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Bolsonaro aciona STF contra Janones por ofensas em redes sociais

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Uma ação judicial apresentada ao Supremo Tribunal Federal colocou frente a frente o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado André Janones. A queixa-crime foi protocolada no fim de março pela defesa do ex-chefe do Executivo.

Os advogados alegam que o parlamentar publicou vídeos com declarações ofensivas, incluindo xingamentos e acusações graves. Entre os pontos citados, está a afirmação de que Bolsonaro teria ligação com supostos planos de atentado contra autoridades, o que, segundo a defesa, ultrapassa os limites legais.

No documento enviado à Corte, os representantes do ex-presidente sustentam que houve abuso da liberdade de expressão, com conteúdos que configurariam crimes contra a honra, como calúnia e injúria.

Outro argumento apresentado é que Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, estaria com limitações para responder diretamente às acusações. A defesa usa esse ponto para reforçar a necessidade de análise do caso pelo Judiciário.

A chamada queixa-crime é um instrumento jurídico utilizado quando a própria vítima decide acionar a Justiça em casos específicos, geralmente relacionados a ofensas pessoais. Situações como difamação, injúria e calúnia costumam ser tratadas por esse tipo de ação.

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Caso Master: Moraes tem situação mais delicada que Toffoli, dizem investigadores

Foto: Reprodução

Investigadores ligados ao caso Master disseram à CNN que, até agora, a situação do ministro Alexandre de Moraes é juridicamente mais delicada que a de Dias Toffoli. O material analisado indicaria diferenças na natureza dos envolvimentos de cada ministro.

Enquanto Toffoli teria relação de caráter comercial, envolvendo a compra e venda de parte do resort Tayayá, a análise sobre Moraes aponta elementos que poderiam sugerir atuação em benefício de interesses do Banco Master.

Segundo investigadores, há operação em andamento para formar maioria no STF e barrar a abertura de inquérito contra Moraes. A estratégia incluiria fragilizar a posição de Kassio Nunes Marques, ministro da Corte, para influenciar seu voto.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil por serviços à Consult Inteligência Tributária, que recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master no mesmo período. A defesa de Kevin afirma que não houve pagamento direto do banco, apenas via consultoria.

Na contabilidade de quem acompanha o caso, há maioria parcial a favor da investigação contra Moraes: André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Do outro lado estariam Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O processo deve ir ao plenário, conforme regimento do STF.

As investigações seguem em andamento, com expectativa de conclusão em cerca de um mês. Paralelamente, a delação de Daniel Vorcaro será confrontada com informações da Polícia Federal, para eventual homologação pelo relator do caso.

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Moraes questiona a qualificação de irmão de Michelle para ser cuidador de Bolsonaro

Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comprove a qualificação de Carlos Eduardo Antunes Torres para atuar como cuidador durante a prisão domiciliar.

Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, foi indicado pelos advogados, mas, segundo Moraes, não há comprovação de formação como enfermeiro ou técnico de enfermagem. O ministro deu prazo para a apresentação das credenciais profissionais.

Ao autorizar a prisão domiciliar, Moraes impôs restrições, permitindo apenas visitas de médicos, advogados e familiares diretos. Por não se enquadrar nesse grupo, Torres depende de autorização judicial para ter acesso à residência.

Antes, no regime fechado, ele auxiliava na entrega de alimentação ao ex-presidente. Agora, a defesa pede que ele atue como cuidador.

Torres também é pré-candidato a deputado distrital pelo PL no Distrito Federal e afirmou que, se autorizado, priorizará os cuidados com Bolsonaro, conciliando com a agenda política.

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Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

Foto: Divulgação/STF

Levantamento com base em registros de cartório aponta que o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário nos últimos anos.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o crescimento patrimonial chega a 266%, considerando que, à época, os bens somavam R$ 8,6 milhões distribuídos em 12 propriedades.

A maior parte da expansão ocorreu nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na aquisição de imóveis em cidades como Brasília e São Paulo, com pagamentos realizados à vista, segundo os documentos.

Os dados também indicam que, ao longo de quase três décadas, o casal realizou compras que totalizam R$ 34,8 milhões em 27 imóveis, embora parte deles tenha sido vendida posteriormente. Isso explica a diferença em relação ao patrimônio atual.

Boa parte das aquisições recentes foi feita por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administração dos bens da família. A sociedade é formada por Viviane e os filhos do casal, enquanto Moraes não aparece formalmente como sócio, embora o regime de comunhão parcial de bens inclua o patrimônio no conjunto familiar.

Entre os negócios mais relevantes estão a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, e imóveis de alto padrão em São Paulo e Campos do Jordão. As transações incluem pagamentos elevados feitos por transferência bancária e PIX.

Além da evolução patrimonial, também houve crescimento na atuação profissional do escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane. O volume de processos em tribunais superiores aumentou nos últimos anos, assim como contratos firmados com instituições financeiras.

Procurados, Moraes e Viviane não se manifestaram sobre os dados até o momento.

Com informações do Estadão

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Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos do caso Banco Master

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Documentos ligados à liquidação extrajudicial do Banco Master foram classificados como secretos pelo Banco Central do Brasil, com prazo de sigilo estabelecido em oito anos. A restrição foi confirmada em resposta a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A justificativa apresentada pela autoridade monetária aponta que a divulgação imediata poderia afetar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. A decisão de classificar os documentos partiu do presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro de 2025, o que estende o sigilo até novembro de 2033.

Além da questão econômica, o Banco Central também argumenta que o acesso público às informações poderia comprometer atividades de inteligência e investigações em andamento, especialmente aquelas relacionadas à prevenção e repressão de irregularidades no sistema financeiro.

O tema, no entanto, já entrou no radar do Tribunal de Contas da União. O ministro Jhonatan de Jesus solicitou à autoridade monetária que detalhe quais trechos realmente precisam permanecer sob sigilo ou se há possibilidade de liberação parcial dos documentos.

A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma grave crise de liquidez e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Na ocasião, além do banco principal, outras instituições do conglomerado também foram atingidas pela medida.

Mesmo representando uma fatia pequena do sistema financeiro, o caso levantou preocupações sobre governança e fiscalização, o que mantém o tema em evidência entre órgãos de controle e no debate público.

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Janja acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023; são 23 dias a mais que Lula

Foto: Reprodução/Redes sociais

A primeira-dama Rosângela da Silvaacumula 170 dias fora do Brasil desde 2023, período em que passou a acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, totalizando 23 dias a mais que o chefe do Executivo. No total, Janja fez 36 viagens ao exterior e visitou 38 países, de acordo com o levantamento feito pelo Poder 360.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, Janja mantém presença frequente em viagens internacionais, com foco em fóruns multilaterais, padrão que segue em 2026, com destaque para agendas na ONU.

Em 2026, foram 13 dias no exterior distribuídos em três viagens para Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. A principal agenda ocorreu em março, em Nova York, onde participou de compromissos da Organização das Nações Unidas, incluindo a Comissão sobre a Situação da Mulher, além de eventos voltados a pautas sociais e de gênero.

Antes disso, esteve na Ásia entre 17 e 25 de fevereiro, com compromissos na Coreia do Sul e em Abu Dhabi, onde cumpriu agenda paralela à do presidente e se reuniu com a primeira-dama Kim Hea-Kyung.

Mesmo sem ocupar cargo formal, Janja tem atuado em eventos com caráter representativo e diplomático. A seis meses das eleições de 2026, sua agenda tem priorizado temas ligados às mulheres: entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram 31 compromissos nessa área, incluindo articulação de ações como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.

A atuação internacional da primeira-dama é alvo de críticas da oposição, principalmente por ela não ocupar cargo público. Em 2024, a Advocacia-Geral da União reconheceu que cônjuges do presidente podem exercer funções de natureza simbólica, social, cultural e diplomática, o que respalda sua participação em missões oficiais.

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STF condena a 14 anos de prisão empresário que doou R$ 500 para 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por participação indireta nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Segundo a acusação, Hahn transferiu R$ 500 para ajudar no pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília.

A decisão foi tomada em 2 de março de 2026, com base em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Hahn foi considerado culpado por cinco crimes:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • golpe de Estado
  • dano qualificado
  • deterioração de patrimônio tombado
  • associação criminosa.

Um recurso previsto para 20 de março acabou retirado de pauta.

Em depoimento, Hahn afirmou que fez o Pix a pedido de um conhecido, como empréstimo, sem saber o destino da viagem. A defesa sustentou que não há prova de que ele tinha conhecimento de qualquer finalidade criminosa.

Além de Alcides Hahn, outros dois envolvidos também contribuíram: Rene Afonso Mahnke, com R$ 1.000, e Vilamir Valmor Romanoski, com R$ 10.000. Nenhum dos três viajou.

A PGR apontou Romanoski como liderança das mobilizações pró-Jair Bolsonaro em Blumenau, responsável por organizar participantes e logística.

Em decisão anterior, de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não havia ilegalidade na ausência de proposta de Acordo de Não Persecução Penal por parte da PGR.

Além da prisão, os três réus foram condenados ao pagamento de 100 dias-multa (cada dia equivalente a um terço do salário mínimo), indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, inclusão no rol dos culpados e pagamento das custas processuais.

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Dados contrariam Lula e apontam exagero ao comparar reforma agrária entre governos

Foto: Fábio Rodrigues/ Ag.Brasil

Declarações do presidente Lula sobre o protagonismo do PT na reforma agrária não são totalmente sustentadas pelos números oficiais. Dados do Incra, obtidos via Lei de Acesso à Informação, indicam que a principal ferramenta da política — a desapropriação de terras — perdeu força ao longo das últimas décadas, inclusive durante os governos petistas.

Levantamento mostra que, nos dois primeiros anos do atual mandato, não houve desapropriação de hectares. Em contraste, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi responsável pela maior parte das terras desapropriadas: mais de 10 milhões de hectares, número superior ao total registrado nos governos do PT, que somam cerca de 4,7 milhões.

A desaceleração da reforma agrária já vinha sendo observada desde o segundo mandato de FHC e se intensificou nos anos seguintes. Durante o governo de Jair Bolsonaro, por exemplo, não houve desapropriações. A retomada só começou em 2025, ainda de forma tímida, com pouco mais de 13 mil hectares.

No atual governo, a estratégia tem priorizado outros mecanismos, como compra de terras, doações e regularização fundiária. Entre 2023 e 2026, foram incorporados cerca de 577 mil hectares por essas vias, com maior peso para aquisições diretas, enquanto a desapropriação ficou em segundo plano.

Além disso, o governo passou a destacar o número de famílias atendidas como principal indicador da política agrária. Em 2026, foi anunciado um pacote de R$ 2,7 bilhões com ações de crédito, habitação e criação de assentamentos. A expectativa, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, é ampliar as entregas ainda neste ano, apesar das críticas sobre a redução no uso de desapropriações.

Com informações do Poder360

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Em três meses, deputados já gastaram quase R$ 800 mil com viagens oficiais

Dados da Câmara dos Deputados mostram que, nos três primeiros meses de 2026, parlamentares já somam cerca de R$ 800 mil em despesas com viagens oficiais.

Levantamento das agendas indica que a maior parte dos deslocamentos no período teve o exterior como destino —justamente onde se concentramos custos mais elevados.

Entre fevereiro e março, predominaram missões internacionais para destinos como Estados Unidos, França, Espanha e Reino Unido, além de agendas recorrentes em organismos multilaterais, como reuniões na sede da ONU, em Nova York.

Também há registros de participações em fóruns, congressos e comitivas oficiais com o governo federal.

Já as viagens nacionais aparecem em menor número e, em geral, estão ligadas a eventos pontuais, como seminários e conferências em cidades como São Paulo, Florianópolis e Vitória.

Pelas regras da Câmara, deputados em missão oficial têm direito ao pagamento de diárias. Em trajetos nacionais, o valor é de R$ 842. No exterior, o benefício varia entre US$ 391 (América do Sul) e US$ 428 (demais destinos).

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Michelle sobre estado de saúde de Bolsonaro: “Sem soluços há 6 dias”

Foto: reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais neste sábado (4/4) para atualizar a saúde de Jair Bolsonaro (PL), que cumpre a pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar. Segundo Michelle, o ex-presidente não apresenta quadro de soluços há seis dias e está conseguindo fazer a fisioterapia e os soluços cessaram.

“Galego está há seis dias sem soluços. conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, disse nas redes sociais.

A atualização contradiz o que Carlos Bolsonaro (PL) afirmou ao visitar o pai na última quarta-feira (1º/4). Segundo ele, as crises de soluço estavam “intermináveis e ininterruptos”.

“Meu pai continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas, e sua saúde se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”, informou na ocasião.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista em regime domiciliar humanitário desde do dia 27 de março, quando teve alta hospitalar após uase duas semanas de internação devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar ao ex-mandatário com um prazo inicial de 90 dias. A decisão ocorreu após o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifestar-se favoravelmente ao pedido da defesa do ex-mandatário.

Metrópoles

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