Brasil

Segundo pesquisa, 45% dos brasileiros dizem que corrupção aumentou no país sob Lula


Dois anos depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar ao Palácio do Planalto, 45% dos brasileiros têm a percepção de que a corrupção “aumentou” no país. A taxa subiu 6 pontos percentuais em 1 ano. O dado é de pesquisa PoderData realizada de 25 a 27 de janeiro de 2025.

O grupo dos que dizem que a corrupção diminuiu era de 30% há 1 ano. Agora, a taxa caiu para 24%. Outros 23% dizem que “ficou igual” e 8% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 25 a 27 de janeiro de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.500 entrevistas em 219 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

LULISTAS X BOLSONARISTAS

Eleitores dos 2 candidatos que disputaram o 2º turno nas eleições de 2022 estão em lados opostos. Entre os que dizem ter votado em Jair Bolsonaro (PL), 70% acredita que a corrupção “aumentou”. Já 39% dos que afirmam ter votado em Lula pensam que a corrupção “diminuiu”.

Leia mais

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Justiça manda prender Dama do Tráfico, que visitou Ministério da Justiça

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou, nesta quarta-feira (29/1), a prisão definitiva de Luciane Barbosa Farias, conhecida como a Dama do Tráfico amazonense, que se reuniu com autoridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ao longo de 2023.

A decisão ocorre no âmbito da ação penal que a condenou a 10 anos de prisão por associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Até então, Luciane recorria em liberdade, mas os recursos se esgotaram e o processo transitou em julgado. O nome dela foi inserido no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

“Como é cediço, uma vez encerrado a fase de conhecimento do processo criminal, em havendo condenação, inicia-se a fase executiva da pena, devendo o juízo de conhecimento tomar as providências necessárias à exequibilidade do édito condenatório, na forma da legislação vigente”, escreveu a juíza Rosália Guimarães Sarmento, em decisão obtida pela coluna.

Luciane é casada com Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas – uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Amazonas.

Quem é Luciane Barbosa, a Dama do Tráfico

A Dama do Tráfico é apontada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) como o braço financeiro do CV, responsável por ocultar, empregar e lavar valores oriundos da máquina criminosa do tráfico de drogas.

Apesar da ficha criminal, Luciane foi recebida por duas vezes em 2023 por autoridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo. A pasta alegou, na ocasião, que a mulher estava como “acompanhante” nas reuniões e que era “impossível” o setor de inteligência detectar previamente a presença dela.

“Luciane Barbosa Farias era a responsável por acobertar a ilicitude do tráfico, tornando o numerário deste com personificação lícita, ao efetuar compra de veículos, apartamentos e até mesmo abrindo empreendimento. Logo, inquestionável é a participação da apelada na organização criminosa Comando Vermelho”, escreveu a desembargadora Vânia Marques Marinho, do TJAM, ao condená-la na segunda instância.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

“O presidente do Banco Central não pode dar um cavalo de pau num mar revolto de uma hora para outra”, diz Lula sobre alta de juros

Foto: Reprodução / TV Gov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou, em entrevista nesta quinta-feira (30), o fato de a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) presidida por Gabriel Galípolo ter mantido o ritmo de alta dos juros da economia.

Nesta quarta (29), por decisão unânime, o Copom elevou a taxa Selic em um ponto percentual. Foi a quarta alta seguida, e a segunda nesse ritmo intenso. Com ela, a Selic chegou a 13,25%.

“O presidente do Banco Central não pode dar um cavalo de pau num mar revolto de uma hora para outra. Já estava praticamente demarcado a necessidade da subida de juros, pelo outro presidente [Roberto Campos Neto]. E o Galípolo fez aquilo que ele entendeu que deveria fazer”, diz Lula.

“Nós temos consciência de que é preciso ter paciência, eu tenho 100% de confiança no trabalho do presidente do Banco Central. Tenho certeza de que ele vai criar condições para entregar ao povo brasileiro uma taxa de juros menor”, continuou.

Nos últimos dois anos, quando o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto, Lula fez uma série de ataques à política monetária – que, segundo ele, era feita contra os interesses do país.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

VÍDEO: Lula diz não ser responsável por autorizar aumento do preço do diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/1), que não é o responsável por autorizar reajustes no preço do diesel. A fala foi feita durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

“Eu não autorizei aumento no diesel. Desde o meu primeiro mandato, acredito que quem autoriza é a Petrobras”, explicou Lula.

“Se a Petrobras tiver que fazer o reajuste ainda assim não levando em conta o aumento da inflação, se colocasse a inflação no preço, ainda assim será menor que em dezembro de 2022”, completou o presidente.

Um aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de caráter estadual, causará aumento de de R$ 0,06 sobre o diesel a partir deste sábado (1º/2).

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Bolsonaro é plano A e B para presidente em 2026, diz Flávio

Presidente Jair Bolsonaro com o Gov. Claudio Castro (MDB/RJ) que declarou apoio a reeleição do presidente.| Sérgio Lima/Poder360 00.ago.2022| Sérgio Lima/Poder360 00.ago.2022

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que o plano da direita é lançar seu pai candidato em 2026, podendo ou não ser eleito. Hoje, ele está inelegível.

“Nosso plano A é Jair Bolsonaro e o nosso plano B é seguir o plano A. Espero sinceramente que em algum momento o STF volte a cumprir a Constituição“, disse em entrevista ao Poder360, realizada na 3ª feira (28.jan.2025).

Isso significa que Bolsonaro deve ser candidato até que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgue sua candidatura improcedente. Depois, alguém ungido por ele assumiria em seu lugar. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou estratégia semelhante em 2018.

Seu vice era o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele assumiu a candidatura uma vez que Lula foi barrado. Segundo o senador, o grupo político liderado pelo seu pai está mobilizado para que ele volte a poder ser candidato.

Eis os principais pilares da estratégia para Bolsonaro concorrer:

opinião pública – massificar o argumento de que Bolsonaro seria um preso político;

Congresso – tentar passar uma anistia para o ex-presidente;

pressão externa – o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), como principal fator.

Flávio tem 43 anos e está em seu 1º mandato como senador pelo Rio de Janeiro. Antes, foi deputado estadual. Dos 3 filho de Bolsonaro com mandato, Flávio é o que melhor exerce o papel de negociador político.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula avalia entregar liderança do governo ao Centrão

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Além do comando de ministérios importantes, o presidente Lula avalia entregar mais um espaço estratégico a partidos do Centrão: a liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Atualmente, o posto é ocupado pelo deputado José Guimarães (PT-CE). O petista, contudo, é o favorito para assumir o comando interino do PT, com a possível ida de Gleisi Hoffmann para um ministério.

Uma ala do PT defendia que Lula aproveitasse o xadrez para acomodar na liderança do governo o ex-ministro petista Paulo Pimenta, demitido em janeiro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

O presidente da República, contudo, tem sido aconselhado e passou, de fato a considerar, indicar um nome do MDB ou até do PSD para substituir Guimarães como líder do governo na Câmara.

A avaliação é de que um nome do Centrão facilitaria a interlocução do governo com o provável futuro presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com lideranças do próprio bloco.

Além disso, a liderança de governo serviria para acalmar a ala do Centrão que defende a nomeação de um parlamentar do grupo para um dos chamados “ministérios palacianos”.

Desde a gestão Arthur Lira (PP-AL), uma ala do Centrão pressiona para que Lula troque o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), responsável pela articulação política do governo.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Kassab chama Haddad de fraco e diz que PT perderia eleição se fosse hoje

reuniao-com-temer-adia-vinda-de-kassab-paraiba
Ministro Gilberto Kassab (Foto: Divulgação / Assessoria)
Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário do estado de São Paulo na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira (29) que Fernando Haddad é fraco na condução do Ministério da Fazenda, ao contrário de figuras que ocuparam o cargo no passado, como Fernando Henrique Cardoso, Antonio Palocci, Henrique Meirelles e Paulo Guedes, na sua avaliação. “O que vemos hoje é uma dificuldade do ministro Haddad de comandar. Um ministro da economia fraco é sempre um péssimo indicativo”, disse durante evento do banco de investimento UBS BB, em São Paulo. “Eu acredito no sucesso da economia quando você tem ministros de economia fortes. No próprio governo do FHC, no qual eu fui deputado federal, você ia levar encaminhar algumas sugestões para o presidente e ele mesmo falava ‘isso não é comigo é com o [Pedro] Malan’. No [primeiro] governo Lula, o Palocci comandava. No governo Temer, Meirelles comandava. Todos os bons momentos do Bolsonaro foram relacionados ao Paulo Guedes. E a presidente Dilma não foi bem porque ela queria comandar a economia”, disse Kassab. Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Não há bala de prata para resolver queda na aprovação de Lula, diz Padilha

Foto: Cristiano Mariz/O Globo

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) diz que não há truque ou bala de prata para resolver os problemas que levaram à queda na aprovação de Lula (PT) nas pesquisas.

Segundo ele, o próprio presidente já cobrava da sua equipe soluções para temas como a inflação no preço dos alimentos.

“Quem pensa em truques, quem pensa em bala de prata sobre isso, em geral colhe um resultado negativo. Não é a primeira vez que a gente governa o país”, disse nesta terça (28) à Folha.

Pesquisa Quaest mostrou que a avaliação negativa do governo superou a positiva pela primeira vez no atual mandato.

Padilha afirma esperar a continuação de uma “parceria” com o Congresso Nacional, após a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, e apresentou a reforma do Imposto de Renda como uma das prioridades do ano.

A pesquisa Quaest apresentou uma queda na aprovação do governo, sobretudo nas bases do presidente. Como pretendem reverter esse cenário?
A pesquisa traz um tema que o próprio presidente já vinha apontando para o governo. Vai acompanhar muito de perto, como o tema do impacto da inflação dos alimentos na vida das pessoas. Se tem alguém que é mais severo do que qualquer pesquisa a seu governo é o próprio presidente. E essa postura dele me dá a garantia e confiança de que o governo vai enfrentar esses temas que foram apontados [pelas pesquisas].

Mas como? Inflação, por exemplo…
Com as medidas… Não tem truque. Quem pensa em truques sobre isso, quem pensa em bala de prata, em geral colhe um resultado negativo. Não é a primeira vez que a gente governa o país. Não é a primeira vez que a gente vê situações de crescimento, por exemplo, do preço de determinados alimentos.

Então a gente tem experiência suficiente para manter a economia no rumo certo, reafirmando as medidas que criam um ambiente econômico positivo. Além disso, o governo faz um conjunto de medidas desde o primeiro dia de governo, de estímulo à produção, recuperação de estoques reguladores, que contribuem para que possa ter um aumento na segurança alimentar e reduzir qualquer impacto sobre isso. E o fundamental, na liderança do ministro [Fernando] Haddad, é ir conduzindo o ambiente econômico para a equalização da situação do câmbio, para, com serenidade, dissipar qualquer oscilação que teve no final do ano e que impacta, sem dúvida alguma, nos alimentos hoje.

Entrevista completa na Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula perde apoio de lulistas e nordestinos, e desaprovação vai a 51%

Presidente Lula - Metrópoles

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou na 2ª metade do seu mandato com rejeição recorde e perda de apoio em grupos que o ajudaram a se eleger em 2022.

Dados da pesquisa Poder Data realizada de 25 a 27 de janeiro de 2025 mostram que 51% dos eleitores declaram “desaprovar” a gestão petista, enquanto 42% dizem “aprovar”.


É a 3ª vez desde a posse, em janeiro de 2023, que a taxa de desaprovação supera a de aprovação. Desta vez, entretanto, o cenário é mais crítico. A diferença entre as taxas é de 9 pontos percentuais e está fora da margem de erro do levantamento (de 2 pontos, para mais ou para menos)

O governo enfrenta hoje dificuldades econômicas, políticas e de comunicação. Prometeu na campanha “incluir o pobre no Orçamento”, mas com a alta do dólar (apesar do leve recuo nos últimos dias), que pressiona os preços internamente, em especial dos alimentos, a administração federal tem perdido apoio dos grupos mais vulneráveis. Essa tem sido uma preocupação de Lula, que já deu bronca em ministros em reunião ministerial e estuda possibilidades para baixar os preços

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Sob Lula, inflação dos ricos foi menor que a dos pobres em 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com a promessa de colocar o pobre no orçamento e prover preços baixos para a picanha e cerveja em churrascos de fins de semana.

Passados 2 anos do petista no Planalto, o resultado não foi o esperado. Dificuldades para pagar as despesas do governo e uma injeção de dinheiro público na economia levaram a um aquecimento das atividades, inflação e uma situação melhor para quem é rico

 

Conforme as estatísticas do IBGE, que pesquisa e calcula a inflação oficial do Brasil, o IPCA, em 2024 quem tinha renda alta enfrentou uma taxa média de 4,43% nos preços dos produtos que consumiu no ano passado. Já quem tem renda baixa ficou uma taxa maior, de 5,02%

 

A inflação média do Brasil acelerou de 4,62% em 2023 para 4,83% em 2024. Mas a alta não foi linear por faixa de renda: as #taxas para as famílias mais ricas são as mais baixas em 4 anos. O levantamento é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com dados do IBGE. Enquanto isso, subiu de 3,27% para 4,91% no período para as famílias com renda “muito baixa”

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.