Brasil

Ala radical do PT e PSOL não aceitam conclusão sobre inquérito de Marielle; militância tenta ligar Bolsonaro ao caso

Foto: EBC

A ala mais radical do PT e PSOL estão inconformados com a conclusão final do inquérito sobre “Quem mandou matar Marielle Franco”. Os radicais, assim como presidente Lula (PT), esperavam a inclusão do nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos no inquérito.

Segundo a esquerda, a família Bolsonaro possui ligações diretas com as milícias do Rio de Janeiro, responsáveis pela execução da vereadora. Ainda na tarde desse domingo, uma espécie de militância radical e milícia digital de esquerda, dispararam diversos vídeos, fotos e fake News sobre o caso já desvendado, por meio do trabalho importante da Polícia Federal.

Nas mídias, militantes de esquerda sustentam a tese de que Bolsonaro está envolvido na morte da vereadora. Ainda nas eleições, Lula alimentou bastante esse discurso, incentivando sua militância a acreditar na versão.

Nas eleições, como pré-candidato à Presidência, Lula (PT) atribuiu o assassinato da vereadora Marielle, à “gente” do presidente Jair Bolsonaro (PL), na época ainda no poder. Em evento em Porto Alegre, o petista insinuou que Bolsonaro tem proximidade de milicianos e afirmou que “gente dele não tem pudor em ter matado a Marielle”.

Revista Ceará

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CASO MARIELLE: ‘Neste momento, os trabalhos foram dados como encerrados’, diz Lewandowski após prisão de supostos mandantes

Foto: Rafa Nedeermeyer/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que a prisão neste domingo (24) dos supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), cometido em 2018, é uma “vitória do Estado brasileiro”.

Segundo Lewandowski, com a identificação dos supostos mandantes, pode-se dizer que os “trabalhos foram dados como encerrados”.

“Este momento é extremamente significativo, é uma vitória do Estado brasileiro, das nossas forças de segurança do país com relação ao combate ao crime organizado”, disse o ministro.

“É claro que podem surgir novos elementos que levarão eventualmente a um relatório complementar da Polícia Federal. Mas neste momento, os trabalhos foram dados como encerrados.”

Mais cedo, Domingos e Chiquinho foram presos no Rio de Janeiro como supostos mandantes do assassinato de Marirelle, em 2018, no qual também morreu o motorista Anderson Gomes. O delegado Rivaldo Barbosa também foi preso, suspeito de atrapalhar as investigações.

Os três foram alvos de mandados de prisão preventiva expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Operação Murder, Inc. foi deflagrada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Federal (PF). O caso era investigado pela PF desde fevereiro do ano passado.

A prisão acontece após o Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa – que está preso desde 2019, sob acusação de ser um dos executores do crime. Lessa apontou quem eram os mandantes e também indicou a motivação do crime.

Os investigadores ainda trabalham para definir por que Marielle foi morta. Do que já se sabe, o motivo tem a ver com a expansão territorial da milícia no Rio.

g1

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Brasil

Cresce o número de brasileiros contra a descriminalização da maconha

Plantação de maconha cannabis - MetrópolesFoto: Reprodução

Em setembro do ano passado, 61% dos brasileiros afirmaram que eram contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Agora, esse número passou para 67%. O aumento foi constatado por pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada neste sábado (23/3).

No levantamento atual, 31% dos entrevistados apoiaram a descriminalização. Em setembro do ano passado, esse índice era de 36%. Na enquete mais recente, 2% não souberam ou preferiram não responder à questão – na anterior, foram 3%.

A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 19 e 20 de março, em 147 municípios de todo o Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Aos entrevistados, foi feita a seguinte pergunta: “O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando um caso que pode descriminalizar, ou seja, deixar de tratar como crime, a posse de pequenas quantidades de maconha. Na sua opinião, portar uma pequena quantidade de maconha deveria deixar de ser crime ou não?

Jovens contra

De acordo com o levantamento, a oposição à descriminalização cresceu de forma expressiva entre jovens de 16 a 24 anos desde setembro. Nesse caso, o grupo contrário à medida passou de 46% para 55%. Ou seja, agora, engloba a maioria.

Na faixa etária seguinte, de 25 a 34 anos, o índice subiu de 56% para 65%. Considerada a idade, o segmento mais conservador tem 60 anos ou mais. Nesse caso, 72% não aceitam que a posse da maconha, embora de pequenas quantidades, deixe de ser crime.

Pardos mais liberais

Em relação à cor, as pessoas que se definem como pardas são as mais liberais. Mesmo assim, 64% delas dizem ser contra a descriminalização. A maior oposição à mudança da lei, contudo, ocorre entre os pretos, com 72% contrários à liberação.

Entre as pessoas mais escolarizadas, 68% afirmaram que são contra deixar de tratar a posse de pequenas quantidades de maconha como crime. Na pesquisa anterior, eram 53%. A parcela com renda familiar mensal entre 2 e 5 salários mínimos passou a registrar uma oposição de 71%, ante 59% na sondagem de setembro.

Bolsonaristas e petistas

Do total de entrevistados que se identificaram como bolsonaristas, 76% afirmaram ser contra a descriminalização e 22% favoráveis – 1% não soube responder. Entre os petistas, 59% refutaram a medida e 39% a aprovaram. Dos que se consideram neutros em relação aos dois grupos políticos, 69% são contra e 29% a favor.

O julgamento da questão no STF ocorre desde 2015. O placar está em 5 votos a favor e 3 contrários à descriminalização. A discussão foi suspensa no início de março com um pedido de vista do processo do ministro Dias Toffoli. Além dele, Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não votaram sobre o tema.

Metrópoles

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PF prende suspeitos de ordenar assassinato de Marielle Franco

ImagemFoto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo

Uma operação conjunta da Procuradoria Geral da República, do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Federal prendeu neste domingo (24) três suspeitos de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018.

Foram presos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio.

Também foram expedidos mandados de busca e apreensão na sede da Polícia Civil do Rio e no Tribunal de Contas do Estado.

Os investigadores ainda trabalham para definir a motivação do crime. Do que já se sabe, o motivo tem a ver com expansão territorial de milícia no Rio.

Ao aceitar o acordo de colaboração com a PF, Lessa apontou quem eram os mandantes e também indicou a motivação do crime.

g1

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Cresce número de brasileiros que dizem ser contra descriminalização da maconha, aponta Datafolha

Foto: Unsplash

Cresceu o percentual de brasileiros que dizem ser contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, segundo pesquisa Datafolha realizada nesta semana.

Informados de que o STF (Supremo Tribunal Federal) está julgando um caso que pode deixar de tratar como crime a posse de pequenas quantidades da droga, 67% disseram ser contra a proposta. No levantamento anterior, realizado em setembro de 2023, esse percentual era de 61%.

Do outro lado, 31% dos entrevistados nesta semana apoiam a descriminalização, índice abaixo dos 36% que responderam, no ano passado, que o porte de maconha deveria deixar de ser crime. Na pesquisa mais recente, outros 2% não sabem ou preferiram não responder.

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas maiores de 16 anos, nos dias 19 e 20 de março, em 147 municípios de todo o Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto aponta que a oposição à descriminalização cresceu mais entre grupos que, em setembro de 2023, mostravam-se inclinados a uma posição liberal sobre o tema. É o caso dos jovens de 16 a 24 anos, segmento no qual a opinião contrária à descriminalização passou de 46% para 55%. Na faixa seguinte, de 25 a 34 anos, esse índice passou de 56% para 65%.

Entre brasileiros mais escolarizados, 68% agora são contra deixar de tratar como crime a posse de pequenas quantidades de maconha, ante 53% da pesquisa anterior. Na parcela com renda familiar mensal de 2 a 5 salários mínimos, essa posição passou de 59% para 71%.

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Economia, política externa e imagem pessoal prejudicam Lula, segundo Datafolha

Impacto Digital: sinais de virada nas redes em favor do governo ganham forçaFoto: Ueslei Marcelino/Reuters

A economia, a política externa e a imagem pessoal são os principais calcanhares de Aquiles do presidente Lula (PT), segundo indica nova pesquisa do Datafolha. A mesma economia e os programas sociais são, por sua vez, seus itens mais bem avaliados.

O instituto ouviu 2.002 pessoas em 147 cidades em 19 e 20 de março. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Esta pesquisa mostrou um cenário negativo para o Planalto, com o empate entre a aprovação (35%) e a rejeição (33%) ao trabalho presidencial.

Questionados acerca do que melhor ou pior Lula fez nesses um ano e três meses de governo, os ouvidos colocam igualmente no primeiro lugar positivo e negativo a economia.

Folha de S. Paulo

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VÍDEO: Veja momento em que Mauro Cid sai preso do STF

Após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ajudante de ordens Mauro Cid foi preso nesta sexta-feira (22). Em nota, a Corte informou que a prisão se deve ao descumprimento das medidas cautelares e por obstrução à Justiça.

 

O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Após a prisão, Mauro Cid foi encaminhado ao Instituto Médico Legal pela Polícia Federal (PF).

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Governo anuncia bloqueio de R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2024

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram nesta sexta-feira (22) o bloqueio de R$ 2,9 bilhões no orçamento deste ano.

A informação consta no relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre.

A limitação será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública.

Entre os gastos de custeio, estão: serviços de apoio, tecnologia da informação, energia elétrica e água, locação de bens móveis, diárias e passagens e serviços de comunicações.

O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês.

O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma:

  • o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.
  • o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior.
  • o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos.

Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano.

G1

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Pela primeira vez, Brasil não atinge meta de crianças no ensino fundamental

0Foto: Divulgação

Pela primeira em oito anos, o Brasil não alcançou a meta de ter 95% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos matriculadas no ensino fundamental (do 1º ao 9º ano), etapa escolar adequada para essa faixa etária.

Segundo os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Educação, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo IBGE, em 2023 o país tinha 94,6% da população dessa idade frequentando o ensino fundamental.

Esse é o menor percentual desde o início da série histórica da Pnad Educação, em 2016. O relatório da pesquisa aponta preocupação, já que houve queda de crianças matriculadas na etapa correta em todas as regiões do país, com exceção do norte.

“A análise da série desse indicador mostra que sua estimativa registrava percentual superior a 95% de 2016 até 2022, entretanto, com essa retração ao menor nível da série (em 2023), o indicador passou a ficar abaixo da meta preconizada pelo PNE [Plano Nacional de Educação]”, diz o documento.

O maior percentual alcançado pelo país nesse indicador foi registrado em 2018, quando 97,4% das crianças e adolescentes dessa faixa etária estavam no ensino fundamental.

Folha de São Paulo

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Brasil

ÁUDIOS: Mauro Cid critica PF e reclama de Alexandre de Moraes: ‘Prende e solta quando ele quiser’

Mauro CidFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após firmar delação com a Polícia Federal (PF), chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro aparece em áudios revelados pela revista “Veja” criticando o trabalho dos investigadores e o ministro Alexandre de Moraes, responsável por homologar o acordo na Corte.

“Eles queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”, sustenta Cid em uma das gravações que vieram à tona nesta quinta-feira (21). As revelações presentes nos áudios podem levar a PF a rescindir a delação.

Segundo a revista, os áudios são de uma conversa do oficial com um amigo, com duração de aproximadamente uma hora. O diálogo teria sido captado na semana passada, após mais uma oitiva de Cid na PF, a sétima, totalizando cerca de 33 horas de relatos, no dia 11 de março.

Ouça:

Cid também aponta o que chama de “narrativa pronta” adotada pelos policiais federais. Ele cita como exemplo a investigação sobre a falsificação em cartões de vacina contra a Covid-19, que indiciou o próprio Cid, Bolsonaro e outras 15 pessoas na última terça-feira.

Em outro momento, Cid ataca diretamente Moraes:

A revista também menciona ameaças sofridas por Cid nas redes sociais desde que começou a fazer revelações que implicam Bolsonaro e seu entorno. Na conversa com o interlocutor, o tenente-coronel se queixa da própria situação e chega a reclamar do ex-presidente.

A defesa de Mauro Cid reconhece como de Cid os áudios, mas afirma que “não passam de um desabafo” e não colocam “em xeque a independência, a funcionalidade e a honestidade da Polícia Federal, da procuradoria-Geral da República ou do Supremo Tribunal Federal”.

Veja, abaixo, a íntegra da nota enviada pelos advogados de Cid.

“A defesa de Mauro César Barbosa Cid, em razão da matéria veiculada pela revista Veja, nesta data, vem a público afirmar que:

Mauro César Babosa Cid em nenhum momento coloca em xeque a independência, funcionalidade e honestidade da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou do Supremo Tribunal Federal na condução dos inquéritos em que é investigado e colaborador, aliás, seus defensores não subscrevem o conteúdo de seus áudios.

Referidos áudios divulgados pela revista Veja, ao que parecem clandestinos, não passam de um desabafo em que relata o difícil momento e a angústia pessoal, familiar e profissional pelos quais está passando, advindos da investigação e dos efeitos que ela produz perante a sociedade, familiares e colegas de farda, mas que, de forma alguma, comprometem a lisura, seriedade e correção dos termos de sua colaboração premiada firmada perante a autoridade policial, na presença de seus defensores constituídos e devidamente homologada pelo Supremo Tribunal Federal nos estritos termos da legalidade.”

O Globo

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