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Lula supera Bolsonaro e rejeita mais pedidos de acesso à informação

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

As negativas a pedidos feitos via LAI (Lei de Acesso à Informação) nos 2 primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superam as do mesmo período de Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Em 2023 e 2024, depois de o petista assumir o Planalto pela 3ª vez, 7,9% das solicitações foram rejeitadas. Em 2019 e 2020, essa taxa havia sido de 7,7%.

Infográfico sobre a Lei de Acesso à Informação e pedidos negados por Lula e Bolsonaro

O dado do acumulado do governo Lula foi impulsionado pelas negativas feitas em 2024. No ano passado, 8,2% dos pedidos foram rejeitados. Em 2023, haviam sido 7,7%.

A Controladoria Geral da União diz que essa alta se deve a solicitações feitas ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) referentes a boletins de candidatos que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Como há dados pessoais nesses cartões, as informações só podem ser repassadas ao próprio aluno, desde que comprove sua identidade.

Na campanha eleitoral, Lula fez duras críticas a Bolsonaro por suposta falta de transparência em seu governo. Em maio de 2023, já depois de ter tomado posse, o petista disse que a LAI havia sido “estuprada” por seus antecessores. O chefe do Executivo afirmou à época que a atualização da lei e de decretos que a regulamentam recuperariam “essa criança”.

‘DADOS PESSOAIS’

Parte das negativas de acesso à informação foram justificadas por se tratar de documentos que contêm dados pessoais. Em 2023, foram 1.339 rejeições de pedidos de LAI por esse motivo. Em 2024, foram 1.901 –uma alta de 42%.

Esse crescimento, segundo o governo, também é influenciado pelas solicitações referentes ao Enem.

Poder 360

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Meio-campo do Corinthians, Rodrigo Garro, é preso após se envolver em acidente com morte na Argentina

Rodrigo Garro, do Corinthians, se envolve em acidente com vítima fatal na  Argentina - Rádio Itatiaia

O jogador do Corinthians, Rodrigo Garro, foi preso preventivamente depois de se envolver em um acidente na cidade de General Pico, La Pampa. Ele colidiu com uma moto conduzida por Nicolás Chiaraviglio, de 30 anos, que não resistiu aos ferimentos. O acidente aconteceu na madrugada deste sábado (4), aniversário do atleta.

A batida ocorreu enquanto Garro dirigia na contramão, e o teste do bafômetro realizado nele deu positivo. O jogador, de 27 anos, pode enfrentar de 3 a 6 anos de prisão por homicídio culposo agravado pela embriaguez. Garro e um acompanhante saíram ilesos. Uma enfermeira tentou socorrer a vítima no local, mas Nicolás não sobreviveu.

Após prestar depoimento, ele foi liberado.

BG com R7

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Planalto e militância petista organizam atos para 8/1 em Brasília

Hugo Barreto/Metrópoles

O Palácio do Planalto organiza um ato simbólico em Brasília para a próxima quarta-feira (8/1) para relembrar a destruição causada pelos atos antidemocráticos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2023. A militância petista também tem preparado um ato para o mesmo dia.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá participar da entrega de obras de arte que foram depredadas durante o protesto golpista. A cerimônia está marcada para ocorrer no Planalto e deverá contar com a presença de diversas autoridades, desde representantes dos Três Poderes a governadores.

Entre as obras que serão entregues está o relógio trazido ao Brasil por dom João VI, feito pelo francês Balthazar Martinot. A peça de casco de tartaruga e bronze não é mais fabricada há dezenas de anos e foi enviada para a Suíça para ser restaurada.

O presidente Lula também receberá a pintura “As mulatas”, de Di Cavalcanti, peça de destaque do Salão Nobre do Palácio do Planalto, com valor estimado em R$ 8 milhões. A obra foi danificada pelos manifestantes em 8 de janeiro de 2023.

Para finalizar o ato, o petista deverá descer a rampa do Planalto acompanhado de autoridades para um “Abraço da Democracia” na Praça dos Três Poderes, onde deverá se encontrar com o público geral.

A militância petista tem convocado a população para participar do ato em alusão às manifestações antidemocráticas de 8 de janeiro. A manifestação, que acontecerá na Praça dos Três Poderes, está prevista para às 10h, com o “Abraço da Democracia”.

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Metrópoles

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Após críticas a Bolsonaro, Lula eleva gastos no cartão corporativo e mantém sigilos de cem anos no patamar do antecessor

Reprodução

De um lado, a administração petista justifica que manter as despesas presidenciais confidenciais é questão de segurança, argumento idêntico ao usado pelo governo anterior. Do outro, afirma trabalhar em uma nova legislação para acabar com o segredo por tanto tempo.

Dados obtidos pelo GLOBO mostram que, de 1º de janeiro de 2023 até 20 de dezembro de 2024, foram 3.210 pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) negados sob a justificativa de se tratarem de dados pessoais — o que, na prática, representa impor o sigilo de 100 anos. Isso significa um aumento de 8,4% na comparação com o mesmo período da gestão Bolsonaro, quando a medida foi decretada 2.959 vezes.

Quando contabilizados o total de pedidos, porém, houve uma leve queda, proporcionalmente, em relação a Bolsonaro. No governo passado, as negativas que envolviam segredo de 100 anos corresponderam a 18,08% do total, contra 16,5% na gestão atual.

Integrantes do governo Lula atribuem os índices a interpretações equivocadas sobre a regra em alguns órgãos. Citam, como exemplo, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) teve uma alta exponencial de negativas ao colocar sigilos de cem anos a solicitações relacionadas ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foram, ao todo, 702 pedidos rejeitados, o que representou 21% do total dos casos da atual gestão.

A Controladoria-Geral da União (CGU) orientou as equipes do instituto sobre como tratar as informações, e a avaliação é que o número de solicitações negadas deve cair a partir do ano que vem. Procurado, o Inep alegou que houve um aumento no número de requisições dos boletins de desempenho do exame, que contêm “dados sensíveis e pessoais”. O órgão acrescentou que, desde setembro do ano passado, passou a disponibilizar as informações em seu site para cada participante. “Espera-se, portanto, que as ações reduzam a quantidade de pedidos de Acesso à Informação e, consequentemente, do número de negativas por dados pessoais”, pontuou o Inep.

Os dados do Enem, no entanto, não são os únicos a ganhar cem anos de sigilo no governo Lula. Entre os documentos colocados em segredo estão a lista dos visitantes da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. O Planalto sustenta que, por não ter cargo público, ela não está sujeita aos critérios da LAI. Especialistas contestam a justificativa, uma vez que ela tem atribuições públicas.

A gestão petista também impôs sigilo à declaração de conflito de interesses do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e à lista dos militares do Batalhão de Guarda Presidencial que estavam trabalhando no dia do ataques golpistas na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Ao assumir o governo, em janeiro de 2023, Lula chegou a anunciar que não seguiria a prática de seu antecessor de impor sigilos de 100 anos a informações. Mas, após dois anos, o governo ainda trabalha numa proposta para pôr fim à prática.

A CGU afirma que está “em fase final de elaboração de um projeto de lei para acabar com o prazo máximo de 100 anos de restrição de acesso a informações pessoais”. A nota enviada pelo órgão prossegue: “As últimas propostas enviadas estão em análise, e a expectativa é que o PL seja enviado ao Congresso ainda no primeiro semestre de 2025”.

Pelo projeto de lei em discussão, ao receberem pedidos de informação, os servidores terão que verificar, obrigatoriamente, se há interesse público — além disso, em caso de negativa, será preciso justificar esse entendimento. A CGU acredita que hoje pedidos são negados por diferentes órgãos da administração federal com o argumento de que contêm informações pessoais, sem que o interesse público seja levado em conta.

Na avaliação da diretora da Transparência Brasil, Marina Atoji, o atual governo melhorou algumas regras para diminuir o número de negativas que se enquadram nos cem anos de sigilo. Mesmo assim, diz a especialista, “é preocupante que ainda haja casos importantes de negativas indevidas de acesso com base nesse argumento”:

— Há de se reconhecer que há um esforço, no atual governo, de se diferenciar da gestão anterior. Mas, em muitos casos, a coisa não se introjetou como deveria. O anúncio foi muito mais barulhento do que o resultado efetivo. Mas não vemos mais um esforço tão ativo de negar a informação.

Outra crítica dos especialistas diz respeito aos gastos sigilosos do cartão corporativo. De janeiro de 2023 a outubro de 2024, a Presidência desembolsou R$ 38,3 milhões, montante 9% superior aos dois primeiros anos do governo passado — de R$ 35,04 milhões, já corrigidos pela inflação.

O levantamento obtido pelo GLOBO junto ao portal da CGU leva em conta apenas gastos sigilosos dos cartões usados para as despesas do presidente, seus familiares e auxiliares mais próximos. Não contabiliza, por exemplo, as faturas apresentadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que também utilizam o método de pagamento.

Uma das justificativas do governo atual para o aumento é a quantidade de viagens internacionais feitas por Lula. Apenas no primeiro ano de mandato, quando foram desembolsados R$ 23,5 milhões nesta modalidade, o petista ficou fora de Brasília por 63 dias para cumprir agendas no exterior. Nestas ocasiões, o cartão corporativo costuma ser usado para bancar despesas como hospedagem, deslocamentos e alimentação. Já em 2024, quando o presidente reduziu as viagens para fora do país, o gasto foi de R$ 14,7 milhões.

Para justificar o segredo sobre os gastos, o Palácio do Planalto cita o artigo da própria LAI que prevê questão de segurança como um dos motivos para negar acesso público à informações. “O § 2º do mesmo artigo prevê que informações que possam colocar em risco a segurança do presidente, vice-presidente, seus cônjuges e filhos (as) sejam classificadas como ‘reservadas’, mantendo-se em sigilo até o término do mandato ou, em caso de reeleição, do último mandato”, disse a Presidência, em nota.

A crítica dos especialistas está menos focada no valor gasto e mais no volume de recursos ao qual é imposto segredo. O governo tem mantido a regra, adotada na gestão passada, de colocar em sigilo todos os gastos da Presidência, independentemente de representarem ou não risco à segurança de Lula. A ponderação é a que a prática deveria ser exceção, não regra.

Diretor de Advocacy da plataforma Fique Sabendo, Bruno Morassutti destaca que, apesar de uma conscientização maior no atual governo, ainda há gestores com uma “visão ultrapassada da transparência pública”.

— Por mais que o governo tenha um discurso em prol da transparência, é importante que tenhamos medidas concretas, não adianta só o discurso — frisa Morassutti.

O Globo

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Presidente do TCU, paraibano Vital do Rêgo, faz alerta sobre a Previdência: “o país pode parar”

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Vital do Rêgo, presidente do TCU. (Foto: divulgação / TCU)

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), paraibano Vital do Rêgo, fez um alerta sobre a Previdência nesta sexta-feira (3) ao afirmar que “o país pode parar”, em entrevista concedida à Revista Veja.

Vital do Rêgo disse que o Governo Federal e o Congresso “têm de ter muito cuidado com o risco de a máquina pública parar” devido ao aumento dos valores destinados a gastos públicos, como as emendas parlamentares.

“Não sei se o poder discricionário do Congresso está muito grande, mas o do governo certamente está muito pequeno. É importante dizer que governo e Congresso têm de ter muito cuidado com o risco de a máquina pública parar. Quando se tem muito poucas reservas e ainda por cima elas são discricionárias, há o risco de um shutdown”, afirmou o presidente do Tribunal.

Ainda segundo Vital, “a renúncia fiscal no Brasil não tem resultado social. Além de não ter resultado, ao final do período de vigência, o governo ainda renova o benefício, ficando ad aeternum [para sempre], ou a empresa vai embora do país. Isso gera repercussão no Orçamento, porque não há receitas. O setor automobilístico, para mim, é o mais gritante. Insisto que vai ter uma hora que a máquina vai parar”, explicou o paraibano.

O paraibano, presidente do TCU, comentou também sobre o crescimento da dívida previdenciária no setor militar, afirmando que a Previdência do país será inviável no prazo de cinco anos.

“É bastante gritante. Arrecadaram-se R$ 9 bilhões em 2023 e gastaram R$ 59 bilhões. O endividamento da Previdência dos militares é em progressão geométrica. Meu papel aqui é dizer que, do jeito que está, a Previdência será inviável em 5 anos. Se a gente não mudar, e não falo só dos militares, talvez na próxima década não consigamos ter receita para pagar aos aposentados do Brasil”, comentou Vital do Rêgo.

Segundo o presidente do Tribunal de Contas da União, seu papel é “arbitrar e ensinar para que o gestor público não erre”, declarando que “até algum tempo atrás” o TCU “só entrava depois do jogo terminado, como se fosse um comentarista de mesa-redonda de futebol”.

Ainda segundo Vital do Rêgo, nos dias atuais, o órgão ensina “o prefeito a não errar”, os ministérios “a fazer concessões para que a bola chegue aqui mais redonda” e estimula “o cidadão a ser ele próprio um auditor social” e afirmou que entende que a cultura do tribunal “não tem de ser só punitivista”, como também pedagógica.

Por fim, revelou que pretende reunir prefeitos em cada estado do Brasil, realizando o treinamento de três funcionários de cada prefeitura e que, caso voltem a cometer erros, terão que ser punidos pelo TCU.

“Minha ideia é fazer reuniões em cada Estado da federação com os prefeitos, levando manuais e informativos, e treinar 3 funcionários de cada prefeitura para se tornarem gestores capacitados. Se, ainda assim, eles errarem, não os verei com os olhos de quem não quis aprender. Vamos ter de punir”, revelou Vital do Rêgo.

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‘Eu sonhava com o joguinho’: mulher no RS perdeu R$ 1,8 milhão com apostas online

Foto: iStock

A corretora imobiliária Tathiara Barbosa Fonseca, de Gravataí, no Rio Grande do Sul, viu um dia no Instagram recomendações sobre os cursos de uma influenciadora com dicas sobre como faturar alto no Aviator, um jogo no qual o usuário tenta adivinhar a hora certa de parar um avião durante a decolagem.

Com as lições do curso e o incentivo das influenciadoras, a corretora baixou o aplicativo para arriscar a sorte. Ela vivia um período de estabilidade financeira, ganhando em média 15 mil reais mensais. De início, apostou entre 25 e 50 reais. Com o tempo, foi aumentando o valor das apostas. Chegou a faturar 72,5 mil reais de uma só vez e, empolgada, apostou toda a quantia obtida para multiplicá-la. Perdeu tudo.

Fonseca começou a se descontrolar nas apostas. Em um único dia, torrou 100 mil reais no Aviator e em outros jogos. Depois de raspar toda a conta, a corretora começou a fazer empréstimos. Primeiro com bancos, depois com agiotas. “O algoritmo primeiro te fascina, depois te aprisiona e depois te tira tudo”, diz ela. “Eu sonhava com o barulho e as cores do joguinho.”

Ao longo de três anos, perdeu 1.883.981,08 reais, sem falar nos juros e encargos de empréstimos, contam os jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina* em reportagem na edição deste mês da Revista Piauí. A reportagem relata o impacto das bets no país, narra os caminhos políticos da regulamentação e revela os cachês multimilionários de famosos como os influenciadores Carlinhos Maia, GKay, Maya Massafera e Virgínia Fonseca, e o ator Cauã Reymond, para promover a jogatina.

Há dois tipos de plataformas de bets (“apostas”, em inglês). Um é o dos jogos, como o Aviator (conhecido como “aviãozinho”), o Balloon (“balãozinho”) ou o Fortune Tiger (“o tigrinho”), o mais famoso deles. Todos são adaptações digitais de videogames ou de caça-níqueis de cassinos. Simulam que tudo depende da habilidade do jogador, quando, na verdade, depende da sorte. A outra modalidade da jogatina online é a de palpites esportivos, em geral sobre futebol. As apostas versam sobre múltiplos aspectos – o placar do jogo, se alguém receberá um cartão amarelo ou vermelho, se algum jogador fará gol contra.

Só nos primeiros oito meses do ano passado, 24 milhões de brasileiros gastaram, em média, 20,8 bilhões de reais por mês nas bets, de acordo com o Banco Central. Esse número contabiliza só pagamentos via Pix, já que outros meios de pagamento – como cartões de débito e crédito – estão fora do radar. Os jogos online afetam inclusive o Bolsa Família: dos 14,1 bilhões de reais distribuídos todo mês pelo governo, 3 bilhões foram repassados para as bets – apenas em pagamentos via Pix.

Números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesados das plataformas de apostas

Os números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesados das plataformas de apostas. Em 2022, ano da estatística mais recente disponível, o Brasil foi o campeão mundial: 113,9 milhões de apostas, segundo a Similarweb, que analisa dados de sites. Depois vêm os Estados Unidos, com 77,9 milhões de apostas.

A proporção das apostas chegou a tal ponto que já afeta a economia. O empresário Belmiro Gomes, presidente da rede de atacarejo Assaí, chegou a atribuir às bets os resultados insatisfatórios de suas 294 unidades. Disse que os clientes de baixa renda estão comprando menos comida porque destinam parte de seus ganhos aos aplicativos de apostas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou que, por causa das apostas, 1,3 milhão de pessoas entraram em inadimplência no primeiro semestre de 2024.

Para provocar tamanho estrago, as bets movimentam uma máquina de propaganda de alta potência. Os famosos e influenciadores são pagos para recomendarem o uso do produto e se engajam pessoalmente na mensagem, como se as apostas fizessem parte de sua rotina pessoal e dos seus ganhos. Os cachês são milionários, com valores até há pouco inéditos no mercado publicitário.

*Colaboraram Camille Lichotti e Gabriela Sá Pessoa

Revista Piauí

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Afastado de Maduro, Lula decide não ir à posse presidencial da Venezuela

O afastamento entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolás Maduro, da Venezuela, contribuiu para que o brasileiro decidisse não ir à cerimônia de posse no país, prevista para o próximo dia 10 de janeiro. A sete dias da cerimônia, o Brasil ainda não foi convidado oficialmente, mas trabalha com a possibilidade de ida da embaixadora em Caracas, Glivânia Oliveira. Nos bastidores, o presidente marcou posição em não ir ao evento. O assessor-chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim, que atuou em mediações internacionais durante as eleições venezuelanas, também não deve comparecer. As indicações de Lula vêm após uma série de desconforto entre os dois países. Em julho, o presidente criticou a fala de Maduro em ameaçar um “banho de sangue” e disse que deveria haver respeito à democracia. Na sequência, o venezuelano fez uma posição indireta. Sem citar Lula, indagou como o resultado não seria respeitado pois iria vencer. O Brasil também manteve posição para que houvesse divulgação das atas de votação, o que não aconteceu. A confirmação da presença brasileira ainda depende dos convites, mas se volta para a embaixadora Glivânia Oliveira, atual representante brasileira em Caracas. R7

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Número de pessoas em situação de rua no país aumenta em 25%

Caixa deve liberar saque do FGTS a morador de ruaFoto: José Cruz/Agência Brasil

O número de pessoas vivendo em situação de rua em todo o Brasil aumentou aproximadamente 25%. Se em dezembro de 2023 havia 261.653 pessoas nesta situação, esse número chegou a 327.925 no final do ano passado. A informação é do levantamento mais recente divulgado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/POLOS-UFMG). O número apurado em dezembro de 2024 é 14 vezes superior ao registrado onze anos atrás, quando haviam 22.922 pessoas vivendo nas ruas no país.

O levantamento foi feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e serve como indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos municípios.

A Região Sudeste é onde estão concentradas 63% das pessoas em situação de rua do país, com 204.714 pessoas, seguida da Região Nordeste, com 47.419 pessoas (14%).

Só no estado de São Paulo, que representa 43% do total da população em situação de rua do país, esse número saltou de 106.857 em dezembro de 2023 para 139.799 pessoas em dezembro do ano passado. Essa quantidade é 12 vezes superior ao que foi observado em dezembro de 2013, quando eram 10.890. Em seguida aparecem os estados do Rio de Janeiro, com 30.801, e Minas Gerais, com 30.244.

De acordo com o coordenador do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, André Luiz Freitas Dias, o aumento desta população pode ser explicado pelo fortalecimento do CadÚnico como principal registro desta situação e de acesso às políticas públicas sociais do país e também pela ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes voltadas para essa população, tais como moradia, trabalho e educação.

O levantamento apontou ainda que sete em cada dez pessoas em situação de rua no país não terminaram o ensino fundamental e 11% encontra-se em condição de analfabetismo, dificultando o acesso das pessoas às oportunidades de trabalho geradas nas cidades.

Em entrevista à Agência Brasil, Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, lembrou que o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a cidade de São Paulo conta com cerca de 590 mil imóveis particulares vazios, valor bem superior à quantidade de pessoas em situação de rua que vivem atualmente na capital paulista, em torno de 92.556, segundo o Observatório da UFMG.

Para Mendonça, se há crescimento na população em situação de rua e uma grande quantidade de moradias ociosas em todo o país, isso significa que “está faltando interesse político para resolver o problema”.

“Se nós temos 588 mil e poucos prédios ociosos na cidade de São Paulo e 90 mil de população em situação de rua, isso quer dizer que se fosse feita uma reforma nesses prédios, tornando-os habitacionais, nós teríamos resolvido uma boa parte dessa demanda e tirado essas pessoas da situação de rua. Isso tornaria muito mais barata a questão da moradia do que o custeio com albergue e outras questões que o governo busca fazer para tentar solucionar o problema e que nunca consegue solucionar”, defende.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social de São Paulo não forneceu dados sobre a quantidade de pessoas vivendo nas ruas do estado paulista, mas informou que, no ano passado, dos cerca de R$240 milhões do Fundo Estadual de Assistência Social destinados aos municípios, foram alocados pelas gestões municipais cerca de R$156 milhões em serviços de Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade.

Agência Brasil

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Após polêmica, ex-vereadora de SP devolve pia e privada para a Câmara

Foto: reprodução

A ex-vereadora Janaína Lima (PP) devolveu a pia e a privada que teria comprado com o próprio dinheiro para seu gabinete na Câmara Municipal de São Paulo. Nesta quinta-feira (2), ela havia retirado os itens do local e levado embora.

Adrilles Jorge, vereador eleito pelo União Brasil que agora ocupa o gabinete que era de Janaína, brincou com a situação ao saber do fato.

“A gente vai usar um penico comunitário”, afirmou, ao falar com a imprensa após a cerimônia. “Visitei o gabinete, achei a arquitetura genial. Mas ela tirou tudo. Foi tirado inclusive o vaso e a pia. Ela não disse [que ia retirar]. E é uma coisa que nem ela ia dizer, nem eu ia perguntar”, disse.

Ao se defender de críticas por ter retirado os itens do banheiro do gabinete, a ex-vereadora afirmou que outros itens usados na reforma feita no gabinete não foram retirados.

Agora, Janaína Lima diz que vai doar os itens para a Câmara Municipal. Segundo ela, ao longo do mandato, várias reformas foram feitas no local com o próprio dinheiro.

Band Jornalismo

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Deolane Bezerra declara vontade de ser vice de Gusttavo Lima na eleição presidencial

Foto: Reprodução

O cantor sertanejo Gusttavo Lima surpreendeu ao anunciar sua vontade de se candidatar à Presidência nas eleições de 2026. Como resposta, a influenciadora Deolane Bezerra fez uma brincadeira nas redes sociais, sugerindo ser a vice do artista.

“E eu vou ser a VICE!!! É tô beba também”, escreveu Deolane, gerando muitos comentários divertidos entre os internautas.

Em entrevista ao portal Metrópoles, na última quinta-feira (2), Gusttavo Lima detalhou sua visão para o futuro político. “Conheço muita gente e, embora eu nunca tenha ocupado nenhum posto político, eu sou um empreendedor. Montei muitas empresas e sei como fazer para a roda girar. […] Eu acho que posso ajudar, talvez mude de ideia até 2026, mas hoje a minha disposição está muito inclinada para me tornar um candidato à Presidência da República em 2026”,  afirmou o cantor.

R7

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