Brasil

Receita Federal abre prazo nesta segunda-feira (23) para declaração do Imposto de Renda 2026

Celular com aplicativo da Receita Federal na tela sobre um teclado de computador

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Receita Federal abre nesta segunda-feira (23) o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos de 2025. O envio vai até 29 de maio, às 23h59, e a expectativa é de 44 milhões de declarações. Quem perder o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Devem declarar contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil, tiveram receita rural superior a R$ 177.920 ou possuíam bens acima de R$ 800 mil. Também entram casos de ganhos de capital, rendimentos no exterior, apostas esportivas e novos residentes no país.

A declaração pode ser feita pelo programa no computador, pelo sistema online “Meu Imposto de Renda” ou pelo aplicativo. Quem tiver imposto a pagar pode parcelar em até oito vezes ou optar por débito automático.

As restituições serão pagas em quatro lotes: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. Têm prioridade idosos, pessoas com deficiência ou doença grave, professores e quem usar a declaração pré-preenchida com Pix.

Entre as novidades, está o “cashback” para contribuintes de baixa renda: cerca de 4 milhões de pessoas receberão devolução automática em 15 de julho, com valor médio de R$ 125 e limite de R$ 1 mil.

A declaração pré-preenchida foi ampliada, com mais dados e alertas para evitar erros. Na área de saúde, o uso do sistema Receita Saúde deve reduzir inconsistências em despesas médicas.

Também passam a ser obrigatórias as informações sobre ganhos com apostas esportivas, e o contribuinte poderá informar nome social e, de forma opcional, raça e cor.

A nova isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais, prevista em lei de 2025, ainda não vale para esta declaração.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

FLÁVIO BOLSONARO: “Se eu fosse o presidente da República, facções já tinham sido declaradas como terroristas”

Foto: Nelson Almeida/AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (22), em João Pessoa (PB), que classificaria facções criminosas como organizações terroristas caso fosse presidente da República.

“Se eu fosse o presidente da República, facções já tinham sido declaradas como terroristas e o Brasil estaria assinando acordo de cooperação para prender esses marginais e libertar o povo”, disse.

A proposta inclui grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), e segue linha defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que avalia adotar essa classificação para organizações criminosas estrangeiras .

Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele (Lula) tinha que ter combatido de verdade as organizações criminosas que passaram a ser transnacionais e ele fica com essa mentira de que o Trump vai intervir no Brasil”, afirmou.

“Ele acha que o Trump vai fazer igual fez com o Nicolás Maduro, vai pegar o Lula e vai levar pra Washington. Isso não existe, isso não está na mesa. É uma tentativa de implementar o terror no povo brasileiro porque ele é incompetente”, concluiu.

A discussão ocorre em meio à possibilidade de os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, o que permitiria medidas como bloqueio de recursos, restrições a integrantes e ampliação da cooperação internacional no combate ao crime .

Para o governo Lula, a possível medida é vista como risco à soberania nacional e deve ser tratada no campo diplomático.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

CPI aponta que número ligado a Moraes recebeu mensagem de Vorcaro no dia da prisão

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou que o número de telefone que recebeu mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no dia de sua prisão, estaria vinculado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e teria sido utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes ao longo dos últimos anos.

De acordo com a apuração do colegiado, o contato foi feito em 17 de novembro de 2025, mesma data em que Vorcaro foi preso pela Polícia Federal. A identificação do número ocorreu por meio do Sittel, sistema que reúne registros telefônicos. O ministro, no entanto, nega ter recebido qualquer mensagem.

O presidente da CPMI, Carlos Viana, enviou um ofício ao STF solicitando que a Corte informe quem utilizou a linha nos últimos cinco anos. A tendência, porém, é que o Supremo recuse o pedido sob o argumento de proteção à privacidade de magistrados.

Relatos apontam que mensagens trocadas no dia da prisão indicariam uma possível interlocução, mas não há confirmação pericial. Especialistas destacam que só seria possível comprovar o envio e recebimento com análise direta dos aparelhos envolvidos — cenário considerado improvável no caso.

Com Vorcaro preso e em negociação de delação premiada, o episódio deve seguir gerando tensão entre Congresso e Judiciário, mas pode acabar restrito a versões conflitantes, sem comprovação técnica definitiva.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Suspeita sobre Toffoli em resort já aparecia na Lava Jato há quase 10 anos

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A possível ligação do ministro do STF Dias Toffoli com o resort Tayayá, no Paraná, não é recente. O tema já havia surgido nos bastidores da Operação Lava Jato, ainda em 2016, segundo mensagens reveladas posteriormente.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Diálogos atribuídos ao ex-procurador Deltan Dallagnol indicam que ele alertou integrantes da Procuradoria-Geral da República sobre a suspeita de que Toffoli seria sócio oculto do empreendimento, por meio de um familiar. As conversas vieram à tona anos depois, com os vazamentos da chamada Vaza-Jato.

À época, o conteúdo foi usado em uma representação do senador Renan Calheiros contra Dallagnol, sob a acusação de tentativa de investigação irregular contra um ministro da Suprema Corte. O caso acabou alimentando o embate entre integrantes da Lava Jato e o STF.

Agora, quase uma década depois, o assunto voltou ao centro do debate após o próprio Toffoli admitir participação na empresa familiar Maridt, que figura entre as proprietárias do resort. A revelação reacendeu questionamentos sobre a relação do ministro com o negócio.

O episódio reforça a reabertura de temas antigos da Lava Jato e amplia a pressão sobre figuras centrais do Judiciário, em meio a um cenário político já tensionado por investigações e disputas institucionais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

VÍDEO: Não há na Bíblia nem na carta da ONU justificativa para invasões, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (21) que não existe justificativa para a invasão de um país por outro, nem com base na religião nem no direito internacional. A declaração foi feita durante o I Fórum de Alto Nível Celac-África, realizado em Bogotá.

Segundo Lula, “não há, nem na Carta da ONU nem na Bíblia, nada que diga que um presidente pode organizar a invasão de um país a outro”, em crítica indireta a ações militares recentes no cenário global. A fala ocorre em meio à escalada de conflitos internacionais.

O presidente também questionou a lógica de poder entre as nações. “Quem tem mais dinheiro, quem tem mais canhão, se acha dono do mundo?”, disse, ao defender uma ordem internacional mais equilibrada.

Durante o discurso, Lula voltou a defender o respeito à soberania dos países e criticou guerras em andamento, como o conflito na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio.

Para o petista, a paz é condição essencial para o desenvolvimento, sobretudo em países mais pobres, que acabam sendo os mais afetados pelos impactos econômicos e sociais dos conflitos armados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Bolsonaro completa 71 anos, preso e sem previsão de alta hospitalar

Foto: Reprodução/X @CarlosBolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro completa 71 anos neste sábado (21) em uma situação delicada: internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, enquanto cumpre pena sob custódia policial.

Bolsonaro está hospitalizado há uma semana após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Segundo o boletim mais recente, o quadro apresenta evolução positiva, mas ainda não há previsão de alta.

Mesmo internado, o ex-presidente segue recebendo visitas frequentes de familiares, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos. Paralelamente, a defesa continua pressionando pela concessão de prisão domiciliar, alegando a necessidade de cuidados médicos contínuos.

De acordo com médicos que acompanham o caso, a resposta ao tratamento com antibióticos tem sido considerada satisfatória até o momento, o que indica tendência de melhora nos próximos dias.

Não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta datas marcantes no hospital desde que foi preso. No fim do ano passado, ele chegou a passar o Natal internado, quando foi submetido a procedimentos médicos, incluindo cirurgia e exames relacionados a problemas digestivos e outras complicações de saúde.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Fim da escala 6×1 pode destruir até 1,1 milhão de empregos, aponta estudo

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A proposta que prevê o fim da escala 6×1, em discussão no Congresso por meio da PEC 8/2025, pode gerar forte impacto negativo na economia brasileira. Um estudo do Ranking dos Políticos estima a eliminação de até 1,15 milhão de empregos formais.

Segundo a análise, a mudança no modelo de jornada — hoje amplamente adotado — elevaria o custo da mão de obra e pressionaria empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços. Em cenários mais pessimistas, o levantamento projeta ainda uma queda de até 8,1% no Produto Interno Bruto (PIB).

O estudo também rebate a ideia de que a redução da jornada geraria mais empregos automaticamente. De acordo com o economista Daniel Galveas, empresas tendem a enxugar custos e evitar novas contratações formais diante do aumento das despesas operacionais.

Outro ponto de alerta é o avanço da informalidade. Com o encarecimento da contratação com carteira assinada, trabalhadores poderiam migrar para ocupações precárias, afetando renda e consumo — o chamado “paradoxo do lazer”, com mais tempo livre, mas necessidade de buscar renda extra.

Por fim, a nota técnica defende que melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores passam por produtividade, qualificação e cumprimento das leis já existentes, e não por mudanças impostas de forma geral na jornada de trabalho.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

AtlasIntel: 60% dos brasileiros não confiam no STF, aponta pesquisa

Foto: Antonio Augusto/STF

Uma pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão e divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que 60% dos brasileiros afirmam não confiar no STF. Outros 34% dizem confiar na Corte, enquanto 4% não souberam ou não responderam. Segundo o levantamento, o índice de desconfiança é o mais alto da série histórica.

De acordo com a pesquisa, houve uma queda significativa na confiança ao longo dos últimos anos. Em janeiro de 2023, 45% dos entrevistados afirmavam confiar no STF, contra 44% que declaravam desconfiança. O estudo aponta que o nível atual representa um aumento de 15 pontos percentuais na rejeição desde então.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, segundo o instituto responsável pelo levantamento.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

Imagem dos ministros piora, diz levantamento

O levantamento também avaliou a percepção pública sobre os ministros da Corte. Segundo a AtlasIntel, a maioria registrou piora na imagem. O ministro Dias Toffoli aparece como o mais rejeitado, com 81% de avaliação negativa.

Na sequência, aparecem Gilmar Mendes, com 67%, e Alexandre de Moraes, com 59% de imagem negativa. Já o ministro André Mendonça é apontado como exceção, sendo o único com melhora na avaliação, segundo os dados do instituto.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

Avaliação da atuação do STF é majoritariamente negativa

Segundo a pesquisa, 59,5% dos entrevistados avaliam que a maioria dos ministros do STF não demonstra competência e imparcialidade. Outros 34,9% têm avaliação positiva sobre a atuação da Corte. O levantamento também indica que a percepção negativa cresceu entre diferentes grupos da população.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

Percepção de influência externa nos julgamentos

A pesquisa aponta ainda que 76,9% dos entrevistados acreditam que há muita influência de políticos, partidos ou grupos nos julgamentos do STF. Outros 13% afirmam perceber algum grau de influência, enquanto 6,1% consideram que os processos ocorrem de forma adequada.

De acordo com o levantamento, 66,1% também entendem que há envolvimento de ministros em questões relacionadas ao caso do Banco Master, tema citado na pesquisa. Já 53% afirmam que o processo não deveria ser julgado pela Corte, enquanto 36,9% defendem a permanência do caso no STF.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Vorcaro relatou reunião com Anitta, o irmão dela e empresários de bet

Vorcaro e Anitta

O banqueiro Daniel Vorcaro, que comandou o Banco Master, relatou uma reunião com a cantora Anitta, o irmão dela e empresários ligados ao setor de apostas esportivas. As informações são da Coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Na conversa obtida pela coluna, registrada em 9 de setembro de 2024, Vorcaro relata que teria mediado o encontro entre os convidados. “A Anitta vai vir agora com o irmão dela. Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. Já falei que às 22h todo mundo out [fora], porque tenho jantar com o amor da minha vida”, escreveu à sua então namorada, Martha Graeff.

Em seguida, Graeff questiona quem mais participaria do encontro, e o banqueiro detalha: “São quatro amigos meus, sócios de um negócio de bet, a Anitta e o irmão dela”.

Em outro trecho, a companheira do empresário demonstra resistência em cruzar com a cantora. “Você se importa em encontrar com a turma?”, perguntou Vorcaro. “Eu não vou encontrar com ela, já falei”, respondeu Graeff.

Empresa de bet patrocinou evento de Anitta

Dois dias depois dos diálogos mencionados, em 11 de setembro do mesmo ano, Anitta participou da premiação do MTV Video Music Awards, realizada em Nova York, nos Estados Unidos, país onde Vorcaro morava à época.

Não há informações sobre qual seria o “negócio de bet” mencionado pelo banqueiro. Recentemente, a plataforma Bet.Bet foi uma das patrocinadoras oficiais da turnê “Ensaios da Anitta” em 2025. O tema daquela edição foi “Maratona da Jogação”, homenageando modalidades esportivas.

O irmão de Anitta, Renan Machado, é sócio da cantora e considerado o seu braço direito. Ele já exerceu as funções de produtor executivo e empresário, com atuação na gestão da carreira e em projetos profissionais.

As mensagens interceptadas no celular Daniel Vorcaro fazem parte da investigação da PF que fundamentou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Não há informação de que a cantora seja investigada ou tenha envolvimento com o caso Master.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Hospital diz a Moraes que Bolsonaro deve ficar internado por 14 dias e pressão por domiciliar aumenta

Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve permanecer internado por pelo menos duas semanas, segundo informações enviadas ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O relatório médico foi encaminhado após solicitação do magistrado para atualização do estado de saúde do ex-mandatário.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. De acordo com o hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, a recomendação é de 14 dias de internação para conclusão do tratamento com antibióticos. O ex-presidente foi diagnosticado com pneumonia por broncoaspiração após passar mal enquanto estava detido.

A unidade médica enviou prontuário e detalhes do quadro clínico, indicando a necessidade de acompanhamento hospitalar contínuo durante o período. Bolsonaro segue sob cuidados intensivos, mas apresentou evolução nos últimos dias.

Nos bastidores, aliados veem o relatório como um reforço para o pedido de prisão domiciliar. O senador Flávio Bolsonaro e outras lideranças têm intensificado articulações junto ao STF para tentar a transferência.

A expectativa é de que a decisão de Moraes sobre o pedido leve em consideração as recomendações médicas, em meio à pressão política e ao avanço do tratamento do ex-presidente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.