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Moro: “Não vejo causa para prisão preventiva de Bolsonaro”

Moro: “Não vejo causa para prisão preventiva de Bolsonaro”Foto: Adriano Machado/O Antagonista

O senador Sergio Moro também criticou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suas falas sobre a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro. O ex-juiz da Lava Jato disse à Folha:

“Não vejo causa para uma prisão preventiva do ex-presidente Bolsonaro. Lula só foi preso após ter sido julgado. Também foi inapropriada a declaração do diretor da PF sobre o tema, já que a questão cabe aos delegados da investigação e não à direção da PF.”

Moro citou ainda o caso do ex-diretor da PF Fernando Segovia, demitido em 2018 após uma série de polêmicas.

“Agora, é a mesma coisa só que de sinal trocado. A direção da PF precisa manter a institucionalidade.”

Em entrevista ao UOL, o diretor-geral da PF afirmou que, se os “requisitos legais” forem atendidos, na “responsabilidade e na qualidade da prova”, há a possibilidade de Bolsonaro ser preso.

Se nessa conjunção de elementos se chegar a essa conclusão [pela prisão], se os requisitos legais são atendidos, esse é um caminho possível, e aqui falo hipoteticamente”, disse.

O Antagonista

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Lula diz que vai discutir como reparar Dilma após decisão sobre pedaladas

Presidente Lula com Dilma Rousseff, em Paris | Agência BrasilFoto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) disse, durante entrevista à imprensa neste sábado (26) em Luanda, capital da Angola, que é preciso discutir como reparar a ex-presidente e sua correligionária Dilma Rousseff após decisão que manteve o arquivamento de uma ação contra ela no caso das pedaladas fiscais.

Lula brincou sobre não ser possível devolver o cargo de presidente a Dilma.

“Agora vou discutir como que a gente vai fazer, não dá para reparar os direitos políticos se ela quiser voltar a ser presidente, porque eu quero terminar meu mandato. Mas é preciso saber como reparar uma coisa que foi julgada por uma coisa que não aconteceu.”

Folha de S. Paulo

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Flávio Dino diz que suspensão da lei que criou Dia do Patriota em 8 de janeiro é ‘questão de tempo’

Bolsonaro pode ter levado militares a cometer erros ou até crimes, diz Flávio DinoFoto: CNN

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou neste sábado (26) que a suspensão da lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS) que cria o Dia Municipal do Patriota, a ser comemorado em 8 de janeiro, é “uma questão de tempo”. A data ficou marcada pelos atos de vandalismo que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

“Uma lei pode homenagear uma data de perpetração de crimes, como o 8 de janeiro? Ainda mais associando crimes a patriotismo? Sob a ótica do direito constitucional, a resposta é muito clara. A lei afronta os princípios da moralidade, da forma republicana, do sistema representativo e do regime democrático. A expunção da lei é uma questão de tempo”, disse o ministro em uma rede social.

R7

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Michelle Bolsonaro ironiza investigação e afirma que criará a marca “Mijoias”

VÍDEO: Michelle debocha de investigação da PF e diz que lançará "Mijoias"Foto: reprodução/YouTube – Partido Liberal

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse em evento do PL (Partido Liberal) Mulheres em Pernambuco neste sábado (26) que lançará a marca “Mijoias”.

“Tem um povo atrapalhado, se fosse em Brasília eu chamaria de tapado, que fica perguntando: ‘Michelle, cadê as joias?’. As joias estão na Caixa Econômica Federal. Mas vocês pediram tanto, vocês falaram tanto de joias, que em breve nós teremos lançamento. Mijoias para vocês“, falou sem dar detalhes sobre o lançamento.

Michelle afirmou ainda que é alvo de injustiças e que decidiu “fazer uma limonada docinha desse limão“.

A ex-primeira-dama é alvo de investigação da Polícia Federal no caso das joias do acervo presidencial que podem ter sido comercializadas no exterior sob o comando do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

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Relator da reforma tributária no Senado diz que foram apresentadas 80 emendas ao texto

Foto: reprodução

O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou a repórteres neste sábado (26), no Fórum do Grupo Esfera, que já foram apresentadas 80 emendas ao texto por senadores.

“É impossível uma matéria que trata da Federação chega ao Senado e não sofrer um grande debate e grandes contribuições. Neste momento, já são mais de 80 emendas apresentadas pelos senadores com relação ao texto que chegou da Câmara” disse.

O senador apontou que uma questão fundamental no Senado é a neutralidade da carga tributária e que esse será legado deixado pela Casa no texto.

“É preciso que fique assegurado o limite do poder de tributar na emenda constitucional. Esse creio ser um dos principais legados que o Senado pretende deixar explícito.”

O senador disse que vai se reunir na terça-feira (29) com todos os governadores do Brasil e que o foco da conversa será aprimorar o equilíbrio federativo.

“Haverá uma audiência temática no plenário do Senado na próxima terça-feira (29) com 27 de governadores com o presidente Rodrigo Pacheco e todos os senadores para debater a emenda constitucional.

Sobre a votação, o relator afirmou que eles estão dentro do cronograma e que deve ocorrer até o fim de outubro.

CNN Brasil

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Após ficar na PF por mais de seis horas, Mauro Cid presta novo depoimento nesta segunda

Foto: Lula Marques/Agência O Globo

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid foi intimado a depor novamente, na próxima segunda-feira, na sede da Polícia Federal, em Brasília. Nesta sexta-feira, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mais de seis horas no local, sendo ouvido no inquérito que investiga a suposta contratação dos serviços do hacker Walter Delgatti Netto para invasão das urnas eletrônicas.

De acordo com Delgatti Netto, Mauro Cid teria participado da reunião que a deputada federal Carla Zambelli promoveu entre ele e Jair Bolsonaro, em agosto do ano passado, no Palácio da Alvorada. O hacker está preso preventivamente por incluir no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), supostamente por ordem da parlamentar.

De acordo com o jornalista César Trali, da TV Globo, ele também contou aos investigadores que teve “vários encontros com Mauro Cid que não estavam na agenda oficial do ex-ajudante de ordens”. Ao GLOBO, no entanto, o advogado Daniel Bialski, que representa Zambelli, informou que a deputada “não lembra” da presença de Cid dentro ou nas proximidades da sala onde ocorreu a conversa entre o ex-presidente e o hacker.

Segundo Delgatti, Mauro Cid já estava com o Bolsonaro quando ele entrou no Alvorada, acompanhado da deputada, para conhecer o ex-presidente. Ele afirmou que o então mandatária tomava café com leite e comia pão com manteiga.

À PF, o hacker afirmou também que Cid tomou conhecimento de todo teor da conversa, ouviu tudo que foi conversado e teve ciência de que, do Alvorada, Delgatti seguiu direto para o Ministério da Defesa, para reunião com o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e outros militares da cúpula da pasta.

Essa foi a primeira de cinco visitas de Delgatti ao Ministério da Defesa, conforme afirmou em depoimento, cujo objetivo foi tentar criar fatos que desacreditassem o sistema eleitoral brasileiro, colocando em xeque a segurança das urnas.

O Globo

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“É um absurdo acusar de lavagem de dinheiro”, diz Bolsonaro sobre doações via Pix que somaram R$ 17 milhões


Foto: Sergio Lima/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à CNN que não há irregularidade nas doações via Pix, feitas por apoiadores dele nos últimos meses.

“O Pix começou em junho. É um absurdo acusar de lavagem de dinheiro. Não existe nada errado. Vão ver. Um milhão de pessoas fizeram doações”, disse Bolsonaro.

A Polícia Federal vai cruzar dados para tentar identificar todos os doadores dos R$ 17 milhões que o ex-presidente recebeu via Pix.

Os investigadores querem saber se houve fraudes e suspeitam de lavagem de dinheiro.

Para fazer a “varredura”, a PF vai utilizar as informações obtidas com a quebra do sigilo bancário e fiscal de Bolsonaro e da esposa, Michelle, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A PF ainda pretende fazer uma colaboração com o Ministério Público para acessar o Sistema de Investigação de Movimentações Interbancárias (Simba).

Um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro do governo federal, aponta que o ex-presidente recebeu R$ 17,2 milhões via Pix em sua conta pessoal nos primeiros seis meses deste ano.

Os dados do Coaf mostram que, entre 1º de janeiro e 4 de julho, Bolsonaro recebeu mais de 769 mil transações por meio de Pix, que totalizaram R$ 17.196.005,80.
O valor corresponde quase à totalidade do movimentado pelo ex-presidente no período, de R$ 18.498.532,66.

Os dados foram enviados pelo Coaf à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos criminosos do dia 8 de janeiro no Congresso Nacional.

CNN Brasil

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“Agora Brics podem fazer reunião com G7 em condições de superioridade”, diz Lula

Foto: reprodução/YouTube

O presidente Lula afirmou neste sábado (26) que, após a entrada dos seis novos países nos Brics, o grupo pode fazer uma reunião com o G7 “em condições de superioridade”.

A declaração foi dada em conversa com repórteres na Angola. Lula viajou para a África no início da semana. Esta é a primeira visita oficial dele ao continente neste terceiro mandato.

“Agora, você pode fazer uma reunião dos Brics com o G7 em condições de superioridade porque o PIB na paridade de compra os Brics tem mais. Os Brics agora representam 36,7% do PIB de paridade de compra, o G7, 29%. Então as condições geopolíticas para você negociar muda, e você negocia em conjunto”, disse o petista.

Lula afirmou ainda que, com a expansão dos Brics, “o mundo fica mais equilibrado nas discussões geopolíticas”.

Na quinta-feira (24), os líderes do bloco, composto por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, convidaram oficialmente Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã para serem membros plenos dos Brics.

O Antagonista

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Deputados podem analisar na próxima semana proposta que regulamenta juros dos cartões de crédito

Proposta poderá prever portabilidade das dívidas no cartão de crédito. (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

 

A Câmara dos Deputados poderá votar na próxima semana uma regra para as taxas de juros nos cartões de crédito. Está previsto o início das discussões em Plenário sobre o Projeto de Lei 2685/22, do deputado Elmar Nascimento (União-BA), que trata do endividamento das famílias e do crédito rotativo e parcelado.

O relator da proposta, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse na quinta-feira (24) que incluirá em um substitutivo o prazo de 90 dias, após a sanção da futura lei, para que as instituições financeiras apresentem ao Conselho Monetário Nacional (CMN) e ao Banco Central (BC) uma proposta para os juros nos cartões.

“Não sendo apresentada essa proposta, ou caso não haja homologação do CMN e do BC, o montante máximo dos juros devidos será o valor da dívida principal”, disse o relator. “Se a pessoa deve R$ 1.000, os juros somados só poderão chegar a R$ 1.000”, exemplificou. “A Inglaterra recentemente limitou dessa maneira.”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que pretende agendar para terça-feira (29) o início das discussões em Plenário sobre o PL 2585/22. “Se o relatório do deputado Alencar Santana for suficiente na reunião de líderes, poderemos votar, mas não necessariamente”, afirmou Lira.

MP e apensados

As tratativas na Câmara sobre o endividamento das famílias e os juros, segundo Alencar Santana, levarão a um parecer baseado na Medida Provisória 1176/23, que instituiu o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, batizado pelo Poder Executivo como Desenrola Brasil.

Essa MP perderá a vigência em outubro e não deverá ser votada pela Câmara em razão de divergências com o Senado em torno da instalação de comissões mistas. Até o momento, segundo o governo, o Desenrola Brasil permitiu a renegociação de R$ 9,5 bilhões em dívidas junto a bancos para cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Alencar Santana informou ainda que o substitutivo incluirá, além do PL 2685/22 e apensados, medidas para facilitação do acesso ao crédito previstas no Projeto de Lei 2820/23, do Executivo. “A ideia é contemplar o que há de melhor”, assegurou.

Portabilidade

Outra inovação a ser incorporada no parecer do relator é a portabilidade para dívidas no cartão de crédito. Conforme Alencar Santana, o objetivo é permitir que a pessoa renegocie a dívida com outra instituição em condições mais favoráveis.

Alencar Santana, relator do projeto

“Líderes e deputados farão o debate, mas espero que o texto vá a voto o mais rápido possível, até porque o Desenrola está ocorrendo, e espero que possamos aprovar medidas inovadoras para a economia e benéficas para os consumidores, para quem utiliza cartão de crédito ou tem uma dívida qualquer”, afirmou.

“Todas as sugestões levam em conta o alto nível de endividamento das pessoas físicas, que, segundo dados de junho último da empresa Serasa Experian, afeta mais de 71 milhões de pessoas, o equivalente a quase 44% da população, com dívidas no valor médio em torno de R$ 4.846 cada”, justificou Alencar Santana.

“Vamos ser bem francos: é um absurdo, é um abuso, uma taxa de juros, na média do último mês, de 440% ao ano”, disse o relator, ao avaliar a situação do crédito rotativo e do parcelamento de dívidas nos cartões. “A pessoa faz uma dívida, não consegue quitar tudo e, quando vê lá na frente, o valor se tornou impagável.”

Alencar Santana disse esperar que, após a votação do projeto, o setor financeiro colabore para juros menores nos cartões de crédito. “Nós esperamos que o setor se autorregule, apresente uma proposta e demonstre boa vontade”, afirmou o deputado. “Eles também entenderam que não dá para continuar dessa maneira.”

Blog do BG PB

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Bolsonaro mantém popularidade em meio a cerco jurídico, mostra pesquisa AtlasIntel

Foto: Sérgio Lima

Pesquisa AtlasIntel feita com exclusividade para a CNN mostra que, a despeito das investigações, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo uma força política relevante no país.

O instituto perguntou em quem o entrevistado votaria se a eleição presidencial fosse acontecer no próximo domingo — e que tivesse Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) como candidatos.

  • 48,1% votariam em Lula
  • 40%, em Bolsonaro
  • Simone Tebet (MDB) teria 2,1% dos votos
  • Ciro Gomes (PDT), ficaria com 1,7%

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores votariam num cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

  • Lula ganharia com 51,2%
  • Bolsonaro teria 41,5%.

Há 10 meses, no segundo turno da eleição de 2022, Lula obteve 50,9% dos votos ante 49,1% para Bolsonaro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Metrópoles

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