Brasil

Zambelli é diagnosticada com Covid e segue internada


Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

A deputada Carla Zambelli afirmou neste sábado (20) que está internada na UTI de um hospital em Brasília depois de sentir um “mal-estar súbito” na última segunda-feira. Em nota, a assessoria informou mais tarde que a parlamentar está com Covid e que ela não se vacinou contra a doença por recomendação médica.

Diz ainda que Zambelli “manteve sua imunidade em níveis elevados” nos últimos anos.

“É provável que tenha contraído o vírus durante sua viagem de volta da Coreia do Sul, que durou aproximadamente 24 horas. Vale ressaltar que a parlamentar encontra-se assintomática e já se passaram 5 dias desde o diagnóstico”, diz a nota.

No vídeo divulgado mais cedo, porém, Zambelli disse que foi internada na UTI em razão de um “mal-estar súbito” e que foi ao hospital para ser monitorada e passar por exames.

O Antagonista

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Brasil

Lula quer se vingar do agro pelo apoio dado a Bolsonaro’, diz Ricardo Salles

O deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que o presidente Lula quer se vingar do agronegócio, em virtude do apoio do setor ao governo Bolsonaro. Além disso, Salles sugeriu que o Executivo é omisso quanto às invasões de terras que ocorreram durante o Abril Vermelho.

“Lula pregou que iria pacificar o Brasil, mas vimos tudo, menos isso”, disse Salles, em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste sábado, 20. “A forma depreciativa que ele trata o agro, o apoio a invasões, a redução de financiamento do BNDES, dá o recado de que quer se vingar do setor pelo apoio dado ao ex-presidente Bolsonaro.”

Apesar das críticas, o parlamentar disse estar “de coração aberto” para ouvir a base governista, enquanto os trabalhas da CPI durarem. “Parte do MST tem experiências positivas e reivindicações legítimas”, observou o parlamentar, ao mencionar a existência de assentamentos feitos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária que tiveram êxito. “A comissão terá o intuito de separar o joio do trigo — pessoas com legítimo interesse em conseguir terras para produzir e criminosos usando o movimento para obter vantagem econômica indevida.”

A CPI do MST foi instalada na quarta-feira 17. Os cargos mais importantes foram ocupados pela oposição.

Veja os integrantes:qz

Tenente-coronel Luciano Zucco (Republicanos-RS) será o presidente;
Ricardo Salles (PL-SP), o relator;
Kim Kataguiri (União-SP), 1º vice-presidente;
Delegado Fabio Costa (PP-AL), 2º vice-presidente;
Evair de Melo (PP-ES), 3º vice-presidente;
Caroline de Toni (PL-SC);
Capitão Alden (PL-BA);
Delegado Éder Mauro (PL-PA);
Domingos Sávio (PL-MG);
Alfredo Gaspar (União-AL);
Coronel Assis (União-MT);
Coronel Ulysses (União-AC);
Rafael Simões (União-MG);
Ana Paula Leão (PP-MG);
Messias Donato (Republicanos-ES);
Charles Fernandes (PSD-BA);
Lucas Redecker (PSDB-RS);
Magda Mofatto (Patriotas-GO);
Gleisi Hoffmann (PT-PR);
Sâmia Bomfim (PSOL-SP);
Padre João (PT-MG);
Nilto Tatto (PT-SP);
Valmir Assunção (PT-BA);
Paulão (PT-AL);
João Daniel (PT-SE);
Dionilso Marcon (PT-RS);
Camila Jara (PT-MS);
Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG);
Marussa Boldrin (MDB-GO);
Max Lemos (PDT-RJ).

Revista Oeste

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Paraíba

Funcionários de empresa terceirizada são presos em flagrante por furto de 400 quilos de cabos de telefonia

Dois funcionários de uma empresa terceirizada foram presos em flagrante nesta sexta-feira (19), por furtar 400 quilos de cabos de telefonia, no Centro de João Pessoa. Segundo a PM, no momento da abordagem policial os suspeitos tentaram fugir, mas foram pegos na cidade de Santa Rita, com o apoio das guarnições da Policia Militar da área.

Os dois presos são funcionários de uma empresa terceirizada de serviço público, e deveriam estar contribuindo para a melhoria do serviço, mas estavam fazendo justamente o contrário.

Outros comparsas estão identificados, e todos responderão às penas previstas, sendo mais de 5 tipos penais diferentes. De acordo com a polícia, as ações irão se intensificar, no sentido de coibir a prática desse tipo de delito, que tanto prejudica os serviços essenciais.

Blog do BG PB

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Brasil

TRF4 cancela audiência e anula devolução de R$ 35 milhões a Palocci

Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), cancelou duas decisões do juiz Eduardo Appio em favor do ex-ministro Antonio Palocci nesta sexta-feira (19).

O tribunal de segunda instância suspendeu uma audiência sobre “excessos e erros” da Operação Lava Jato na qual Palocci seria ouvido. A liberação de R$ 35 milhões de uma conta relacionada ao ex-ministro também acabou cancelada.

O MPF alegou que a conta estaria ligada a uma ação penal e já foi transferida para a Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Os procuradores alegaram também a incompetência da 13ª Vara de Curitiba.

O Antagonista

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Judiciário

Filho é condenado a mais de 40 anos de prisão pelo assassinato de auditor fiscal

Paulo Rodrigo, filho do empresário e auditor fiscal Paulo Germano Teixeira de Carvalho, foi condenado a 40 anos e três meses por ter planejado e ordenado a morte do pai. A condenação ocorreu após mais de 15 horas de julgamento na sala de sessões no 2º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa, no Fórum Criminal.

Carlos Roberto, acusado de também participar do crime, foi condenado a nove anos de prisão.

No ano passado, o terceiro envolvido no crime foi julgado e condenado. Diego da Silva, acusado de matar o auditor fiscal foi condenado a 33 anos de prisão em regime fechado.

Paulo Germano Teixeira de Carvalho tinha 67 anos e foi assassinado no dia 7 de julho de 2019 em suposto assalto quando chegava em uma granja no bairro de Paratibe, Zona Sul da Capital.

De acordo com os autos, os denunciados Paulo Rodrigo e Carlos Roberto, por motivo torpe, mediante paga de recompensa, e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, concorreram para o homicídio de Paulo Germano Teixeira de Carvalho. O crime aconteceu no dia 7 de julho de 2019, por volta das 14h30, em uma granja localizada no Bairro de Paratibe, em João Pessoa.

MaisPB

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Brasil

Empresários criticam investidas de Lula contra medidas aprovadas sob Bolsonaro e Temer

As investidas do governo Luiz Inácio Lula da Silva para tentar desmontar medidas aprovadas nas gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro se tornaram a grande preocupação de uma parte expressiva do empresariado.

As dúvidas quanto às pretensões do governo de mexer nas reformas trabalhista e previdenciária, assim como as falas de Lula contra a independência do Banco Central, já vinham provocando incômodo no setor privado, mas o sinal de alerta cresceu depois dos movimentos do petista contra a lei de desestatização da Eletrobras e o Marco do Saneamento nas últimas semanas.

“Não tem sentido voltarmos a discutir reforma trabalhista, previdenciária, saneamento ou privatizações que já aconteceram, como Eletrobras, nesse momento. Temos que fazer uma pauta para a frente, que seja propositiva de novas transformações. Temos que fazer reforma administrativa, tributária e uma reforma na educação para prover melhor qualidade de ensino”, diz Walter Schalka, presidente da Suzano.

*Há uma série de situações sociais relevantes que o governo Lula 1 e 2 fez, que são fundamentais, e têm de ser preservadas. E há uma série de situações e transformações econômicas feitas ao longo de outros governos que também têm de ser preservadas”.

Laércio Cosentino, que é presidente do conselho de administração da empresa de tecnologia Totvs e um dos membros do novo Conselhão do governo Lula, levanta preocupação com o impacto das incertezas sobre o ambiente de negócios.

“Os países perdem quando, em cada troca de governo, os verbos conjugados são: revogar, cancelar, destruir, criticar. Não podemos tornar o passado incerto. Temos que unir e não dividir a sociedade. Temos que dirigir olhando para frente com propostas, atos, leis e ações de futuro. A ideologia tem que ser fundamental para traçar o futuro e não para só mudar o passado”, diz Cosentino.

*Hoje, possíveis retrocessos em questões aprovadas pelo Congresso em anos anteriores são, em alguns casos, tidos como agenda de futuro. Não vamos discutir o mérito, mas a consequência de se gerar instabilidade e incerteza e afugentar o conhecimento, o investimento, a tecnologia e a cadeia produtiva.”

Há pouco mais de um mês, o receio sobre o equilíbrio fiscal era um tema mais central nas conversas do empresariado, mas a apresentação do arcabouço, ainda que com ressalvas, mitigou parte das tensões. Hoje, a incerteza em relação ao desmonte das medidas aprovadas em gestões anteriores é uma das principais ansiedades em torno do governo Lula 3.

A expectativa é que o Congresso mais conservador sirva de anteparo. Na semana passada, o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi fortemente aplaudido por dezenas de empresários em evento do Lide em Nova York ao dizer que o Congresso vai brigar para não deixar retroceder as medidas liberais aprovadas no país.

Por outro lado, há muitas dúvidas sobre a capacidade do governo de avançar nas pautas prioritárias, como a reforma tributária e o próprio arcabouço. Existe também uma percepção de que Lula ainda não demonstrou a habilidade política que tinha no passado para dialogar e interagir com parlamentares, sindicatos, empresários, ONGs e outros segmentos da sociedade.

“As falas do presidente relacionadas à economia preocupam, mas não têm respaldo da maioria do Congresso. É preciso que ele entenda isso e tente se alinhar. Caso contrário, a aprovação de um arcabouço fiscal vai emperrar, e a economia vai continuar travada com juros nas alturas”, afirma Antonio Carlos Pipponzi, presidente do conselho de administração da Raia Drogasil.

Para Fábio Barbosa, presidente da Natura&Co, a nova gestão de Lula não está repetindo a boa articulação que construiu com o Congresso e com a sociedade em suas versões anteriores. Pelas previsões do executivo, o governo não terá sucesso nas tentativas de retroceder em casos como o Marco do Saneamento e a Eletrobras, mas Barbosa também ressalva que as propostas em curso, como a reforma tributária e o arcabouço, podem ter sucesso limitado. “Ademais, perde a oportunidade de abraçar a causa ambiental, a Amazônia, e com isso melhorar a imagem do Brasil e atrair importantes investimentos e inovação”, diz ele.

“O governo Lula não está repetindo a boa articulação que construiu com o Congresso e com a sociedade nas gestões anteriores.”

A principal argumentação do empresariado é o risco de que a instabilidade gerada pela pauta das reversões comprometa a atração de recursos. Segundo Eduardo Mufarej, fundador da gestora de investimentos GK Partners, a preocupação é muito alta.

“Ainda que eu pessoalmente ache um atraso não evoluirmos na agenda de reformas e privatizações, o governo tem a prerrogativa de desacelerar essa agenda. Agora, rever o que foi feito, independentemente de imperfeições, é um desajuste com a realidade. Como país, deveríamos estar obcecados em atrair novos investimentos. Esse tipo de pauta nos coloca na direção contrária”, diz Mufarej.

Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc Energia, também vê potencial de impacto nos investimentos do setor elétrico e de saneamento.

“Se existe mudança, independentemente de ser para o bem ou para o mal, isso gera uma insegurança futura de novos investimentos. Passa a ser um país pouco confiável e isso acaba reduzindo muito o investimento, tanto interno quanto externo”, diz.

Para o setor de concessões de infraestrutura, que atua com prazos prolongados, a segurança jurídica é ainda mais sensível, segundo Dario Rais Lopes, CEO da Aeroportos Paulistas, que administra 11 aeroportos no estado de São Paulo.

“É preciso ter previsibilidade. As empresas estão voltando a performar depois de um momento bastante delicado, que foi a pandemia. Mudanças agora são algo muito complicado.”

“É legítimo que um governo novo queira rever e reanalisar práticas e processos. Agora, o que ele tem de entender é que essas avaliações, certamente, terão uma reação. Nós trabalhamos com contratos de longo prazo, investimentos, empréstimos e retornos, todos de longo prazo. Então, previsibilidade, para nós, é fundamental”, diz Lopes.

Folha de São Paulo

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Brasil

Japão avalia retirar exigência de visto para brasileiros


Foto: Ricardo Stuckert/PR

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou na sexta-feira (19.mai.2023) que avalia retirar a exigência de visto para brasileiros entrarem no país. Kishida reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Hiroshima, onde participam da cúpula do G7.

O Japão estuda iniciar “procedimentos para a introdução de isenção de visto de curta duração para portadores de passaporte comum do Brasil”, disse o governo japonês em comunicado emitido na sequência da reunião bilateral.

Hoje, japoneses não precisam de visto para entrarem no Brasil. Atendendo a um apelo do setor de turismo, a obrigatoriedade foi retirada em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Além dos japoneses, o ex-chefe do Executivo liberou a entrada sem visto de norte-americanos, australianos e canadenses.

Em 3 de maio, porém, o atual governo publicou no Diário Oficial da União a retomada da exigência do visto de turista para esse grupo. A regra começa a valer em 1º de outubro de 2023.

Poder360

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Brasil

Preso pela Lava Jato, Alberto Youssef anuncia pedido de investigação contra Moro


Foto: Ag. Senado | ABr

O doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava Jato, anunciou um pedido de investigação contra o senador Sergio Moro (União-Brasil-PR), ex-juiz da operação, informou a revista Veja, nesta sexta-feira, 19. Youssef supostamente encontrou provas de que a Polícia Federal (PF) usou um grampo ilegal para monitorar conversas dos presos de Curitiba.

Com esse material, Youssef acionará a Justiça Federal em Curitiba para pedir a anulação de sua delação e de suas condenações. Além disso, vai mirar nos agentes que supostamente sabiam da escuta clandestina e que teriam compactuado com a “operação ilegal”.

Além de Moro, Youssef quer a responsabilização de quatro delegados da PF e de integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Segundo o advogado de Youssef, Moro acompanhou a primeira sindicância que “abafou a ação ilegal da PF”. Sabia, portanto, o que se passava na carceragem, segundo a defesa do delator. Em resposta aos ataques, Moro disse tratar-se de uma versão própria de “maluco”.

Youssef foi um dos primeiros delatores da Lava Jato, com colaborações que possibilitaram o desenvolvimento da operação. Ele chegou a cumprir pena de quase três anos por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, mas foi libertado devido a um acordo de delação premiada homologado ainda em 2014 pelo Supremo Tribunal Federal.

Revista Oeste

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STF

Relator de ação contra Deltan no TSE foi alvo de delação na Lava Jato

Foto: Gustavo Lima/Flickr do STJ

O ministro do TSE e do STJ Benedito Gonçalves (foto), relator da ação que resultou na cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol (Podemos), tem histórico de problemas com a Lava Jato, registra a Folha de S. Paulo. O magistrado entrou na mira da operação — da qual foi Deltan foi coordenador — por suas relações com Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

“Antes mesmo da homologação da delação de Léo Pinheiro, em 2019, houve a abertura de um procedimento de investigação sobre o ministro, mas a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu arquivamento por extinção da punibilidade e prescrição. […] O magistrado chegou a ter contra si um pedido de providências no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2015, que também acabou arquivado, no ano seguinte”, afirma o jornal.

Léo Pinheiro relatou, durante acordo de delação, que conheceu Benedito em 2013 e que teve um encontro com ele para discutir disputas judiciais envolvendo a construtora no STJ. Também disse que, até o início de 2014, o ministro julgou favoravelmente em duas causas que a empresa pleiteava. Segundo o ex-presidente da OAS, Benedito pediu apoio na disputa por uma vaga no STF. “Na época, o ministro buscava angariar apoio no meio empresarial para a sua candidatura ao STF e, durante os nossos encontros, trocamos algumas impressões sobre os caminhos que ele deveria seguir na sua candidatura”, afirmou Léo Pinheiro.

Ainda de acordo com o ex-presidente da OAS, Benedito lhe pediu “empenho e dedicação” ao seu “projeto”. Também foi solicitado, segundo o relato, que ele falasse com políticos com quem tinha proximidade.

“Em determinado trecho do relato, o empreiteiro afirmou que, em 2014, a construtora contratou o cartório onde um filho do magistrado trabalhava no Rio de Janeiro, para serviços de autenticação e reconhecimento de firma, com pagamentos mensais da OAS de R$ 5.000 a R$ 7.000.Também afirmou que o ministro pediu que atendesse sua esposa, que é advogada e queria oferecer serviços profissionais para a construtora. A contratação não se concretizou, de acordo com o delator, que também mencionou pedido de ingressos para a final da Copa do Mundo de 2014 —o que não foi atendido”, diz a Folha.

A proposta de delação na qual consta o relato de Léo Pinheiro foi compartilhada no Telegram entre procuradores do Ministério Público Federal da Lava Jato, que sofreram ataque hacker. Ao analisar o conteúdo das conversas, a Polícia Federal disse, em relatório, que “Léo Pinheiro mantinha contatos frequentes com o ministro Benedito Gonçalves, a ponto de o mesmo solicitar atendimento para seu filho, tendo Léo Pinheiro escalado para tal tarefa o advogado da OAS, Bruno Brasil”.

Léo Pinheiro fechou acordo de delação depois de ter ficado mais de três anos preso em regime fechado no Paraná. Após mudanças nos relatos apresentados pela OAS, foi assinado um termo de confidencialidade com os advogados, que possibilitou o andamento das negociações.

Não houve acusações formais públicas contra Benedito em decorrência das investigações da Lava Jato. Procurado pela Folha por meio das assessorias do STJ e do TSE, Benedito Gonçalves não se pronunciou sobre os relatos de Léo Pinheiro.

O Antagonista

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Brasil

Bolsonaro e Michelle estrelarão campanha de filiação do PL

Foto: Carolina Antunes/PR

Na tentativa de arregimentar apoio para a campanha municipal de 2024, o PL lançará uma campanha nacional de filiação que será estrelada por Jair e Michelle Bolsonaro.

Os primeiros vídeos foram gravados pelo partido e serão veiculados em junho, no tempo destinado à legenda na propaganda partidária.

Com a filiação de Bolsonaro ao PL, em 2021, o partido ganhou em torno de 10 mil filiados em todo o país. O crescimento, no entanto, estacionou após a derrota de Bolsonaro, somando hoje 770 mil filiados.

A expectativa da legenda é chegar a um total de 1 milhão de filiados até a disputa municipal de 2024, aproximando-se de partidos como MDB, PT e PSDB.

Com esse propósito, Bolsonaro e Michelle pretendem intensificar agenda de viagens pelo país no segundo semestre.

Além disso, o PL tem feito ofensiva sobre prefeitos do interior paulista, sobretudo do PSDB, partido que deixou de governar São Paulo após cerca de trinta anos.

CNN

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