Brasil

MENOS POLUIÇÃO: Senado avalia projeto que obriga ‘santinhos’ biodegradáveis nas eleições

Em 2018, o economista Pedro Carvalho, 24 anos, estava a caminho de sua seção eleitoral para votar quando quase tomou um tombo ao escorregar em um monte de panfletos espalhados pelo chão — os chamados “santinhos”, que tanto se multiplicam pelas ruas em época de eleição.

Quando voltou para casa, Carvalho decidiu entrar no portal e-Cidadania e sugerir uma ideia aos parlamentares. Primeiro, pensou que a distribuição de santinhos devia ser proibida — na verdade, a legislação eleitoral já proíbe a entrega de panfletos no dia de eleição. Então pensou numa solução mais abrangente.

— Eu sabia que os parlamentares não iam concordar com a proibição total — diz Carvalho, que procurou evitar maior resistência política.

Ele resolveu pesquisar formas menos danosas de distribuição de panfletos e deparou com uma reportagem sobre um candidato que imprimiu seus santinhos em papel biodegradável, com sementes.

— Achei uma ótima ideia. Ninguém ia discordar — lembra o economista, que entrou no site do e-Cidadania e cadastrou sua proposta: a obrigação de que todos os santinhos eleitorais sejam impressos em papel biodegradável.

A divulgação foi tímida. O autor enviou a ideia apenas para o grupo de sua família no WhatsApp e para uma comunidade de cerca de 500 pessoas no Reddit, uma rede social. Mesmo assim, a proposta viralizou rapidamente e alcançou os 20 mil apoios necessários para se tornar sugestão legislativa e ser discutida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Em março de 2019, a CDH apresentou o Projeto de Lei (PL) 2.276/2019, pelo qual “a  produção  impressa  de  propaganda  eleitoral  será  realizada somente  a partir da utilização de material biodegradável”. Atualmente, a matéria está  sob análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Pedro Carvalho comemora o fato de ter levado a discussão ao Parlamento.

— A distribuição de panfletos é uma prática arraigada, mas que pode ser melhorada — diz.

Agência Senado

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Saúde

Cerca de 30 milhões de brasileiros aptos ainda não se vacinaram contra a Covid, diz Sociedade Brasileira de Imunizações

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com imunização completa contra a Covid-19 entre vacinados de duas doses (Pfizer, AstraZeneca e Coronavac) e dose única (Janssen). Apesar disso, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Juarez Cunha, há um número expressivo de pessoas que já poderia ter completado seu esquema vacinal ou recebido a primeira dose, mas que ainda não foram aos postos de saúde.

“É claro que a gente tem que festejar estes quase 50% da população com a dose plena, com duas doses ou dose plena, e os 71% que já receberam a 1ª dose. Ao mesmo tempo, nos preocupa que, se nós temos 151 milhões de pessoas que receberam a 1ª dose, significa que temos cerca de 30 milhões de pessoas que poderiam ter se vacinado e ainda não se vacinaram”, ressaltou o executivo em entrevista à CNN.

Cunha detalha que estes indivíduos estão incluídos no público-alvo da campanha, ou seja, não fazem parte do número de crianças menores de 12 anos, que ainda aguarda a autorização de uma vacina contra a Covid-19 para as faixas etárias mais baixas. “Precisamos melhorar ainda mais nossas coberturas vacinais, lembrando que a proteção do indivíduo também impacta a proteção do coletivo”, defendeu.

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Economia

MÁ NOTÍCIA: Com falta de fertilizantes, alimentos devem ficar mais caros em 2022

A crise de fertilizantes pode ter um efeito direto no bolso do brasileiro. A falta de insumos para plantações deve elevar ainda mais os preços de alimentos no ano que vem.

Produtores brasileiros enfrentam um cenário desfavorável para conseguir fertilizantes. A China, exportadora dos insumos, passa por uma crise energética que coloca a cadeia de suprimentos mundial em risco.

A produção nacional de fertilizantes não dá conta da demanda interna. Até julho de 2021, o mercado brasileiro já utilizou 23,9 milhões de toneladas desses insumos. Apenas 3,7 milhões foram produzidos no Brasil. Todo o restante foi importado, segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

Com a demanda em alta e a oferta em baixa, o preço das plantações deve subir –e esse valor deve ser repassado ao consumidor. Esse cenário já foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no início de outubro.

“Como deve faltar fertilizante, por falta de oferta no mercado ele vai plantar menos, se vai plantar menos, vai colher menos. Menos oferta e a procura igual tem aumento de preços”, disse.
Bolsonaro também afirmou que o risco de desabastecimento é “seríssimo”, mas que o governo teria uma “solução”. Um programa emergencial de fertilizantes seria lançado ainda em outubro, mas não deu detalhes.

Além dos fertilizantes, as plantações brasileiras também já foram afetadas pelo clima, entre elas o milho. Em agosto, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) reduziu de 260,8 milhões para 254 milhões a estimativa para a produção brasileira de grãos na safra de 2020/2021. O motivo: mudanças climáticas….

A seca prolongada já vinha afetando as lavouras, e as geadas registradas na frente fria de julho ampliaram as perdas. Com isso, o milho deve ter uma produção 15,5% menor do que a safra anterior.

O milho é um grão utilizado para alimentar animais, além do consumo humano. Uma safra menor encarece o produto em ambas as frentes e contribui para a alta de preços de suínos e aves.

O custo da alimentação para a população brasileira já ficou mais caro este ano. Até agosto, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), uma cesta básica com os 35 produtos mais comprados em supermercados, ficou 22,23% mais cara nos últimos 12 meses.

Poder 360

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Esporte

DECISÃO NOS PÊNALTIS: Campinense conquista vaga na Série C neste sábado após partida com América de Natal

Foto: Reprodução/ Instagram

O Estádio Amigão, em Campina Grande, foi o palco do jogo emocionante , entre Campinense e América-RN neste sábado, 16,  onde o Campinense conquistou a tão sonhada vaga na Série C depois de dez anos.

Após empatar em  zero a zero no tempo normal da partida a decisão foi decidida nos pênaltis.

Dos cinco pênaltis cobrados, o Campinense acertou 4 e o América de Natal marcou 2.

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Saúde

Brasil tem semana com menor número de mortes por Covid-19 desde abril de 2020

No total da semana epidemiológica encerrada neste sábado, foram notificadas 2.323 mortes pela doença – é o menor número semanal desde os primeiros meses da pandemia, no ano passado.

A última vez em que o número de mortes em uma semana foi mais baixo do que isso foi entre 19 e 25 de abril de 2020, quando a pandemia estava havia pouco menos de dois meses no Brasil e 1.669 novos óbitos foram confirmados.

O número de novos casos notificados nesta semana – 71.545 – é também o menor desde a semana encerrada em 9 de maio (59.543).

As médias móveis de óbitos e de infecções estão em tendência de queda e ficaram em 332 e 10.221, respectivamente, neste sábado.

CNN Brasil

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Política

GERALDO TÁ ON: Pré-candidato em São Paulo, Alckmin volta ao Twitter

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) voltou ao Twitter neste sábado, 16, depois de 2 anos e meio sem postar nada.

“Amigos, voltei! O Geraldo tá ON!”, escreveu, contando em seguida sobre uma visita à Santa Casa de Santos (SP). Médico, Alckmin participou de uma homenagem aos profissionais da linha de frente no combate à covid.

Antes desse, o último post de Geraldo Alckmin na rede social era de 13 de março de 2019. Falou sobre a chacina em uma escola de Suzano, em São Paulo.

Ainda filiado ao PSDB, o tucano já confirmou que deixará o partido para se candidatar novamente ao governo de São Paulo em 2022. Ele lidera as intenções de voto até agora, com 26%. Uma das opções é sair pelo PSD de Gilberto Kassab, formando uma chapa com Márcio França.

Com informações Poder 360

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Covid-19

COVID-19: Paraíba registra 22% de ocupação de leitos de UTI neste sábado

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 22%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 24%.

Em Campina Grande, estão ocupados 19% dos leitos de UTI adulto e no sertão 35% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 7 pacientes foram internados nas últimas 24h. Ao todo, 127 pacientes estão internados nas unidades de referência.

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Saúde

Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde, garante toda a população imunizada até o fim do ano

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilSaúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que todos os brasileiros serão vacinados contra a Covid-19 até o fim de 2021. A declaração foi dada durante evento pelo “Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação”, em São Luís, no Maranhão.

“Estamos nos preparando para sair da maior crise sanitária que a humanidade já enfrentou. Isso se deve ao esforço conjunto de todos nós. Eu tenho certeza de que haveremos de vencer em breve essa pandemia. Isso eu posso me comprometer com vocês porque eu sei que até o final do ano toda a população brasileira estará imunizada”, disse.

Queiroga lembrou que o Brasil chegou à marca dos 100 milhões de pessoas vacinadas com as duas doses de uma vacina anti-Covid ou com um imunizante de dose única. O total corresponde a 47% da população.
De acordo com o Localiza SUS, mais de 149 milhões de pessoas, cerca de 70% dos brasileiros, já receberam ao menos uma dose.

Desse total, 42,3% foram imunizados com a vacina da AstraZeneca e 31,5% com a CoronaVac. Os imunizantes da Pfizer e da Janssen correspondem a 24,2% e 1,9% das aplicações, respectivamente.

Durante o evento deste sábado, Queiroga afirmou que o Brasil sempre foi referência em campanhas de vacinação e que desempenha o mesmo papel durante a pandemia. O ministro criticou a exploração política da imunização e disse que o governo federal trabalha para que em breve as pessoas possam se ver “livres de máscaras, de distanciamentos”.

R7

 

 

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Brasil

Máfia do like: esquema de pirâmide virtual endividou centenas de pessoas pelo país

A proposta era simples e aparentemente vantajosa. Em troca de visualizações e likes em vídeos estrangeiros, uma plataforma digital pagaria rendimentos aos clientes que movimentassem o fluxo de curtidas, chegando a monetizar R$ 2 por cada clique. O esquema de pirâmide financeira virtual desenvolvido por um grupo de estelionatários fez, no entanto, centenas de vítimas em vários estados e no Distrito Federal, deixando rastro de prejuízo.

Diversas ocorrências registradas na Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) envolvendo os golpistas revelaram como funcionava o programa de investimentos batizado de “Mercado Good”. A fim de garantir a filiação, o interessado precisava aderir a um plano, que variava de R$ 120, no modelo mais básico, a R$ 99 mil, com a promessa de vultosos retornos. Para cada tarefa cumprida, o cliente recebia uma quantia que poderia ser sacada por meio da plataforma.

A Máfia dos Likes mantinha uma dinâmica de tarefas – com duração de 12 meses – e seguia um protocolo no momento de inserir cada uma das pessoas captadas por meio de redes sociais e grupos de WhatsApp. Os pagamentos eram realizados via PIX. Após fazer o cadastro e quitar o plano, o cliente era inserido no grupo com outros integrantes. Todos os administradores usavam telefones com o DDD 11 (São Paulo).

Para passar impressão de credibilidade, a plataforma Mercado Good usava logomarcas idênticas às de grandes empresas de e-commerce, como Mercado Livre, Mercado Pago, além do YouTube. Organizado, o esquema criminoso estimulava as vítimas a reinvestir o dinheiro aplicado e aumentar as cifras com a promessa de maiores rendimentos apenas assistindo a vídeos e curtindo as publicações.

Nas primeiras semanas, os investidores pensavam ter feito um grande negócio, mas o castelo de cartas desmoronava quando os saques eram cortados pelos organizadores da pirâmide. Em todos os casos, as vítimas apenas percebiam que haviam comprado gato por lebre quando tentavam sacar os valores e a plataforma apresentava erros e só permitia retiradas de montantes mais baixos. Tarde demais: todo o dinheiro aplicado no programa já havia evaporado.

Atualmente, existem centenas de reclamações, vídeos no YouTube e relatos de pessoas enganadas pela pirâmide. Dezenas de ocorrências registradas na PCDF relatam sempre o mesmo modus operandi: milhares de reais ficaram retidos após os rendimentos com os likes serem cortados de repente. Logo depois, as vítimas eram bloqueadas e deletadas dos grupos mantidos no WhatsApp pelos criminosos.

Desesperadas, as vítimas do golpe procuram as autoridades para registrar ocorrência, mas a chance de recuperar o dinheiro aplicado é quase nula. Uma das pessoas que perdeu pouco mais de R$ 22 mil narrou ter chegado a convencer vários membros de sua família a embarcar na furada.

Metrópoles

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Saúde

Ministério da Saúde confirma que receberá 36 milhões de doses da Janssen até o final do ano

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O Governo Federal e a Johnson & Johnson, fabricante da vacina de dose única da Janssen, confirmaram que o contrato entre as partes será cumprido. Além da antecipação de 1,8 milhão de doses ocorrida em junho, 36,2 milhões serão entregues até o final do ano pela J&J.

O Brasil também recebeu outros 3 milhões de doses em julho, por meio de doação do governo dos Estados Unidos.

Questionado pela CNN, o Ministério da Saúde ainda não respondeu como esse novo lote de imunizante será utilizado, já que a Janssen é dose única e só está autorizada em adultos.

A empresa informou à CNN que os estudos mostraram que quando um reforço da vacina foi administrado seis meses após a dose única, os níveis de anticorpos aumentaram nove vezes após uma semana e continuaram a subir para 12 vezes mais após quatro semanas a partir do reforço.

Já com o reforço administrado dois meses após a primeira dose, os níveis de anticorpos aumentaram de quatro a seis vezes mais do que os observados após a dose única.

A companhia forneceu os dados disponíveis para a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês), dos EUA, órgão correspondente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). E planeja enviar os dados para o governo brasileiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Grupos Técnicos Consultivos Nacionais sobre Vacinação (GTCVs ou NITAGs) em todo o mundo para auxiliar na tomada de decisão e estratégias locais de administração de vacinas, conforme necessário.

Mas apenas 4,8 milhões de brasileiros poderiam receber a possível dose de reforço, número recebido e aplicado no país. Não existem estudos divulgados sobre a intercambialidade (mistura de diferentes imunizantes).Sobrariam 31,4 milhões de doses. A validade da vacina, a partir da fabricação, é de 2 anos quando armazenada a -20 graus Celsius, e apenas seis meses quando refrigerada a temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius, que é o que acontece na imensa maioria dos municípios brasileiros.

Até o momento, a Janssen só conseguiu autorização pra uso emergencial junto a Anvisa. A empresa informou também que “Segue trabalhando em estreita cooperação com a Agência nesse processo para obter todas as certificações necessárias e avançar com o pedido de registro definitivo de sua vacina contra a COVID-19 para indivíduos com 18 anos ou mais até o final de 2021”.

A reportagem também questionou a Anvisa e o Ministério da Saúde sobre o registro definitivo e se a doação de vacinas da Janssen é uma possibilidade. Até o fechamento desta matéria não houve resposta. Governo e empresa não divulgaram a data de entrega do próximo lote do imunizante no Brasil.

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