Brasil

Enquanto Brasil enfrenta surto de dengue e crise na segurança pública, Lula passeia com Janja

Lula e Janja visitam Pirâmides de Gizé, no Egito, em dia sem agendasFoto: Ricardo Stuckert / PR

Enquanto o Brasil enfrenta um surto de dengue e a segurança pública passa por sua primeira crise sob a gestão de Ricardo Lewandowski, Lula e Janja aproveitam a viagem ao Egito para conhecer as pirâmides de Gizé. O presidente brasileiro também deve levar a primeira-dama ao Grande Museu do Egito, assim como fez há 20 anos, com sua ex-esposa Marisa Letícia. Essa é a primeira viagem internacional do petista em 2024 e a segunda viagem oficial ao continente africano.

SURTO

De acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil registrou pelo menos 512 mil casos prováveis de dengue em 2024. Além disso, o número de óbitos confirmados pela enfermidade chega a um total de 75, enquanto outras 340 mortes suspeitas seguem em investigação.

O Distrito Federal é a unidade federativa com maior coeficiente de incidência de dengue do país. São 2.286,2 casos prováveis para cada 100 mil habitantes.

CRISE

Dois presos conseguiram fugir da Penitenciária Federal de Mossoró, localizada na região Oeste do Rio Grande do Norte, na manhã dessa quarta-feira, 14. Essa é a primeira vez que uma fuga é registrada no sistema penitenciário federal, que conta com cinco presídios de segurança máxima em todo o país.

A fuga abre a primeira crise para Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça. Ele assumiu a pasta em 1º de fevereiro no lugar de Flávio Dino.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

PGR se manifesta a favor para quebra de sigilos de Janones em investigação sobre rachadinha

Foto: Paulo Sergio/Agência Câmara

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado André Janones (Avante-MG). O posicionamento da PGR aconteceu nesta quarta-feira (14) após pedido realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No mês passado, a Polícia Federal (PF) havia solicitado ao STF a quebra dos sigilos do deputado. Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete.

“No caso, como os elementos de informação já reunidos apontam concretamente para a participação dos investigados no esquema de desvio de recursos públicos e recepção de vantagem indevida, não há dúvida quanto à necessidade do afastamento dos respectivos sigilos bancário e fiscal”, afirma o documento assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.

O congressista é acusado por um ex-funcionário de seu gabinete de cobrar parte do salário de servidores para custear despesas pessoais. As suspeitas vieram à tona depois do vazamento de áudios com falas do deputado.

O termo “rachadinha” é usado para descrever a prática de repasse de parte da remuneração de um assessor ou servidor público para o parlamentar ou partido que emprega o funcionário.

A PGR também se manifestou favorável às quebras de sigilos de assessores e ex-assessores e também com mais prazo para a conclusão do inquérito.

O pedido realizado pela PF abrange as informações sobre “todos os bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras”.

No caso do sigilo fiscal, o pleito é para acesso a dados de declarações do imposto de renda, de 2015 a 2023.

Segundo a corporação, a análise vai permitir verificar se a variação de patrimônio é “divergente dos rendimentos legítimos, indicando o recebimento de valores não declarados e/ou a existência de patrimônio a descoberto”.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Fuga inédita leva Lewandowski a crise em só 13 dias no governo; deputados pedem apuração

Qual será o salário de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça? |  Política | Valor EconômicoFoto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, teve a primeira crise no comando da pasta com apenas 13 dias no cargo após a fuga inédita de dois detentos na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Os fugitivos foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Deisinho. Segundo as investigações, eles são ligados ao Comando Vermelho.

A principal suspeita até o momento é de que os dois presos tenham usado materiais de uma obra do pátio da penitenciária como instrumentos na ação, de acordo com pessoas com acesso à investigação.

Membros do Ministério da Justiça não explicaram ainda como tudo aconteceu, mas citam uma série de empecilhos para os presos sairem das celas, como câmeras de monitoramento e vigilância das guaritas.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF) considerou uma “vergonha” a fuga de dois detentos do presídio federal de Mossoró e defende que alguém seja responsabilizado pelo que aconteceu. Ele já fala em chamar Lewandowski para dar explicações.

Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Governo gastará R$ 13,9 milhões com internet para o “Aerolula”

Foto: Ricardo Stuckert

O governo federal pretende gastar até R$ 13,9 milhões com a contratação de um serviço de internet para as viagens nacionais e internacionais do presidente Lula. O serviço de Wi-fi será restrito ao AirBus A319CJ – também conhecido como “Aerolula”.

Esse novo contrato de internet do “Aerolula” será sete vezes maior que o atual. O acerto em vigência tem valor global anual de R$ 1,9 milhões e prevê a disponibilização de um pacote mensal de 45 gigabytes “com a possibilidade de transferência para o mês seguinte de 50% dos dados não utilizados no mês de referência”. Ainda pelo atual contrato, Lula e sua comitiva têm direito a cinco pacotes anuais de 25GB.

Agora, o novo contrato prevê a disponibilização de um pacote mensal de dados ilimitado e em uma velocidade superior a atual.

Governo federal elevou gastos de internet com “Aerolula”
Segundo a Diretoria de Tecnologia da Presidência da República, optou-se por esse tipo de contratação ao se perceber que, ao longo do ano de 2023, houve uma elevação do volume de dados utilizados por Lula e seu staff durante as viagens internacionais. De acordo com o governo federal, houve um pico de utilização de 125 gigabytes ao mês durante o primeiro semestre do ano passado, uma quantidade quase três vezes superior ao contratado inicialmente.

A equipe de tecnologia da Presidência da República, conforme o estudo técnico, cogitou a contratação de um serviço de 180 gigas. Entretanto, “haveria o risco de se exaurir a franquia mensal”, segundo informações do governo federal.

“Ao avaliarmos a quantidade de minutos de conectividade em voo no mês de abril de 2023, quando se alcançou 125GB de uso e que totalizou 5040 minutos, ou seja um total de 84 horas de voo, e considerando que com o perfil de consumo estimado de 5GB por hora de voo em velocidade de 20Mbps, poderia alcançar um consumo de 400GB mensais”, informa o governo federal no estudo técnico de demanda desse serviço.

Leia mais

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ministro de Lula direciona R$ 321 milhões em convênios para prefeitos aliados que devem buscar reeleição

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, usou os últimos dois meses do ano passado para assinar dezenas de convênios que vão transferir — alguns deles em pleno ano eleitoral — mais de R$ 321 milhões para cidades governadas por prefeitos aliados do seu grupo político no Amapá, onde já foi governador por quatro mandatos. O atual chefe do Executivo estadual também foi beneficiado pelas verbas.

Dentre os municípios beneficiados pelos repasses do governo federal, oito têm prefeitos que devem concorrer à reeleição ou vice-prefeitos em busca de assumir a cabeça de chapa neste ano. A maior parte do dinheiro que vai turbinar os cofres das cidades administradas por esses políticos será destinado a obras de grande apelo eleitoral. Procurado pela reportagem, o MIDR afirmou que “são seguidos rigorosamente todos os critérios técnicos antes da liberação de recursos e, consequentemente, da execução de projetos”, mas não explicou porque apenas governos aliados foram contemplados.

A equipe de Góes assinou 46 convênios entre outubro do ano passado e janeiro deste ano. Os R$ 321 milhões celebrados entre o Ministério da Integração, os municípios e o governo do Estado por meio deste instrumento já foram empenhados – ou seja, a pasta já reservou os recursos, mas ainda não liberou o dinheiro.

Os convênios estabelecem a transferência de recursos financeiros do governo federal a Estados, municípios e organizações com o objetivo de executar projetos pré-aprovados em negociações políticas. O gestor público que deseja obter os repasses precisa apresentar uma contrapartida, muitas vezes irrisória, para contribuir com os custos da obra a ser viabilizada com o dinheiro da União.

Com informações de Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Senado vai analisar projeto de lei que transfere custo de tornozeleira eletrônica a presos

Foto: SSP-PR

O Senado vai analisar um projeto de lei que obriga o condenado ou acusado de crime que usa monitoramento eletrônico a arcar com as despesas do equipamento. Normalmente, o aparelho é usado em forma de tornozeleira ou pulseira.

O projeto de lei (PL) 6/2024, do senador Cleitinho (Republicanos-MG), ainda não tem relator nem comissões designadas para sua análise.

Para o senador, a saída da prisão sob monitoração eletrônica é um benefício usufruído pelo condenado e, por isso, não deveria ser custeada pelos cofres públicos.

“É mais do que justo que o próprio condenado arque com os custos desse direito – e não a sociedade brasileira, já vitimada pela prática do delito”, disse Cleitinho.

No entanto, o texto define que os presos podem comprovar não ter condições financeiras de realizar os gastos. Nestes casos, o juiz poderá conceder a isenção no pagamento.

DESTINO DOS VALORES

Caso o projeto vire lei, os valores pagos serão depositados na conta do juízo responsável pela supervisão do monitoramento. Mas se a condenação do preso for definitiva, ou seja, transitada em julgado, os recursos serão transferidos ao Funpen (Fundo Penitenciário Nacional).

O fundo, que foi criado pela lei complementar 79, de 1994, financia melhorias no sistema prisional do país. Os valores do Funpen são repassados aos estados, por exemplo, para a construção e ampliação de estabelecimentos penais.

Já nos casos em que o acusado de crime for inocentado definitivamente, os valores pagos serão devolvidos. A proposta, que altera a lei de execução penal (lei 7.210, de 1984), ainda obriga os beneficiados com o monitoramento eletrônico a devolverem o aparelho em perfeitas condições de uso após o período de uso.

MONITORADOS

O uso de tornozeleira ou pulseira eletrônica é usado comumente nos casos de prisão domiciliar, quando o condenado cumpre pena de crime menos grave em sua residência ou em estabelecimentos chamados “casa do albergado”.

No entanto, mesmo em crimes mais graves, o juiz pode permitir que o criminoso fique em casa se, por exemplo, tiver mais de oitenta anos ou sofrer doença grave. Em todo caso, compete ao juiz avaliar se haverá o monitoramento eletrônico.

Quando há uma investigação em curso antes do julgamento, o juiz também pode submeter o acusado a monitoração eletrônica.

O mesmo também pode ser feito em presos beneficiados com a chamada “saída temporária”, em que os condenados entre quatro e oito anos de prisão têm o direito de sair do estabelecimento prisional. A saída pode ocorrer até cinco vezes por ano, de até sete dias cada, para visitar familiares, realizar cursos ou outras atividades sociais.

CUSTOS

Cleitinho lembra que o Estado arca com um custo alto mensal para manter esse tipo de vigilância. Ao apresentar o projeto, ele mencionou que, em 2023, “havia 92.984 pessoas em prisão domiciliar fazendo uso de equipamentos de monitoramento eletrônico” em junho de 2023, segundo o Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (Sisdepen).

“Os custos pela utilização do equipamento variam de estado para estado. No Distrito Federal, o custo seria de R$ 211,102; no Mato Grosso do Sul, de R$ 255,003 […] Admitindo-se, apenas para fins ilustrativos, um custo mensal de R$ 200 por preso, o valor gasto por mês com as 92.984 pessoas que faziam uso de equipamento de monitoramento eletrônico [em prisão domiciliar] seria de R$ 18.596.800”.

TRAMITAÇÃO

O projeto ainda aguarda o despacho que determinará quais comissões temáticas vão analisá-lo. O despacho também dirá se ele vai precisar passar pelo plenário ou se a deliberação das comissões será a palavra final.

Se for aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.

Poder 360 com informações de Agência Senado

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Celebridades

(VÍDEO) Baby do Brasil é flagrada de cadeira de rodas em aeroporto de Salvador

Foto colorida da cantora Baby do Brasil - Metrópoles

 

Baby do Brasil foi flagrada por um leitor do site Metrópoles, nesta terça-feira (13/2), no aeroporto de Salvador, na Bahia. Um detalhe, no entanto, chamou a atenção: a cantora andava pelo local sentada em uma cadeira.

 

No vídeo enviado à coluna Fábia Oliveira, é possível ver Baby sendo empurrada por um homem pelo aeroporto.

 

A cadeira de rodas era de uma companhia aérea. Nas imagens, a artista aparece de chapéu e com a cabeça abaixada, mexendo no celular.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Com Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Brasil diz que ataque de Israel em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, terá “graves consequências”

Destroços após ataque israelense em Rafah | Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

O Ministério das Relações Exteriores declarou que o ataque planejado por Israel na região de Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, terá “graves consequências”, como novas vítimas civis e um “novo movimento de deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos”.

Segundo nota do Itamaraty, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe com “grande preocupação” o anúncio da operação militar pelas autoridades israelenses. A informação foi divulgada em nota publicada nesta terça-feira (13).

Rafah é considerada por Israel o “último refúgio” do grupo Hamas.

“O governo brasileiro recebe, com grande preocupação, o recente anúncio, por parte de autoridades israelenses, de preparação de nova operação militar terrestre em Gaza, desta vez no Sul, na região de Rafah, na fronteira com o Egito”, escreveu ministério.

“Tal operação, se levada a cabo, terá como graves consequências, além de novas vítimas civis, um novo movimento de deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos, como vem ocorrendo desde o início do conflito”, acrescentou.

O Itamaraty também afirmou que o governo brasileiro “reitera sua conclamação em favor da cessação das hostilidades e da libertação dos reféns em poder do Hamas como passos para a superação da crise humanitária em Gaza”.

A declaração da pasta foi feita no dia em que Lula se prepara para viajar à região. O presidente embarca na tarde desta terça (13) para o Egito.

O país africano faz fronteira com a Faixa de Gaza. Alvo da nova operação, Rafah é o local em que passam cidadãos repatriados da região. Também é para onde parte da população do norte de Gaza se deslocou depois dos ataques de Israel.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Bolsonaro promove ato em São Paulo e adia agenda em João Pessoa

Jair Bolsonaro – (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em João Pessoa, na próxima sexta-feira (16), está cancelada. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13), por meio de nota nas redes sociais, pelo ex-ministro da Saúde e pré-candidato a prefeito da Capital, Marcelo Queiroga (PL).

Na nota, o presidente municipal do PL em João Pessoa alega que o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, após operação deflagrada pela Polícia Federal contra o ex-presidente, como justificativa para o cancelamento da agenda.

Ele cita ainda que o evento, que ocorre no dia 26 de fevereiro, será de grandes proporções e toda a logistica envolvendo o evento impossibilita o desembarque do ex-chefe do Executivo em João Pessoa. A nova data de sua visita à Paraiba, porém, não foi divulgada.

Bolsonaro é alvo da operação Tempus Veritatis. Na última quinta-feira (8) a Polícia Federal cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva e 48 medidas alternativas contra o ex-presidente e seus apoiadores por suposta tentativa de golpe de Estado para mantê-lo na Presidência da República. O passaporte do ex-presidente foi apreendido e está com a Polícia Federal.

Confira a nota do PL de João Pessoa:

Em função dos acontecimentos que ocorreram na semana passada, em que foram imputadas acusações infundadas contra o presidente Jair Bolsonaro, ele vai realizar um ato pacífico na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo dia 25, para apresentar a verdade dos fatos.

Por causa da logística que envolve um evento dessa magnitude na capital paulista, o presidente Bolsonaro, em comum acordo com o Dr. Marcelo Queiroga, pré-candidato a prefeito de João Pessoa, decidiu transferir a sua vinda à capital paraibana, marcada para a próxima sexta-feira. A nova data de sua visita à Paraiba será comunicada posteriormente.

Neste momento, é importante que todos os conservadores da direita manifestem seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro, comparecendo presencialmente ao evento da Avenida Paulista ou interagindo pelas redes sociais para fortalecer a causa legítima do nossa direita Deus, patria, familia e liberdade

Marcelo QUEIROGA

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Deputados da oposição querem dividir com senadores o poder de sabatinar indicados ao STF e mandato de dez anos

Foto: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

Deputados da oposição na Câmara articulam a apresentação de uma proposta que sugere que deputados dividam com os senadores o poder de sabatinar indicados ao (STF) Supremo Tribunal Federal. Atualmente, somente os membros do Senado participam do processo de aprovação de um nome à Suprema Corte. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) também sugere mandato de dez anos para os ministros do STF.

A sugestão faz parte de um conjunto de proposições “anti-STF” que têm ganhado força nos últimos meses em razão do conflito de competências entre o Legislativo e o Judiciário. Isso porque uma ala de parlamentares julga que os ministros têm atuado para invalidar leis aprovadas no Congresso.

A proposta ganhou o apelido de “PEC do resgate parlamentar”, e quem tem buscado apoio para a apresentação do texto é o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Uma PEC só pode ser apresentada com a assinatura de, no mínimo, 171 deputados.

A movimentação acontece em um momento de tensão entre o Parlamento e o Judiciário devido às operações policiais autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes que mirou deputados da oposição.

PECs em tramitação

Atualmente, duas PECs que tratam da limitação dos poderes dos ministros da Suprema Corte estão em tramitação no Congresso. Uma delas limita decisões monocráticas e pedidos de vista nos tribunais superiores. Em linhas gerais, a proposta impede que decisões tomadas por um ministro do STF suspendam a vigência de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados.

A outra PEC tem a ver com a elevação da idade mínima e a instituição de mandato com prazo fixo para ministros do STF. Pela proposta, seriam fixados oito anos para o mandato de ministros do Supremo, sem direito à recondução.

Com informações de R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.