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Fila do Bolsa Família volta sob governo Lula e deixa 438 mil famílias à espera do benefício

Foto: Roberta Aline (MDS)

Quase três meses após o relançamento do Bolsa Família, vitrine social das gestões petistas, o programa voltou a registrar fila de espera. Em maio, 438 mil famílias tiveram o cadastro aprovado pelo governo, mas não receberam o benefício.

O retrato contraria uma expectativa do próprio governo de manter a fila zerada até dezembro, após o Congresso Nacional aprovar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que injetou R$ 70 bilhões no programa social para este ano, além dos R$ 105 bilhões já previstos inicialmente no Orçamento.

Em março, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou a nova fase do programa, a fila chegou a zero. O anúncio foi feito em uma cerimônia grandiosa no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, representantes da sociedade civil e famílias beneficiárias.

O petista encontrou, em janeiro, um passivo de 498 mil famílias que estavam na lista de espera do Auxílio Brasil —marca lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que antecedeu o novo Bolsa Família.

Com os recursos adicionais autorizados pelo Congresso, todas essas pessoas foram incluídas no programa. Mas a fila voltou a crescer pouco tempo depois.

Uma família entra na lista de espera quando já teve os documentos analisados e aprovados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Portanto, a fila inclui apenas quem cumpre os requisitos e já está apto a receber o benefício.

Procurado, o MDS não esclareceu as razões pelas quais não efetua a inclusão dessas famílias no programa. A pasta comandada por Wellington Dias (PT) limitou-se a divulgar uma nota em que lista uma série de dados e indica que o prazo médio para a entrada de novos beneficiários está em 70 dias —mais de dois meses.

Para “famílias vulneráveis”, que o ministério caracteriza como “indígenas, quilombolas, resgatados de situação análoga à escravidão, entre outros”, o prazo é de 45 dias, segundo o MDS.

Em março, o Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou uma redução de R$ 7 bilhões na projeção de gastos com o programa —de R$ 175 bilhões para R$ 168 bilhões. Quando isso acontece, em geral os recursos ficam travados para uso, uma vez que é comum precisar remanejar para outras áreas.

O governo atribuiu a revisão do valor ao processo de averiguação e revisão do Cadastro Único de programas sociais. A atualização dos dados permitiu a exclusão de famílias que não fazem jus ao benefício. Em maio, quando houve nova avaliação do Orçamento, não houve alteração nas despesas.

Um interlocutor do MDS disse sob reserva que a economia de R$ 7 bilhões pode “não se confirmar”, uma vez que ela reflete apenas a expectativa de exclusão de famílias, sem considerar o fluxo de novos ingressos no programa. O cálculo é atribuído ao Planejamento.

Procurada, a pasta chefiada por Simone Tebet (MDB) informou que “a estimativa mencionada foi feita pela Secretaria Nacional de Renda da Cidadania (Senarc) do MDS, em nota técnica enviada à SOF [Secretaria de Orçamento Federal]”.

A Folha questionou o MDS se a redução na projeção de gastos com o programa está por trás do represamento de novas concessões. O ministério não respondeu diretamente a essa pergunta.

Em nota, o órgão confirma que a estimativa de despesas com o Bolsa Família em 2023 está em R$ 168 bilhões e diz que “a projeção é passível de mudança a cada relatório de avaliação bimestral, o que pode acontecer em função do fluxo de entradas e saídas do programa”. “Esse ciclo de processos, característico do programa, garante fluxo permanente de entrada de novas famílias”, diz.

A nota também cita o pagamento de um benefício médio de R$ 670 por família. A cifra é inferior à previsão inicial de R$ 714, que só deve ser atingida em junho, quando o novo desenho do Bolsa será implementado integralmente.

Em março, quando Lula editou a MP do novo programa, o governo manteve o mínimo de R$ 600 por família e acrescentou apenas um dos benefícios prometidos: os R$ 150 adicionais por criança de 0 a 6 anos.

As demais parcelas de R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos e de R$ 50 para gestantes serão pagas a partir deste mês.

Atualmente, o programa atende a 21,2 milhões de famílias. O Auxílio Brasil tinha uma cobertura de 21,9 milhões de lares.

A redução é explicada pelo plano de Wellington Dias de intensificar a busca por fraudes e exclusões de quem não tem direito à transferência de renda. A exclusão de cadastros irregulares abriria espaço para quem faz jus ao programa —daí a expectativa de manter a fila zerada.

Folhapress

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Brasil

Viagem de Lula para coroação de Charles III custou R$ 3 milhões; metade apenas com hospedagem

Foto: Ian Jones/Foreign Commonwealth and Development Office/Divulgação

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua comitiva para a coroação do rei Charles III em Londres teve gastos equivalentes a R$ 3 milhões. Os dados foram obtidos pelo Poder360 via pedido de Lei de Acesso à Informação ao Itamaraty.

Os valores não incluem o translado aéreo, bancado pela FAB (Força Aérea Brasileira). Dizem respeito ao que foi computado até a segunda-feira (29), segundo o Ministério das Relações Exteriores. Os números reais podem ser ainda maiores.

As maiores despesas foram com hospedagem. Representaram metade dos custos (R$ 1,5 milhão). Em seguida, vêm o desembolso com aluguel de veículos (R$ 1,3 milhão).

Os gastos menores se deram com aluguel de salas (R$ 144.705), intérpretes (R$ 48.143) e equipamentos para imprensa (R$ 19.323). Ainda houve R$ 4.834 com materiais de escritório.

Lula e a primeira-dama Janja se hospedaram no Marriott Grosvenor House London. A diária da suíte presidencial pode chegar a £ 5.900 (cerca de R$ 37.000) por dia. A estadia mais barata no hotel no final de semana em que estiveram lá custava cerca de £ 765 (aproximadamente R$ 4.800). O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, acompanhou o casal na viagem.

O Poder360 contatou o Itamaraty e a Presidência da República via e-mail para saber quantas pessoas integraram a comitiva presidencial. Não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Os gastos foram menores que no compromisso anterior do presidente. As despesas com a ida à China e aos Emirados Árabes em abril somaram 6,6 milhões.

Lula passou efetivamente 2 dias em Londres (sem contar o período da viagem de avião). Chegou à capital da Inglaterra em 5 de maio. Lá, se encontrou com Charles III. O monarca britânico pediu que o petista cuidasse da floresta amazônica.

O presidente também se reuniu com o primeiro-ministro do país, Rishi Sunak. O premiê também mostrou interesse pela pauta ambiental e anunciou um apoio de R$ 500 milhões para o Fundo Amazônia, cujo objetivo é captar dinheiro para investimento em projetos de conservação ambiental.

Desde que assumiu o Planalto em janeiro, Lula passou 24 dias fora do Brasil. Já foi para 9 países em seu novo mandato. Sua viagem internacional mais recente foi para a cúpula do G7 em Hiroshima, no Japão.

Poder 360

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Relatora da CPMI do 8/1 diz que mentira será punida com prisão

 

Relatora da CPMI do 8/1 diz que mentira será punida com prisão

A senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI do 8 de Janeiro, disse em entrevista ao jornal O Globo que, “se tiver falso testemunho” na comissão, será feito pedido de prisão.

“Não posso dizer isso, é muito cedo. Mas o que foi a invasão na sede dos três Poderes? É uma invasão em Casas que representam a República brasileira. Subentendem que estava em curso claramente um ato golpista caracterizado pelo incentivo e pelo questionamento do processo eleitoral. Vamos apresentar nosso plano de trabalho, se a gente vir que há necessidade de chamarmos o ex-presidente, vamos chamar.”

O Antagonista

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Brasil

Em 5 meses de governo, Lula já teve 4 derrotas na Câmara

Foto: Sergio Lima/Poder 360

Em 5 meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula 4 derrotas em votações na Câmara dos Deputados. Congressistas criticam a falta de articulação política da gestão e a ausência da participação do chefe do Executivo nas discussões.

A 1ª derrota do presidente foi no decreto do saneamento em 4 de maio. Deputados derrubaram 2 trechos do texto estabelecido por Lula ao assumir a presidência. A pauta está no Senado.

Uma das mudanças vetadas foi a permissão para que estatais prestassem serviço sem licitação em casos regionais. Outro trecho sustado pelos congressistas estendia o prazo para que empresas estaduais de saneamento apresentassem garantias de capacidade técnica e econômico-financeira de prestadoras de serviço.

Outro insucesso de Lula foi a aprovação em 24 de maio da MP (medida provisória) sobre a regularização ambiental (MP 1.150 de 2022), editada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta aprovada pelos deputados afrouxa as regras sobre licenciamento ambiental.

DUAS DERROTAS SEGUIDAS

Na última semana, a gestão petista sofreu duas derrotas seguidas. Na 3ª feira (30.mai), houve a aprovação do marco temporal na Câmara. A proposta limita a demarcação de terras indígenas, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras ocupadas por povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Embora não seja uma proposta de Lula, a aprovação é considerada uma derrota porque o petista é defensor das demarcações pró-indígenas. Em março, o petista falou em acelerar a demarcação de terras indígenas que estivessem “prontas” antes que pessoas “se apoderassem” delas.

O PL do marco temporal, contudo, reduz o número de territórios que podem ser considerados indígenas. A proposta não tramitará de maneira célere no Senado, entretanto.

Na 4ª feira (31.mai), houve o esvaziamento dos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas na aprovação da medida provisória 1.154 de 2023 que reestruturou a Esplanada, aumentando de 23 para 37 o número de ministérios no governo.

Para conseguir a vitória na restruturação de ministérios, Lula teve que pressionar seus ministros para que fosse reservado R$ 1,7 bilhão de emendas ao Orçamento para beneficiar obras indicadas por congressistas. O valor é recorde.

Além disso, o petista conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que comanda cerca de 300 deputados de maneira muito firme. Lira disse aos seus aliados que daria um último “voto de confiança” ao Palácio do Planalto porque ouviu de Lula uma promessa de melhora na coordenação política do governo.

MEDIDAS CADUCAM

Os deputados também deixaram 3 MPs (medidas provisórias) de Lula caducarem, ou seja, perderem a validade. A maior derrota do governo foi na MP 1.156 de 2023 que tentava transferir o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Banco Central para o Ministério da Fazenda.

Antes da MP 1.156 de 2023, que extinguia a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) expirar, deputados aprovaram a manutenção da fundação na MP dos Ministérios.

Já a MP 1.160 de 2023 foi reenviada como projeto com urgência constitucional, mas não avançou no Congresso até o momento. Em 24 de maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu que o vencimento da MP do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), como ficou conhecida, era “ruim”.

As derrotas demonstram o tamanho do problema do Executivo na Câmara. Deputados fazem uma lista de problemas. Citam falta de previsibilidade, ausência de emendas e falta de nomeações do 2º escalão, além de dificuldades para serem recebidos pelos ministros.

Os principais ministros alvos de críticas dos deputados são justamente os de articulação política, Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Já o ministro mais elogiado no tato com congressistas é Fernando Haddad (Fazenda).

Poder 360

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Brasil

Iniciativa ‘Brasil contra Fake’ do governo Lula tem erros, falta de transparência e inconsistências

Foto: Evaristo Sá/AFP

Na página inicial do site Brasil contra Fake, iniciativa lançada pelo governo Lula (PT) em março para o combate à desinformação, aparece a mensagem: “Aqui você encontra respostas para as principais fake news envolvendo o governo federal”.

No entanto, em meio a desmentidos alertando a população contra golpes online ou sobre o fim de benefícios sociais, o site traz também textos com dados incorretos, sem transparência sobre as fontes ou mesmo inconsistentes em sua argumentação.

O Brasil contra Fake faz parte de uma ofensiva mais ampla do atual governo com a justificativa de combater desinformação, que incluiu uma proposta controversa de “Procuradoria da Democracia”, a atuação do Ministério da Justiça junto às plataformas e sugestões ao PL das Fake News na Câmara. No momento, está aberta uma consulta pública sobre a política de educação midiática

No site que está sob o guarda-chuva da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), comandada pelo ministro Paulo Pimenta, uma das publicações diz: “Governo não impôs sigilo a visitas ao Palácio da Alvorada”.

O próprio GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Lula, porém, barrou acesso à lista de visitantes do Alvorada sob a justificativa de que os dados possuíam “classificação sigilosa no grau reservado”. Depois, citando entendimento da CGU (Controladoria-Geral da União) de fevereiro, disse que restringiria acesso apenas às visitas de caráter pessoal.

Em seu site, a Secom diz que “a CGU confirma o sigilo imposto pela LAI [Lei de Acesso à Informação] às informações que revelem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares”. Procurada pela Folha sobre o título, a pasta diz considerar que não se pode falar em decretação de sigilo sem ato administrativo específico.

Em uma publicação do final de maio, ao rebater que o governo tenha anunciado a interrupção da divulgação de dados referentes a casos e mortes da Covid-19, o site afirma que o painel Coronavírus do Ministério da Saúde segue sendo atualizado diariamente, quando na verdade o ministério divulgou em março que os dados passariam a ter divulgação semanal.

À Folha a Secom disse que se baseou na aba “sobre” do painel do ministério —o texto do Brasil contra Fake seguia incorreto até a publicação desta reportagem.

Publicado no fim de março, um texto de dois parágrafos do Brasil contra Fake tem como título: “Móveis foram comprados para recompor patrimônio destruído no 8 de janeiro”. Não são apresentados documentos ou qualquer detalhe a respeito da compra.

O texto afirma que é falsa informação de que o presidente teria que “restituir o valor de móveis comprados pelo Palácio do Planalto”.

A desinformação que circulou a esse respeito, no entanto, tinha como referência uma compra com dispensa de licitação cujos móveis eram destinados ao Palácio da Alvorada —que não foi alvo de invasão no dia 8 de janeiro.

A Folha perguntou se o texto tratava de alguma outra compra de móveis. Neste caso, que fossem enviados links ou prints de conteúdos desinformativos sobre outra compra. A Secom respondeu afirmativamente e enviou um link do Kwai, informando que o conteúdo tinha sido apagado pela plataforma.

Disse também que “essa mesma fake news foi refutada pelo UOL”. O texto enviado, porém também faz referência à dispensa de licitação 7/2023, que serviu para compra de móveis para o Alvorada.

Sigilo de visitas no Alvorada

Em março, o GSI negou acesso a lista de visitas do Alvorada alegando sigilo. Depois, citando entendimento da CGU de fevereiro, disse que restringiria acesso apenas às visitas de caráter pessoal.
Um dos textos do site da Secom tem como título: “Governo não impôs sigilo a visitas ao Palácio da Alvorada”. No mesmo texto, a Secom diz que “a CGU confirma o sigilo imposto pela LAI às informações que revelem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares.”

Procurada pela Folha sobre o título, a pasta diz considerar que não se pode falar em decretação de sigilo sem ato administrativo específico.

Divulgação de dados Covid-19

Em texto com título “Governo brasileiro continua divulgando dados referentes ao Covid-19”, o site Brasil contra Fake desmente que o governo tenha anunciado a interrupção da divulgação de dados referentes à Covid-19, afirmando que o Painel Coronavírus “é atualizado diariamente com informações das secretarias estaduais de saúde”. Em março, no entanto, o Ministério da Saúde emitiu uma nota informando que as secretarias passariam a enviar os dados da doença semanalmente.

Móveis do Alvorada

Em texto com o título “Móveis foram comprados para recompor patrimônio destruído no 8 de janeiro”, o Brasil contra Fake afirma que não procede informação repercutida nas redes sociais de que o presidente Lula “deverá restituir o valor de móveis comprados pelo Palácio do Planalto”.

Desde fevereiro, o governo Lula vinha sendo alvo de críticas da oposição e alvo de desinformação nas redes devido a uma compra de móveis por meio de dispensa de licitação publicada no Diário Oficial de 3 de fevereiro. O valor inicialmente divulgado era de R$ 379 mil.

Em abril, a Folha divulgou, com base em informações prestadas pelo governo, que a compra foi de R$ 196,7 mil em cinco móveis e um colchão para o Palácio da Alvorada —que não foi alvo de invasão no dia 8 de janeiro. Os outros bens não foram entregues, por isso os valores diferentes.

Vacina

Um texto do Brasil contra Fake que desmente que a vacina possa causar Alzheimer tem problemas de transparência das fontes usadas e inconsistências na argumentação, conforme avaliação de médicos consultados pela Folha. Eles explicam que há diferentes artigos científicos que poderiam ter sido usados para embasar o texto.

No entanto, ao acessar o único arquivo linkado no texto, não é possível identificar seu título e a autoria –o PDF começa na “introdução”. Nenhum estudo ou especialista é citado no texto.

Além disso, o documento linkado não tem relação com Alzheimer ou doença similar. Conforme informou a Secom, trata-se de trabalho de mestrado de 2010. O tema, em linhas gerais, é a produção de anticorpos com veneno de cobra. O ponto de intersecção é que ele fala sobre adjuvantes, substância presente na vacina e alvo das fake news desmentidas.

Folhapress

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Brasil

Governo deve antecipar reoneração do diesel para bancar programa de desconto em carro popular

Brazil's Finance Minister Fernando Haddad attends a summit with presidents of South America to discuss the re-launching of the regional cooperation bloc UNASUR, in Brasilia, Brazil, May 29, 2023. REUTERS/Ueslei Marcelino. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve antecipar a reoneração do diesel, que estava prevista para janeiro do ano que vem, para bancar o programa de estímulo à venda de carros novos. A proposta foi sugerida pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A informação foi publicada pelo portal G1 e confirmada pelo Estadão.

O programa de desconto para carros de até R$ 120 mil deve ser anunciado oficialmente nesta segunda-feira, 5. A previsão é que a volta da cobrança de impostos federais sobre o diesel seja feita em duas etapas: metade em setembro deste ano e a outra metade, em janeiro de 2024.

O valor que será arrecadado com a reoneração, cerca de R$ 3 bilhões, vai compensar o pacote, que deve custar R$ 1,5 bilhão. O valor restante, R$ 1,5 bilhão, será utilizado para reduzir o rombo das contas públicas em 2023, atualmente previsto em R$ 136,2 bilhões pela equipe econômica.

Em vez de corte do PIS/Cofins, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), como era previsto no plano original do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo irá conceder créditos tributários aos fabricantes de veículos com a receita proveniente da desoneração.

Como revelou o Estadão na sexta-feira, 2, o formato do desconto também irá mudar. Em vez da redução de 1,5% a 10,96% sobre o valor do carro mediante redução de impostos, serão oferecidos bônus de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Com a mudança, o valor do bônus será aplicado na Nota Fiscal ao consumidor e compensado depois pelas montadoras no recolhimento dos tributos.

A ideia é publicar uma Medida Provisória (MP), com validade de quatro meses, inicialmente para vendas apenas a pessoas físicas, pois o foco é beneficiar o consumidor final. Em prazo ainda a ser definido, as vendas seriam liberadas também para pessoas jurídicas, como locadoras e frotistas.

Atualmente, os dois modelos de carro mais baratos à venda, o Fiat Mobi e o Renault Kwid, custam R$ 68.990. Se o desconto tiver como base apenas o valor do bônus, os preços seriam reduzidos em R$ 8 mil, caso eles atendam os três critérios do governo: social (quanto mais barato o carro, maior o desconto), eficiência energética (quanto a menor a emissão de CO2, maior o desconto) e produção nacional (quanto mais peças produzidas no País, maior do desconto).

O chamado carro popular, portanto, custaria R$ 60.990. A meta do governo era chegar ao valor limite de R$ 60 mil, que não seria alcançado. Para isso ocorrer, as montadoras ou concessionários teriam de dar um desconto extra.

O governo também quer atrelar o programa a um “pacote verde”, para promover a transição energética no País. A iniciativa tem o objetivo de aliviar as críticas de ambientalistas ao pacote.

Impasse

O governo teve dificuldades para encontrar a compensação para o programa, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige medidas para compensar a redução de tributos. Essa foi a principal razão de os detalhes do pacote não terem sido divulgados na semana passada no anúncio feito por Alckmin. Geraldo Alckmin. Como mostrou o Estadão, Lula pediu mais tempo aos industriais porque o pacote não estava pronto.

O improviso no anúncio da medida tem recebido críticas dentro do próprio governo. Há uma preocupação de que o programa, anunciado no Dia da Indústria, seja confundido com a nova política de reindustrialização, batizada pelo presidente Lula de neoindustrialização.

Estadão

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Brasil

“Indicação é de competência privativa do presidente”, diz Bolsonaro sobre escolha de Zanin para o STF

Foto: Reuters/Adriano Machado

O ex-presidente Jair Bolsonaro está em São Paulo e participou de uma solenidade militar em São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de outros aliados. Após o evento, ele foi questionado por jornalistas sobre a decisão do presidente Lula de indicar Cristiano Zanin Martins para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado defendeu o petista na Operação Lava Jato.

“A indicação é de competência privativa do presidente”, respondeu, evitando fazer críticas sobre o caso.

Bolsonaro também não se prolongou ao se pronunciar sobre a cassação do mandato de deputado federal de Deltan Dallagnol (Podemos-PR). “Não falei nada até agora e vou continuar não falando”.

Diário do Poder

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Brasil

Entenda se Zanin pode julgar Lula, Lava Jato e casos do PT no Supremo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na quinta-feira (1º) a indicação do advogado Cristiano Zanin a uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em mensagem enviada ao Senado, Lula oficializou a escolha do advogado para assumir o lugar do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril.

Zanin ainda terá de passar por sabatina no Senado e depois ter o nome aprovado pelo plenário da Casa.

Se aprovado, o advogado, que atuou na defesa de Lula nos processos decorrentes da Operação Lava Jato e no próprio Supremo, poderá se deparar com ações relacionadas à operação, além de processos de interesse do governo e de Lula.

O g1 ouviu especialistas para saber se Zanin poderá ser impedido de julgar algum desses casos. Veja a seguir as avaliações:

Zanin poderá julgar ações da Lava Jato?

Zanin, se confirmado para o STF, vai ocupar uma cadeira na 1ª Turma, colegiado que não é o responsável pelas ações da Lava Jato na Corte. No entanto, pode se deparar com procedimentos caso algum chegue em plenário.

Ele está impedido de julgar casos da operação em que atuou como advogado. Em outras ações, no entanto, não há vedação expressa (veja mais abaixo o que diz a lei sobre suspeição e impedimento). Mas juristas divergem sobre essa possibilidade.

“Não está impedido [em outras ações], mas como atuou em casos semelhantes [da Operação] ele pode considerar, por exemplo, que não tem condições psicológicas e se dar por suspeito”, afirmou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso.

“O fato de ter uma ação penal havendo outros réus, só pela circunstância de ser derivada da mesma operação, não acho que configura impedimento. Seria caso de avaliação de suspeição, se tem fatos conexos àqueles em que foi advogado, mas impedimento, não”, afirmou o constitucionalista Eduardo Mendonça.

O jurista Wálter Fanganiello Maierovitch discorda. Para ele, o caso não é de suspeição, mas de impedimento, mesmo nas ações em que não atuou como advogado, porque Zanin já “prejulgou” a operação.

“Ele já falou nas peças da Lava Jato como um todo, não só nos casos do Lula. Ele já prejulgou a Lava Jato, já deu entrevistas sobre os erros da Lava Jato. Ele não tem condições. Está impedido totalmente”, afirmou.

Zanin poderia julgar um processo contra Lula?

Nos casos em que não atuou como advogado do presidente, sim. Não há impedimento expresso na lei.

Ele poderia se declarar suspeito. Se não o fizer, pode ter a arguição de suspeição apresentada por uma das partes.
O mais comum é o próprio magistrado se declarar ou não suspeito e o tribunal ao qual é vinculado respeitar a decisão. No entanto, apesar de raro, uma arguição pode ser levada a julgamento.

“Em novos processos da mesma parte, com mesmo objeto, como se fosse a continuação de um processo, com mesmo tema, fica numa fronteira. Mas certamente que, não sendo o mesmo processo e a mesma parte em que foi advogado, não vejo impedimento”, afirma Mendonça.

Ele poderá atuar em ações apresentadas pelo governo ou pelo PT?

Sim. Isso acontece sempre no STF, inclusive com ministros indicados por outros presidentes da República.

“No STF, declarar suspeição é difícil, porque o Supremo tem 11 ministros apenas. Se começar a se dar suspeito por qualquer coisa, para o julgamento”, afirmou Velloso.

“Essa questão é relativamente comum com novos ministros, porque pessoas que chegam a ministros do STF vem do mundo do direito. Imaginar que não vão atuar em nada que tenha pertinência com o que ele já fez é muito limitante”, afirmou Mendonça.

“O STF é um colegiado pequeno, tem 11 ministros. Se tudo que for do interesse do governo for caso de suspeição seria limitante para a atuação do ministro”, acrescentou.

Veja a seguir o que diz a lei sobre as hipóteses de suspeição e impedimento

O Código de Processo Civil e o Código de Processo Penal estabelecem hipóteses de impedimento e suspeição dos magistrados.

Impedimento – é objetivo. A legislação aponta claramente situações em que o magistrado está impedido de atuar.

Suspeição – delimita situações em que, em razão de vínculo subjetivo, o juiz pode se declarar suspeito e se afastar de um processo.

Quando ocorre a suspeição?

Um magistrado pode se declarar suspeito para atuar em uma causa, quando há razões subjetivas que possam comprometer sua parcialidade no julgamento. As partes do processo também podem pedir a suspeição.

O Código de Processo Civil diz que há suspeição do juiz quando:

  •     é amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
  •     receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do processo;
  •     qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau;
  •     interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.

O juiz também pode se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões.

O Código de Processo Penal também traz hipóteses de suspeição. São elas:

  •     se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles;
  •     se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia;
  •     se ele, seu cônjuge, ou parente, consanguíneo, ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;
  •     se tiver aconselhado qualquer das partes;
  •     se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes;
  •     se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.

G1

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Brasil

Marco Aurélio, sobre Zanin: “Advogado militante”

Marco Aurélio, sobre Zanin: “Advogado militante”

O ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello (foto) classificou Cristiano Zanin como um “advogado militante”.

Essa é a primeira indicação do petista para o Supremo. O presidente deverá indicar pelo menos mais um integrante, no lugar da ministra Rosa Weber.

Reportagem da Crusoé desta semana trata da indicação de Zanin. Ao fazer a escolha, o petista recompensou a lealdade do seu advogado, que deve ser aprovado pelo Senado.

O Antagonista

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Brasil

Preço da gasolina sobe até R$ 0,40 na PB após alta do ICMS

Um levantamento feito pelo Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade indica que o preço da gasolina nos postos brasileiros subiu até R$ 0,33 por litro, com o repasse da elevação do ICMS após o início da vigência do novo modelo de cobrança do imposto.

No aplicativo Preço da Hora, do governo da Paraíba, a maior alta foi de R$ 0,40 em um posto de Cabedelo. Em Pernambuco, seguido por Rio Grande do Sul (R$ 0,29), Espírito Santo (R$ 0,18) e Roraima (R$ 0,15). Em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, o aumento foi de R$ 0,09 por litro.

O novo ICMS entrou em vigor nesta quinta, com uma alíquota única nacional de R$ 1,22 por litro. O valor é R$ 0,20 superior à média praticada pelos estados na segunda quinzena de maio, de acordo com o consultor Dietmar Schupp, especializado em tributação de combustíveis.

Estados que tinham alíquota superior experimentaram queda nos preços. É o caso de Amazonas (R$ 0,06 por litro) e Piauí (R$ 0,03 por litro). Em Tocantins, Alagoas e no Rio Grande do Norte, o levantamento não identificou mudanças significativas.

A alta interrompe um período de queda nos preços, resultado de corte de R$ 0,40 por litro promovido nas refinarias da Petrobras no dia 17 de maio, quando a estatal deu início à sua nova política comercial, que abandona o conceito de paridade de importação.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Com coleta de dados nos primeiros dias da semana -antes, portanto, da alta do ICMS- a pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) detectou ainda impacto do repasse do corte nas refinarias.

Segundo a agência, o litro da gasolina foi vendido esta semana, em média, a R$ 5,21, ou R$ 0,05 a menos do que o verificado na semana anterior. Desde o corte da Petrobras, a queda acumulada é de R$ 0,28 por litro.

Na próxima semana, porém, a pesquisa da ANP já deve trazer os impactos da elevação da alíquota do ICMS.

Além dos impostos estaduais, o preço da gasolina será novamente pressionado no início de julho, quando o governo federal deve voltar a praticar alíquotas integrais de PIS/Cofins, que haviam sido zeradas por Bolsonaro e retomadas parcialmente por Lula em março.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a dizer que a Petrobras havia segurado parte do corte para compensar o aumento de impostos, mas voltou atrás após negativa da estatal.

A ANP detectou nova queda no preço do diesel, que também foi reduzido nas refinarias no dia 17 de maio. Esta semana, o litro do combustível diesel S-10 saiu, em média, a R$ 5,16, R$ 0,08 a menos do que o verificado na semana anterior.

O etanol hidratado também caiu, para o preço médio de R$ 3,77 por litro, queda de R$ 0,07. O combustível costuma seguir o preço da gasolina para se manter competitivo, já que o rendimento no motor é menor.

De acordo com a ANP, o preço do gás de cozinha ficou em R$ 104,37 por botijão de 13 quilos, R$ 1,47 a menos do que na semana anterior.

BG com Folhapress

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