrais.

§ 1o A concessão de passaporte diplomático ao cônjuge, companheiro ou companheira e aos dependentes das pessoas indicadas neste artigo será regulada pelo Ministério das Relações Exteriores.

§ 2o A critério do Ministério das Relações Exteriores e levando-se em conta as peculiaridades do país onde estiverem a serviço, em missão de caráter permanente, conceder-se-á passaporte diplomático a funcionários de outras categorias.

§ 3o Mediante autorização do Ministro de Estado das Relações Exteriores, conceder-se-á passaporte diplomático às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos deste artigo, devam portá-lo em função do interesse do País.

MaisPB

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Brasil

Previsão da inflação subiu para 6,03% este ano, diz Boletim Focus

Banco Central, depois de dois anos, oficializa uma vencedora para sua concorrência: a Binder - Janela Publicitária

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 1% para 1,02%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (15), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,38%. Em 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 1,8%, respectivamente.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – também variou de 6,02% para 6,03% neste ano. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 4,15%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 4%, para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%. Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em abril, influenciado pelo aumento dos remédios, o IPCA ficou em 0,61%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de março, de 0,71%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,18%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado, e é o maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

O patamar da Selic é motivo de divergência entre o governo federal e o Banco Central. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Já a estimativa do mercado para a cotação do dólar está em R$ 5,20 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique neste mesmo patamar.

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Brasil

As condições de Lula para apoiar as mudanças no arcabouço fiscal

As condições de Lula para apoiar as mudanças no arcabouço fiscal

Durante reunião com Cláudio Cajado (PP-BA), e com integrantes do núcleo de articulação política do governo na Câmara, o presidente Lula sinalizou que endossa alguns gatilhos propostos pelo relator do novo arcabouço fiscal.

Entre os itens em que houve concordância com Lula no arcabouço fiscal estão a proibição de aumento de salário para servidores públicos, a proibição de se instituir novos seletivos e o veto a novos incentivos fiscais. 

Lula fez basicamente duas exigências: manter a possibilidade de aumento real do salário mínimo e do Bolsa Família.

Agora, Arthur Lira (PP-AL) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão em reunião na Residência Oficial da Câmara para discutir o texto, que deve ser apresentado ainda hoje.

O Antagonista

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Brasil

Sem estoque, governo Lula compra insulina de laboratório chinês sem registro na Anvisa

O Ministério da Saúde, sob o comando de Nísia Trindade, está deixando os Estados sem estoque de insulina para atender os pacientes.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Saúde admitiu o problema e afirmou que está remanejando os estoques entre as cidades que mais precisam.

De acordo com a pasta, a responsabilidade pela compra e distribuição é do Ministério da Saúde. De acordo com reportagem do jornal O Globo, a situação se repete no Ceará, Acre e Goiás. Em Anápolis, os pacientes não encontram insulina desde fevereiro.

O estoque também é limitado nos Estados de São Paulo e Rondônia, com insulina de ação rápida suficiente apenas para 45 e 60 dias, respectivamente.

Compra emergencial de laboratório da China
Nos dois últimos pregões abertos pelo Ministério da Saúde, a pasta não conseguiu comprar o medicamento de empresas registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota publicada no início de abril, o ministério admitiu que o estoque de insulina rápida acabaria a partir de maio.

A “solução” encontrada pelo governo foi abrir uma compra emergencial. Foi o que aconteceu em 20 de abril, quando o ministério fechou acordo para adquirir 1,3 milhão de tubetes de insulina da chinesa Globalx Technology Limited.

O laboratório, no entanto, não possui registro na Anvisa. A compra é contestada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que questiona a qualidade da insulina adquirida.

Alerta do Tribunal de Contas
No fim de março, o Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o ministério sobre o risco de faltar insulina para diabetes nos Estados.

A fiscalização realizada pela Corte foi aberta a pedido do Congresso Nacional para apurar eventuais “irregularidades existentes nas compras, entregas e armazenamento dos medicamentos utilizados no tratamento de diabetes”.

Revista Oeste

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Relatório final sobre acidente aéreo que matou Marília Mendonça e outras 4 pessoas sai nesta segunda


Foto: Reprodução

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas (Cenipa) sobre o acidente que matou Marília Mendonça e outras quatro pessoas será divulgado nesta segunda-feira (15). A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a conclusão das investigações na última sexta-feira (12).

As informações serão apresentadas primeiramente aos familiares das vítimas. Segundo o Cenipa, os detalhes serão divulgados ao público em seguida, “como forma de promover o amplo acesso e transparência das informações investigadas por este centro a toda sociedade”.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o relatório deve indicar se houve ou não falha mecânica na aeronave. Ainda não se sabe o horário em que o documento será divulgado.

g1 MG

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Brasil

Pesquisa mostra desconfiança dos brasileiros com a mídia; Globo fica em antepenúltimo lugar no ranking

O site de notícias The News realizou uma pesquisa e mais de 8 mil de pessoas responderam, dizendo quanto confiam, de 0 a 10, em cada um dos principais veículos do país.

No gráfico acima, foi colocado os nove que tiveram as melhores médias. Ao todo, foram listados 26 canais de notícias, além das redes sociais — que não foram incluídos nessa categoria.

Mais curioso que o top-9 é observar a diferença de percepção sobre cada veículo de informação dependendo do perfil da pessoa.

Considerando o lado político

No geral, englobando todos os veículos, pessoas mais de esquerda tendem a confiar mais nos canais de mídia. O mesmo padrão aconteceu na pesquisa feita nos EUA. Em números…

A média do nível de confiança dos mais progressistas é de 5,1;

Enquanto isso, a dos mais conservadores fica em 4,2;

Já, a média de quem se considera de centro fica em 4,9.

Os veículos que mais fazem as duas pontas divergirem são a Jovem Pan, com um gap de 5,1 pontos a mais de confiança da direita (E: 1,7 | D: 6,8) e a Globo, com um gap de 4,9 pontos a mais de confiança da esquerda (E: 7,5 | D: 2,6).

Redes sociais

A plataforma que tem a maior confiança do público é o LinkedIn, com uma média geral de 6,6. Em seguida, vem o YouTube, com uma confiança de 5,2. Do outro lado, as piores médias foram TikTok (2,4) e Facebook (2,7).

Aqui, o padrão se inverte: As pessoas de direita têm uma confiança levemente maior que as pessoas de esquerda — 4,1 contra 3,8. As de centro têm média de 3,9.

Com informações de The News

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Brasil

Decisões da Justiça somam quase R$ 94 bilhões em arrecadação ao governo


Foto: Edu Andrade/MF

Decisões recentes de cortes superiores têm potencial para gerar incremento de R$ 93,8 bilhões por ano à arrecadação do governo federal.

A mais recente das decisões deve gerar R$ 5,8 bilhões ao ano. No trâmite em questão, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para autorizar o governo a suspender redução de alíquota de PIS/Cofins sobre receitas financeiras das empresas que usam a tributação do lucro real.

Já a mais impactante dos trâmites se deu no final de abril. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou a exclusão de benefícios fiscais do ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL — decisão com potencial de gerar R$ 88 bilhões ao ano para os cofres públicos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e sua equipe econômica reiteram publicamente os esforços do governo federal para alavancar a arrecadação, especialmente para que as metas de superávit primário da nova regra fiscal — que deve ser votada no Congresso Nacional nas próximas semanas — sejam atingidas.

De acordo com um estudo feito pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), para dar certo a nova regra, a arrecadação precisará de um incremento de R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões.

CNN Brasil

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