Brasil

Governo e deputados querem acabar com crédito do saque-aniversário do FGTS

Deputados articulam usar a MP (medida provisória) do Minha Casa, Minha Vida para impedir que o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seja usado como garantia para contratação de empréstimos.

A medida é de interesse da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), forte crítica da possibilidade de concessão de crédito regulamentada em 2020 pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro Luiz Marinho (Trabalho) já deu declarações públicas contra a criação do saque-aniversário do FGTS e criticando a possibilidade de usar os recursos como garantia de empréstimos. Na avaliação dele, a mudança “criou a possibilidade da farra do sistema financeiro”.

Hoje, bancos oferecem linha de crédito com garantia no saque-aniversário. Emenda do deputado Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) à MP do Minha Casa, Minha Vida busca retirar da lei que regula o FGTS a possibilidade de uso dos recursos em operações de microcrédito.

Na justificativa, o deputado afirma que o fundo se constituiu “como fonte imprescindível de recursos para financiar a produção habitacional para famílias de baixa renda, bem como para infraestrutura”.

“Qualquer iniciativa de redirecionamento destes recursos, mesmo que para objetivos nobres, reduz a capacidade do país de equacionar tais gargalos”, argumenta. “A revogação da política de microcrédito com recursos do FGTS busca salvaguardar os recursos para habitação e infraestrutura.”

A emenda tem apoio do governo, que defende que os recursos do fundo sejam usados prioritariamente em política habitacional e em outros objetivos essenciais previstos na lei. Nos bastidores, o relator da MP, deputado Fernando Marangoni (União-SP), já sinalizou que não acatará em seu parecer sugestão envolvendo mudança no FGTS.

A MP do Minha Casa, Minha Vida tem validade até 14 de junho e precisa ser aprovada tanto na Câmara quanto no Senado antes desse prazo para permanecer em vigor.

O relator já fez seis audiências públicas com diversos setores interessados no programa social. Outras cinco audiências regionais devem ser realizadas na semana que vem, uma por região do país. A decisão deve ser tomada em conjunto com o presidente da comissão, o senador Eduardo Braga (MDB), nesta semana.

O objetivo é colher sugestões que levem em conta as diferenças locais no Brasil para aperfeiçoar o programa.

Somente depois disso um relatório final deve ser fechado por Marangoni. Nele, devem estar as sugestões do vice-presidente da comissão, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).

Boulos chegou a ser indicado para relatar a MP, mas abriu mão do posto após um ensaio de rebelião por parte do União Brasil. Ao deixar o posto, recebeu a garantia de que suas contribuições estariam no relatório.

Assim, o projeto deve ir para votação na Comissão Mista que analisa o texto na segunda metade do mês. Daí, seguirá para o plenário das duas Casas.

Até o momento, 298 emendas já foram apresentadas e é provável que mais adendos sejam sugeridos nas audiências regionais.

O FGTS é um foco de atenção do governo federal por conta de um julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que avalia a rentabilidade do fundo.

Uma decisão da corte constitucional revendo para cima o rendimento dos recursos depositados no FGTS impactará diretamente os setores que mais dependem de financiamentos do fundo de garantia: a habitação e o saneamento.

O problema é que o governo com os financiamentos mais baratos do FGTS para garantir o sucesso do Minha Casa, Minha Vida e a universalização do saneamento básico.

Assim, o fim de saques extraordinários do FGTS, como o saque-aniversário, e outras políticas que tiram recursos do fundo são uma maneira de destinar mais verba para essas políticas.

O julgamento no STF já tem dois votos para que o rendimento das aplicações no fundo seja equiparado ao da poupança. Ele foi interrompido após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes.

Folha de São Paulo

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Paraíba

NINGUÉM SAI: Indígenas bloqueiam sede do governo e cobram criação de Secretaria

Um grupo de indígenas trancou na manhã desta segunda-feira (8) as três saídas do Centro Administrativo da Paraíba, em João Pessoa. A Polícia Militar está no local e negocia liberação dos portões.

Eles cobram a regulamentação salarial do cargo de Professor Indígena e uma pasta especifica para Educação Indígena.

Eles foram recebidos pela Secretaria de Estado da Educação, mas ainda não há resultado do encontro.

Blog do BG PB

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Brasil

Polícia Federal investiga Mauro Cid por lavagem de dinheiro


Foto: Reprodução

Preso na semana passada pela PF na operação que mirou supostas fraudes em cartões de vacinação, o tenente-coronel Mauro Cid (foto), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passou a ser investigado por lavagem de dinheiro. Durante a ofensiva, deflagrada na semana passada, agentes encontraram US$ 35 mil em dinheiro vivo no cofre na casa do militar. A TV Globo divulgou ontem imagens que mostram a apreensão.

Depois, a Polícia Federal seguiu os rastros do dinheiro e descobriu que Mauro Cid tem uma conta bancária em Miami, de onde teria sacado os dólares em março. Segundo a emissora, a próxima etapa da apuração é conseguir a quebra de sigilo dessa conta para obter detalhes sobre sua movimentação financeira.

À GloboNews, Rodrigo Roca, advogado de Mauro Cid, negou que o ex-auxiliar de Bolsonaro tenha cometido irregularidades.

“Esse dinheiro não vem de cueca ou mala, vem de trabalho. É fato conhecido que todo militar que faz missão no exterior tem em seu favor aberta uma conta bancária no Banco do Brasil em Miami. Lá são depositados os soldos, foi comprovado imediatamente. Essa verba sequer poderia ter sido apreendida”, disse ele, após a operação.

Mauro Cid segue preso no Batalhão de Polícia do Exército Brasileiro.

O Antagonista

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Paraíba

Empresário considerado “Rei do Tomate” na PB é preso acusado de mandar matar ex-funcionários

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou na manhã desta segunda-feira (8) a Operação Justiça Sangrenta para prender os envolvidos nas mortes de dois tratoristas na zona rural do município de Cubati, na região do Seridó paraibano. Naldinho e Jodeildo estavam no Sítio Golpe D’água executando serviços de cortes terra na tarde do dia 18 de abril quando foram assassinados.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão, 11 de busca e apreensão e duas armas de fogo ilícitas apreendidas.

De acordo com a delegada seccional de Juazeirinho, Dra. Mairam Moura, entre os presos, está Edson do Tomate, famoso empresário idealizador do Paredão do Tomate, uma festa que leva grandes paredões do som pelo interior da Paraíba e Rio Grande do Norte, que inclusive já contou com a presença do cantor Gusttavo Lima.
O empresário é também considerado o maior plantador de tomate da Paraíba e foi preso em sua casa, na cidade de Soledade, sob a suspeita de ser o mandante dos homicídios e os executores seriam dois pistoleiros da cidade de Taperoá, que foram presos.

De acordo com relatos da delegada, o alvo do assassinato seria apenas Naldinho, que ingressou contra Edson do Tomate na Justiça do Trabalho e ganhou uma ação no valor de R$ 40 mil. Porém, fez um acordo na própria Justiça Trabalhista para receber algo em torno de R$ 20 mil.

No entanto, de acordo com o inquérito policial, Naldinho foi morto a mando de Edson do Tomate por vingança por ele ter entrado na Justiça para reaver os seus direitos, sendo alvejado por vários disparos de arma de fogo enquanto trabalhava.
A Operação Justiça Sangrenta foi deflagrada pela PC e nos cumprimentos dos mandados, contou com as participações da Polícia Militar (PM), Grupo de Operações Especiais (GOE), Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e Delegacia de Homicídios de Campina Grande.

Com informações de Picuí Hoje

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STF

Gilmar Mendes mantém afastamento de Arthur Cunha Lima do TCE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, na semana passada, um habeas corpus impetrado pela defesa de Arthur Cunha Lima para que fosse sustado o afastamento do conselheiro das funções no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).

Cunha Lima está impedido de exercer a função na Corte de Contas paraibana desde dezembro de 2019, quando foi alvo da Operação Calvário – Juízo Final. O afastamento foi determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público Federal. A acusação é de que o conselheiro teria recebido propina para aprovar as contas da Organização Social Cruz Vermelha.

O contrato da entidade foi firmado durante a gestão Ricardo Coutinho (PSB) e é alvo de uma investigação por suspeita de fraudes e desvio de dinheiro.

Veja mais: AFASTAMENTO BACANA: Conselheiro do TCE, Arthur Cunha Lima já recebeu quase R$ 850 mil de salários desde que foi afastado pela justiça

Na ação, a defesa de Arthur alegou ilegalidade da decisão do ministro Francisco Falcão, do STJ, por manter a medida cautelar contra Cunha Lima há mais de 1.200 dias.

“A defesa sustenta a ilegalidade da decisão impugnada, porquanto configurado excesso de prazo na medida cautelar de afastamento do cargo público, a qual perdura por mais de 1.200 dias, sem que haja sequer o recebimento da denúncia pelo STJ. Ademais, consigna que a decisão que prorrogou as medidas
cautelares restritivas de forma indefinida carece de motivos idôneos e
concretos”, diz a banca de advogados.

Argumento que não foi acatado por Gilmar Mendes. “Na situação dos autos, o tempo de afastamento não excedeu o que se espera de um processo penal de caráter complexo. Além disso, não está claro que a morosidade tenha origem em desídia do STJ”, destacou o ministro do STF.

Apesar deste entendimento, Gilmar Mendes mandou um recado ao STJ e ao judiciário.

“Obviamente, as considerações aqui desenvolvidas partem da base fática e das premissas ora existentes, sendo certo que, até o momento, não ficou caracterizado excesso de prazo. No entanto, isso não afasta o dever, imposto a todas as autoridades judiciárias, de assegurar o princípio da duração razoável do processo, também aplicável às etapas preliminares da persecução penal”, concluiu.

Wallison Bezerra – MaisPB

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Paraíba

Defesa de Toin da Braiscompany impõe condição para empresário se apresentar à Justiça

Sob o argumento de que o critério para se determinar a prisão seria “ilegal”, a defesa dos sócios da empresa Braiscompany, Antônio Neto Ais e Fabrício Campos, informou nesse domingo (7), durante entrevista a TV Record, que os foragidos só devem se apresentar a justiça após revogação do pedido.

O casal tem um mandado de prisão preventiva em aberto por supostos golpes envolvendo criptomoedas. A Braiscompany, empresa sediada em Campina Grande, seria considerada pelo Ministério Público como uma pirâmide financeira.

O advogado de defesa de Antônio Neto e Fabrícia Campos, Santiago Schunk, do escritório Nelson Wilians, considera o pedido de prisão do casal abusivo e argumentou que outras empresas também passaram casos parecidos.

“Antônio Neto e Fabrícia estão aguardando o reconhecimento da ilegalidade da prisão deles, para se apresentarem e esclarecerem todos os fatos. Temos notícias de grandes empresas que faliram e você não nota nenhum sócio ligando, pedindo empréstimo, ao contrário, o empresário sempre acredita que no dia seguinte a empresa vai ter um dia melhor que o dia anterior”, disse, em entrevista à Record.

Antonio Neto e Fabrícia Campos são considerados foragidos pela Justiça desde fevereiro deste ano, quando uma operação da Polícia Federal incluiu a Braiscompany numa operação que apurava crimes contra o sistema financeiro.

MaisPB

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Brasil

Intenção de Lula de rever privatização da Eletrobras é preocupante, diz Lira

Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP, foto), disse ver com preocupação a possibilidade de revisão da privatização da Eletrobras, como tem defendido o governo Lula (PT). O deputado disse, em entrevista à CNN neste domingo (7), em Nova York, que o projeto que trata do tema foi profundamente debatido no Congresso e traz ganhos para a empresa e para o país.

“Essas questões de rever privatização preocupam. Você pode não propor mais nenhuma privatização, mas mudar um quadro que já está jogado e definido, e com muitos grupos, muitos países investindo, é realmente causa ao Brasil uma preocupação muito forte“, afirmou Lira.

Na última sexta (5), como mostramos, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou no STF com uma ação, assinada também pelo presidente Lula, para barrar pontos da privatização da Eletrobras. O Planalto alega que a lei da desestatização da companhia diminuiu irregularmente o peso dos votos da União entre os acionistas.

A privatização da Eletrobras foi aprovada pelo Congresso em 2021 e concluída na Bolsa de Valores em junho do ano passado. Em sua ação, a AGU afirma que não quer desfazer a venda da companhia, por se tratar de um tema que “deve ser discutido pelo Congresso Nacional”.

Por O Antagonista

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Paraíba

Dezoito açudes atingem capacidade máxima e sangram na PB; confira lista

Dezeoito açudes ultrapassaram a capacidade máxima de armazenamento de água e estão sangrando na Paraíba, de acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). A recarga nos reservatórios ocorreu a partir do registro de chuvas intensas nas últimas semanas no estado.

De acordo com o levantamento, outros 64 reservatórios estão com volume dentro da normalidade.

Confira abaixo a lista dos reservatórios que estão com a capacidade máxima:

Araçagi (Mamanguape); Bartolomeu I (Bonito de Santa Fé); Bom Jesus (Carrapateira); Cachoeira dos Alves (Itaporanga); Cachoeira da Vaca (Cachoeira dos Índios); Cafundó (Serra Grande); Carneiro (Jericó); Cochos (Igaracy); Olho D’água (Mari); `Paraíso (São Francisco); Pimenta (São José de Caiana); Pitombeira (Alagoa Grande); Roçado (Conceição); Santa Rosa (Brejo do Cruz); São Gonçalo (Sousa); São José I (São José de Piranhas); São José II (Monteiro) e Vazante (Diamante) e Vídeo (Conceição).

Portal Paraíba

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Brasil

Ciro Nogueira elogia gestão de Bolsonaro na pandemia de Covid-19: “Não falaram, fizeram”

O ex-ministro Ciro Nogueira (PP) elogiou, no último domingo (7), a atuação de Bolsonaro (PL) na pandemia de Covid-19. Via redes sociais, Ciro disse que o antigo governo “fazia enquanto os outros falam” e que críticas negativas seriam “negacionismo mesquinho”.

Ministra da Saúde diz que é hora de intensificar a vacinação contra a Covid-19

Blog do BG PB

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Brasil

Ministro do STF Kassio Nunes Marques tem nova complicação em bariátrica e é atendido em hospital

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Kássio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi atendido no ambulatório de um hospital de Brasília por conta de cirurgia bariátrica revisional (fístula intestinal) realizada em fevereiro deste ano.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministro, Nunes Marques compareceu ao hospital para realizar um procedimento pós-operatório de limpeza e manutenção do dreno.

“O ministro Nunes Marques não está internado. Ele realizou uma cirurgia em fevereiro e se recupera em casa. Ele participa normalmente, inclusive, das sessões presenciais do STF. A cirurgia realizada pelo ministro foi considerada bem sucedida pelos médicos. Como parte do pós-operatório, ele comparece ao hospital para fazer a limpeza e manutenção ambulatório, de rotina, do dreno”, diz a nota.

O magistrado foi atendido no Hospital DF Star e encontra-se sem sinais de infecções.

Metrópoles

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