Brasil

Marcos do Val é alvo de operação da PF e colocará tornozeleira eletrônica

Foto: Waldemir Barreto 

A PF (Polícia Federal) realiza uma operação, na manhã desta segunda-feira (4), contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador é alvo de medidas cautelares e passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Além disso, o parlamentar terá que entregar todos os seus passaportes.

Do Val foi alvo da ação policial no Aeroporto Internacional de Brasília, no momento em que desembarcou de voo dos Estados Unidos. Ele viajou para fora do Brasil e ficou dez dias em solo norte-americano, mesmo com ordem do STF de entrega do passaporte.

Além da PF, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do DF também acompanha a operação.

CNN

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Brasil

Brasil acumula histórico de tensões comerciais com os EUA sob nova ofensiva de Trump

Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve conversar nesta semana com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. A ideia é preparar o terreno para uma possível reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente norte-americano, Donald Trump.

“É muito importante a gente preparar essa conversa (entre Lula e Trump). Tive contato com a equipe do Bessent para fazermos uma reunião na semana que vem. Entendemos que as relações comerciais não devem ser afetadas pelas percepções políticas de qualquer natureza. Tenho certeza que uma conversa com o Bessent vai pavimentar o caminho para um encontro, se for da conveniência dos dois presidentes”, disse Haddad em entrevista coletiva.

À CNN, o ministro afirmou que a intenção do encontro com Bessent é despolitizar o debate com as autoridades norte-americanas. Segundo ele, o governo brasileiro não pretende abandonar a mesa de negociações, mesmo com a entrada em vigor das novas tarifas comerciais impostas pelos EUA.

As sobretaxas, assinadas por Trump em uma ordem executiva na semana passada, preveem uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, sob a justificativa de uma “emergência nacional”.

A Casa Branca, no entanto, excluiu cerca de 700 itens da lista, como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro — o que deixou 44,6% das exportações brasileiras de fora do tarifaço, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Outro tema que pode entrar na pauta da reunião é a Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Haddad disse que a ideia é explicar para o secretário como funciona a independência dos Poderes no Brasil.

A conversa ainda não tem um dia exato para acontecer, mas o ministro afirmou que estaria disposto a fazer uma reunião presencial. O governo brasileiro também avalia enviar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que comanda o MDIC, para negociar diretamente com autoridades americanas.

Ligação não está descartada

Após Trump dizer que Lula pode ligar “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países, o presidente brasileiro respondeu que está aberto ao diálogo.

Em entrevista coletiva no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro”. E finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.

Antes mesmo das declarações, auxiliares de Lula já cogitavam um eventual encontro com Trump durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), marcada para a segunda semana de setembro, em Nova York. Por ora, a possibilidade é vista como uma hipótese — não uma agenda confirmada.

O ministro da Fazenda reforçou que “a recíproca é verdadeira” em relação à sinalização de Trump e que é preciso “preparar o terreno” para uma possível ligação entre os mandatários.

No entanto, analistas apontam que é preciso “cautela”, dada a natureza “imprevisível” de Donald Trump.

CNN

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Mundo

Brasil acumula histórico de tensões comerciais com os EUA sob nova ofensiva de Trump

Foto: Ronald Reagan/AFP

Alvo de uma investigação do governo Donald Trump por práticas supostamente injustas no comércio, o Brasil tem um histórico de graves atritos comerciais com os Estados Unidos nas últimas décadas. O auge desse embate ocorreu nos anos 1980, com processos semelhantes abertos pelo USTR (escritório do representante de comércio dos EUA) em disputas envolvendo informática e patentes farmacêuticas.

Em 15 de julho, sob determinação de Trump, o USTR iniciou uma apuração formal contra o Brasil em múltiplas frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas “injustas e preferenciais”; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Como a Folha mostrou, essa nova investigação tem potencial de causar danos adicionais à economia brasileira e traz riscos de sanções consideradas de difícil reversão.

Não é a primeira vez que o Brasil entra na mira do USTR e se torna alvo de um processo com base na chamada seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O país já enfrentou ao menos quatro apurações desse tipo, embora menos abrangentes que a atual. Em um dos casos, houve aplicação de sanções.

No primeiro episódio, a ofensiva de Washington foi motivada pela Política Nacional de Informática, instituída por lei em 1984. Um dos principais pontos dessa política eram incentivos e proteção para empresas brasileiras, o que limitava a atuação de companhias estrangeiras —sobretudo americanas.

Em setembro de 1985, o USTR lançou uma investigação contra a “Política Nacional de Informática e seus efeitos sobre as exportações dos EUA e as atividades de empresas norte-americanas no Brasil”.

Os EUA alegavam que a política brasileira restringia investimentos americanos no setor e que não havia proteção adequada de propriedade intelectual no país.

Segundo relatou o embaixador Regis Arslanian em um estudo sobre o tema feito para o Itamaraty, as negociações entre os dois países se estenderam pelos anos seguintes.

De um lado, a sinalização do Brasil de que garantiria em lei a proteção de direitos autorais de software levou os EUA a adiar a conclusão da apuração. De outro, houve momentos de forte tensão, como em 1987, quando o governo brasileiro negou um pedido de licenciamento feito pela Microsoft.

Após essa decisão, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, ameaçou aplicar uma sobretaxa de 100% sobre uma cesta de produtos brasileiros. A lista de bens que seriam tarifados incluía chapas de madeira, ferro, máquinas, equipamentos telefônicos e aviões.

“Naquele mesmo dia, o presidente José Sarney, em nota à imprensa, informou que o Brasil recorreria ao GATT [antecessor da OMC] e declarou que considerava a atitude norte-americana um ‘constrangimento inaceitável’, denunciando ainda o procedimento do governo dos EUA por não ter utilizado a via diplomática para o anúncio de sua decisão”, relatou Arslanian em sua tese.

O Brasil então concedeu licença de comercialização para uma versão mais atualizada do programa da Microsoft e promoveu novas flexibilizações na política de informática. As sanções foram suspensas, mas a investigação do USTR só foi encerrada em 1989.

Tarifaço

À Folha Arslanian, hoje sócio do escritório Licks Attorneys, diz que embora aquele tarifaço de Reagan não tenha sido implementado, houve prejuízos a exportadores brasileiros que constavam na lista de possíveis alvos, uma vez que a incerteza inviabilizou vendas para os EUA.

Mesmo antes do fim da disputa sobre informática, o USTR abriu nova frente contra o Brasil, dessa vez no setor farmacêutico. O embaixador Mauricio Lyrio, hoje secretário de Clima no Itamaraty e um dos responsáveis por negociações com o governo Trump, relatou em trabalho acadêmico publicado em 1994 que o principal pleito de Washington era a eliminação de um dispositivo no Código de Propriedade Industrial que proibia a concessão de patentes a medicamentos.

A investigação foi iniciada em 1987, a pedido de uma associação de laboratórios americanos. Nos primeiros contatos, o Brasil resistiu à ideia de flexibilizar sua posição sobre o patenteamento, o que levou ao anúncio —e posterior implementação— de tarifas punitivas de 100% sobre determinados produtos brasileiros.

Foram três grupos de itens sobretaxados: papel, farmacêuticos e produtos eletrônicos.

A postura negociadora brasileira mudou com a chegada de Fernando Collor à Presidência (1990), o que enfraqueceu a abordagem nacionalista em favor de um projeto mais liberal. O novo governo admitiu reformar o Código de Propriedade Industrial para permitir o patenteamento de remédios.

Além da mudança de orientação no Palácio do Planalto, Lyrio ponderou em seu artigo que a eficácia da proibição de patentes já estava sendo questionada internamente.

“A precariedade da resistência ao pleito norte-americano devia-se ao fato de que a eficácia econômica do não patenteamento era perfeitamente contestável: a medida gerara custos comerciais, como as sanções de julho de 1988, sem a contrapartida de benefícios internos, pois não desenvolvera a capacitação tecnológica nacional no setor farmacêutico, nem impedira a perda de mercado dos laboratórios brasileiros”, escreveu.

As sanções americanas nesse caso foram encerradas em 1990.

Nos anos 1990, houve uma nova investigação na área de propriedade intelectual, rapidamente encerrada sem a imposição de sanções ao Brasil.

Mas o fim da apuração não significou o desaparecimento da ameaça de ações do USTR. O Brasil permaneceu numa lista de países que, na visão dos EUA, têm regras frágeis de propriedade intelectual, o que sempre significou risco de medidas adicionais.

No primeiro mandato de Trump, o Brasil voltou a figurar numa apuração do USTR, mas num processo setorial em que várias nações foram acusadas de possíveis práticas de taxação de serviços digitais. A ação foi encerrada na gestão Joe Biden, com a conclusão de que o Brasil não realizou esse tipo de taxação.

Ao analisar o uso da seção 301 na década de 1980 e agora, Arslanian vê diferenças claras.

“O conceito utilizado antes era baseado no liberalismo comercial. A [investigação da seção] era um instrumento para abrir mercados. Hoje em dia a [seção] 301 é um instrumento protecionista. Trump a usou contra o Brasil para fundamentar o fechamento do mercado americano para produtos brasileiros”, afirma à Folha.

Folha de S.Paulo

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Sem categoria

Lula se encontra com neto de Fidel Castro em evento do PT

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou neste domingo, 3, em Brasília, com Fidel Antonio Castro Smirnov, o “Fidelito” – neto do líder cubano Fidel Castro, que morreu em 2016.

Um registro que mostra Lula e Fidelito foi publicado pelo prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), que afirmou ser um dos responsáveis pelo “encontro simbólico”, durante o encerramento do 17º Encontro Nacional do PT.

“O Congresso também foi marcado por um encontro simbólico que ajudei a construir: o abraço entre Lula e Fidelito, neto de Fidel. Um gesto de afeto e história, que agora se transforma em futuro. Fidelito vai desenvolver pesquisas em medicina nuclear em Maricá. Seguimos firmes, com ousadia, projeto e pé no povo!”, escreveu.

O evento reuniu lideranças petistas como a ex-presidente do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o novo presidente do partido, Edinho Silva.

Estadão

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Paraíba

Ministro da Saúde Alexandre Padilha visita João Pessoa para inauguração do Hospital da Mulher

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desembarca em João Pessoa na próxima terça-feira (5), data que marca o aniversário da cidade. Ele participará da inauguração do Hospital da Mulher, localizado no bairro de Cruz das Armas.

O evento será organizado pelo Governo do Estado e, além da inauguração, o ministro deve abordar outros temas da pasta, incluindo o programa “Agora tem Especialistas”, iniciativa que busca reduzir a fila de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda está em definição uma possível viagem do ministro a uma cidade do sertão paraibano no mesmo dia.

Denominado Creuza Pires, em homenagem à ex-vereadora e empresária pessoense reconhecida por seu engajamento social em defesa dos idosos, o novo hospital será oficialmente inaugurado na programação do aniversário da cidade.

De acordo com o Governo do Estado, a unidade conta com diversas estruturas especializadas, como: ambulatório, banco de leite humano, centro de imagem, centro de parto normal, centro cirúrgico obstétrico, além das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto e neonatal e unidades de cuidados intermediários (adulto, convencional e canguru).

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Brasil

VÍDEO: “Tem gente que trabalha no governo e não paga o PT, precisa pagar”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste domingo (3), que se uma pessoa trabalha no governo e é filiada ao PT, ela precisa pagar a contribuição partidária exigida pela sigla. Em discurso no encontro nacional petista, em Brasília, Lula falou em mudar o comportamento da legenda.

“É preciso mudar o nosso comportamento. Tem gente que trabalha no governo e não paga o PT, precisa pagar. Se tiver ministro que não paga o PT e for do PT, é só me dar a relação, Gleide”, disse Lula se dirigindo à secretária de finanças do partido, Gleide Andrade.

De acordo com o estatuto do PT, os filiados que têm cargo eletivo ou de confiança no Legislativo ou Executivo devem contribuir com o partido mensalmente com um percentual da remuneração líquida relativa ao cargo. As contribuições para quem ocupa cargo no governo variam de 2% a 14%.

Poder 360

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Brasil

VÍDEO: Ao som do Hino Nacional, apoiadores de Bolsonaro iniciam ato na Av. Paulista

 

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) se reúnem em manifestações em apoio ao ex-presidente em todo o país. Em São Paulo, o ato começou às 14h, ao som do Hino Nacional Brasileiro. Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o palco montado para os bolsonaristas conta com um trio elétrico estacionado na esquina da Avenida Paulista com a rua Peixoto Gomide.

Com o mote “reaja, Brasil”, o ato pretende marcar a reação da direita ao julgamento que avança no Supremos sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, que teria sido liderada por Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (30/7), o governo americano aplicou a lei Magnitsky contra Moraes, uma sanção que impede cidadãos estrangeiros de entrar nos Estados Unidos e realizar transações financeiras com empresas americanas.

Essa é a 8ª manifestação nas ruas organizada desde que Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República, em 2022. O ato deste domingo é o primeiro que não contará com a presença do ex-presidente. Uma das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determina que Bolsonaro não pode sair de casa aos finais de semana. Bolsonaro acompanaha as manifestações por vídeochamada.

O novo ato, segundo os organizadores, é uma forma de marcar a presença da direita nas ruas, espaço de manifestação política que antes do bolsonarismo era muito mais usado pela esquerda. Além da ausência de Jair Bolsonaro, a manifestação também não terá a presença de governadores. Tarcísio de Freitas tem um procedimento médico para tratar da tireoide neste domingo.

Metrópoles

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Paraíba

Violência doméstica: João Pessoa tem mais de 240 atendimentos no primeiro semestre



					Violência doméstica: João Pessoa tem mais de 240 atendimentos no primeiro semestre
Violência doméstica: JP tem mais de 240 casos no primeiro semestre. 

Foram registrados 249 atendimentos por violência doméstica contra a mulher entre janeiro e junho deste ano, no Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, em João Pessoa, de acordo com dados divulgados neste domingo (3).

Conforme a coordenadora do espaço, Lila Oliveira, nos seis primeiros meses do ano, houve um aumento em 46 registros de casos de violência doméstica em comparação com 2024. O crescimento nos dados é referente ao período de São João.

Além dos registros de atendimentos no Centro de Referência da Mulher, há também uma ronda em João Pessoa, que mapeia os casos de agressões contra as mulheres. De acordo com a coordenadora da ronda, Ellen Maciel, em 2025, de janeiro a junho, houve uma média de 653 atendimentos, envolvendo assistência social, psicológica, jurídica e apoio administrativo.

Cerca de 49 mulheres estão sob esquema de proteção e recebendo visita domiciliar constante. Para ser atendida na Ronda Maria da Penha, é necessário ter a medida protetiva, ter 18 anos ou mais e morar em João Pessoa.

O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra atende às mulheres em situação de violência doméstica familiar e sexual, disponibilizando durante a semana, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, uma rede de apoio composta por uma equipe multidisciplinar, com advogadas, assistentes sociais e psicólogas. O centro está localizado na Rua Afonso Campos, número 111, no Centro de João Pessoa.

Números para denunciar violência contra a mulher

  • 180 – Central de Atendimento à Mulher
  • 190 – Polícia Militar
  • 197 – Polícia Civil
  • 153 – Ronda Maria da Penha

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Paraíba

Com maior alta do país, stalking cresce 51% na PB

Quatro anos após ser reconhecida como crime, a perseguição – ou “stalking” (em inglês) – contra mulheres vítimas de violência saltou 51,3% na Paraíba em 2024, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Esse crescimento foi o maior do país e escancara uma violência vivida – e às vezes nem reconhecida – por centenas de mulheres no estado.

Na Paraíba, em 2024, foram registrados 1.414 casos de stalking. Ou seja, a cada 6 horas, uma mulher é vítima de perseguição.

O salto nos registros para a Polícia Civil é, no entanto, reflexo da redução na subnotificação. Ao Portal MaisPB, a delegada Sileide de Azevedo, coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), avaliou que esse percentual está mais relacionado ao aumento de denúncias do que de casos. “Estamos vendo uma redução na subnotificação, denúncias de situações que existiam mas, antes, permaneciam sem registro”, afirmou.

Apesar do avanço, a taxa de denúncias por 100 mil mulheres na Paraíba (66,1) ainda está abaixo da média nacional (87,2), o que sugere que muitos casos ainda não chegam ao conhecimento das autoridades. “Infelizmente, a subnotificação existe e esses números podem não refletir a realidade total de casos no estado”, afirma a delegada. “Ainda há um desconhecimento significativo da população sobre o que configura stalking, muitas vítimas não identificam certas ações como um crime e acabam naturalizando comportamentos abusivos, como a mulher ser constantemente seguida, monitorada nas redes sociais ou receber mensagens insistentes.”

Foto: Agência Brasil

Como identificar o “stalking”

O crime de perseguição está previsto no artigo 147-A do Código Penal e ocorre quando alguém insiste em vigiar, seguir, ameaçar ou invadir a privacidade de uma pessoa.

“Um sinal de alerta é quando a insistência provoca medo, afeta a liberdade da mulher ou altera seu comportamento por receio de ser seguida ou vigiada. Esse padrão repetitivo e invasivo é um indicativo claro de perseguição”, alertou a coordenadora das delegacias das mulheres.

Algumas das formas de manifestação do stalking são:

  • presença constante e indesejada do agressor nos mesmos locais que a vítima frequenta
  • envio repetitivo de mensagens, ligações ou e-mails
  • monitoramento da rotina ou das redes sociais
  • aparecimento inesperado na casa ou trabalho da vítima.

Para quem persegue, é prevista pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, podendo ser aumentada em casos de perseguição contra crianças, idosos, mulheres por razões de gênero, uso de arma ou atuação conjunta de mais de uma pessoa.

Perfil dos criminosos

Na Paraíba, ex-companheiros são a maioria dos mais investigados por perseguir mulheres. Segundo a delegada, “isso porque muitos agressores não aceitam o fim do relacionamento e passam a perseguir a vítima como forma de controle ou punição.”

No entanto, conforme a polícia, também há casos envolvendo colegas de trabalho, vizinhos, conhecidos e até desconhecidos que desenvolvem uma obsessão.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Denuncie

Se você sofre ou presenciou algum tipo de violência contra as mulheres, denuncie. “A denúncia é o primeiro passo para romper o ciclo da violência”, frisou a delegada Sileide de Azevedo.

+ Polícia Militar – 190
+ Polícia Civil – 197 (denúncia anônima)
+ Disque denúncia contra violência doméstica – 180 (denúncia anônima)
+ Delegacias da Mulher (Deam), com plantão 24 horas
+ Delegacia on-line – www.delegaciaonline.pb.gov.br
+ Central de Atendimento às Mulheres (WhatsApp) – (61) 9610-0180

Juliana Alves – MaisPB

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Política

Saiba posicionamento dos senadores paraibanos sobre o impeachment de Alexandre de Moraes

Senadores da Paraíba gastam R$ 604 mil do cotão no primeiro semestre em  2023; veja como

A intenção em avançar com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conta com apoio de 34 senadores, segundo site divulgado por oposicionistas.

O placar, atualizado neste domingo (3), também indica que 28 senadores têm voto indefinido e outros 19 são contra um processo que pode levar à saída de Moraes da Corte.

Na lista, os três senadores paraibanos Efraim Filho (União), Veneziano Vital (MDB) e Daniella Ribeiro (PP), ainda não tem posição definida sobre o assunto.

No entanto, apenas Efraim Filho reconheceu em uma entrevista recente à rádio 98 FM Correio que há uma perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e que não haveria problemas do país enfrentar um processo de impeachment contra um ministro da Suprema Corte.

Blog do BG PB

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