Brasil

Senado vai analisar projeto de lei que transfere custo de tornozeleira eletrônica a presos

Foto: SSP-PR

O Senado vai analisar um projeto de lei que obriga o condenado ou acusado de crime que usa monitoramento eletrônico a arcar com as despesas do equipamento. Normalmente, o aparelho é usado em forma de tornozeleira ou pulseira.

O projeto de lei (PL) 6/2024, do senador Cleitinho (Republicanos-MG), ainda não tem relator nem comissões designadas para sua análise.

Para o senador, a saída da prisão sob monitoração eletrônica é um benefício usufruído pelo condenado e, por isso, não deveria ser custeada pelos cofres públicos.

“É mais do que justo que o próprio condenado arque com os custos desse direito – e não a sociedade brasileira, já vitimada pela prática do delito”, disse Cleitinho.

No entanto, o texto define que os presos podem comprovar não ter condições financeiras de realizar os gastos. Nestes casos, o juiz poderá conceder a isenção no pagamento.

DESTINO DOS VALORES

Caso o projeto vire lei, os valores pagos serão depositados na conta do juízo responsável pela supervisão do monitoramento. Mas se a condenação do preso for definitiva, ou seja, transitada em julgado, os recursos serão transferidos ao Funpen (Fundo Penitenciário Nacional).

O fundo, que foi criado pela lei complementar 79, de 1994, financia melhorias no sistema prisional do país. Os valores do Funpen são repassados aos estados, por exemplo, para a construção e ampliação de estabelecimentos penais.

Já nos casos em que o acusado de crime for inocentado definitivamente, os valores pagos serão devolvidos. A proposta, que altera a lei de execução penal (lei 7.210, de 1984), ainda obriga os beneficiados com o monitoramento eletrônico a devolverem o aparelho em perfeitas condições de uso após o período de uso.

MONITORADOS

O uso de tornozeleira ou pulseira eletrônica é usado comumente nos casos de prisão domiciliar, quando o condenado cumpre pena de crime menos grave em sua residência ou em estabelecimentos chamados “casa do albergado”.

No entanto, mesmo em crimes mais graves, o juiz pode permitir que o criminoso fique em casa se, por exemplo, tiver mais de oitenta anos ou sofrer doença grave. Em todo caso, compete ao juiz avaliar se haverá o monitoramento eletrônico.

Quando há uma investigação em curso antes do julgamento, o juiz também pode submeter o acusado a monitoração eletrônica.

O mesmo também pode ser feito em presos beneficiados com a chamada “saída temporária”, em que os condenados entre quatro e oito anos de prisão têm o direito de sair do estabelecimento prisional. A saída pode ocorrer até cinco vezes por ano, de até sete dias cada, para visitar familiares, realizar cursos ou outras atividades sociais.

CUSTOS

Cleitinho lembra que o Estado arca com um custo alto mensal para manter esse tipo de vigilância. Ao apresentar o projeto, ele mencionou que, em 2023, “havia 92.984 pessoas em prisão domiciliar fazendo uso de equipamentos de monitoramento eletrônico” em junho de 2023, segundo o Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (Sisdepen).

“Os custos pela utilização do equipamento variam de estado para estado. No Distrito Federal, o custo seria de R$ 211,102; no Mato Grosso do Sul, de R$ 255,003 […] Admitindo-se, apenas para fins ilustrativos, um custo mensal de R$ 200 por preso, o valor gasto por mês com as 92.984 pessoas que faziam uso de equipamento de monitoramento eletrônico [em prisão domiciliar] seria de R$ 18.596.800”.

TRAMITAÇÃO

O projeto ainda aguarda o despacho que determinará quais comissões temáticas vão analisá-lo. O despacho também dirá se ele vai precisar passar pelo plenário ou se a deliberação das comissões será a palavra final.

Se for aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.

Poder 360 com informações de Agência Senado

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Paraíba

VÍDEO: Com uso de pedra, dupla invade loja e furta peças de roupas, em Sousa

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

Uma loja de roupas multimarcas foi arrombada durante a madrugada desta quarta-feira (5) na Rua Herotildes Serafim, localizada no bairro Jardim Sorrilândia II, em Sousa, no Sertão da Paraíba.

Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento registraram a ação de dois suspeitos.

O vídeo mostra o momento em que um dos homens arremessa uma pedra para quebrar a porta de vidro da fachada. Em seguida, a dupla invade o local e recolhe diversos produtos, incluindo itens do vestuário e bonés.

Durante a ação, o alarme toca e os criminosos fogem, levando a mercadoria.

A Polícia Militar foi acionada para realizar diligências na região e busca identificar e localizar os autores do crime com o auxílio das imagens capturadas.

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Política

QUAEST: Mais da metade dos brasileiros considera errada a decisão de proibir visitas a Bolsonaro

Foto: Reprodução/ X @republiqueBRA

Mais da metade dos brasileiros dizem que a decisão de proibir visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um período está errada, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5). Já 41% avaliam que a medida está certa.

Veja os números:

  • Decisão está errada: 52%
  • Decisão está certa: 41%
  • Não sabem/não responderam: 7%

Antes disso, a pesquisa também perguntou se os entrevistados já sabiam da restrição. Ao todo, 53% disseram que já tinham conhecimento da proibição, enquanto 47% afirmaram que ficaram sabendo naquele momento.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

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Política

QUAEST: Lula tem 44% no 2º turno, contra 39% de Flávio Bolsonaro

Ricardo Stuckert / PR e Estadão Conteúdo

A Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto em um provável segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que marca 39%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, o petista segue na liderança do cenário.

Em relação à pesquisa de julho, a diferença entre os dois diminuiu. Naquele levantamento, Lula tinha 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro marcava 37%.

Agora, Lula oscilou um ponto para baixo e Flávio Bolsonaro subiu dois pontos. Os votos em branco, nulos ou de eleitores que não pretendem votar somam 13%, enquanto os indecisos representam 4%.

Metodologia

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 31 de julho e 03 de agosto, por meio de coleta domiciliar e entrevistas face a face. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Genial Investimentos e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06591/2026.

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Paraíba

Festa das Neves 2026 tem Fábio Júnior e Roupa Nova nesta quarta-feira (5); veja a programação

A Festa das Neves 2026, que celebra o aniversário de João Pessoa, segue nesta quarta-feira (5) com show de Fábio Júnior e Roupa Nova.

Além das atrações musicais, a programação inclui exposição de carros na Praça dos Três Poderes. O Hotel Globo também recebe atividades culturais.

Programação da Festa das Neves 2026

5 de agosto (quarta-feira)

16h

  • Maracatu Maracastelo
  • Côco das Estrelas
  • Cover Michael Jackson

Busto de Tamandaré

5 de agosto (quarta-feira)

19h

  • Banda 5 de Agosto e Companhia Municipal de Dança
  • Fábio Júnior
  • Roupa Nova

Praça dos Três Poderes

5 de agosto (quarta-feira)

  • 10h: Mostra de carros antigos
  • 16h: Desfile de carros antigos

Hotel Globo

  • 24 de julho a 24 de agosto
  • Exposição “Recortes de um passado recente”
  • Artista: Danielle Cavalcanti Travassos

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Política

Moraes pede parecer da PGR sobre visitas a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra as restrições impostas às visitas recebidas durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Os advogados pedem que Moraes reveja a decisão que proibiu o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai por 90 dias. Caso o relator mantenha o entendimento, a defesa solicita que a Primeira Turma do STF analise o recurso.

O principal argumento é que Flávio integra formalmente a equipe de advogados do ex-presidente. A defesa alega que a restrição impede o exercício da atividade profissional e, por isso, não deveria vigorar. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou em defesa dessa tese.

Moraes determinou as restrições depois de Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro. O ministro entendeu que houve descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

No recurso, os advogados afirmam que a decisão é desproporcional e sustentam que eventuais restrições aos direitos de um preso devem respeitar os princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade. A defesa também cita a Convenção Americana sobre Direitos Humanos para defender que pessoas privadas de liberdade devem manter contato com familiares e com o mundo exterior.

Os advogados lembram ainda que, em dezembro do ano passado, Jair Bolsonaro escreveu outra carta divulgada por Flávio durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, episódio que, segundo eles, não gerou qualquer contestação judicial.

Restrições permanecem em vigor

Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, período que abrange praticamente toda a campanha eleitoral. O ministro também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026 e determinou a suspensão das visitas em geral por 30 dias, com exceção da equipe médica, fisioterapeutas e advogados.

Revista Oeste

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Paraíba

Justiça autoriza volta da cobrança de R$ 30 na Zona Azul de João Pessoa

Foto: Ascom

A desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), autorizou o retorno da cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU), de R$ 30,00, e das ações de fiscalização da Zona Azul Digital em João Pessoa, após acolher um pedido de reconsideração.

Com a decisão, a concessionária responsável pelo serviço volta a realizar o monitoramento e a fiscalização das vagas. A cobrança da TPU também volta a valer para os motoristas que utilizarem o estacionamento rotativo e não efetuarem o pagamento dentro do prazo previsto pelo sistema.

A medida altera uma decisão anterior, que havia suspendido a cobrança da tarifa e a fiscalização durante a discussão judicial sobre a legalidade da TPU.

Com o novo entendimento, a Zona Azul Digital volta a funcionar normalmente, incluindo a aplicação da Tarifa de Pós-Utilização aos usuários que descumprirem as regras do estacionamento rotativo.

O mérito da ação ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Até a decisão final, permanecem válidas a cobrança da TPU e a fiscalização do serviço na capital paraibana.

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Paraíba

Tirullipa é condenado a pagar indenização por puxar biquíni e tocar seios de paraibanas durante ‘Farofa da Gkay’

Reprodução

O humorista Everson de Brito Silva, conhecido como Tirullipa, foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização a duas mulheres paraibanas por expor o corpo delas e praticar atos invasivos durante a “Farofa da Gkay”, em dezembro de 2022. Cada uma receberá R$ 15 mil. A decisão é da juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza.

Segundo a decisão, o caso aconteceu durante uma simulação da “Banheira do Gugu”, brincadeira realizada na festa da influenciadora Gessica Kayane Rocha, a Gkay. Na dinâmica, participantes procuravam sabonetes dentro de uma banheira.

Durante a brincadeira, Tirullipa puxou o laço da roupa de uma das mulheres e tocou os seios da outra sem consentimento. Vídeos do episódio foram anexados ao processo e analisados pela Justiça.

A juíza entendeu que o humorista “extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa” ao desamarrar a roupa de uma participante e tocar partes íntimas de outra sem consentimento.

A decisão também afirma que a divulgação dos vídeos nas redes sociais e a repercussão nacional aumentaram o constrangimento sofrido pelas duas mulheres. Segundo o processo, elas passaram a ser alvo de comentários e chacotas em suas comunidades.

Além da indenização, Tirullipa também foi condenado ao pagamento das custas processuais. A decisão ainda cabe recurso.

A sentença também cita um vídeo anexado ao processo em que Tirullipa admite que ultrapassou os limites do comportamento “social” e “juridicamente esperado”. Segundo a decisão, ele reconheceu que “passou do ponto” e “se excedeu”.

Em nota, os advogados Alex Laurentino, Roberto Nascimento e Roberto Macêdo, que representam as duas paraibanas, disseram que receberam a sentença “com serenidade” e que sempre confiaram na Justiça e nas provas apresentadas durante o processo.

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Paraíba

MPPB investiga se equipamentos da Zona Azul em João Pessoa foram instalados sem licenças

Foto: Joaquim Neto/Acervo pessoal

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um inquérito civil para investigar se os equipamentos da Zona Azul, sistema de estacionamento rotativo de João Pessoa, foram instalados sem licença. A investigação é conduzida pelo promotor Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, da 43ª Promotoria de Justiça da Capital.

O procedimento busca verificar se a implantação do sistema seguiu a legislação urbanística, ambiental e de proteção ao patrimônio histórico e cultural. Para isso, o MP solicitou informações à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob-JP) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam).

O MP informou que, incialmente, a Semam informou que não existe licença ou autorização ambiental para a instalação dos equipamentos da Zona Azul. Porém, conforme o órgão, esse tipo de atividade não está sujeito a licenciamento ambiental.

Em contrapartida, a Semob-JP não respondeu aos requerimentos do Ministério Público da Paraíba sobre o caso.

Diante da falta de resposta, o MP voltou a solicitar documentos considerados essenciais, como o procedimento que autorizou a implantação da Zona Azul, os atos administrativos que deram suporte ao sistema, a documentação da contratação da empresa responsável pelo serviço e eventual autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), caso ela seja necessária.

Um novo ofício foi enviado à Semob-JP, com prazo de 10 dias para resposta. Caso o pedido não seja atendido, o MP informou que adotará as medidas cabíveis.

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Brasil

O CERCO APERTA: Novas frentes de investigação sobre Lulinha já chegam ao entorno de Lula

Foto: Reprodução

A abertura de novas frentes de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliou o alcance político das apurações relacionadas às fraudes no INSS e aproximou o caso do núcleo de confiança do presidente Lula. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin, de Radar, analisou o fato de o filho do presidente passar a ser investigado simultaneamente em inquéritos sob a condução de André Mendonça e Flávio Dino.

Segundo Bonin, uma das novas apurações busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e corrupção. A hipótese investigada é que Lulinha teria usado a proximidade com o presidente para facilitar o acesso de empresários a gabinetes de Brasília em troca de pagamentos. Outra frente trata do suposto vazamento de áudios e informações sigilosas para a campanha de Flávio Bolsonaro.

O que está sendo investigado na nova frente?

A apuração autorizada por Dino pretende esclarecer se Lulinha recebia valores elevados para facilitar contatos e defender interesses empresariais junto ao governo federal.

O colunista ressaltou que essas hipóteses ainda dependem do avanço das investigações e da análise das provas reunidas pela Polícia Federal.

Como o caso chegou ao entorno direto de Lula?

Outro ponto destacado por Bonin foi a admissão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, de que recebeu dinheiro de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Ele foi chefe de gabinete e atua na campanha do presidente.

Em nota, Marcola afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal, pago de maneira parcelada. O montante total não foi informado. Para Bonin, a entrada de um auxiliar próximo do presidente no caso aumenta seu peso político e ético. “O escândalo ganhou uma nova dimensão ao atingir o gabinete da Presidência da República.”

Na avaliação do colunista, a proximidade de Marcola com Lula torna o episódio mais sensível para o governo, ainda que a justificativa apresentada seja a de uma operação particular.

Qual é o papel atribuído a Roberta Luchsinger?

Segundo Bonin, Roberta é apontada como amiga próxima de Lulinha e investigada por supostamente atuar como lobista para Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS.

A Polícia Federal suspeita que ela buscava audiências com ministros de Estado e outros integrantes do governo para facilitar negócios ligados ao empresário, citado nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados.

O caso integra uma apuração mais ampla sobre uma fraude bilionária contra beneficiários do INSS.

Por que o caso pode produzir desgaste político?

Para Bonin, o principal risco para o governo está no avanço da investigação em direção a pessoas próximas ao presidente. O colunista destacou que as suspeitas deixaram de envolver apenas relações empresariais externas e passaram a alcançar personagens com acesso direto ao núcleo político do Planalto.

Além disso, o suposto uso de influência para obter contratos ou facilitar reuniões com autoridades cria uma questão de ética pública que pode ser explorada pelos adversários durante a campanha.

O avanço das diferentes frentes, portanto, será decisivo para determinar se as suspeitas permanecerão restritas ao campo investigativo ou se produzirão um novo foco de desgaste para Lula e seu entorno.

Com informações de Veja

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Brasil

CNJ aprova por unanimidade fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes; demissão passa a ser prevista

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (3), uma resolução que extingue a aposentadoria compulsória como a punição disciplinar mais grave aplicada a magistrados. A medida segue entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e passa a prever a demissão como uma das sanções possíveis.

Com a mudança, as penalidades passam a ser:

  • advertência;
  • censura;
  • remoção compulsória (transferência forçada) e disponibilidade;
  • disponibilidade com proposta de perda do cargo;
  • demissão.

O relator da proposta, conselheiro Ulisses Rabaneda, retirou do texto as regras previdenciárias, mas defendeu que juízes demitidos mantenham o direito às contribuições recolhidas ao longo da carreira.

“Não me parece justo ou constitucional que alguém que, por um determinado desvio praticado ao longo da sua vida, perca as contribuições previdenciárias que recolheu ao longo de toda uma trajetória profissional. Aquilo que precisa ser punido merece ser punido. Aquilo que precisa ser garantido, merece ser garantido”, afirmou.

A aposentadoria compulsória era alvo de críticas por permitir que magistrados deixassem o cargo, mas continuassem recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço. A nova resolução acompanha entendimento firmado pelo STF após decisão do ministro Flávio Dino, que considerou extinta essa modalidade de punição com a Reforma da Previdência de 2019.

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