Brasil

STF condena a 14 anos de prisão empresário que doou R$ 500 para 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por participação indireta nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Segundo a acusação, Hahn transferiu R$ 500 para ajudar no pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília.

A decisão foi tomada em 2 de março de 2026, com base em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Hahn foi considerado culpado por cinco crimes:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • golpe de Estado
  • dano qualificado
  • deterioração de patrimônio tombado
  • associação criminosa.

Um recurso previsto para 20 de março acabou retirado de pauta.

Em depoimento, Hahn afirmou que fez o Pix a pedido de um conhecido, como empréstimo, sem saber o destino da viagem. A defesa sustentou que não há prova de que ele tinha conhecimento de qualquer finalidade criminosa.

Além de Alcides Hahn, outros dois envolvidos também contribuíram: Rene Afonso Mahnke, com R$ 1.000, e Vilamir Valmor Romanoski, com R$ 10.000. Nenhum dos três viajou.

A PGR apontou Romanoski como liderança das mobilizações pró-Jair Bolsonaro em Blumenau, responsável por organizar participantes e logística.

Em decisão anterior, de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não havia ilegalidade na ausência de proposta de Acordo de Não Persecução Penal por parte da PGR.

Além da prisão, os três réus foram condenados ao pagamento de 100 dias-multa (cada dia equivalente a um terço do salário mínimo), indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, inclusão no rol dos culpados e pagamento das custas processuais.

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Política

Defesa de Lulinha ainda não formalizou pedido para depor sobre caso INSS

Foto: Arquivo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva ainda não formalizou no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que ele preste depoimento no âmbito das investigações relacionadas ao caso do INSS. Apesar disso, advogados do empresário procuraram, no mês passado, o ministro André Mendonça, relator do processo, e indicaram que ele estaria disposto a colaborar voluntariamente com os esclarecimentos.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Até o momento, no entanto, não houve o envio de petição oficial solicitando a oitiva. A movimentação ficou restrita a uma sinalização informal ao gabinete do ministro, o que mantém indefinida a participação de Lulinha nas investigações conduzidas pela Corte.

O caso do INSS tem avançado no STF com foco em possíveis irregularidades envolvendo contratos e operações financeiras ligadas a entidades e empresas. O nome de Lulinha aparece em meio a apurações sobre suspeitas que ainda estão sob análise.

Nos bastidores, a avaliação é de que a estratégia da defesa busca demonstrar disposição para colaborar, ao mesmo tempo em que evita antecipar movimentos formais antes de um cenário mais claro sobre o andamento das investigações. A expectativa é de que, caso haja avanço nas apurações ou novos desdobramentos, o pedido de depoimento possa ser oficializado.

Enquanto isso, o processo segue sob relatoria de Mendonça no STF, com novas diligências sendo avaliadas. O caso também tem repercussão política, por envolver o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e é acompanhado de perto por aliados e opositores no cenário nacional.

 

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Brasil

Dados contrariam Lula e apontam exagero ao comparar reforma agrária entre governos

Foto: Fábio Rodrigues/ Ag.Brasil

Declarações do presidente Lula sobre o protagonismo do PT na reforma agrária não são totalmente sustentadas pelos números oficiais. Dados do Incra, obtidos via Lei de Acesso à Informação, indicam que a principal ferramenta da política — a desapropriação de terras — perdeu força ao longo das últimas décadas, inclusive durante os governos petistas.

Levantamento mostra que, nos dois primeiros anos do atual mandato, não houve desapropriação de hectares. Em contraste, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi responsável pela maior parte das terras desapropriadas: mais de 10 milhões de hectares, número superior ao total registrado nos governos do PT, que somam cerca de 4,7 milhões.

A desaceleração da reforma agrária já vinha sendo observada desde o segundo mandato de FHC e se intensificou nos anos seguintes. Durante o governo de Jair Bolsonaro, por exemplo, não houve desapropriações. A retomada só começou em 2025, ainda de forma tímida, com pouco mais de 13 mil hectares.

No atual governo, a estratégia tem priorizado outros mecanismos, como compra de terras, doações e regularização fundiária. Entre 2023 e 2026, foram incorporados cerca de 577 mil hectares por essas vias, com maior peso para aquisições diretas, enquanto a desapropriação ficou em segundo plano.

Além disso, o governo passou a destacar o número de famílias atendidas como principal indicador da política agrária. Em 2026, foi anunciado um pacote de R$ 2,7 bilhões com ações de crédito, habitação e criação de assentamentos. A expectativa, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, é ampliar as entregas ainda neste ano, apesar das críticas sobre a redução no uso de desapropriações.

Com informações do Poder360

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Política

Pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley, renuncia ao cargo para disputar o Senado

Nabor Wanderley (Foto: Divulgação/ALPB)

O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), oficializou neste sábado (04) sua renúncia ao cargo. Com a sua saída, quem assume a prefeitura municipal é o vice-prefeito, Jacobe Souto (Rede).

A solenidade de transmissão de cargo aconteceu no Palácio Clóvis Sátiro, sede do Poder Executivo da cidade.

Nabor deixa a Prefeitura para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. Prefeito já em seu quarto mandato e com passagem pela Assembleia Legislativa da Paraíba, já vinha sendo apontado como um dos nomes do Republicanos para a disputa desde o ano passado.

Nabor deve concorrer ao lado do ex-governador João Azevedo (PSB), também na disputa pelo Senado, enquanto o governador Lucas Ribeiro (PP) busca a reeleição ao Executivo estadual.

Portal Correio

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Brasil

Michelle sobre estado de saúde de Bolsonaro: “Sem soluços há 6 dias”

Foto: reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais neste sábado (4/4) para atualizar a saúde de Jair Bolsonaro (PL), que cumpre a pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar. Segundo Michelle, o ex-presidente não apresenta quadro de soluços há seis dias e está conseguindo fazer a fisioterapia e os soluços cessaram.

“Galego está há seis dias sem soluços. conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, disse nas redes sociais.

A atualização contradiz o que Carlos Bolsonaro (PL) afirmou ao visitar o pai na última quarta-feira (1º/4). Segundo ele, as crises de soluço estavam “intermináveis e ininterruptos”.

“Meu pai continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas, e sua saúde se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”, informou na ocasião.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista em regime domiciliar humanitário desde do dia 27 de março, quando teve alta hospitalar após uase duas semanas de internação devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar ao ex-mandatário com um prazo inicial de 90 dias. A decisão ocorreu após o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifestar-se favoravelmente ao pedido da defesa do ex-mandatário.

Metrópoles

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Mundo

Relatório dos EUA aponta suposta censura brasileira em conteúdos pró-Trump

Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos afirma que decisões de autoridades brasileiras teriam restringido conteúdos favoráveis ao ex-presidente Donald Trump em plataformas digitais. O documento menciona especialmente ações atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Segundo o texto, órgãos brasileiros teriam encaminhado solicitações a empresas de tecnologia, como a rede social X, pedindo a remoção de publicações que elogiavam Trump e criticavam o ex-presidente Joe Biden, além de conteúdos relacionados à antiga Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

“O regime de censura brasileiro chegou a enviar solicitações a plataformas como o X para remover publicações que elogiam o presidente Donald Trump e criticam o ex-presidente Joe Biden”, diz um trecho do relatório, elaborado pelo colegiado atualmente sob comando do Partido Republicano.

O documento também cita a USAID, órgão responsável por programas de assistência internacional do governo americano, que foi dissolvido em julho de 2025 durante a gestão Trump, com suas funções incorporadas ao Departamento de Estado dos EUA.

Divulgado na última quarta-feira (1º), o relatório tem como objetivo reunir informações para subsidiar debates no Congresso americano, podendo orientar eventuais medidas legislativas ou diplomáticas relacionadas à atuação de governos estrangeiros em temas como liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais.

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Brasil

Bolsonaro mantém rotina com fisioterapia, visitas e futebol na TV durante prisão domiciliar

Foto: Reuters/Adriano Machado/Foto de arquivo

A primeira semana de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcada por uma rotina focada na recuperação de saúde, com sessões diárias de fisioterapia, acompanhamento médico e alimentação controlada dentro de casa.

De acordo com interlocutores, Bolsonaro apresenta evolução estável. Médicos têm visitado a residência com frequência para monitorar o quadro clínico, enquanto o ex-presidente permanece a maior parte do tempo em repouso, utilizando uma cama reclinável e seguindo orientações para evitar esforços.

No dia a dia, ele tem passado longos períodos assistindo televisão, principalmente transmissões esportivas, como jogos de futebol. A rotina inclui ainda fisioterapia respiratória e restrições alimentares, com proibição de itens como café, refrigerantes e alimentos ácidos.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumiu papel central na organização da casa e nos cuidados diretos. Já as visitas seguem limitadas por decisão judicial, o que aumentou a dependência de familiares próximos para intermediação de contatos.

A expectativa é de que os filhos visitem o ex-presidente durante o feriado de Páscoa, em encontros autorizados e com tempo restrito. A divisão das visitas reflete as regras impostas pela Justiça durante o período de prisão domiciliar.

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Brasil

“Legado de Jair Bolsonaro”: Flávio rebate Lula e nega intenção de acabar com Pix


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em vídeo nas redes sociais, que pretenda taxar o Pix caso dispute e vença a Presidência da República. Ele classificou a informação como “fake news” e atribuiu a narrativa ao PT.

Segundo o parlamentar, o sistema de pagamentos é um “legado” do ex-presidente Jair Bolsonaro e não sofrerá cobrança. Ele também acusou o partido adversário de querer criar impostos sobre o serviço.

O tema ganhou repercussão após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o Pix durante evento na Bahia. Lula reagiu a um relatório do governo dos Estados Unidos que apontou o sistema como possível barreira comercial e afirmou que o Brasil não pretende alterar seu funcionamento.

No ano passado, o governo federal recuou de uma proposta da Receita Federal que previa o monitoramento de transações via Pix, após críticas de opositores e aliados.

 

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Mundo

Cuba libertará mais de 2 mil prisioneiros, diz governo

Foto: Getty Images

O governo de Cuba anunciou que irá libertar 2.010 prisioneiros, na maior soltura do tipo em anos. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (2) e ocorre em meio à crescente pressão da gestão do presidente Donald Trump e à crise econômica enfrentada pela ilha.

Segundo comunicado publicado no jornal oficial Granma, o indulto leva em consideração critérios como boa conduta, estado de saúde e natureza dos crimes cometidos. A lista inclui jovens, mulheres, idosos e estrangeiros, mas exclui condenados por crimes graves, como homicídio e agressão sexual.

O governo cubano classificou a decisão como um gesto humanitário, também associado às celebrações da Semana Santa. Esta é a quinta medida do tipo adotada pelo país desde 2011, reforçando uma prática recorrente de concessão de indultos em momentos específicos.

A libertação acontece em um cenário de tensão internacional e dificuldades internas, incluindo crise energética e escassez de combustível. Nos últimos meses, o país tem enfrentado apagões frequentes e impactos diretos no funcionamento de serviços básicos.

Organizações como a Human Rights Watch afirmam que o país mantém a prática de deter opositores políticos e dissidentes, o que mantém o tema no centro de críticas internacionais, especialmente em meio às recentes movimentações diplomáticas envolvendo Havana e Washington.

Com informações da CNN

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Brasil

Moraes e Toffoli acumulam novos pedidos de impeachment após caso Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, passaram a ser alvo de 12 novos pedidos de impeachment desde os desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master — seis contra cada magistrado. Ao todo, a Corte soma 102 ações em tramitação no Senado Federal, responsável por analisar esse tipo de demanda.

O levantamento considera solicitações apresentadas a partir de 2021, quando o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquivou todos os pedidos existentes à época. Entre os ministros, Moraes lidera com cerca de metade das ações (50), seguido por Gilmar Mendes (13), Toffoli (12) e Flávio Dino (8).

A relação de Moraes com o caso Master envolve o contrato do escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o banco fundado por Daniel Vorcaro. O acordo previa honorários mensais superiores a R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando mais de R$ 131 milhões. Já Toffoli aparece no contexto por negociações envolvendo a empresa Maridt Participações, ligada ao ministro, e fundos com conexão ao banco.

Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade, embora não exista previsão específica de “impeachment” nos moldes aplicados ao Executivo. Qualquer cidadão pode protocolar pedidos, mas a análise depende do presidente da Casa, que pode arquivar ou dar andamento às denúncias.

Apesar do volume crescente de solicitações, nenhum ministro do STF foi afastado por esse tipo de processo até hoje, o que reforça o peso político e institucional envolvido em decisões desse tipo no Congresso Nacional.

Com informações do Poder360

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