Brasil

Oposição critica decisão de Moraes que suspendeu Lei da Dosimetria

A deputada Carol de Toni (PL-SC) e membros da oposição apresentam pedidos de impeachment contra 16 ministro do governo do presidente Lula (PT)

 

Parlamentares de oposição criticaram nas redes sociais a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de suspender a aplicação da  “Lei da Dosimetria”. As manifestações foram publicadas neste sábado (9), horas depois da decisão do magistrado.

Os opositores afirmam que a medida representa uma interferência do Judiciário sobre uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e criticam a atuação individual do ministro.

Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a atitude de Alexandre de Moraes é uma “invasão de jurisdição”. De acordo com Flávio, o Congresso deve ser respeitado.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que Moraes “elaborou a Lei de Dosimetria e agora quer suspendê-la”, além de questionar a atuação do ministro.

O senador Sérgio Moro (PL-PR) declarou que “toda lei goza de uma presunção de constitucionalidade” e disse não considerar “razoável” a suspensão da norma aprovada pelo Congresso. Moro também afirmou que a legislação buscava reduzir penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) também criticou a decisão de Moraes. Nas redes sociais, afirmou que a suspensão da lei representa uma “afronta à soberania do Congresso Nacional” e disse que o STF estaria impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela maioria dos congressistas.

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) criticou o que chamou de “decisões individuais” do STF e afirmou que a suspensão da lei contraria a vontade da maioria que aprovou o texto.

Já o deputado Cabo Gilberto Silva (PL) publicou que o “Congresso Nacional [foi] fechado mais uma vez pelo STF”.

O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) também reagiu à decisão nas redes sociais e associou a suspensão da norma ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Decisão

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes suspendeu neste sábado (9.mai.2026) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão tem validade até que a Corte julgue as ações que questionam a constitucionalidade da norma.

Poder360

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Brasil

Dívidas pressionam famílias brasileiras e renda para consumo é a menor em 15 anos

Foto: iStock

Com o endividamento recorde no país, as famílias brasileiras têm observado menos dinheiro para o consumo além dos itens básicos, pagamento de impostos e dívidas.

O avanço do endividamento no Brasil tem reduzido cada vez mais o dinheiro disponível das famílias após o pagamento de despesas básicas, impostos e dívidas. Segundo levantamento da Tendências Consultoria, a renda que sobra no orçamento dos brasileiros caiu ao menor nível desde 2011.

Em fevereiro de 2026, apenas 21% da massa de renda das famílias permaneceu disponível após os gastos essenciais. No mesmo período do ano passado, o índice era de 23%.

O estudo considera rendimentos do trabalho, benefícios sociais, aposentadorias e outras fontes de renda, descontando despesas como moradia, alimentação, transporte, saúde, impostos e pagamento de juros e empréstimos.

A consultoria aponta que o peso das dívidas aumentou ao longo de 2025, impulsionado pela procura por linhas de crédito emergenciais, que costumam ter juros mais altos.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismomostram que o percentual de famílias endividadas chegou a 80,9% em abril, novo recorde da série histórica. Já o Banco Central do Brasil informou que o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% em fevereiro.

Especialistas apontam a taxa de juros elevada e a situação fiscal do país como fatores que dificultam a redução do endividamento. Nesse cenário, o governo lançou uma nova versão do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.

Apesar disso, entidades e economistas avaliam que a medida pode apenas aliviar temporariamente a situação das famílias, sem resolver o problema estrutural do endividamento no país.

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Brasil

PT, PCdoB e PV acionam STF contra Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A federação formada por PT-PCdoB-PV entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação para derrubar a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova lei altera critérios de cálculo e cumprimento de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e pode reduzir punições de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pedido ao STF

A ação foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, com pedido de liminar para suspender imediatamente os efeitos da norma.

Na petição, os partidos afirmam que a lei representa um retrocesso na proteção institucional da democracia e viola princípios constitucionais.

O texto também sustenta que a mudança:

  • não adequa a pena à gravidade dos crimes;
  • seria desnecessária;
  • e causaria prejuízos maiores à proteção democrática do que os benefícios alegados.

A federação argumenta ainda que a lei teria sido elaborada para beneficiar um grupo específico de condenados.

Moraes será relator

O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator das ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria.

Além da federação PT-PCdoB-PV, também apresentaram ações contra a norma a federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa.

As ações alegam que a legislação cria tratamento mais brando para crimes cometidos contra a ordem democrática.

O que muda na lei da Dosimetria

A norma altera regras sobre:

  • progressão de regime;
  • remição de pena;
  • cálculo das condenações.

Entre os principais pontos:

  • proibição da soma de penas para crimes da mesma natureza;
  • possibilidade de progressão ao semiaberto após cerca de 16,6% da pena cumprida.

A nova legislação tem impacto direto sobre condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar réus investigados ou condenados por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado.

Com informações de UOL

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Brasil

Filmes brasileiros perderam 72% de espectadores em 2026

Foto: Victor Jucá/Divulgação

De janeiro a abril deste ano ocorreu uma queda de incríveis 72% no número de espectadores de filmes brasileiros em relação ao mesmo período de 2025, algo como 6,4% do mercado, segundo o portal Filme B.

Aliás, no início do ano, Rodrigo Saturnino Braga, diretor do portal, publicou um estudo devastador mostrando que, apesar de filmes premiados como “Ainda estou aqui” e “O agente secreto”, nada menos que 54,7% dos 203 filmes lançados em 2025 não alcançaram nem… 1.000 espectadores.

Os filmes nacionais representam apenas 7,1% da bilheteria dos cinemas brasileiros até o início de abril de 2026. No mesmo período do ano passado, as produções brasileiras somaram 26% do público. A participação de mercado caiu de 28,5% para 7,3%, em número de espectadores.  O dado é do Sistema de Controle de Bilheteria da Ancine.

Com informações de Ancelmo Gois e Lauro Jardim – O Globo

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Brasil

Moraes exige explicações de Lula e Alcolumbre sobre lei que reduz penas do 8 de Janeiro

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestem sobre a Lei da Dosimetria, em meio a duas ações que questionam a constitucionalidade da norma que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também devem se manifestar sobre o caso.

A decisão ocorre após provocação do PSol e coloca o texto, já promulgado pelo Congresso, sob análise direta do STF. A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional em novembro do ano passado, mas sofreu veto do presidente Lula em janeiro deste ano.

O veto, no entanto, foi derrubado pelo Congresso na última semana, o que levou à promulgação do texto por Alcolumbre após o prazo constitucional de 48 horas sem manifestação do Executivo.

A legislação abre brecha para revisão e possível redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e outros atos classificados como antidemocráticos. Entre os potenciais beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que já anunciou intenção de pedir revisão da pena de 27 anos e três meses.

A principal tese das ações em análise no Supremo é de que crimes contra a ordem constitucional, quando cometidos por grupos armados civis ou militares, são considerados inafiançáveis e imprescritíveis pela Constituição.

Os autores alegam que a Lei da Dosimetria pode contrariar esse entendimento ao permitir flexibilização das penas.

 

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Brasil

Empresário de restaurantes desiste da escala 5×2 após teste reduzir produtividade

Foto: Álvaro Bonadiman

O chef e empresário gaúcho Marcos Livi afirmou que o teste da escala 5×2 em restaurantes e um hotel do Grupo Bah trouxe resultados negativos e acabou sendo abandonado.

Segundo Livi, a experiência ocorreu no primeiro trimestre deste ano em cinco restaurantes e no hotel Parador Hampel. Hoje, o grupo administra oito negócios e emprega mais de 150 pessoas.

De acordo com o empresário, a principal dificuldade foi manter a jornada semanal de 44 horas dentro do modelo 5×2, o que aumentou o tempo diário de trabalho.

“É óbvio que buscamos construir um convívio melhor para todos. Mas, com o momento atual brasileiro, com perda de poder econômico das pessoas e endividamento, isso gerou um efeito negativo, por isso recuei”, conta ele.

Livi afirmou que a mudança afetou principalmente funcionários com filhos ou rotina de estudos.

Ele também relatou:

  • queda na produtividade;
  • redução das gorjetas;
  • aumento da necessidade de contratações para cobrir folgas.

Os estabelecimentos que participaram do teste foram Brique; Quintana Bar; Veríssimo Bar; Vistta; Cozinha Ana Terra; e Hotel Parador Hampel. Cada unidade conta com cerca de 25 funcionários.

Retorno ao modelo tradicional

O empresário disse que decidiu testar o sistema antes de uma eventual mudança na legislação trabalhista.

Ele defende que o empresariado tenha a “liberdade de escolha” e chama a medida endossada pelo governo Lula de “eleitoreira”. “Tomamos a estratégia de voltar ao modelo tradicional, o que deixou a equipe aliviada”, diz Livi.

Debate sobre a escala 6×1

O tema ganhou força no Congresso Nacional com discussões sobre o fim da escala 6×1 e possíveis mudanças na jornada de trabalho.

Enquanto algumas empresas relatam vantagens no modelo 5×2 — como maior atração de candidatos e redução da rotatividade —, empresários também apontam desafios operacionais e aumento de custos.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Brasil

STF amplia trava sobre ‘penduricalhos’ e proíbe reclassificações e novos benefícios em Judiciário e MP

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federalampliaram nesta sexta-feira as restrições aos chamados “penduricalhos” do Judiciário e de carreiras jurídicas.

Em decisões assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, o STF proibiu medidas que possam gerar aumentos indiretos de remuneração, como reclassificação de cargos, reestruturação de funções e mudanças em comarcas.

Os despachos complementam a decisão do plenário tomada em março, quando a Corte definiu novas regras para verbas indenizatórias e benefícios funcionais.

Agora, o tribunal deixou claro que também poderão ser barradas medidas adotadas após o julgamento que tenham o objetivo de contornar a decisão do STF.

Entre os exemplos citados estão:

  • criação de novas gratificações;
  • reclassificação de comarcas como de “difícil provimento”;
  • mudanças em regras de plantão;
  • pagamentos por acúmulo de funções;
  • desdobramentos de ofícios.

Segundo os ministros, essas iniciativas podem representar “caminhos de drible” às determinações da Corte.

As restrições valem para tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, defensorias e advocacias públicas de todo o país.

O STF também proibiu pagamentos divididos em mais de um contracheque e determinou maior transparência na divulgação dos valores pagos nos portais públicos.

Nas decisões, os ministros reforçam dois princípios definidos pelo Supremo:

  1. verbas indenizatórias devem respeitar o princípio da legalidade;
  2. a regulamentação desses pagamentos caberá ao Conselho Nacional de Justiçae ao Conselho Nacional do Ministério Público.

O tribunal ainda afirmou que outros órgãos, inclusive tribunais superiores, não poderão criar regras próprias sobre o tema. Segundo os ministros, a medida busca evitar distorções salariais e proteger a responsabilidade fiscal do setor público.

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Brasil

Goleiro Bruno volta a ser preso após 2 meses foragido

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O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo e ex-namorada Eliza Samudio e considerado foragido da Justiça há 2 meses, foi preso no fim da noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do RJ.

 

Um mandado de prisão havia sido expedido em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais entender que o ex-jogador do Flamengo descumpriu regras da liberdade condicional.

No dia 15 de fevereiro, Bruno viajou para o Acre sem autorização judicial, para jogar pelo Vasco-AC, e não retornou ao regime semiaberto quando determinado pela Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) argumentou ainda que Bruno deixou de atualizar o endereço por 3 anos, não respeitou horários de recolhimento, frequentou locais proibidos, como um jogo no Maracanã em fevereiro, e fez outras viagens sem autorização judicial, incluindo a presença em um estádio em Minas Gerais.

g1

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Governo muda regra e libera entrada de chineses sem visto no Brasil por até 30 dias

Foto: Reprodução

O governo federal anunciou a retirada da exigência de visto para turistas chineses que desejam entrar no Brasil por até 30 dias. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (7) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A decisão foi anunciada durante o 10º Salão de Turismo, em Fortaleza (CE), com foco no estímulo ao turismo e às relações comerciais entre Brasil e China.

A nova regra passa a valer a partir de 11 de maio de 2026 e segue o princípio da reciprocidade, já que a China também retirou a exigência de visto para brasileiros em 2025. A dispensa contempla viagens de curta duração para atividades turísticas, culturais, esportivas e visitas familiares, com validade até dezembro de 2026.

Segundo o Ministério do Turismo, a medida é estratégica para ampliar a presença do Brasil no mercado asiático. O fluxo de turistas chineses no país já apresentou crescimento superior a 30% no último ano, reforçando o potencial econômico da decisão.

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Brasil

PF desmantela esquema que levou brasileiros ilegalmente aos EUA e movimentou R$ 45 milhões

Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu uma mulher suspeita de integrar um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos que teria movimentado milhões de reais e envolvido centenas de vítimas. A Operação Travessia, que apura a atuação de grupos especializados em facilitar a entrada irregular de brasileiros nos Estados Unidos, foi deflagrada em Goiás.

Segundo a PF, o esquema teria movimentado cerca de R$ 45 milhões apenas em um dos núcleos investigados, utilizando empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.

As investigações apontam que ao menos 477 brasileiros conseguiram entrar ilegalmente nos EUA com apoio das organizações, mas o número de vítimas pode ultrapassar 600.

A operação também cumpriu outros mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados, além de incluir suspeitos na lista da Interpol. A Polícia Federal afirma que os grupos atuavam de forma estruturada, organizando toda a logística da viagem até a travessia irregular da fronteira.

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