Brasil

Governo começa a pagar 13º de aposentados nesta quinta; saiba qual é o valor

O extrato de crédito do benefício está disponível para consulta no site e no app Meu INSS - iStock

O INSS inicia nesta quinta-feira (25) o pagamento da primeira parcela do 13º salário para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. O benefício será creditado juntamente com o pagamento de maio. O valor do pagamento de maio está disponível para consulta. O extrato do crédito do mês pode ser conferido na página do INSS (https://meu.inss.gov.br/) ou no aplicativo Meu INSS Meu INSS, disponível para Android e iOS.

Os depósitos para quem recebe até um salário mínimo (R$ 1.320) começam nesta quinta e vão até 7 de junho. Os primeiros beneficiários a serem pagos serão aqueles que têm cartão de benefício com final 1 (dígito antes do traço). Para quem ganha acima do piso nacional, os pagamentos serão feitos de 1° a 7 de junho. Têm direito os segurados e dependentes da Previdência Social que, durante o ano de 2023, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

De acordo com o governo, 30 milhões de beneficiários receberão o repasse em duas parcelas, em maio e junho. A primeira metade do 13º salário é isenta de de descontos. Somente na segunda parcela, que será paga junto com o benefício de junho, será descontado o Imposto de Renda. No total, serão pagos R$ 62,6 bilhões aos beneficiários nessa antecipação do pagamento do 13º. O abono anual de aposentados é usualmente pago no segundo semestre de cada ano, em agosto e novembro. Nos últimos dois anos, o pagamento do 13º de aposentados foi antecipado para abril e maio.

O reajuste do salário mínimo aumentará o valor de quem recebe o piso. O pagamento de maio dos benefícios do INSS virá também com o adicional que elevou o valor mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320. Nada muda no valor da parcela mensal paga aos segurados que recebem acima do piso. O teto dos benefícios pagos pelo INSS está mantido em R$ 7.507,49.

O calendário de pagamentos é determinado pelo número final do NIS (Número de Identificação Social) de cada segurado. Confira abaixo:


UOL

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Brasil

CPMI do 8 de Janeiro será instalada no Congresso nesta quinta

Foto: EDISON BUENO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/Reprodução

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, que vai investigar os atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, será instalada nesta quinta-feira (25) no Congresso Nacional. Por um acordo entre os partidos na Câmara e no Senado, o deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA) deve presidir o colegiado.

O requerimento para a instalação da CPMI foi apresentado pelo deputado André Fernandes (PL-CE), e a comissão será constituída por 15 senadores e 15 deputados, com igual número de suplentes. Além disso, o grupo terá mais um integrante de cada Casa para representar a minoria em caráter de rodízio. No total, serão 32 titulares.

O grupo terá prazo de 180 dias para investigar os atos de ação e omissões ocorridas na capital do país em 8 de janeiro.

A CPMI tem poderes semelhantes aos das autoridades policiais: pode convocar depoimentos, fazer diligências, promover audiências públicas e até quebrar o sigilo bancário, fiscal e de dados dos investigados. Quando a comissão se decide pela existência de crime, ela encaminha as conclusões ao Ministério Público, que deverá promover a responsabilidade civil ou criminal dos acusados.

R7

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Brasil

Lula nomeia aliados de Alexandre de Moraes para duas vagas no TSE

Moraes na festa de Lula: conduta não seria aceita para juízes comuns

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou nesta quarta-feira (24) os dois novos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os nomes escolhidos foram Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares. Ambos são professores de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e próximos do presidente da Corte Eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes, que também compõe o Supremo Tribunal Federal (STF).

A nomeação por Lula se deu em tempo recorde, poucas horas depois que o Supremo Tribunal Federal enviou ao presidente da República uma lista com quatro candidatos. O anúncio das nomeações foi feito pelo próprio Moraes ao término da sessão do Supremo na noite desta quarta-feira.

Os dois escolhidos por Lula tomarão posse no TSE para um mandato de dois anos, nas vagas destinadas à advocacia. Eles vão suceder os ministros Sérgio Banhos e Carlos Horbach, que deixaram o tribunal neste mês. O TSE é composto por sete integrantes.

Os outros dois nomes que constavam da lista, e que foram preteridos, são os das advogadas Daniela Borges, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA), e Edilene Lobo, de Minas Gerais. A inclusão das duas mulheres na lista havia sido um pleito das ministras do STF Rosa Weber e Cármen Lúcia, que têm defendido maior diversidade nos tribunais superiores.

O Globo

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Brasil

Governadores cobram do Ministério da Saúde correção no recurso para piso de enfermagem

 

O governador e presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Nordeste (Consórcio Nordeste), João Azevêdo, e demais governadores participaram, nesta quarta-feira (24), em Brasília, de uma reunião do Fórum Nacional sobre a tramitação da reforma tributária e o pagamento do piso nacional da enfermagem.

“Nós queremos discutir a forma como foram calculadas as transferências e, seguramente, queremos uma correção”, criticou o chefe do Executivo da Paraíba adiantando que haverá uma reunião com o Ministério da Saúde para tratar dos ajustes dos repasses financeiros para o pagamento do piso da enfermagem.

O governador afirmou que a Paraíba encaminhará nos próximos dias ao Ministério da Saúde um censo dos profissionais da área que atuam no sistema público estadual, composto por 34 hospitais e quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com o objetivo de pleitear a revisão dos valores destinados ao estado, que ficaram em apenas R$ 4,9 milhões.

João Azevêdo também informou que o Fórum de Governadores deverá receber o texto da reforma tributária até o início de junho. “Nós precisamos tirar dúvidas em relação à proposta prevista nesse texto e isso será possível a partir do acesso a essas informações mais detalhadas”, explicou.

A reunião do Fórum de Governadores também contou com a presença do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, James Cleverly; de representantes do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg); do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do DF (Comsefaz); e de representantes do Congresso Nacional.

Os secretários de estado Marialvo Laureano (Fazenda); Deusdete Queiroga (Infraestrutura e dos Recursos Hídricos); e Ronaldo Guerra (chefe de Gabinete do Governador) também acompanharam a reunião.

Blog do BG PB

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Brasil

Lira: “Após o arcabouço, vamos focar na reforma tributária”

Lira: “Após o arcabouço, vamos focar na reforma tributária”

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou há pouco, em entrevista à GloboNews que, após a conclusão da votação do arcabouço fiscal, os deputados devem priorizar a reforma tributária. Ao comentar a aprovação do texto-base da nova regra, por 372 votos a 108, o parlamentar afirmou que o resultado mostra um Congresso “amadurecido”.

“A gente entende que a contribuição que o parlamento deu como sempre foi de muita valia para o aprimoramento do texto, com a tranquilidade na baixa dos juros do país de maneira equilibrada e consistente, sem nenhum tipo de artificialismo”, disse o presidente da Câmara.

Ainda durante a entrevista, Lira mandou um recado ao governo Lula (PT), que tem agido fazer mudanças em temas já deliberados pelo Congresso, como a privatização da Eletrobras.

“Capitalização da Eletrobras, Banco Central independente, marco do saneamento, cabotagem, tantos outros projetos estruturantes para esse país não serão revistos, a não ser para melhora. E ainda, no ambiente do Congresso Nacional. Todas as tentativas de mudança nesse cenário só trazem insegurança, discussão, perda de dividendos para todos os envolvidos”, afirmou o deputado.

O Antagonista

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Projeto de Lei propõe que ministros do STF recebam salário de professor

Supremo Tribunal Federal (STF)

A deputada Duda Salabert (PDT) apresentou um projeto de lei que estabelece que durante três meses do ano os salários do presidente, vice-presidente, ministros, deputados, senadores e membros do STF e do STJ devem ter o mesmo valor do piso salarial dos professores da educação básica.

O salário dos ministros do Supremo é de R$ 41.650 atualmente. Já o do presidente e de parlamentares é de R$ 39.293, enquanto o piso do magistério é de R$ 4.420.

Para a parlamentar mineira, a medida visa chamar a atenção para a disparidade salarial entre professores e autoridades dos três Poderes. “Devemos buscar formas de incentivar um maior investimento público na área da educação, destinando recursos adequados para a melhoria das infraestruturas das escolas, a formação continuada de professores e a disponibilização de materiais didáticos de qualidade”, afirma Duda na proposta.

Vale lembrar, no entanto, que há uma regra na Constituição que diz que apenas o Judiciário pode propor regras sobre o seu próprio funcionamento, no artigo 93 inciso V. Ou seja, não há chance de a proposta avançar.

Blog do BG PB

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Efeito Lula: como 340 mil brasileiros perderam R$ 1 bilhão na Eletrobras


Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images.

“Agora veja a sacanagem. (…) O governo tem 43% das ações da Eletrobras, mas, no conselho, só tem direito a um voto. Entramos na Justiça para que o governo tenha a quantidade de votos para a quantidade de ações que ele tem.”

O discurso acima, proferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 11 de maio, em Salvador (BA), escancara o incômodo do governo com a privatização da Eletrobras, aprovada em maio de 2021 pelo Congresso Nacional – a lei foi promulgada em julho daquele ano.

No início deste mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual pede que a Corte declare parcialmente inconstitucionais alguns dispositivos da Lei de Desestatização da Eletrobras. O Executivo pede mudanças na regra que limita a participação da União e demais acionistas a 10% do direito de voto na companhia.

Os questionamentos sobre uma lei aprovada pelo Legislativo e rumores acerca de uma possível reestatização vêm mexendo com o mercado e afetando as ações da empresa. Desde que Lula foi eleito, em outubro de 2022, a Eletrobras perdeu 30% em valor de mercado, recuando de R$ 115 bilhões para R$ 80 bilhões, segundo dados da TradeMap.

Um dos grupos mais diretamente prejudicados pelo derretimento da Eletrobras é o dos brasileiros que decidiram usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar ações da empresa. Cada trabalhador pôde aplicar até 50% do saldo em conta do FGTS.

Ao todo, foram destinados R$ 6 bilhões para a aquisição dos papéis da companhia, que valiam R$ 42 na época da privatização e hoje rondam a casa dos R$ 35 (queda de 17%). De acordo com um levantamento da Economatica, as perdas desses investidores já somam R$ 1 bilhão em pouco menos de um ano.

“Sem dúvida, o que gerou essa variação abrupta nos papéis da Eletrobras foram os comentários sobre reestatização. Há um temor dos investidores a respeito de uma eventual retomada da força do governo nas votações e até mesmo do possível controle da companhia”, afirma Hugo Queiroz, diretor de Corporate Advisory da L4 Capital.

Segundo o analista, apesar de existirem outros fatores que contribuíram com a desvalorização dos papéis – como o processo de reestruturação interna da Eletrobras, o período de excesso de chuvas e uma oferta maior de fontes renováveis –, o maior responsável é mesmo o governo federal.

“O principal motivo, sem dúvida nenhuma, é o ruído gerado pelo governo. É claro que existe um componente adicional do processo de reestruturação da companhia após a privatização, como mudança de projetos, redução do quadro, alguns ajustes de processos trabalhistas e judiciais. Tudo isso contribui, mas o impacto desses outros pontos é pequeno’, explica Queiroz.

Para Queiroz, o governo Lula é responsável por pelo menos dois terços do tombo da Eletrobras em valor de mercado. “Desses 30% de perda, 10% é causado pela reestruturação da Eletrobras e 20% é causado pelo governo. Ou seja, por volta de 30% do todo da variação pode ser explicado por processos de reestruturação e 70% pelo governo”, avalia.

Uma saída para quem investiu

Como ainda não se passou um ano da operação, o dinheiro do FGTS usado para comprar ações da Eletrobras não pode ser resgatado. Uma alternativa é migrar para os Fundos Mútuos de Privatização (FMPs) Carteira Livre.

Os FMPs são fundos de investimentos em ações de empresas estatais em processo de desestatização. Eles são dedicados exclusivamente para a migração de dinheiro dos investidores que compraram ações com FGTS. Esses fundos podem comprar papéis de diferentes empresas e também adquirir títulos públicos até o limite de 49% da carteira. O formato permite ao trabalhador ter acesso ao mercado acionário de forma indireta, diversificando a aplicação de seu saldo no FGTS.

“Os fundos mútuos podem reduzir a exposição no ativo. Mas o investidor também pode usar a estrutura de opções para se proteger. Pegar o mercado de derivativos da Eletrobras e tentar uma proteção ou fazer antecipação de dividendos”, explica Queiroz.

Reestatização é improvável

De acordo com os analistas consultados pelo Metrópoles, apesar da retórica contra a privatização da companhia, as chances de o governo levar adiante uma possível reestatização são praticamente nulas. “É um discurso político-ideológico do atual governo, contrário às privatizações. E não há novidade nenhuma nisso, a posição sempre foi essa. O fato de ter mudado o governo não significa que a Eletrobras será reestatizada”, afirma Carla Beni Menezes de Aguiar, professora de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“A questão é saber se o atual governo, na condição fiscal em que se encontra, vai querer dispor de dinheiro público para reverter a privatização da Eletrobras, o que representaria um custo muito elevado. Neste momento, não aposto minhas fichas em uma reversão”, prossegue Carla. Estimativas apontam que uma eventual reestatização da Eletrobras custaria quase R$ 200 bilhões aos cofres da União.

“Seria criada uma insegurança jurídica que inviabilizaria investimentos importantíssimos para o PIB. Investimentos na cadeia de infraestrutura, de longo prazo, deixariam de ser feitos no Brasil. Isso condenaria uma geração inteira por uma decisão sem pé nem cabeça”, corrobora Queiroz. “Dado esse impacto gigantesco, não acredito que o governo tenha sucesso em uma eventual tentativa de reversão. Agora, se isso acontecer, teremos um impacto macroeconômico violento e veremos uma desvalorização fortíssima das ações.”

O processo de privatização da Eletrobras foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por 7 votos favoráveis contra apenas um contrário, depois de ter sido aprovado pelas duas casas legislativas (Câmara e Senado), como prevê a lei. O imbróglio jurídico envolvendo a participação da União na companhia agora está a cargo do STF. O ministro Nunes Marques pediu informações à AGU e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que possa analisar a ação movida pelo governo. O mérito do caso deve ser levado ao plenário da Corte.

Metrópoles

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Haddad minimiza ‘rebelião’ no PT: “Todo partido grande vai ter”

Para especialistas, discurso “economês” de Haddad diz respeito ao povo |  Agência Brasil

Foto: Adriano Machado/O Antagonista

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou a ‘rebelião’ do PT após a votação e aprovação do texto-base do novo arcabouço fiscal. Deputados petistas votaram a favor do projeto governista, mas divulgaram declaração contra a medida.

Nesta quarta-feira (24), ao chegar na sede da pasta, em Brasília, Haddad contemporizou. “É natural. Todo partido grande vai ter uma ou outra [divergência]”.

Após a aprovação do arcabouço, deputados do PT divulgaram declaração deixando clara a posição contrária ao projeto. Os parlamentares afirmaram que votaram sim na proposta em fidelidade ao governo, mas que discordam da limitação de despesas.

“Consideramos que o relatório do Cajado agravou sobremaneira as normas de contratação dos gastos públicos, limitando fortemente a capacidade do Estado”, destaca trecho da declaração petista.

Com 372 votos a favor, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do arcabouço. A vitória do governo foi costurada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e pelo relator da matéria, deputado Cláudio Cajado (PP-BA). A votação continuará nesta quarta-feira, com a análise dos destaques – que são sugestões de mudanças no texto.

Por O Antagonista

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Brasil

Conar adverte influencer e ‘Choquei’ por promessa de transformar R$ 100 em R$ 40 mil em um mês

O influencer Pedro Silvestrini promoveu desafio de ir à Europa com R$ 100

O Conar advertiu o influenciador Pedro Silvestrini e a página “Choquei” por uma publicação com um desafio de transformar R$ 100 em R$ 40 mil em menos de um mês para uma viagem à Europa. O órgão pediu a sustação do post.

A denúncia partiu de um consumidor que entendeu se tratar de uma promessa inverossímil, na qual não se especifica a natureza do produto no anúncio. Alegou ainda que não deixa claro que é uma publicidade.

O influenciador não se defendeu ao Conar, enquanto a Choquei argumentou que a publicação é um conteúdo editorial. A página afirmou que, mesmo assim, retirou o post do ar.

O relator do caso, no entanto, não concordou com o argumento. Ele recomendou a sustação agravada de advertência a ambos e foi acompanhado por todos os conselheiros.

Lauro Jardim – O Globo

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Brasil

Mais de 10 milhões deixaram pobreza em 2022, aponta estudo

Mulher vasculha lixo no entorno do Maracanã. Brasil ainda tem mais de 70 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza, aponta estudo. — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Mais de 10 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza no país em 2022. Mesmo assim, a maioria da população de nove estados segue na pobreza — ou seja, vive com uma renda mensal de até R$ 665,02.

Estas são as conclusões de um levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), obtido com exclusividade pelo g1 e feito com base em dados de 2022 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. O IJSN é um órgão ligado à Secretaria de Estado de Economia e Planejamento (SEP) do Espírito Santo.

O levantamento aponta que:

  • a taxa de pobreza brasileira caiu de 38,2% para 33% entre 2021 e 2022, para um nível mais próximo de 2020;
  • mesmo com a queda, o número de pobres no país ainda é alto: são 70,7 milhões de brasileiros vivendo em situações precárias; eram 81,2 milhões em 2021
  • todos os estados do país tiveram queda nas taxas de pobreza no último ano;
  • os estados com as maiores reduções foram Roraima (11,7 pontos percentuais) e Sergipe (9,7 p. p.), mas eles seguem com taxas elevadas, acima de 45%;
  • mesmo com queda, Maranhão segue como o estado com os maiores indicadores: seis a cada dez maranhenses vivem na pobreza.

 

Segundo o estudo, dois fatores principais estão por trás da queda de pobreza em 2022: a melhora do mercado de trabalho e a expansão de programas de transferência de renda, como o Auxílio Brasil. O programa foi turbinado no último ano do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando ele disputou e perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Melhora após recorde de pobreza em 2021

Mesmo com a melhora, os dados apontam que os indicadores continuam elevados de forma geral.

“A taxa de pobreza alcançada em 2022 retornou a um patamar próximo ao observado em 2020, que era de 32,7%”, diz Pablo Lira, doutor em Geografia e Diretor-Presidente do IJSN.

A queda do ano passado fica ainda mais evidente porque 2021 teve a taxa de pobreza mais alta dos últimos 11 anos.

Segundo dados divulgados pelo IBGE no final do ano passado, a pandemia da covid-19 fez disparar a pobreza no Brasil. Com isso, o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza bateu recorde em 2021 – fato que é confirmado pelos dados da pesquisa do IJSN, como é possível ver no gráfico abaixo.

A pesquisa mostra ainda que o número de brasileiros vivendo na extrema pobreza — ou seja, com até R$ 208,73 por mês — também diminuiu, recuando de 20 milhões em 2021 para 13,7 milhões em 2022. Isso significa que, no ano passado, 6,4% da população vivia nestas condições.

O pico também foi em 2021, com 9,4%. Mas o estudo destaca que, mesmo com a queda em 2022, os números também são considerados altos.

“A taxa de miséria brasileira mais recente é superior aos valores constatados em países como Colômbia (6,6%) e México (3,1%), segundo as estatísticas do Banco Mundial”, diz Lira.

O que está por trás da queda em 2022?

O levantamento destaca que, depois de picos históricos registrados em 2021, as taxas de pobreza e extrema pobreza caíram em 2022 por conta, em parte, da expansão de programas de transferência de renda, como o Auxílio Brasil.

“Em 2022, ano eleitoral, o governo federal buscava implementar o Auxílio Brasil com valor de R$ 400. Esse valor foi elevado para R$ 600 pela atuação do Congresso Nacional, o que contribuiu para diminuir a vulnerabilidade social”, diz Pablo Lira.
O estudo aponta que o alcance do Auxílio Brasil cresceu muito entre 2021 e 2022. Em 2021, 8,6% dos domicílios brasileiros eram de beneficiários do programa; um ano depois, a proporção aumentou para 16,9%.

Segundo anúncio do próprio governo federal em novembro do ano passado, o programa bateu recorde naquele mês ao atingir 21,53 milhões de famílias.

Em dezembro de 2022, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a quantidade de famílias beneficiadas aumentou de 18 milhões em março de 2022 para 21,1 milhões em outubro – o que foi considerado pelo tribunal um excesso, já que análises estimavam que o número de famílias elegíveis para o programa em 2022 era de 17,62 milhões.

“Ademais, vários governos estaduais e municipais expandiram [programas de transferência de renda] ao longo dos últimos anos. O Espírito Santo é um exemplo disso. O estado conta com o Bolsa Capixaba e outros benefícios que complementam os repasses para pessoas inscritas no CadÚnico”, detalhou Lira.

O pesquisador também diz que, de forma nacional, “foi observada uma melhoria nos indicadores de mercado de trabalho”.

“Uma evidência disso foi o recuo na taxa de desemprego de 13,2% em 2021 para 9,3% em 2022, segundo informações da PNAD/IBGE”, diz Lira.

Políticas públicas e transferência de renda

O pesquisador afirma ainda que, nos últimos anos, o país retornou ao Mapa da Fome da ONU e a questão histórica da miséria voltou a atormentar a vida dos brasileiros.

“É fato que a pobreza e extrema pobreza reduziram em 2022. Entretanto, ainda há um longo caminho para a reconstrução e reestruturação de políticas públicas de assistência social efetivas e com caráter de estado, que perpassem governos. Nesse sentido, será possível consolidar uma tendência de diminuição desses problemas”, diz Lira.

“Por fim, considerando os recentes aprimoramentos proporcionados pela retomada do programa Bolsa Família, bem como levando em conta os efeitos do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC-LOAS) e de outras políticas públicas de assistência social nas escalas federal, estadual e municipal, a pobreza e a extrema pobreza provavelmente seguirão em tendência de redução em 2023”, afirma.

g1

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