Educação

Secretário de Educação aprova criação do ‘botão do pânico’ nas escolas da PB

Foto: MaisPB

O secretário de Estado da Educação, Roberto Souza, considerou “bem-vinda” a proposta de instalar “botões do pânico” em escolas da Paraíba para combate à violência. O projeto de lei para instituir o mecanismo foi aprovado pela Assembleia Legislativa e ainda será analisado pelo governador João Azevêdo.

Souza explicou que ainda será discutido com o parlamento estadual como o botão irá funcionar. “Todas as medidas possíveis para garantir a segurança das crianças e jovens nas escolas é bem-vinda”, avaliou.

Segundo ele, a proposta do “botão do pânico” está alinhada com iniciativas do próprio governo, que busca instituir um protocolo de segurança para que os servidores que atuam em escolas possam acionar algum tipo de mecanismo para acionar as forças de segurança em casos de violência nas unidades de ensino.

MaisPB

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Mundo

Mídia no exterior dá pouca atenção a Lula no G7

Em cima, da esq. para a dir., Lula com Fumio Kishida (Japão), Joe Biden (EUA) e António Guterres (ONU); abaixo, com Olaf Scholz (Alemanha), Emmanuel Macron (França) e Justin Trudeau (Canadá)

As demandas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por reformas no sistema multilateral da ONU (Organização das Nações Unidas) e por maior engajamento global no combate às mudanças climáticas durante a cúpula do G7 não tiveram atenção na mídia internacional no final de semana.

O Poder360 analisou as publicações dos principais jornais do grupo dos 7 (formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão) de 6ª feira (19.mai) até às 8h desta 2ª feira (22.mai). Os veículos deram ênfase à missão do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em atrair o brasileiro e outros líderes emergentes à agenda de sua “fórmula da paz” para encerrar a guerra na Ucrânia. A proposta brasileira de criar um clube de países “neutros” para mediar o diálogo com a Rússia foi ignorada.

Havia expectativa de que Lula e Zelensky se reunissem à mesa em Hiroshima no último dia de encontros da cúpula. Por desencontro de agendas entre os governos, a reunião não ocorreu, e o brasileiro ficou de fora das conversas articuladas pelo ucraniano com outros países do Sul Global, como Índia e Indonésia.

Leia como os principais jornais do G7 noticiaram o presidente e o Brasil no evento:

ESTADOS UNIDOS

  • 20.mai.2023New York Times: chamou Lula de “aliado próximo” do presidente russo Vladimir Putin ao citar os esforços de Zelensky para atrair mais países à sua “fórmula da paz” para encerrar a guerra;
  • 20.mai.2023Washington Post: destacou a recente viagem de Lula à China e citou Brasil, Indonésia e Índia como países com “relações complicadas com a China e a Rússia” que foram convidados para o G7;
  • 20.mai.2023Wall Street Journal: citou Lula, “que também não apoiou sanções contra a Rússia”, como um dos possíveis encontros de Zelensky na cúpula;
  • sem menções – USA Today deu pouca atenção ao evento e ignorou a delegação brasileira, assim como o Los Angeles Times;
  • 21.mai.2023 New York Times: disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “não fez nenhum progresso evidente em conquistar líderes mais céticos”. Falou que o Brasil resistiu quando o assunto foi envio de armas;
  • 22.mai.2023 – não houve menção à participação do Brasil e de Lula no G7 nos principais veículos de mídia dos Estados Unidos.

REINO UNIDO

  • 19.mai.2023  – Telegraph: publicou reportagem onde diz que Zelensky faria uma visita surpresa ao G7 para se encontrar com Lula e o premiê indiano Narendra Modi, líderes que “não se opuseram à invasão na medida em que aliados ocidentais gostariam”;
  • 21.mai.2023Guardian: mencionou Lula como um dos entraves de Zelensky na cúpula para uma condenação mais incisiva a Moscou. “O G7 reforçou seu apoio inabalável a Kiev em seu comunicado final, mas o presidente ucraniano teve muito trabalho para persuadir os líderes de outros países a seguir o exemplo. Entre eles está o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou o Ocidente de ‘incentivar a guerra’”;
  • 21.mai.2023Financial Times: com o título “Zelensky busca conquistar Brasil e Índia na cúpula do G7”, citou Lula e Modi como presidentes de “dois países em desenvolvimento que têm trabalhado para manter laços estreitos com Moscou”;
  • 22.mai.2023Guardian: mencionou que Lula disse estar “chateado” por não ter encontrado Zelensky, falou que o presidente brasileiro declarou que o ucraniano “parecia desinteressado em negociar a paz com a Rússia”;
  • 22.mai.2023Financial Times: publicação disse que Zelensky “cortejou a cúpula do G7” e teve a oportunidade de apelar ao Brasil para exigir que a Rússia retire suas tropas. Citou que “o tempo dirá” se a Ucrânia conseguiu convencer Índia e Brasil “a mudar sua visão sobre a guerra e condenar a Rússia”.

FRANÇA

  • 21.mai.2023 Le Monde: destacou a importância da presença de emergentes na cúpula do G7, como Indonésia, Índia e Brasil;
  • 21.mai.2023 Figaro: focou na agenda interna francesa e citou os esforços do presidente Emmanuel Macron em apresentar seu “choque de financiamento” no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial para “dar mais financiamento aos países que mais precisam”, incluindo a “grandes países doadores” das instituições, como o Brasil;
  • 21.mai.2023 RFI: definiu Lula como um líder “muito relutante até agora em condenar a invasão russa” que “havia declarado no mês passado que os Estados Unidos deveriam parar de ‘incentivar a guerra’”;
  • 22.mai.2023Figaro: citou que Lula disse estar “chateado” por não ter se encontrado com Zelensky. Falou que, “ao contrário de várias potências ocidentais”, o Brasil “nunca impôs sanções financeiras à Rússia ou concordou em fornecer munição a Kiev”.

ALEMANHA

  • 21.mai.2023 Der Spiegel: citou a expectativa frustrado do encontro entre Zelensky e Lula e chamou o brasileiro de “um dos principais representantes dos países que evitaram se aliar à Ucrânia na guerra de agressão liderada pela Rússia e se veem em um papel neutro”. Também disse que Lula “irritou os governos ocidentais ao dizer que as entregas de armas ocidentais estavam prolongando a guerra”;
  • 21.mai.2023 Frankfurter Allgemeine Zeitung: citou brevemente o líder brasileiro como um dos convidados do evento, mas ignorou sua participação na cúpula;
  • 21.mai.2023Tagesspiegel: deu ainda menos atenção ao Brasil ao dizer ao final da reportagem: “por último, mas não menos importante, o anfitrião Japão convidou Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Austrália, Brasil, Vietnã, Comores e Ilhas Cook.”

CANADÁ

  • 20.mai.2023 Toronto Star: afirmou que o G7 busca ampliar consenso em temas como Ucrânia e mudanças climáticas ao convidar líderes de democracias “grandes, mas menos ricas, como Índia e Brasil” para o encontro. Mencionou a participação do Brasil no G20 e no Brics e lembrou a viagem recente de Lula à China.
  • 21.mai.2023Globe and Mail: citou o Brasil como um dos articuladores da proposta de paz chinesa “amplamente criticada pelo Ocidente como inadequada e unilateral”.

ITÁLIA

  • 20.mar.2023 – o tradicional jornal italiano Corriere della Sera não deu atenção à presença de Lula e repercutiu notícias da mídia brasileira, citando suposta pressão do PT para evitar um encontro com Zelensky. Falou que Zelensky apelaria a Lula para exigir que a Rússia deixasse territórios ucranianos;
  • 21.mai.2023 La Repubblica: mencionou Lula ao falar sobre a entrevista em que Zelensky “confirmou a versão do governo brasileiro”, que justificou a suspensão do encontro entre os líderes por “incompatibilidade de agendas”.

JAPÃO

  • 20.mai.2023 Yomiuri Shimbun: focou na reunião bilateral do premiê japonês Fumio Kishida com líderes emergentes, como Lula, mas não mencionou o papel brasileiro na cúpula;
  • 21.mai.2023 Asahi Shimbun: destacou a missão de Zelensky na cúpula para fazer “diplomacia cara a cara” com Índia e Brasil.

Poder360

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Esporte

Real Madrid denuncia crimes de ódio e discriminação contra Vinícius Jr ao Ministério Público espanhol

Foto: DeFodi Images / Icon Sport.

O Real Madrid apresentou nesta segunda-feira (22) uma denúncia na Procuradoria-Geral da Espanha por delitos de ódio e discriminação contra o brasileiro Vinícius Jr, que joga no clube espanhol.

Vinícius Jr. voltou a ser alvo de ataques racistas no domingo (21) durante um jogo de seu time contra o Valencia, no estádio Mestalla, em Valência, no sudeste da Espanha. A partida chegou a ser interrompida após o brasileiro apontar torcedores que o ofenderam.

“O Real Madrid considera que tais ataques também constituem um crime de ódio, razão pela qual apresentou denúncia correspondente à Procuradoria-Geral do Estado, especificamente à Procuradoria contra crimes de ódio e discriminação, para que os fatos sejam investigados e apuradas as responsabilidades”, declarou o clube madrilenho, em um comunicado.

G1

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Brasil

O que está por trás do fechamento das lojas de grandes marcas do varejo nacional

Foto: Reprodução

Notícias sobre lojas sendo fechadas estão cada vez mais frequentes. De janeiro para cá, varejistas tradicionais no mercado brasileiro já baixaram as portas de mais de 110 pontos comerciais e anunciaram que vão encerrar as operações de outros cem nos próximos meses. O alto número de lojas fechadas coincide com o endividamento dessas empresas e com o aumento dos pedidos de falência e de recuperação judicial.

Segundo levantamento da Serasa Experian, só nos primeiros três meses de 2023, os pedidos de falência subiram 44% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso das recuperações judiciais, na mesma comparação, a alta foi de 37,6%.

Apesar das dificuldades financeiras, as empresas explicam que os fechamentos das lojas fazem parte de uma estratégia comum do varejo, que precisa reavaliar constantemente o desempenho dos pontos de venda. Especialistas consultados pela reportagem do R7 dizem que diferentes fatores entram em jogo na decisão de encerrar as atividades dos estabelecimentos, que vão de problemas internos, na gestão da própria empresa, a aspectos econômicos e sociais, como a taxa de juros elevada e mudanças no comportamento dos consumidores.

A primeira crise a estourar neste ano foi a da Americanas, na primeira quinzena de janeiro. Antes de entrar em recuperação judicial, a empresa dizia ter 1.863 lojas espalhadas pelos país, sem contar os 1.300 estabelecimentos das marcas BR Mania e Local, abertos em parceria com a Vibra. Entre janeiro e março, a varejista, que tem dívidas de R$ 42,5 bilhões, fechou 17 de suas unidades, número que, segundo analistas do mercado, agora já passa de 20.

Até o momento, a empresa não anunciou quantas lojas pretende manter em funcionamento, mas a expectativa é de que o corte atinja 4% das unidades ainda neste ano, o que corresponde a pouco mais de 70 estabelecimentos.

A crise da Americanas afastou os consumidores, tanto das lojas físicas quanto do e-commerce. Documentos da recuperação judicial mostram que o faturamento dos canais online recuou 7,7 vezes entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023, passando de R$ 1,4 bilhão para R$ 180 milhões. A empresa tem quase 10 mil credores, dos quais 12 são bancos. A dívida que tem apenas com essas instituições é de R$ 26,4 bilhões.

R7

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Brasil

Ciro acumula condenações e enfrenta fila de credores e até bloqueio para licenciar carro

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Conhecido pela retórica inflamada contra adversários, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) coleciona condenações por danos morais e tem sido alvo de ações de execução em série, o que já resultou em penhora e leilão de imóveis, constante bloqueio de valores em suas contas bancárias, incluindo R$ 101 mil na da sua mulher, chegando até o recente impedimento para licenciar um carro.

Ciro declarou no ano passado —quando disputou a Presidência e ficou em quarto lugar— patrimônio de R$ 3 milhões, mas a Justiça tem encontrado dificuldade para fazer valer as cobranças.

Prefeito, governador, ministro e quatro vezes candidato à Presidência, Ciro é alvo ou figura como autor em cerca de uma centena de ações criminais e cíveis relativas a danos morais, em especial no Ceará e em São Paulo.

A defesa do ex-presidenciável afirma que Ciro sofre restrição incomum ao seu direito de expressão, que as punições têm valores muito acima do normal e que ele não tem recursos e bens penhoráveis para cobri-las.

Diz ainda que as suas “nítidas dificuldades financeiras” decorrem de ele ser um político honesto, que não responde a processo de dano ao erário e que vive do seu salário.

Como vice-presidente nacional do PDT, Ciro recebe remuneração mensal de R$ 23,5 mil.

Folha de S. Paulo

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Economia

Preço do gás de cozinha deve cair R$ 9 na Paraíba, diz sindicato

Gás
Foto: Alisson Correia/Portal Correio

O preço do gás de cozinha deve cair cerca de R$ 9 a partir desta segunda-feira (22), na Paraíba. A estimativa é do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Paraíba (Sinregás-PB).

“A redução é de R$ 8,97 em cima do que estava se vendendo. Não podemos dizer a quanto será vendido porque o preço não é linear”, explicou o presidente do sindicato, Marcos Antônio.

O reajuste do preço vem após a Petrobras anunciar, na quarta-feira (17), a redução de R$ 0,69 no preço médio do quilo do produto para as distribuidoras.

Com a redução, o valor do quilo caiu de R$ 3,2256 para R$ 2,5356, equivalente a R$ 32,96 por botijão de 13kg.

Blog do BG PB

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Opinião

OPINIÃO ESTADÃO: A revanche como política do governo Lula

Datafolha: 57% consideram justa condenação de Lula, e 51% acham que Fachin  agiu mal ao anular decisões da Lava Jato | Política | G1

O governo tem imensos desafios, porque o País tem imensos desafios: o desafio conjuntural, de cicatrizar feridas abertas pela pandemia na educação, na saúde ou no mercado de trabalho; o estrutural, de criar condições para um desenvolvimento sustentável; e o político, cuja superação é precondição para enfrentar os outros, de apaziguar as tensões que dilaceram o debate público pelo menos desde 2013.

Há sinais de sensibilidade para esses desafios nos recessos da consciência do presidente Lula da Silva. Sua principal promessa de campanha, recorde-se, foi governar com uma “frente ampla democrática”. “Nosso governo não será um governo do PT”, disse ainda no segundo turno. “Não existem dois Brasis”, declarou logo depois de eleito. “Não há tempo para vingança, para raiva, para ódio. O tempo é de governar.”

Mas há um abismo entre esta sensibilidade e a ação. Primeiro, porque falta um plano inovador de governo. Mas, sobretudo, porque dos recessos mais obscuros da consciência do presidente brota forte um sentimento que obnubila o planejamento e a articulação política e sufoca os ânimos conciliatórios que ele diz ter: o ressentimento.

Ante a decisão da Justiça Eleitoral de cassar o mandato do deputado Deltan Dallagnol, por supostamente não atender aos requisitos da legislação eleitoral, um lacônico “nada a declarar” seria a única resposta desejável de um governo responsável e cônscio de que não há tempo a perder para congregar forças aptas a enfrentar os desafios do País. Mas, ao invés disso, o governo petista, como se fosse liderado por crianças pirracentas, encontrou tempo para empregar a máquina do Estado para fabricar memes tripudiando seu desafeto.

Ao invés de jogar água na fervura, o governo sopra a brasa. Mas, muito mais que um desabafo, a euforia juvenil ante os revezes de adversários como Dallagnol sugere nervosismo e até mais: uma estratégia calculada. O governo se inclina cada vez mais a apelar à emoção, ao passado e à polarização para justificar sua presença no Planalto como um muro de contenção à barbárie bolsonarista. Mas essa cortina de fumaça não disfarça a realidade da falta de rumo, de ideias novas e de base. Neste vácuo, o revanchismo se consolida cada vez mais como política de governo.

A educação, por exemplo, precisa de planos para compensar o déficit gerado pela pandemia, de soluções para fortalecer a aprendizagem e a formação dos professores e de um sistema de cursos técnicos e profissionalizantes para enfrentar as transformações do mercado de trabalho. Mas a principal medida do governo foi suspender a reforma do ensino médio. A maior chaga social do Brasil, o saneamento básico, precisa de investimentos e planos consistentes de parcerias público-privadas. Mas o governo empenha-se em desconstruir o Marco do Saneamento.

O revanchismo é flagrante nos ataques à Lei das Estatais ou das Agências Reguladoras, à independência do Banco Central ou ao teto de gastos – marcos criados pelo Congresso justamente para pôr fim à malversação de recursos públicos e à sangria fiscal que grassaram nas gestões petistas, arrebentando a economia e desmoralizando a política.

Ao invés de oxigenar o País com novas políticas, o governo se empenha em reciclar políticas passadas. Ao invés de colocar o País na rota do futuro, enfrentando desafios inéditos do presente, empenha-se em reescrever a história e apagar da memória nacional desmandos como o mensalão, o petrolão ou a recessão, como se fossem mera narrativa e injustiça da oposição. Ao invés de aprender com seus erros e caminhar para frente com o Congresso, empenha-se em desconstruir marcos criados pelo Congresso para sanar esses erros. Mesmo sua proposta mais consistente para promover o crescimento sustentável, o marco fiscal é mais ameaçado pelo próprio PT do que pela oposição.

Qual a chance de se discutir a sério políticas públicas que demandam um mínimo de coesão social e articulação política quando a vingança domina os corações e mentes no governo? Se Lula quer que esse mandato seja seu melhor, precisa refrear em si e na militância o rancor e começar a fazer política de fato. Se, como ele mesmo disse, “é tempo de governar”, então que o faça.

Estadão

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Mundo

Zelensky desmascara Lula no palco internacional

Foto: Ukrainian Presidency / Handout/Anadolu Agency via Getty Images

Os assessores de imprensa do governo petista estão vendendo a ideia de que Volodymyr Zelensky simplesmente não apareceu para uma conversa com Lula, que até se dispôs a abrir espaço na sua agenda apertada de líder mundial de extrema relevância, para receber o presidente ucraniano no Japão, durante o encontro do G7.

Esses mesmos assessores de imprensa dizem que Lula, pego de surpresa pela ida de Zelensky ao Japão (o que não é inteiramente verdade), resistiu a reunir-se com o presidente ucraniano, por achar que as potências ocidentais haviam tentado impor um tête-à-tête com o líder do país agredido pela Rússia, num fórum que não seria adequado.

Não foi apenas por estar contrariado com a pressão das potências ocidentais que Lula resistiu a receber Zelensky — ou a ser recebido pelo presidente ucraniano, protegido por esquema de segurança fortíssimo, tanto faz. Lula até pode ter ficado contrariado, mas esse não foi o motivo principal. Afinal de contas, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, governante de um país abertamente mais alinhado a Moscou, aceitou a circunstância e reuniu-se logo com o presidente ucraniano, em atitude muito mais inteligente do que se fazer de totalmente surpreendido ou em desacordo com o convite dos países do G7 ao inimigo de Vladimir Putin. Com isso, também apagou qualquer impressão de que teria sido pressionado.

Mario Sabino – Metrópoles

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Esporte

Brasil notificará Espanha por racismo contra Vini Jr.

Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério da Igualdade Racial disse no domingo (21.mai.2023) que acionará autoridades da Espanha para tomar providências depois de mais um caso de racismo sofrido pelo jogador brasileiro Vini Jr., atacante do Real Madrid. O episódio ocorreu no jogo do seu time contra o Valencia, no Estádio Mastalla, casa do adversário.

“Repudiamos mais uma agressão racista contra o Vini Jr. Notificaremos as autoridades espanholas e a La Liga [Liga de futebol da Espanha]. O Governo brasileiro não tolerará racismo nem aqui nem fora do Brasil! Trabalharemos para que todo atleta brasileiro negro possa exercer o seu esporte sem passar por violências”, lê-se em nota do ministério divulgada nas redes sociais.

Durante a derrota da equipe dele para o Valencia por 1 a 0, Vini escutou gritos de “macaco” vindos das arquibancadas, gritados por milhares de torcedores. O jogo foi paralisado por cerca de 8 minutos e, posteriormente, o jogador foi expulso ao se envolver em uma confusão. Ele foi contido por um jogador adversário com um golpe de enforcamento.

Poder360

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Esporte

Presidente da Fifa pede sanção máxima aos manipuladores de jogos no Brasil

Gianni Infantino é reeleito presidente da FIFA até 2027 - Lei em Campo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pede para que a Justiça no Brasil e as autoridades que comandam o futebol no país adotem punições exemplares contra os jogadores que sejam condenados por fazer parte de um esquema de compra de resultados no futebol.

Em declarações exclusivas ao UOL, Infantino deixou claro que está “preocupado” com as evidências reveladas no Brasil sobre o envolvimento de jogadores da primeira divisão em esquemas de corrupção no futebol. A conversa ocorreu antes dos atos racistas contra Vinicius Jr, na Espanha.

No início de maio, o Ministério Público de Goiás denunciou à Justiça 16 pessoas, entre atletas e empresários, por organização criminosa e fraude ao Estatuto do Torcedor, com suspeitas de manipulação de partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022, além de torneios estaduais de 2023.

Colunistas do UOL

Foram identificados 8 jogos da Série A e 1 da Série B de 2022, e mais 4 de estaduais deste ano. Quatro jogadores investigados na segunda fase da operação Penalidade Máxima 2 admitiram envolvimento na manipulação de jogos no futebol brasileiro.

“Fifa é muito séria no combate à manipulação de resultados”, disse Infantino. “Existem muitas poucas coisas que eu posso imaginar que sejam piores ao futebol que a manipulação de resultados”, insistiu.

“A manipulação de resultados é como um câncer para o futebol. Ele come o futebol a partir de dentro. E quando se tem a sensação de que o jogo foi manipulado, antes mesmo de ser jogado, é o fim do futebol”, declarou o presidente da Fifa.

Segundo ele, é por isso que agir contra esse fenômeno no Brasil é urgente. “Estamos acompanhando o que está ocorrendo no Brasil com muita atenção e com muita preocupação”, disse.

Infantino indicou que está em contato com a CBF e com as autoridades nacionais. “Espero de verdade, e estamos à disposição total das autoridades no Brasil, que aqueles que cometeram o crime de manipulação de resultado enfrentem as sanções mais elevadas possíveis”, disse.

“Não deve haver lugar para manipuladores de jogos no futebol”, defendeu o suíço. “Temos de ser determinados e lutar contra isso juntos”, disse. Para ele, as autoridades brasileiras precisam ir “até o fundo” nesta investigação.

O presidente da Fifa falou à reportagem durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde, que ocorreu na sede da ONU neste fim de semana, em Genebra, e que coincidiu com o aniversário de fundação da Fifa, em 1904. Em seu discurso, ele agradeceu os delegados de todo o mundo pelos esforços para preservar a saúde no mundo.

UOL

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