Brasil

Especialistas divergem sobre “Pacote da Democracia” de Lula

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Especialistas consultados pelo Poder360 consideram que o aumento da punição pode não gerar resultados ou até mesmo inibir críticas a autoridades no futuro. Por outro lado, há quem defende que os chamados “crimes contra a democracia” são de natureza grave e, por isso, precisam ter punições severas.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criticou o plano apresentado pelo governo. Afirma que Lula estaria repetindo um “erro histórico” e que os governos petistas tiveram legislações mais punitivas.

Para Kakay, a proposta é “despropositada” e não foi discutida antes de ser apresentada. O advogado diz que o aumento da punição não resultaria em uma queda de crimes do tipo.

“A coisa mais antiga que existe no direito penal é que não é o tamanho da pena que pode de alguma forma diminuir a criminalidade ou melhorar a relação no Estado Democrático de Direito. É o contrário. Nós temos que buscar um direito penal mínimo. Temos que buscar a abolição da prisão”, declarou Kakay ao Poder360.

“Eu como advogado e uma pessoa que tem uma preocupação com Estado de Direito e com direito do cidadão, acho que não é por aí que se fortalece a democracia”, disse.

O advogado André Marsiglia, especialista em direito digital e pesquisador de casos de censura, também se manifestou contrário à proposta. Cita riscos por causa da “interpretação ampla” sobre o que pode ser considerado crime contra o Estado e ameaça a autoridades.

Segundo Marsiglia, a proposta poderia se tornar “desastrosa“ e inibir opositores políticos: “O resultado poderá ser a inibição da crítica aos agentes públicos e uma atuação amedrontada da oposição política no país. Crimes contra o Estado democrático são uma exceção, típicos apenas de momentos de grave instabilidade, algo que as próprias instituições vêm afirmando não estarmos vivendo”.

Por outro lado, o advogado Lenio Luiz Streck, professor de direito constitucional e sócio do escritório Streck e Trindade Advogados Associados, concorda com a proposta do governo Lula e afirma que é justificado o aumento da punição para ataques contra o Estado Democrático de Direito.

“A democracia é um bem fundamental. Ataques contra esse bem e seus agentes justifica pena severa. Temos de nos preocupar com o futuro. O 8 de Janeiro deve servir como lição”, afirmou Streck.

Entenda

O projeto proposto pelo governo altera o Código Penal. As sugestões são as seguintes, conforme documento disponibilizado pelo Ministério da Justiça:

  • de 6 a 12 anos para quem organizar ou liderar movimentos antidemocráticos;
  • de 8 a 20 anos para quem financiar movimentos antidemocráticos;
  • de 6 a 12 anos, mais pena correspondente à violência, para crimes que atentem contra a integridade física e a liberdade do Presidente da República, do vice-presidente da República, do presidente do Senado, do presidente da Câmara, dos ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, com fim de alterar a ordem constitucional democrática;
  • de 20 a 40 anos para crimes que atentem contra a vida das autoridades citadas acima, com fim de alterar a ordem constitucional democrática.

A versão atual do Código Penal determina:

  • de 4 a 8 anos para quem tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos Poderes constitucionais;
  • de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência, para quem tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído.
  • de 1 a 4 anos por caluniar ou difamar os presidentes da República, do Senado, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação;
  • de 1 a 3 anos por ofender a integridade corporal ou a saúde de qualquer das autoridades mencionadas no artigo anterior;
  • de 4 a 12 anos por atentar contra a liberdade pessoal de qualquer das autoridades referidas;
  • de 15 a 20 anos: matar qualquer das autoridades referidas.

A proposta do governo Lula não detalha de maneira minuciosa o que seriam atos condenáveis por atentarem contra o Estado Democrático de Direito.

Por exemplo, no caso dos atos do 8 de Janeiro, o Supremo Tribunal Federal tornou réus, até 26 de junho, 1.290 pessoas. Não está claro nas decisões do STF se todos os que foram considerados réus de fato depredaram prédios públicos ou se alguns apenas estavam em frente ao Congresso ou na Praça dos Três Poderes gritando palavras de ordem contra as instituições. O Programa de Ação na Segurança tampouco deixa claro se atinge pessoas que apenas fazem manifestações pacíficas falando contra a democracia.

Entre os indiciados pelo 8 de Janeiro, como se sabe, há pessoas que seguravam cartazes no gramado durante as manifestações, mas que não depredaram os edifícios do local. O projeto de Lula não explica se quem segurar ou portar uma faixa ou cartaz com mensagens contra a democracia numa praça pública já estaria sujeito às penas descritas no texto.

Eis o que diz o documento do governo Lula para justificar a necessidade de penas “mais severas”:

“Os atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que culminaram em gravíssimos danos contra os Poderes do Estado e ao patrimônio público, demonstraram que o tratamento penal aos crimes contra o Estado Democrático de Direito precisa ser mais severo a fim de que sejam assegurados o livre exercício dos Poderes e das instituições democráticas, o funcionamento regular dos serviços públicos essenciais e a própria soberania nacional”.

Nada é explicado, entretanto, sobre o que pode ser considerado apenas opinião e o que realmente se torna uma ameaça à democracia passível de condenação penal.

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Brasil

Anac deve criar regra para punir passageiros ‘indisciplinados’, após aumento de brigas em aviões

 

Com o aumento de casos de brigas e agressões em voos brasileiros, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estuda regras para punir passageiros indisciplinados. Após recorde anual em 2022, foram registrados 114 novos casos de indisciplina no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

Um de cada quatro registros de comportamento agressivo dos passageiros envolve agressão física e/ou ameaças. Em 2022, foram 585 ocorrências, número recorde em quatro anos.A Abear defende a regulamentação de medidas que possam coibir esse tipo de comportamento. Entre algumas das alternativas em estudo, e que já são utilizadas nos Estados Unidos e em países da Europa, está a criação de uma “no fly list” para passageiros que comprometem a segurança a bordo.

A medida impede o passageiro de usar o transporte aéreo por determinado período.
De 2019 a 2022, a média anual dos casos de indisciplina contabiliza de 386,2 registros, com os números em alta desde 2019. Em 2021, foram 434 eventos, 222 em 2020, ano que marca o auge da pandemia, e 304 em 2019.

A Abear afirma que vem alertando sobre o aumento de casos e gravidade das ocorrências envolvendo passageiros indisciplinados no transporte aéreo brasileiro e mantém diálogo permanente com a Anac, informando dados e fatos sobre as ocorrências.

Segundo a Anac, em 2022, foram realizadas pesquisas para verificar o número de ocorrências envolvendo passageiros indisciplinados, se houve aumento de casos durante a pandemia, quais os números mais recentes e como as empresas aéreas lidaram com as ocorrências.

A análise dos dados deve ser consolidada ainda em 2023 e servirá de base para novas discussões junto ao setor, na qual estarão envolvidos aeroportos, empresas aéreas, órgãos de defesa do consumidor e da Jutiça, além da Polícia Federal.

O termo

O termo “passageiro indisciplinado” é descrito no Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita, como sendo o que não respeita as normas de conduta em um aeroporto ou a bordo de uma aeronave, ou que não respeita as instruções dos colaboradores das companhias aéreas e, por conseguinte, perturba a ordem e a disciplina no aeroporto ou a bordo da aeronave.

R7

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Brasil

Mulheres trabalham mais e ganham menos em finanças, diz estudo

Pesquisa indica que mulheres trabalham mais e ganham menos na área de  finanças | Portal FGV
Estudo realizado pelo Centro de Estudos em Finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostra que as mulheres são sub-representadas no setor de finanças brasileiro, tanto em nível de cargos quanto em remuneração.

Ao todo, foram aplicados 214 questionários a pessoas que atuam no mercado de finanças brasileiro, a fim de entender os desafios para a participação feminina nessa área. Entre os participantes, 39,25% eram mulheres, contra uma participação masculina de 60,75%.

Embora a representação feminina no setor seja inferior, as mulheres que integraram a pesquisa informaram que trabalham cerca de 60,4 horas por semana. Já os homens, 57,8 horas em igual período.

“Podemos constatar que mulheres trabalham mais e são menos remuneradas em comparação aos homens dentro do mercado financeiro no Brasil”, afirmou Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças.

De acordo com dados elaborados pelo think thank do Omfif (Official Monetary and Financial Institutions Forum), as mulheres ocupam só 35% em conselhos dos 50 maiores bancos comerciais do mundo.

Ao considerar os cargos de liderança, a taxa é ainda menor. A representatividade feminina cai para 19%. Dentre CEO, só 16% são mulheres.

O estudo da FGV mostra que a desigualdade de gênero é maior no Brasil. No mundo, 18% dos profissionais certificados pela CFA (Chartered Financial Analyst) são mulheres. Já no mercado brasileiro, a taxa cai para 11%.

O levantamento da fundação também considerou qual a 1ª formação dos profissionais que atuam nessa área. Eis os cursos respondidos por homens e mulheres:

  • administração – 63,55%;
  • economia – 14,95%;
  • engenharias – 12,15%.

CRESCIMENTO PROFISSIONAL

O estudo realizado pela FGV também diz que as mulheres costumam enfrentar mais dificuldades quanto ao crescimento profissional dentro do setor de finanças.

Eis a distribuição por cargos em números absolutos:

  • analista – 30%;
  • gerente – 15,9%;
  • associados –13%;
  • sócios – 11%;
  • diretor – 8,4%;
  • superintendente – 7%;
  • estagiário – 6,5%;
  • vice-presidente – 2,8%.

A pesquisa mostra que a distribuição de cargos de analistas é quase equivalente, mas que em cargos mais elevados na profissão, a representatividade feminina cai. Só 7% das entrevistadas afirmaram ocupar cargos de liderança.

“Mulheres são minoria no topo da carreira financeira e lidam com um duplo teto de vidro: alcançar posições gerenciais e cargos com remunerações mais altas”, afirmou Claudia Yoshinaga.

A especialista declarou que “as únicas subáreas em que mulheres são a maioria são aquelas relacionadas a funções administrativas e de apoio, onde as mulheres representam 10,7% contra 5,4% da parcela masculina entrevistada nesta pesquisa”. 

DESIGUALDADE SALARIAL

O estudo da FGV também mostrou que as mulheres que integram o setor de finanças só aparecem nos cargos mais altos como sócias ou diretoras.

Nas demais posições profissionais, de estagiária até a superintendência, não havia mulheres com remuneração mais alta do que os homens que ocupam os mesmos cargos.

Poder360

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Brasil

De 37 países, Brasil é o 2º com maior proporção de jovens “nem-nem”

Brasília, 21/07/2023, A estudante Júlia, mexe em seu celular. Sonhos das juventudes: políticas ajudam a potencializar trajetórias e criar oportunidades. Foto: Antônio Cruz/Agência BrasilFoto: Agência Brasil

O Brasil é o segundo país, de um total de 37 analisados, com maior proporção de jovens, com idade entre 18 e 24 anos, que não estudam e não trabalham. O país fica atrás apenas da África do Sul.

Na faixa etária considerada no relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 36% dos jovens brasileiros não estudam e estão sem trabalho. “Isso os deixa particularmente em risco de distanciamento de longo prazo do mercado de trabalho”, alerta o relatório Education at a Glance, de 2022, que avaliou a educação em 34 dos 28 países-membros da OCDE, além do Brasil, da África do Sul e da Argentina.

Diagnóstico feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego revelou que, dos 207 milhões de habitantes do Brasil, 17% são jovens de 14 a 24 anos, e desses, 5,2 milhões estão desempregados, o que corresponde a 55% das pessoas nessa situação no país, que, no total, chegam a 9,4 milhões.

Entre os jovens desocupados, 52% são mulheres e 66% são pretos e pardos. Aqueles que nem trabalham nem estudam – os chamados nem-nem – somam 7,1 milhões, sendo que 60% são mulheres, a maioria com filhos pequenos, e 68% são pretos e pardos.

Agência Brasil

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Brasil

Ministério Público pede quebra de sigilo e remoção do perfil de Jean Wyllys no Twitter

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pediu à Justiça a quebra de sigilo de dados e a remoção do perfil de Jean Wyllys no Twitter. A medida vem após declarações dele contra o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB).

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Brasil

Juscelino Filho ganhou mais dinheiro público com viagens do que ministros receberam de salários

Quem é Juscelino Filho, ministro de Lula envolvido em polêmicas viagens com  dinheiro público | MetrópolesFoto: Cléverson Oliveira/Mcom

Até o mês junho, de acordo com dados do Portal Transparência, o ministro Juscelino Filho (União Brasil-MA) gastou R$ 222.525,42 em viagens a serviço da pasta das Comunicações. Na média, significa que a autoridade gastou mais de R$ 37 mil por mês com passagens internacionais e diárias em hotéis.

Para efeitos de comparação, Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, recebeu uma remuneração líquida de R$ 29.249,25 em janeiro. Lutando pela aprovação de várias medidas econômicas no governo federal, o ministro Fernando Haddad ganhou, somando seus salários até maio, a quantia de 136.958,75.

No mesmo período, o chefe da pasta das Comunicações obteve mais de R$ 211 mil apenas para bancar suas viagens. Os dados dos salários constam na aba “Remuneração Civil” das autoridades no Portal da Transparência. No entanto, ao contrário da maioria dos ministros, as informações sobre o vencimento de Juscelino Filho não são descritas no espaço.

Metrópoles

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Brasil

PT lidera a distribuição de cargos comissionados

Ao menos 112 pessoas que disputaram as eleições de 2020 e 2022 pelo PT ocupavam até maio cargos no governo federal.

Os dados fazem parte de levantamento do Poder360 que mostram 358 políticos que disputaram as últimas eleições em cargos e funções comissionadas.

O fato de esses funcionários terem disputado as últimas eleições por uma sigla não significa que ainda estejam vinculados à legenda. Entretanto, a disputa em uma agremiação é um indicativo de orientação política do funcionário.

Poder360

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Brasil

Pedidos de recuperação judicial de empresas têm maior patamar em 3 anos. Dívidas passam de R$ 100 bilhões

Foto: Getty/Getty Images

O número de empresas que recorrem a pedidos de recuperação judicial para renegociar suas dívidas com credores atingiu o maior patamar dos últimos três anos ao longo dos primeiros seis meses deste ano. De acordo com pesquisa feita pela Serasa Experian, o total de pedidos chegou a 593 entre janeiro e junho, uma alta de 52% em relação aos 390 requerimentos registrados no mesmo período de 2022.

Desde janeiro deste ano, diversas empresas entraram com pedido de recuperação judicial como Americanas, Oi, Light e Grupo Petrópolis. Juntas, somente essa quatro companhia somam dívidas superiores a R$ 100 bilhões. De acordo com Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, o avanço é fruto da alta da inadimplência das empresas, que alcançou 6,48 milhões companhias somente em maio.

Houve avanço nos pedidos em diversos setores. Empresas que atuam no segmento de serviços tiveram a maior parcela dos requerimentos, com 261 no total, seguido de comércio (168), indústria (112) e setor primário (52). Quando se observa o porte das companhias, as micro e pequenas empresas lideraram o ranking semestral, com 63 renegociações, seguidas por médias empresas (26) e grandes companhias (3).

Com informações de O Globo, por Bruno Rosa

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Brasil

Governo Lula apresenta projeto que pune com até 40 anos de prisão quem tentar matar presidente ou ministros do STF

Presidente Lula (Foto: Reprodução)

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta sexta-feira (21), um projeto de lei que aumenta as penas para crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito. O projeto de lei faz parte do PAS (Programa de Ação na Segurança), um pacote com ações voltadas à Segurança Pública, como investimento e planos.

A proposta estabelece de 20 a 40 anos de prisão para crimes que atentem contra a vida do presidente da República, do vice-presidente da República, do presidente do Senado, do presidente da Câmara dos Deputados, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Procurador-Geral da República.

Além disso, propõe de 6 a 12 anos, mais a pena correspondente à violência, para crimes que atentem contra a integridade física e a liberdade das autoridades políticas citadas “com fim de alterar a ordem constitucional democrática”.

O anúncio ocorre uma semana depois do episódio no qual o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua família foram vítimas de hostilidades no aeroporto internacional de Roma.

Além disso, o projeto de lei também prevê pena de 6 a 12 anos para quem organizar ou liderar movimentos antidemocráticos, e de 8 a 20 anos para quem financiar esses movimentos.

No próprio documento, o governo federal cita os atos criminosos cometidos durante o ataque aos Três Poderes, em 8 de janeiro, que “culminaram em gravíssimos
danos contra os Poderes do Estado e ao patrimônio público”.

Segundo consta no PAS, os atos do 8 de janeiro “demonstraram que o tratamento penal aos crimes contra o Estado Democrático de Direito precisa ser mais severo a fim de que sejam assegurados o livre exercício dos Poderes e das instituições democráticas, o funcionamento regular dos serviços públicos essenciais e a própria soberania nacional”.

“Por essa razão, com o Projeto de Lei, espera-se fortalecer tanto a finalidade retributiva da pena (repressão proporcional à gravidade do ilícito penal), quanto o caráter preventivo, reforçando seu poder intimidativo sobre os destinatários da norma, bem como reafirmando a existência e eficiência do direito penal brasileiro”, diz o documento.

CNN

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Brasil

Governo aumenta projeção de rombo e anuncia bloqueio de R$ 1,5 bilhão

Governo aumenta projeção de rombo e anuncia bloqueio de R$ 1,5 bilhão

Apesar do discurso de que o país vive um bom momento econômico, a conjuntura ainda tem desafios duros. O governo aumentou a projeção de rombo nas contas públicas e anunciou um bloqueio de R$ 1,5 bilhão no Orçamento.

O rombo, quando as despesas superam as receitas, em 2023 passou de R$ 136,2 bilhões para R$ 145,5 bilhões, o que equivale a 1,4% do PIB.

Os dados foram divulgados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º bimestre, nesta sexta-feira (21), pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda.

O bloqueio é feito para cumprir o teto de gastos, regra atualmente em vigor, instituída na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), que impede o crescimento das despesas acima da inflação do ano anterior. Para cumprir o teto, ainda em vigor, governo já havia bloqueado R$ 1,7 bilhão.

Haddad tem defendido que o governo zere o déficit nas contas públicas em 2024. Por isso, o ministro está empenhado em aprovar medidas que aumentam a arrecadação e a geração de receitas.

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