Economia

Taxação de importados valerá a partir de 1º de agosto e excluirá remédios

Foto: Secretaria de Relações Institucionais

A taxação de compras internacionais de até US$ 50 vai valer a partir de 1º de agosto deste ano e não vai incidir sobre remédios que forem importados por pessoas físicas, segundo o governo federal.

A expectativa é que uma medida provisória (MP) para regulamentar esses pontos seja editada nesta sexta-feira (28), informou o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Na quinta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o programa Mover, voltado à indústria automotiva. O texto inclui a taxação de 20% para compras internacionais de até U$$ 50 (cerca de R$ 250). A assinatura se deu durante a sessão plenária do Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

Padilha disse que a MP vai deixar claro que a vigência da cobrança do imposto de importação será a partir de 1º de agosto. Ele acrescentou que isso, inclusive, permitirá a organização da Receita Federal e demais adaptações necessárias.

Padilha ainda afirmou que, para não haver dúvidas em relação à isenção de medicamentos, a MP também abordará a questão.

CNN Brasil

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Brasil

TCU aponta indícios de fraude em megalicitação da Secom

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Em parecer preliminar, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de irregularidades na megalicitação de R$ 197 milhões feitas pela Secom do governo Lula para contratação de empresas em assessoria em comunicação e gestão de redes sociais do governo Lula.

No parecer obtido com exclusividade por O Antagonista, os auditores do TCU identificaram elementos que levantam a tese de que houve vazamento antecipado do certame, o que pode indicar, segundo os auditores, a possibilidade de direcionamento do procedimento licitatório.

Em parecer preliminar, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de irregularidades na megalicitação de R$ 197 milhões feitas pela Secom do governo Lula para icontratação de empresas em assessoria em comunicação e gestão de redes sociais do governo Lula

A nvestigação chegou ao TCU por meio de representações instauradas por parlamentares do Novo e por integrantes da oposição como os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Gustavo Gayer (PL-MG). O caso, neste momento, está nas mãos do ministro Aroldo Cedraz.

O resultado da megalicitação foi antecipado por O Antagonista em 23 de abril, um dia antes de ela ter sido realizada por meio de uma mensagem cifrada no X – antigo Twitter (post abaixo). As quatro primeiras colocadas do certame foram justamente aquelas adiantadas por este site: Moringa, BR Mais Comunicação, Área Comunicação e Usina Digital. A Moringa teve 91,34 pontos; a BR 91,17 pontos, a Area 89 pontos e Usina 88,16 pontos.

Depois que o resultado foi divulgado, a Moringa e a Área Digital depois foram desqualificadas por falhas documentais.

Na época da licitação, a Secom era comandada por Paulo Pimenta.

Entretanto, de acordo com o que determina a Lei 12.232/2010, que dispõe sobre “normas gerais para licitação e contratação pela administração pública de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propaganda”, mesmo diante da contratação de empresas pelo critério de “melhor técnica”, a abertura dos envelopes com as propostas deveria ocorrer apenas no dia da licitação, e não antes.

Quais as evidências de fraude na megalicitação da Secom?

Ainda por essa lei, a “comissão permanente ou especial não lançará nenhum código, sinal ou marca nos invólucros padronizados nem nos documentos que compõem a via não identificada do plano de comunicação publicitária”. A medida é necessária para assegurar a lisura do processo.

No entanto, com o vazamento das informações sobre os vencedores um dia antes, os técnicos do TCU argumentam que “há indícios de que o sigilo quanto à autoria das propostas acabou sendo violado”, o que pode ser visto como uma falha ou mesmo fraude ao procedimento licitatório, com indícios de direcionamento dos vencedores.

“Diante das evidências trazidas aos autos, há indícios de que o sigilo quanto à autoria das propostas acabou sendo violado no curso da Concorrência 1/2024 da Secom. Se os invólucros nº 2, correspondentes às vias identificadas dos planos de comunicação, somente foram abertos, de fato, em 24/4/2024, conforme consignado na ata da 2ª sessão pública da licitação (peça 10), houve alguma falha e/ou fraude nos procedimentos que permitiram antecipar o resultado da licitação”, informou a área técnica do TCU.

“Irregularidade grave”, dizem auditores do TCU, sobre ação da Secom

“Diante do que foi relatado, entende-se configurado o pressuposto da plausibilidade jurídica, dadas as evidências de que houve quebra do sigilo das propostas técnicas das licitantes, com a divulgação do resultado provisório do certame antes da data prevista para abertura dos invólucros contendo as vias não identificadas dos planos de comunicação digital”, acrescentaram os técnicos.

“Se a subcomissão técnica conhecia antecipadamente a autoria de cada proposta técnica, como sugerem as evidências, o fato se constitui em irregularidade grave, conforme sustenta o representante, resultando em possível direcionamento do certame e maculando todo o procedimento da licitação”, pontuam os auditores.

Na peça, os auditores do TCU recomendam o recebimento da representação e oitivas com integrantes da Secom para entender por quais motivos houve o vazamento desse tipo de informação. A área técnica também recomendou a realização de diligências junto à Secom para a obtenção de documentos e o alerta ao órgão para a possibilidade de concessão de uma medida cautelar para suspender a concorrência. Concorrência essa que ainda não foi homologada.

Como mostramos essa semana, ao invés de explicar, a Secom minimizou os indícios de irregularidades.

Em reposta encaminhada a integrantes da Câmara, o órgão negou qualquer tipo de influência política e disse aos deputados responsáveis por esse tipo de questionamento que a divulgação antecipada não passou de um ‘palpite’.

O Antagonista

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Mundo

Jornais destacam desempenho fraco de Biden em debate

Foto: Reprodução/YouTube CNN

As gafes do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante o 1º debate presidencial não passaram despercebidas pela mídia internacional. Os principais veículos destacaram, negativamente, o fraco desempenho do democrata frente a Donald Trump.

Durante o debate promovido pela CNN na qunta-feira (27), o presidente, de 81 anos, pareceu divagar em diversos momentos. Também estava com uma aparente irritação na garganta que o fez tossir e pigarrear várias vezes.

Ao responder algumas perguntas, Biden travava e esquecia, por alguns momentos, o que iria falar. Para os analistas da CNN, o desempenho no debate mostra a fragilidade e a incapacidade do democrata de liderar o país por mais 4 anos.

Já o New York Times descreveu o desempenho de Biden no debate como mais fraco do que o habitual, mas afirmou que o democrata se saiu bem ao descrever alguns de seus feitos.

Os analistas do Washington Post consideram que “os primeiros minutos do debate foram brutais para Biden” e que o resultado foi frustrante para os assessores democratas.

O Wall Street Journal escreveu que Biden se apresentou “como os democratas temiam” e que seu “problema de idade” ofusca o debate político. Disse que, enquanto isso, Trump “atipicamente conseguiu manter a compostura”.

Poder360

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Política

Morre ex-vereador de Campina Grande, Paulo de Tarso

Foto: Reprodução

O ex-vereador e professor universitário, Paulo de Tarso Medeiros, faleceu na manhã desta quinta-feira (27), em Campina Grande. O advogado estava internado em um hospital, onde tratava um câncer.

Além de vereador de Campina Grande, Paulo de Tarso também foi professor no curso de Engenharia Elétrica na UFCG, advogado criminalista e conselheiro da OAB na Paraíba.

A morte do ex-político foi confirmada por familiares que informaram que o velório acontecerá ainda nesta quinta (27) em um cemitério particular da cidade. O sepultamento também será no mesmo cemitério, às 17h.

Em nota, o prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima, lamentou a morte do ex-parlamentar, prestou solidariedade à família e ressaltou a importância de Paulo na cidade “renovamos a certeza de que o legado de Paulo de Tarso sempre será uma referência de cidadania e vida pública”.

Portal Correio

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Economia

Banco Central eleva projeção da inflação para 2024 e 2025

Foto: Reprodução

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira, 27, indica aumento na estimativa de inflação, passando de 3,5% para 4,0% em 2024 e de 3,2% para 3,4% em 2025. O documento também revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 de 1,9% para 2,3%.

O relatório do BC destaca que a inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,5% em fevereiro para 3,9% em maio. No entanto, as expectativas dos analistas econômicos para a inflação voltaram a subir, afastando-se da meta de 3%.

Segundo o BC, uma maior inflação global e uma inflação de serviços mais alta do que o esperado podem dificultar o controle da inflação no Brasil. Por outro lado, um crescimento econômico global mais lento e políticas monetárias restritivas poderiam ajudar a reduzir a inflação no país.

O Conselho Monetário Nacional estabeleceu uma meta de inflação de 3% para 2024, 2025 e 2026, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (1,5% a 4,5%).

Na quarta-feira 23, o governo publicou um decreto que estabelece a meta contínua para a inflação a partir de janeiro de 2025. Com isso, o IPCA, índice oficial de inflação, passará a ser medido continuamente, em vez de anualmente.

Revista Oeste

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Brasil

Brasil avaliou rompimento diplomático com Bolívia em meio à tentativa de golpe de Estado

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Diante da tentativa de golpe em andamento na Bolívia, o governo brasileiro começou a discutir internamente — e também com países da América Latina– medidas para se opor à eventual deposição do presidente Luis Arce.

O Brasil já se preparava para retirar o embaixador em La Paz, Luís Henrique Sobreira Lopes, em sinal de rompimento diplomático com a Bolívia, mantendo apenas o apoio consular para cidadãos do Brasil que vivem em solo boliviano.

Essa seria uma das várias medidas conjuntas de países da América Latina para negar o reconhecimento de um eventual novo governo. A ordem, no Itamaraty, era tratá-lo como ilegítimo.

Em poucas horas, o governo brasileiro conversou com a presidente de Honduras, Xiomara Castro, que preside também a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) — uma das principais instâncias políticas da região.

A diplomacia brasileira também está em articulação com a cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA) para uma resposta conjunta.

Débora Bergamasco – CNN Brasil

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Polícia

Ex-executivos das Lojas Americanas são alvo da PF em operação contra fraude de R$ 25 bilhões

Fachada da Lojas Americanas — Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (27) mandados de busca e apreensão contra ex-diretores e pessoas ligadas a Americanas.

Entre os alvos está o ex-CEO Miguel Gutierrez.Também são alvos Anna Christina Soteto, Anna Saicali, Carlos Eduardo Padilha, Fabien Picavet, Fabio Abrate, Jean Pierre Ferreira, João Guerra Duarte Neto, José Timotheo de Barros, Luiz Augusto Henriques, Marcio Cruz Meirelles, Maria Chirstina Do Nascimento, Murilo dos Santos Correa e Raoni Lapagesse Franco.

Entre outros elementos, a ação da PF tem como lastro os acordos de colaboração premiada de Marcelo Nunes, que foi diretor financeiro da empresa, e Flávia Carneiro, responsável pela Controladoria da B2W.

A investigação desenvolvida pela PF mostrou que as irregularidades praticadas pelo ex-funcionários da empresa tinham como finalidade alcançar metas financeiras internas e fomentar bonificações. Por outro lado, a ação dos investigados manipulava e aumentava de forma ilícita o valor de mercado das ações da empresa.

São investigados os crimes de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada e associação criminosa. As medidas foram autorizadas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Um prédio da empresa na capital fluminense também é alvo de busca e apreensão.

O rombo nas contas da Americanas foi revelado no início de 2023, quando a empresa informou ao mercado inconsistências contábeis da ordem de mais de R$ 20 bilhões, levando a varejista a entrar em um processo de recuperação judicial.

Estudos produzidos pela própria companhia apontaram que as inconsistências eram, na verdade, fraudes contábeis cometidas por ex-funcionários da rede varejista.

Ao informar à CVM, em novembro de 2023, o quarto adiamento da divulgação das demonstrações financeiras de 2022 e da revisão do balanço de 2021, a empresa afirmou que foi “vítima de uma fraude sofisticada e muito bem arquitetada, o que tornou a compilação e análise de suas demonstrações financeiras históricas uma tarefa extremamente desafiadora e complexa”.

Fraude foi batizada de ‘inconsistências contábeis”

Na noite de 11 de janeiro de 2023, a Americanas divulgou um fato relevante ao mercado informando sobre “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões, o que levou à renúncia do então CEO Sergio Rial e do principal executivo de finanças, André Covre, ambos recém-empossados.

Em 19 de janeiro, a empresa entrou em recuperação judicial, com dívidas declaradas de R$ 42,5 bilhões. Os maiores bancos do Brasil são os principais credores da varejista, e foi com eles que a empresa deu início a uma verdadeira batalha nos tribunais: as instituições financeiras não aceitavam receber calote da companhia, até então uma das maiores do setor de varejo do país, que tinha livre acesso a crédito.

Em junho, a empresa assumiu fraude nos balanços. Relatório elaborado por assessores jurídicos que acompanham a Americanas desde que ela entrou em recuperação judicial apontou que demonstrações financeiras da varejista vinham sendo fraudadas pela diretoria anterior da empresa, o que inflou seus resultados em R$ 25,3 bilhões —esse foi o lucro fictício acumulado ao longo dos últimos anos (a companhia não informou ainda quantos anos).

A antiga diretoria da Americanas atravessou décadas na empresa. À exceção do ex-CEO Miguel Gutierrez, que se aposentou ao final de 2022 para passar o bastão a Rial, os demais diretores foram afastados semanas depois de o escândalo vir à tona.

A atuação dos três principais acionistas da varejista —o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, sócios da empresa de private equity 3G Capital— também esteve sob escrutínio.

Conselheiro da companhia, Sicupira foi apontado como o representante do trio diretamente ligado ao dia a dia da Americanas. Mas, em depoimento à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), disse que ficou ‘em choque’ ao receber ligação de Rial para tratar do escândalo contábil.

No final de setembro, a CPI (comissão parlamentar de inquérito) que investigava a Americanas encerrou suas atividades sem apontar culpados.

Folha de São Paulo

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Brasil

Autor do PL antiaborto diz que ouviu Michelle Bolsonaro e mudará proposta para que mulher não seja presa

Foto: Isac Nóbrega/PR

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) vai propor alterações no projeto de sua autoria que equipara o aborto ao homicídio quando feito depois de 22 semanas de gestação. Ele defende agora que a mulher estuprada que optar por interromper a gravidez nesta fase da gestação não seja mais acusada de cometer crime.

Sóstenes afirma que a inspiração para a mudança veio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou um vídeo nesta semana dizendo que o aborto deveria ser punido sem que a mulher fosse criminalizada.

“Eu vi o vídeo da primeira-dama e os argumentos que ela apresenta são importantes. As alterações que vou propor vão evitar desgastes desnecessários e assim podemos continuar valorizando a vida”, afirma o parlamentar.

O projeto apresentado por ele causou comoção porque, se aprovado, imporia às mulheres estupradas que interrompessem a gravidez uma pena, a de homicídio, que pode chegar a 20 anos de prisão —maior que a de seu violador. O estupro é punido com até dez anos de prisão.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

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Brasil

Decisão do STF sobre maconha pode afetar abordagem policial e criar confusão sobre responsabilidades

Foto: Felipe Iruatã/Folhapress

Após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que descriminaliza o porte de maconha para uso próprio, pairam dúvidas sobre quais serão os efeitos para a atividade policial cotidiana relacionada ao tema.

Especialistas apontam que na teoria haverá poucas mudanças em relação às abordagens feitas pelos agentes —quem for encontrado com Cannabis, mesmo que seja considerado usuário, deverá ser levado a delegacia, ter a droga apreendida e terá que se apresentar a um juiz criminal, que determinará sanções administrativas.

A decisão da corte, porém, criou algumas lacunas que deverão ser resolvidas com outros debates e leis aprovadas pelo Legislativo.

Uma das consequências, dizem os especialistas, é uma possível desmotivação do trabalho policial. Segundo essa visão, um agente que ver alguém fumando um cigarro de maconha na rua pode preferir fazer vista grossa em vez de abordar o usuário. Isso porque a pessoa no máximo deverá sofrer alguma sanção administrativa, como a bronca de um juiz, se maiores consequências.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Lula elogia decisão sobre droga, mas diz que STF não deve se meter em tudo

PELAS COSTAS - Lula: queixas, pressão e recuo sem consultar o ministro

Um dia depois de o STF decidir pela descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal, por 8 votos a 3, o presidente Lula disse achar que é “nobre” diferenciar usuário de traficante, mas fez uma alerta ao tribunal: “A Suprema Corte não tem que se meter em tudo”.

O petista foi questionado em uma entrevista ao UOL sobre o resultado do julgamento e a reação do Congresso — Rodrigo Pacheco disse discordar e Arthur Lira criou uma comissão na Câmara para analisar uma PEC, já aprovada pelo Senado, que criminaliza o porte e a posse de drogas, em qualquer quantidade e de qualquer tipo.

“Aqui eu vou dar só palpite, porque eu não sou nem advogado e não sou deputado. Primeiro eu acho que é nobre que haja diferenciação entre o consumidor, o usuário e o traficante. É necessário que a gente tenha uma decisão sobre isso, não na Suprema Corte, pode ser no Congresso Nacional, para que a gente possa regular”, declarou Lula.

“Isso é lei”

Na sequência, ele lembrou que o ministro Paulo Pimenta foi relator de um projeto em 2006, que se transformou em lei, que proibiu o usuário de drogas de ser preso. Isso é lei. E apontou que a ação votada no Supremo foi apresentada pela Defensoria Pública de São Paulo.

Veja

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