Brasil

Foto em rede social pode ser prova de união e garantir pensão do INSS; Entenda

O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) determinou, no fim de abril, o restabelecimento da pensão por morte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de uma manipuladora de pescados que comprovou união estável por meio de uma foto em rede social, além dos depoimentos de testemunhas.

Segundo o relato da segurada — uma mulher de 60 anos que mora em Navegantes (SC)—, depois que o companheiro faleceu em um acidente de moto em 2017, a pensão só foi concedida por quatro meses. Ela ajuizou uma ação em 2020 para voltar a receber o benefício, mas o pedido foi negado pela 4ª Vara Federal de Itajaí (SC).

No TRF4, o desembargador Paulo Afonso Brum Vaz chegou à conclusão de que, além do início de prova material com a foto em rede social, as testemunhas asseguraram que o vínculo dos casal começou em junho de 2015, antes da morte do segurado.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o uso de fotos de redes sociais para comprovar o vínculo é um meio legítimo e útil nos casos que reivindicam a pensão por morte, mas não é reconhecido pelo INSS de forma administrativa.

No entanto, para provar a união estável, normalmente, o solicitante precisa reunir um grupo de documentos, de acordo com Rômulo Saraiva, advogado especialista em Previdência e colunista da Folha.

“Eu já me deparei com situações em que as pessoas não tinham um documento sequer e viveram [juntas] por 20, 30 anos, principalmente pessoas pobres, que ficam mudando de casa o tempo todo e não têm a cultura de guardar documento. Mas, normalmente, os pedidos de pensão por morte são formados por uma coletânea de provas.”

As regras que tratam da comprovação de união estável sofreram mudanças em 2019. Uma nova lei, derivada de uma medida provisória assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinou que os documentos para comprovar a união estável precisam ser de até 24 meses (dois anos) antes da morte do segurado.
Folha Mercado

“Em tese, essa lei exige da pessoa que ela fique sempre juntado documento, porque, quando ela morrer, o INSS vai botar uma lupa e ver se nos 24 meses antecedentes ao óbito ela tem uma quantidade de documentos satisfatória que possa se provar que estava vivendo em união estável. E vai enfraquecendo o uso das testemunhas. É uma pegadinha”, diz ele.

Segundo Saraiva, o caso da manipuladora de pescados não segue as regras da nova lei, já que o segurado morreu antes da mudança em 2019.

O presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), Roberto de Carvalho Santos, afirma que, na prática, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já seguia um decreto que exige duas provas documentais para comprovar o vínculo entre segurados após a morte de um deles.

No entanto, mesmo sem o número mínimo de documentos, alguns casos eram resolvidos na Justiça somente com testemunhas, pois o decreto não tinha força de lei, diz Santos.

“Geralmente, uma pessoa com uma condição socioeconômica menor não guarda o documento ou joga fora. As pessoas com menor poder aquisitivo não têm esse hábito de documentar suas relações.”

De acordo com as normas do INSS, para comprovar união estável, é necessário que o solicitante apresente pelo menos duas provas documentais produzidas em período não superior aos 24 meses anteriores à data do fato gerador —neste caso, a morte do segurado.

Caso haja somente uma prova, a autarquia permite o uso de testemunhas.
O que diz a lei?

  • É necessário um início de prova material de união estável produzida em período não superior a 24 meses antes da morte do segurado.
  • Não admite prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito, mas sem determinar o que é força maior ou caso fortuito

O que diz o INSS?

  • Exige duas provas de união estável
    Uma das provas precisa ser de período não superior aos 24 meses antes da morte do segurado
  • Não admite prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito
  • Caso haja somente uma prova, solicitante deve apresentar testemunhas

Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Petrobras discute nesta semana nova política de preços para diesel e gasolina

Foto: Augusto César Gomes

A Petrobras informou neste domingo (14) em comunicado que está discutindo internamente alterações em suas políticas de preço para diesel e gasolina.

Segundo a estatal, as mudanças “serão analisadas pela Diretoria Executiva da empresa no início da semana e poderão resultar em uma nova estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina”.

“Nesse sentido, a Companhia esclarece que eventuais mudanças estarão pautadas em estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis”, acrescentou.

Atualmente, o valor do combustível é calculado em dólar e o petróleo segue a cotação internacional. Isso significa que a valorização do barril de petróleo no mercado internacional e/ou da moeda norte-americana acabam gerando reajustes nos preços dentro do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem falado, desde a campanha eleitoral, em “abrasileirar” os preços dos combustíveis, abandonando os atuais critérios de reajustes.

A expectativa é que, uma nova regra de preços para os combustíveis, resulte em preços menores nas bombas aos consumidores.

Presidente da Petrobras

Na sexta-feira (12), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já havia antecipado que a petroleira deveria decidir na semana que vem sobre os reajustes de combustíveis e a nova política de preços praticada pela estatal.

Questionado sobre o novo critério utilizado para definição de preços nas refinarias, Prates afirmou que será o de “estabilidade versus volatilidade”. Segundo ele, o novo formato deverá evitar tanto a estagnação de preços quanto o que chamou de “maratona” de reajustes.

“Não precisamos voltar ao tempo em que não houve nenhum reajuste no ano inteiro. Em 2006 e em 2007 aconteceu isso. E também não precisamos viver dentro da maratona de 118 reajustes para um único combustível, como foi em 2017, o que levou à crise enorme da greve dos caminhoneiros”, afirmou ele, na ocasião.

Prates disse também que, mesmo com a mudança, a Petrobras continuará seguindo a referência internacional e mantendo a competitividade interna. “Nós não vamos perder venda. Não vamos deixar de ter o preço mais atrativo para os nossos clientes.”

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Shopee se desvincula das consequências da taxação de Haddad

Haddad é pressionado nas redes sociais a não taxar Shein, Shopee e  similares – Varejo S.A
A cobrança de Imposto de Importação na hora da compra como quer o governo não irá afetar a Shopee, disse o diretor de marketing da empresa no Brasil, Felipe Piringer. Ele afirma que a diferença da marketplace para as outras companhias asiáticas se dá por duas razões: 

  • natureza da empresa – a companhia não fabrica produtos próprios, funciona como uma plataforma que conecta vendedores e compradores, como o Mercado Livre;
  • presença no Brasil – 85% das vendas da Shopee são de anunciantes brasileiros e não de fora do país. As importações são uma minoria. Portanto, os efeitos dos impostos não seriam relevantes.

O executivo avalia que sua companhia é mais vinculada às consequências da tributação por ser asiática, mas a tributação vale para qualquer empresa internacional.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) argumenta que as compras serão taxadas porque o Imposto de Importação sempre existiu, mas os consumidores não serão afetados. Ele ainda não apresentou um plano efetivo de como isso seria feito. Mesmo que o imposto atinja somente a empresa de forma direta, nada impede a companhia de repassar os valores para o consumidor final. A ideia do governo é apresentar um plano de “adequação” para os marketplaces.

No total, a Shopee tem mais de 3 milhões de vendedores que atuam no Brasil. O representante da loja on-line não quis compartilhar quantas vendas são realizadas pela plataforma.

Indagados sobre como a taxação das importações não seria repassada para os consumidores, Piringer preferiu não comentar sobre o assunto.

Disse, entretanto, que a marca atua na legalidade e não divide seus produtos em pacotes menores nem os envia como pessoa física, se a importação se der por intermédio deles. O índice de vendas realizadas por pessoas jurídicas, ou seja, empresas pela Shopee equivale a 90%.

O governo suspeita que muitas varejistas internacionais vendem as compras como se fossem pessoas físicas (que são isentas de imposto se tiverem valor de até US$ 50). Há plataformas que ainda dividem as encomendas que superam o valor em pacotes menores, numa estratégia de driblar o valor mínimo por encomenda e dificultar o trabalho da Receita Federal.

Muitos dos vendedores brasileiros que utilizam a Shopee podem ser impactados por causa do Imposto de Importação. Os itens que adquirem para revenda no Brasil podem ter origem internacional e, assim, serem taxados.

Desde que Haddad anunciou a possibilidade de maior fiscalização, a Shopee disse estar disposta a trabalhar com o Planalto. Em uma nota, a e-commerce declarou que “apoia o governo em qualquer mudança tributária”.

Na entrevista ao Poder360, Piringer reforçou o comprometimento da companhia com as ideias da cúpula do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Tem uma equipe trabalhando próximo com o governo –sempre aberta a sugestões e a tudo que for determinado. A gente vai seguir à risca como a gente sempre seguiu como empresa brasileira”.

Apesar de a plataforma ter origem em Cingapura, na Ásia, a auto-definição como brasileira se dá, para o executivo, pelos 2 escritórios localizados em São Paulo.

Sobre a relação da Shopee com os países de origem, Felipe Piringer disse que o objetivo da marca é se concentrar no mercado local dos territórios onde atuam. Por isso, teria certa independência no Brasil. “A Shopee tem muito apoio dos outros países, mas atua com certa autonomia”, declarou.

A loja ainda não promove vendas de exportação, ou seja, do Brasil para o exterior. Apesar de esse ainda não ser um objetivo consolidado, Piringer afirma que “seria algo legal”.

O executivo destaca o segmento de moda como em ascensão na loja on-line. As próximas promoções da plataforma serão focadas nesse modelo.

Qualquer pessoa pode se tornar um vendedor da Shopee, basta fazer um cadastro na plataforma e anunciar a venda. Do valor total do produto, 14% do valor é repassado ao e-commerce, de onde tiram o lucro. Caso o anunciante integre o programa de frete grátis da plataforma, há mais 6% de comissão, segundo o site oficial da marca.

Na entrevista, Piringer disse que a entrega sem custo era desembolsada pela companhia: “Esse frete grátis interinamente coberto pela Shopee. Então a gente não vai cobrar o vendedor por isso. Porque a gente entende que se a gente fizer isso, ele vai transferir para o preço e depois para o consumidor”.

O Poder360 entrou em contato com a equipe da empresa depois da entrevista em busca de um posicionamento sobre a contradição em relação ao frete grátis. A assessoria explicou novamente que o programa para os cupons de isenção da entrega tem uma taxa de 6% para os participantes. O espaço segue em aberto para novas manifestações.

A empresa agora atua em 7 países: Brasil, Malásia, Tailândia, Taiwan, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Singapura. Segundo o balanço financeiro da detentora da Shopee, a Sea, (íntegra – 279 KB), foram 7,6 bilhões de entregas em todos os territórios em 2022.

O faturamento naquele ano fechou em US$ 7,3 bilhões globalmente. No balanço do 2º trimestre de 2022, diz-se que a arrecadação somente no Brasil aumentou em 270%.

A empresa conta com 8 centros de distribuição em território nacional. A capacidade de armazenamento é de 1,5 milhão de pacotes diários. As unidades mais recentes foram inauguradas em Recife (PE) e Salvador (BA). As outras ficam no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Minas Gerais (MG) e Paraná (PR).

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Eletrobras perde 30% em valor de mercado desde a eleição de Lula

Eletrobras

A Eletrobras perdeu 30% em valor de marcado desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 30 de outubro de 2022, quando era avaliada em R$ 115,6 bilhões.

Na 6ª feira (12.mai.2023), a companhia estava estimada em R$ 80,5 bilhões e suas ações ordinárias (ELET3), que à época estavam em R$ 49,82, fecharam em R$ 35,3.

No mesmo período, o Ibovespa caiu 6,5% e o IEE (Índice de Energia Elétrica), que considera os principais ativos do setor, subiu 0,08%.

Poder360

Lula é crítico da privatização da Eletrobras e se posicionou pela reestatização da empresa durante o processo de capitalização, no 1º semestre de 2022. Desde que foi eleito, tem intensificado as críticas.

Na 6ª feira (12.mai), em Fortaleza (CE), ele repetiu que a privatização “coisa de lesa-pátria” e que as regras as quais o governo está submetido é algo que não se pode “aceitar sem denunciar”.

“Entramos na Justiça para brigar para o governo ter direito a 43% na participação do conselho [de administração]”, disse. Hoje, o governo tem 43% das ações da empresa, mas só tem direito uma cadeira no colegiado.

Lula também criticou a chamada “poison pill”, que obriga o acionista a pagar 3 vezes mais o valor ofertado como um mecanismo para evitar grandes aumentos societários. “É coisa de lesa-pátria, é coisa que não podemos aceitar sem denunciar”, disse.

No último dia 5, A AGU (Advocacia Geral da União) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para questionar o limite de até 10% de direito de voto da União na Eletrobras.

Assinada por Lula, a ação pede que o STF anule um trecho da lei que permitiu a privatização da Eletrobras. O texto estabeleceu a alteração do estatuto social da empresa para limitar o capital votante a até 10%, independentemente da participação societária de cada acionista.

O governo quer que o trecho só seja aplicável ao direito de voto referente às ações adquiridas depois da privatização.

Poder360

A Eletrobras foi privatizada em junho de 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso foi feito via capitalização em bolsa, com emissão de novas ações e consequente redução de participação acionária da União.

Com a privatização, a Eletrobras virou uma “corporação” e o poder de voto de seus acionistas foi restrito a 10%. Mesmo com cerca de 40% das ações, a União perdeu o controle da companhia.

Para reavê-lo, seria necessário pagar um preço alto: o modelo adotado impõe a cláusula de “poison pill”, impedindo grandes aumentos societários.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Policial civil mata quatro companheiros de trabalho dentro de delegacia em Camocim-CE

Uma tragédia sem precedentes foi registrada no início da manhã deste domingo (14), na Delegacia Regional de Polícia Civil de Camocim, no Ceará. Um policial civil, que estava de folga, identificado como Dourado, matou a tiros outros quatro policiais companheiros de trabalho. Mais de 30 tiros teriam sido disparados dentro da delegacia que está isolada e passa por perícia.

As vítimas são os escrivães Antonio Claudio dos Santos, Antonio Jose Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. Após a ação criminosa, o policial civil se entregou a uma equipe da Polícia Militar e se encontra preso no Quartel da PM. A Polícia Civil apura o que teria motivado o crime.

A Polícia Civil do Ceará emitiu uma nota de pesar sobre o episódio. Veja abaixo:

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) lamenta profundamente o episódio ocorrido, na madrugada deste domingo (14), dentro da Delegacia Regional da Polícia Civil em Camocim, onde quatro policiais civis – os escrivães Antonio Claudio dos Santos, Antonio Jose Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira – foram mortos a tiros. O suspeito, também policial civil, foi preso. A ocorrência está em andamento. O local está isolado e passa por perícia.

Neste momento de dor e tristeza, a Polícia Civil do Ceará reforça que todo o aparato da instituição encontra-se disponível para os familiares e amigos das quatro vítimas, que são homens honrados que tanto contribuíram no combate à criminalidade no Ceará.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Dois ministros deixam TSE nesta semana; substitutos votarão inelegibilidade de Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá mudanças em breve. Dois ministros deixarão seus cargos nesta semana. As vagas abertas serão preenchidas a partir de lista tríplice, que será encaminhada ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois novos nomes escolhidos votarão no julgamento de inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).

Na terça-feira (16/5), o ministro efetivo Sérgio Banhos participará do último julgamento na Corte Eleitoral. O mandato dele termina em 17 de maio. Na quinta-feira (18/5), será a vez de Carlos Horbach ter sua sessão de despedida.

Como ambos são da classe de juristas, terão de ser substituídos por magistrados da categoria. Por tradição, o primeiro nome a compor a lista tríplice deve ser o da ministra substituta do TSE Maria Claudia Bucchianeri.

Outros dois nomes do quinto constitucional estarão “concorrendo” com ela. O nome do professor de direito e ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Floriano de Azevedo Marques é cotado para a lista, que será elaborada pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

Com a lista pronta, os escolhidos pelo TSE passarão por crivo do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de serem enviados ao presidente Lula.

Há dúvidas se o presidente seguirá a ordem dos nomes entregues por Moraes e aprovada pelo Supremo. Em relação à Procuradoria-Geral da República, por exemplo, Lula tem afirmado que não deve indicar o primeiro colocado da lista tríplice. A escolha de Bucchianeri seguiria a tradição, mas aliados do governo defendem que o petista coloque um nome mais alinhado à sua gestão.

Com essa decisão, ficaram firmadas então a abertura de duas vagas. Após a recomposição delas, é esse novo plenário que julgará a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que acusa o ex-presidente de abuso de poder político.

Votação contra Bolsonaro

A expectativa atualmente na Corte é que a Aije contra Bolsonaro seja analisada ainda no mês de maio. Então, o novo ministro já estaria nessa composição de análise. A troca na composição será decisiva na condenação ou na absolvição do ex-presidente.

Como é a composição do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral é formado por sete magistrados, escolhidos da seguinte maneira:

três ministros são eleitos entre os membros do Supremo Tribunal Federal (STF);
dois ministros são eleitos entre os membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ); e
dois ministros são nomeados pelo presidente da República, escolhidos entre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo STF.

O TSE elege o presidente e o vice-presidente entre os ministros do STF, e o corregedor eleitoral, entre os ministros do STJ. Para cada ministro efetivo, um substituto é eleito, mediante o mesmo processo.

Cada ministro é eleito para um biênio; a recondução após dois biênios consecutivos, porém, é proibida. A rotatividade dos juízes no âmbito da Justiça Eleitoral visa manter o caráter apolítico dos tribunais eleitorais, de modo a garantir a isonomia nos processos eleitorais.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Gleisi critica editoriais do “Estadão” sobre Lula: “Raivosos”

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, criticou neste sábado (13.mai.2023) os editoriais do jornal O Estado de S.Paulo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua conta oficial no Twitter, a deputada disse que o veículo tenta “parecer que ainda tem alguma relevância”.

Gleisi definiu os editoriais do jornal paulista como “raivosos, arrogantes, desinformados e mofados” e declarou que “não vão atrapalhar o governo Lula na missão de reconstruir o país”.

A declaração de Gleisi se deu depois que o Estadão publicou o editorial “Lula está atrapalhando o governo”. O texto traz uma visão crítica sobre as ações de Lula nos meses iniciais de seu 3º mandato presidencial.

“Em menos de 5 meses no cargo, o petista destratou o agronegócio, desrespeitou o BC [Banco Central] e desmoralizou decisões do Congresso”, diz um trecho.

O jornal também afirma que Lula é “boquirroto, desagregador e por vezes arrogante”, além de dizer que o presidente “tem se comportado como se tivesse vencido a eleição por uma margem confortável de votos”.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Projeto de lei prevê que cuidado com os filhos conte como tempo para mãe se aposentar

Foto: Divulgação

A dedicação de mães à criação dos filhos pode ser contada como tempo de serviço para efeitos de aposentadoria. É o que prevê o projeto de lei (PL) 2647/2021, em discussão na Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, mas ainda deve ser analisada por outros colegiados antes de ir à votação no plenário.

A ideia é que as mães e mulheres contem, para fins de aposentadoria, um ano de tempo de serviço para cada filho nascido vivo, ou dois anos de tempo de serviço por cada criança menor de idade adotada ou por filho biológico nascido com deficiência.

Além disso, as mães que tenham mais de 12 meses de adesão ao Regime Geral de Previdência Social poderão contar dois anos adicionais por cada criança nascida com vida ou menor de idade adotada.

“Se perguntarmos a homens e mulheres, com certeza vão admitir que criar filhos é um trabalho, e não é um trabalho simples formar cidadãos. Se é um trabalho criar filhos, por que não reconhecemos como trabalho no processo de contagem de tempo para a aposentadoria? Essa é a nossa preocupação”, afirmou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), autora do projeto.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

“Só Brasil e Indonésia não têm apostas legalizadas”, diz relator de CPI

“Só Brasil e Indonésia não têm apostas legalizadas”, diz relator de CPI
O deputado Felipe Carreras (PSB-PE, foto) inicia nesta semana os trabalhos como relator da CPI da Manipulação de Resultados, cuja instalação atende a um pedido apresentado por ele mesmo. “Dos países do G20, apenas Brasil e Indonésia não têm os jogos de aposta autorizados, regulamentados, legalizados. A Arábia Saudita legalizou no ano passado”, diz o deputado, que lidera o maior bloco da Câmara, em entrevista a Crusoé.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ciro Gomes rompe o silêncio e se manifesta sobre Lula: “Ele não foi inocentado”

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) rompeu o silêncio de sete meses e voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira 12, durante uma palestra na Universidade de Lisboa, em Portugal, o pedetista disse que o chefe do Executivo não foi inocentado pela Justiça.

“Caramba, Lula foi parar na cadeia”, lembrou Ciro, em sua primeira declaração sobre o petista desde o fim das eleições presidenciais. “Será possível que não aprendemos nada? Ou acreditamos que Lula foi inocentado? Ele não foi inocentado. Lula teve direito à presunção de inocência restaurada, é diferente de ser inocentado num julgamento. Por quê? Porque não teve o devido processo legal. Nunca teve, e denunciei na mesma hora.”

Ciro também está insatisfeito com Haddad

O ex-ministro criticou o arcabouço fiscal, proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse que o governo está “completamente entregue à banqueirada”. “O Brasil não tem projeto para nada”, observou. “Bolsonaro é uma tragédia, mas, meu amor, cadê o projeto anterior que a gente tinha e não tem mais? Não tem mais projeto para nada.”

Ciro disse ainda que Lula é responsável pelo “reacionarismo” no país e que não tem compromisso com a mudança. Além disso, criticou a possível indicação do advogado Cristiano Zanin ao Supremo Tribunal Federal e rechaçou a liberação de emendas de relator no Congresso.

O ex-ministro não poupou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “imbecil”, “despreparado absoluto” e “ladrãozinho vulgar”. Acrescentou que toparia “tomar uma cerveja” com Lula, mas não com Bolsonaro.

Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.