Brasil

DISCURSO: Hugo prega responsabilidade fiscal, fim da polarização e união pelo Brasil

Foto: Divulgação/Agência Câmara

(Brasília-DF) – O deputado federal paraibano Hugo Motta (Republicanos-PB) assumiu, neste sábado (1°), a presidência da Câmara dos Deputados, sucedendo Arthur Lira (PP-AL). Em um discurso marcado por apelos à união e à responsabilidade fiscal, Motta afirmou que seu compromisso é, acima de tudo, servir ao Brasil.

“Assumo a presidência da Câmara dos Deputados com três compromissos, três únicas prioridades: servir ao Brasil, servir ao Brasil, servir ao Brasil”, declarou. O parlamentar ressaltou que a população deseja soluções concretas e não disputas políticas. “O povo brasileiro não quer discórdia, quer emprego. O povo brasileiro não quer luta pelo poder, quer que os poderes lutem por ele”, frisou.

Para ele, é necessário responsabilidade fiscal para evitar prejuízos à população mais vulnerável. “Não se apaga fogo com gasolina. Não existe uma nova matriz de combate ao incêndio. Isso é apenas atirar fogo com outro nome”, comparou.

O novo presidente da Câmara também pediu união entre os parlamentares, evitando o discurso de polarização entre direita e esquerda no Brasil.

“Não podemos continuar desperdiçando o presente e sacrificando o futuro. Não podemos continuar penalizando nossa gente, porque não existe um caminho da direita, um caminho da esquerda. Existe apenas o caminho do Brasil”, pontuou.

Durante seu pronunciamento, Motta fez questão de homenagear Ulysses Guimarães, símbolo da luta pela redemocratização e considerado “Pai da Constituição”.

“Vejo este plenário, deste ponto de observação tão singular, e não posso deixar de lembrar e me emocionar, pois esta é e será sempre a cadeira do Senhor Diretas, do Senhor Democracia”, disse.

Em seu encerramento, Hugo Motta reforçou a importância do respeito às instituições e à Constituição Federal. “Estamos virando uma página da história. Quando cada um reconhece o seu lugar, o nome disso é respeito. Passou o tempo do dedo na cara. É hora do olho no olho. O respeito não grita. O respeito ouve e se faz ouvir”, afirmou.

Leia o discurso na íntegra:

Ficam, e para além delas, mais importante, ficam as transformações históricas e sociais de cada era. Ficam a coragem e as posições, ficam os princípios e não as conveniências. Ficam as convergências que constroem e não as divergências que paralisam e destroem a compreensão de que podemos pensar diferente, mas somos todos iguais no que é indiscutível. Somos todos brasileiros e brasileiras, e, seja qual for a visão de mundo, o Brasil nos une e nunca pode nos separar, pois somos o povo brasileiro e o Brasil é o nosso único país.

As glórias são efêmeras, mas os propósitos e os avanços o tempo nunca apaga. As paixões são radicais, mas são o equilíbrio e a razão que conduzem as horas mais difíceis. Começo assim, sob o impacto da confiança depositada em mim por vossas excelências. Vejo este plenário, deste ponto de observação tão singular, e não posso deixar de lembrar e me emocionar, pois esta é e será sempre a cadeira do Senhor Diretas, do Senhor Democracia, a eterna cadeira do Pai de nossa Constituição, Ulysses Guimarães.

Assumo a presidência da Câmara dos Deputados com três compromissos, três únicas prioridades: servir ao Brasil, servir ao Brasil, servir ao Brasil. O povo brasileiro não quer discórdia, quer emprego. O povo brasileiro não quer luta pelo poder, quer que os poderes lutem por ele. O povo brasileiro não quer divisão ideológica, mas a multiplicação de oportunidades no seu dia a dia. Não temos tempo para errar. Chega de zero a zero! O povo brasileiro quer resultados, quer emprego, quer melhorar de vida, quer educação de qualidade para seus filhos, quer mais segurança, quer viver melhor, quer um futuro melhor, um Brasil melhor. E se não formos capazes de entender e agir de forma prática, responsável e urgente para libertar o Brasil das amarras que aprisionam o nosso futuro, não estaremos à altura deste lugar e desta hora. Não podemos continuar desperdiçando o presente e sacrificando o futuro. Não podemos continuar penalizando nossa gente, porque não existe um caminho da direita, um caminho da esquerda. Existe apenas o caminho do Brasil.

Faço aqui um apelo a todos os meus colegas: vamos deixar o Brasil passar. Vamos deixar o Brasil passar. Minhas amigas e meus amigos, não se pode mais discutir o óbvio. Nada pior para os mais pobres do que a inflação e a falta de estabilidade na economia. E a estabilidade é a resultante de um conjunto conhecido e consensual de medidas de responsabilidade fiscal. Não se apaga fogo com gasolina. Não existe uma nova matriz de combate ao incêndio. Isso é apenas atirar fogo com outro nome. E o nosso dever é apagá-lo pelo bem do povo brasileiro. Não há democracia sem justiça social. Não há estabilidade social sem equilíbrio econômico. Defenderemos a democracia porque defenderemos também as melhores práticas e políticas econômicas para garantir a paz nos lares dos brasileiros, sobretudo dos que mais precisam. Defender a estabilidade social é nossa missão.

Chego à presidência da Câmara dos Deputados pelas nuvens e tempestades do destino, como definiu aquele que dá nome a este plenário. Não chegaria até aqui sem o apoio de amigos e motivadores da política. Minha eterna gratidão ao presidente do meu partido, deputado Marcos Pereira, pelo gesto fundamental para que eu sentasse hoje nesta cadeira. E meu muito obrigado ao meu amigo, presidente Arthur Lira, pelo respaldo ao meu nome e pelo trabalho incansável para que a Câmara encontrasse esse consenso histórico que estamos vendo no plenário.

Nenhum interesse ou divergência pode estar acima da nação brasileira e das urgentes necessidades do nosso povo. Minhas amigas e meus amigos, nesta cadeira de Ulysses, às vésperas de completarmos quatro décadas da nossa Constituição, em homenagem a todos os presentes, aos brasileiros, à democracia, ao respeito às instituições e entre as instituições, faço questão de relembrar o gesto histórico de Ulysses ao promulgar a Constituição que juramos respeitar. Viva a democracia! Viva a democracia! Viva a democracia!

Pelo MDB de Ulysses, cheguei a esta casa com apenas 21 anos, em 2011. Com muito orgulho, posso dizer que o PMDB foi minha escola e minha faculdade de política brasileira. A memória de Ulysses deve iluminar corações e mentes nestes tempos difíceis. Ao contrário dos debates parciais, este livro não é apenas a Constituição, não é apenas a civilização; é um compromisso vivo com o Brasil. E vamos lutar pela Constituição, pela nossa Constituição.

Estamos virando uma página da história. Todos os ruídos dos últimos anos, o estranhamento entre os diversos agentes diante da afirmação do poder Legislativo, as reações que geraram momentos de maior ou menor tensionamento. Agora, sabemos que não estamos no ponto de chegada, mas no ponto de partida, onde nos colocaram os constituintes e que, por décadas, as circunstâncias não nos permitiram estar. Quando cada um reconhece o seu lugar, o nome disso é respeito. Passou o tempo do dedo na cara. É hora do olho no olho. O respeito não grita. O respeito ouve e se faz ouvir.

A democracia não tem dono. Somos todos donos da democracia, porque, se a democracia tem um dono, então ela não é de ninguém. Só é democracia se for de todos. Estaremos sempre com a democracia, pela democracia, do lado da democracia.

MaisPB

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Paraibano Hugo Motta é eleito presidente da Câmara Federal

Hugo Motta (Republicanos) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, neste sábado (1º), nas eleições que ocorreram no Congresso Nacional, em Brasília. O paraibano vai comandar a Casa no biênio 2025/2026.

O parlamentar venceu a eleição no primeiro turno, com 444 votos. Motta era o candidato do então presidente Arthur Lira (PP-AL). Antes dele, outros dois paraibanos já estiveram no comando da Câmara Federal: Samuel Vital Duarte (entre 1947 e 1949) e Efraim Morais (entre 17 de dezembro de 2002 e 2 de fevereiro de 2023).

Também estavam concorrendo à presidência os deputados Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Hugo Motta teve apoio da maioria dos partidos da Casa, com exceção da federações PSOL-Rede e do Novo. Ao longo do ano passado, o nome do deputado paraibano como sucessor de Arthur Lira ganhou força pela articulação que ele construiu com a base governista, oposição e com os partidos do ‘Centrão’.

Portal Correio 

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Hugo Motta defende imunidade parlamentar e prerrogativas de deputados

O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) fez um discurso em defesa da imunidade parlamentar e prerrogativas de congressistas e foi amplamente aplaudido por outros parlamentares. O ato faz parte do processo para sucessão da presidência da Câmara, que confirmará um novo nome neste sábado (1º). As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.

“Queremos uma Câmara forte, com a garantia de nossas prerrogativas e em defesa da nossa imunidade parlamentar. A garantia das prerrogativas parlamentares é essencial para o fortalecimento do povo, pois cada um de nós, deputados e deputadas está diretamente relacionado aos anseios daqueles que confiaram o voto a cada uma e cada uma aqui presente”, declarou Motta.

Favorito no processo, Motta afirmou que terá uma condução da presidência em defesa da democracia e que atuará para criar elos nas decisões entre parlamentares.

Portal Correio 

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VÍDEO: Bolsonaro diz em reunião do PL que, se fosse pensar só nele, ‘estaria fora do Brasil’

Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou durante reunião com a bancada do PL neste sábado que, se fosse pensar só nele, estaria fora do Brasil. Ele se encontrou com deputados e senadores e pediu coesão no apoio a Hugo Motta na Câmara e Davi Alcolumbre, já eleito presidente do Senado.

— Fico muito feliz com o rumo que o partido está tomando. A grande maioria entendeu no momento que nós vamos crescer, seremos mais fortes ainda nas eleições no ano que vem. Não é por mim, é por nós. Se eu fosse pensar em mim, estaria fora do Brasil. Jamais vou abandonar o nosso país — disse Bolsonaro.

O ex-presidente disse ainda que o partido precisa se unir e fazer comparações entre o governo dele e da gestão do presidente Lula.

— Nós temos muito o que falar do nosso governo, temos que mostrar o que aconteceu entre 2019 e 2022 e fazer comparações — disse Bolsonaro.

Ele citou a crise do PIX, um “choque” para o atual governo, dizendo que as pessoas se esquecem que o mecanismo foi criado em novembro de 2020, depois da pandemia.

O ex-presidente aproveitou para dizer que a sua equipe trabalhou para desregulamentar a economia, pela desburocratização e redução de impostos.

Com informações de Metrópoles e O Globo

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito, neste sábado (1°), o novo presidente do Senado pelos próximos dois anos. Ele obteve 73 votos. Astronauta Marcos Pontes obteve 4 votos, a mesma quantidade de votos que Eduardo Girão.

Para que um candidato fosse eleito, eram necessários ao menos 41 votos, ou seja, maioria absoluta.

Esse será o segundo mandato de Alcolumbre no cargo. Antes, comandou a Casa Legislativa durante a primeira metade do governo de Jair Bolsonaro (PL) — que abrangeu o primeiro ano da pandemia de Covid-19 — entre 2019 e 2021. Na ocasião, ele recebeu 42 votos.

Em seu discurso antes da votação, Alcolumbre defendeu o respeito às prerrogativas de senadores e um Senado “soberano, autônomo, e independente”. Também pediu a retomada das comissões mistas para a análise de medidas provisórias. Os colegiados estão paralisados depois de um impasse com a Câmara nos últimos anos.

“As comissões mistas são obrigatórias por mandamento constitucional. Suprimi-las ou negligenciá-las não é apenas errado do ponto de vista do processo: é uma redução do papel do Senado”, disse no plenário.

Nos últimos dois anos, Alcolumbre presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. No cargo, comandou as votações da reforma tributária e da sua regulamentação, além da sabatina de autoridades antes de irem ao plenário.

CNN

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Favorito em eleição, Alcolumbre defende Senado “soberano, autônomo e independente” e diálogo entre poderes

Foto: reprodução/YouTube

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) fez discurso como candidato à presidência do Senado Federal neste sábado (1º), dia que marca eleições de novos dirigentes do Congresso Nacional. Em cerca de 15 minutos de fala, prometeu defender autonomia, soberania e independência da Casa, respeitar acordos, fortalecer estados e municípios, trabalhar por uma relação de mais harmonia entre os Três Poderes e para melhorar a vida da população brasileira.

“Sou um defensor intransigente do diálogo, da construção coletiva e das soluções compartilhadas. Para mim, governar é ouvir. Liderar é servir. E é disso que o Brasil precisa agora: uma liderança que una, e não que divida”, falou o senador.

Alcolumbre citou sua experiência como “timoneiro na tempestade”, durante a pandemia de covid-19, como fator que o credencia para comandar novamente o Senado e encarar “o desafio da pacificação, da reunião, da reconstrução”. Ele presidiu a Casa e o Congresso Nacional de 2019 a 2021.

“E não haverá pacificação, não haverá reconstrução, não haverá futuro, se não houver diálogo, se não houver respeito, se não houver democracia, e democracia forte. E não haverá democracia forte sem um Congresso livre, sem um Parlamento firme, sem um Senado soberano, autônomo e independente”, continuou.

Harmonia entre poderes e recado ao Supremo

Sobre a relação entre os Três Poderes, Alcolumbre disse que ela tem sido testada “por tensões e desentendimentos”. “Entre esses desafios, destaco a recente controvérsia envolvendo as emendas parlamentares ao orçamento, que culminou em debates e decisões e com o Supremo Tribunal Federal e o Poder Executivo”, comentou.

Nesse sentido, falou sobre emendas parlamentares, assunto que gerou impasse entre governo, Legislativo e STF — a Corte tomou decisões bloqueando esses recursos.

“Quero ser claro: é essencial respeitar as decisões judiciais e o papel do Judiciário em nosso sistema democrático. Mas é igualmente indispensável respeitar as prerrogativas do Legislativo e garantir que este Parlamento possa exercer seu dever constitucional de legislar e representar o povo brasileiro. Essa garantia pelas prerrogativas do mandato vai muito além das questões orçamentárias. Tem a ver com o mandato parlamentar, assegurado pela Constituição”, falou o senador, em recado ao Supremo.

O senador continuou: “Estou falando ao cumprimento dos acordos aqui firmados, porque sem confiança uns nos outros e sem a obediência ao que foi acordado, este parlamento se transforma em um campo de guerra e as boas ideias se perdem numa eterna e infrutífera disputa entre antagonistas”.

“Daí coloco um terceiro compromisso para o qual me empenharei com determinação: acordo firmado é acordo cumprido até que um novo acordo ou uma nova maioria pense diferente”, prosseguiu.

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Marcos do Val e Soraya Thronicke retiram candidaturas à presidência do Senado

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) anunciaram neste sábado a retirada de suas candidaturas à presidência do Senado. Os anúncios ocorreram após o fim dos discursos a que eles tiveram direito como postulantes ao cargo.

O favorito na disputa é Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Também concorrem Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Pontes (PL-SP).

Marcos do Val afirmou que sua participação na disputa ficou “inviável”:

— Quero oficializar a a minha retira da candidatura. Porque eu fui prejudicado por questões da censura e só ontem que a imprensa descobriu que eu existia como candidato. Não fui, de forma democrática, um candidato. Então estou aqui retirando, porque ficou inviável a possibilidade de uma eleição.

Do Val argumentou que teve a candidatura prejudicada por decisões judiciais e fez um discurso na tribuna que teve como principal foco o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

— Vou ser multado em R$ 50 mil por estar falando aqui, mandei a decisão para cada um dos senadores. Retiro a minha candidatura pela impossibilidade de falar e de fazer minha campanha. Sou o único senador da história do Brasil que, enquanto exerce o seu mandato está sendo censurado com redes sociais bloqueadas, contas bloqueadas, multas de R$ 50 mil para cada vez que eu estiver nesta tribuna — disse o parlamentar, que estendeu na tribuna da Casa um pergaminho que representava as decisões de Moraes contra ele.

Já Soraya declarou “reconhecer o cenário atual”:

— Depois de muita reflexão e diálogo com as lideranças, eu decidi, humildemente, renunciar à minha candidatura. Pois eu sou capaz de reconhecer o cenário atual. Sou capaz de reconhecer o cenário possível. Não se trata de desistência, mas de estratégia.

De acordo com a senadora, é “o momento de retroceder para dar dois passos à frente”.

O Globo

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“Acabou Lulinha paz e amor”, diz presidente sobre bolsonaristas

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um discurso mais combativo, na noite desta sexta-feira (31/1), para tentar alavancar a reeleição em 2026. A ideia do petista é mudar a visão do “Lulinha paz e amor” e ser mais incisivo nas redes sociais contra o bolsonarismo. “Acabou Lulinha paz e amor”, declarou Lula em evento que formalizou Lindbergh Farias (PT-RJ) como o novo líder da legenda na Câmara dos Deputados.

Lula esteve reunido com a bancada do PT no Lago Sul, área nobre de Brasília. A formalização de Lindbergh Farias como líder do PT na Câmara acontece às vésperas de uma mudança no comando das duas casas que formam o Congresso. Estão marcadas para sábado (1º/2) as eleições para as presidências da Câmara e do Senado.

Segundo fontes do Metrópoles que estavam no evento, além de falar sobre o fim do “Lulinha paz e amor”, o presidente fez outras sinalizações de que vai mudar a postura em relação aos bolsonaristas. Membros do PT que estiveram com o presidente afirmaram que Lula pretende fazer comparações em relação aos dois primeiros anos dos mandatos de Lula e Bolsonaro.

Outro aviso, conforme as pessoas que estavam na reunião, foi o de que Lula vai intensificar a agenda pelo país. A proposta é “colocar Lula no meio do povo”. Para isto, as bancadas foram chamadas a fazer campanha no interior do Brasil.

A atuação mais política de Lula terá como foco a defesa do regime democrático, conforme interlocutores. Na fala que fez no encontro, o presidente ainda aproveitou para “dar um gás” na bancada.

Além das mudanças no comando, o cenário é composto por uma queda na avaliação positiva do governo, conforme pesquisas de opinião pública divulgadas recentemente. Após uma troca no Ministério das Comunicações, Lula retomou a agenda de entrevistas coletivas, o que deu a ele mais espaço no noticiário dos últimos dias.

Metrópoles

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Presidente dos Correios é cobrado por Lula sobre rombo bilionário

Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu explicações ao presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, sobre o bilionário rombo nas contas da estatal, durante uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira 31. Em uma rápida entrevista coletiva após o encontro, Santos afirmou que Lula cobrou uma reestruturação da empresa. “A missão que o presidente nos deu e nos cobrou também é que a gente apresente um plano de reestruturação”, disse aos jornalistas.

Santos acrescentou que a elaboração das propostas já está em andamento e envolve os ministérios da Gestão, da Fazenda, e das Comunicações. Ele também afirmou que há pressa para reverter a situação. “Estamos trabalhando para ter, em um curto espaço de tempo, um resultado positivo”.

Em 2023, os Correios registraram prejuízo líquido de 597 milhões de reais – o terceiro maior entre as 27 estatais federais que fecharam o ano no vermelho. Os dados de 2024 só devem ser conhecidos em abril, mas há indícios de que a situação continua complicada. Hoje, o Banco Central divulgou as estatísticas fiscais consolidadas de 2024 com um número alarmante: o conjunto de estatais federais, estaduais e municipais fechou o ano com um rombo de 8 bilhões de reais – o maior da história.

Quando se consideram apenas as estatais federais, o buraco totalizou 6,7 bilhões de reais – um salto de mais de dez vezes sobre o déficit de 656 milhões do ano retrasado. O puxão de orelha de Lula em Santos deve-se ao fato de que os Correios foram a empresa que mais contribuiu para o péssimo resultado. Os Correios responderam por 3 bilhões dos 8 bilhões de reais de rombo informados pelo BC hoje.

Aos jornalistas, Santos atribuiu o desempenho ao “sucateamento” da empresa promovido pelo governo de Jair Bolsonaro, que preparava sua privatização. Ele citou ainda que os elevados custos para universalizar os serviços de distribuição de correspondências e encomendas, bem como as grandes despesas fixas com pessoal, agravaram a situação.

O comandante dos Correios deixou de fora, contudo, algo que supera o último governo – o buraco de 15 bilhões de reais no Postalis, o fundo de pensão dos funcionários da estatal. No fim do ano passado, a empresa concordou em injetar 7,6 bilhões no fundo e, para não quebrar, adotou uma série de medidas de contenção de custos. O objetivo, segundo um comunicado enviado aos funcionários, era evitar uma eventual “insolvência” da companhia.

O encontro de Lula com Santos contou ainda com a participação de Esther Dweck, ministra da Gestão. Na coletiva, Dweck afirmou que a conversa serviu para apresentar ao chefe as iniciativas em curso para sanear os Correios. Segundo ela, a companhia “está numa trajetória muito positiva, apesar do resultado divulgado hoje [pelo Banco Central]”. Ela acrescentou que a empresa “vai adotar várias medidas para que isso [os prejuízos] se reverta o mais rápido possível.”

Veja

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Cerca de profissionais do IBGE divulgam manifesto criticando gestão Pochmann

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Após o Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) suspender temporariamente a criação da fundação de direito privado IBGE+, um dos principais pontos da crise que a instituição vem enfrentando, servidores da área de comunicação do órgão publicaram manifesto criticando a gestão do atual presidente do instituto Marcio Pochmann, e se somando ao coro de profissionais que consideram suas medidas “autoritárias”.

Com mais de 300 assinaturas, o documento é uma atitude inédita da comunicação do IBGE. O texto critica os comunicados da presidência, que dizem ser feitos por servidores que foram indicados a seus cargos, e não concursados, e consideram que as informações sobre as pesquisas, principal produto do instituto, se perdem no meio das notícias sobre a agenda do presidente. Eles dizem ainda que essas notícias paralelas têm gerado sobrecarga de tarefas.

“Os profissionais de comunicação trazidos ao IBGE pelo sr. Pochmann se sobrepuseram aos servidores de carreira concursados e impuseram uma dinâmica que saturou a página do IBGE na internet, a Agência IBGE e as redes sociais do Instituto com notícias sobre o presidente e suas realizações, em detrimento dos releases, notícias e postagens essencialmente relevantes sobre os resultados das pesquisas do Instituto. As divulgações sobre o PIB, a inflação e o desemprego, inclusive os aguardadíssimos resultados do Censo 2022, tiveram que ceder espaço à avalanche de notícias sobre a gestão Pochmann”, diz o manifesto.

Os profissionais criticam a utilização do aparato de comunicação social do IBGE para promoção pessoal, o que dizem estar sendo feito pelo presidente, e reafirmam que a divulgação das estatísticas oficiais deve ser objetiva e impessoal, independentemente de influências políticas.

O texto acusa ainda a presidência de não atender a imprensa adequadamente, dizendo que Pochmann se recusando a atender suas demandas e se limita a responder seus questionamentos através de notas “tardias” publicadas no portal do IBGE.

“Pochmann, ao contrário de quase todos os que o antecederam no cargo, até hoje não deu uma coletiva para a imprensa que cobre o IBGE rotineiramente, preferindo falar com correspondentes estrangeiros, blogueiros amigos ou com veículos isolados, escolhidos sem qualquer transparência”, dizem os profissionais.

Os comunicadores do instituto criticam também as viagens que estão sendo feitas essa semana pelo presidente para divulgação do novo plano de trabalho. Eles observam que não há agenda no Rio, onde fica a sede órgão e onde trabalha a maioria dos servidores do IBGE.

“Outra enorme fonte de atritos está nas turnês oportunistas pelo país, que pegam carona nas divulgações mais concorridas do IBGE, como as do Censo 2022 e de algumas pesquisas anuais, para uma agenda paralela de Pochmann e seus assessores, incluindo contatos com diversos políticos locais”.

O Globo

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