A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta rejeição da maioria do eleitorado paulista, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pela Paraná Pesquisas. Segundo o levantamento, 58,2% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 38,1% afirmam aprová-lo. Outros 3,7% não souberam responder.
Quando a avaliação é detalhada, 40,2% classificam a administração como “péssima” e 8,5% como “ruim”. Já 16,5% consideram o governo “bom” e 11,6% o avaliam como “ótimo”. Para 22,0%, a gestão é “regular”. Apenas 1,3% preferiram não opinar.
O levantamento ouviu 1.680 eleitores com 16 anos ou mais em 85 municípios paulistas, entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A Polícia Federal pediu nesta terça-feira (26) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que permita uma equipe policial dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em tempo integral, para garantir o cumprimento da prisão domiciliar e evitar fuga.
Mais cedo, o ministro acolheu um pedido da PF e um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República) para permitir agentes policiais ao redor da casa do ex-presidente para monitoramento em tempo real.
Em ofício assinado pelo diretor-geral, Andrei Rodrigues, a PF diz que para “garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência, como há precedentes”.
O órgão cita o caso juiz Nicolau dos Santos, que respondeu por crime de corrupção, por desvio de recursos, ocorrido de 1994 a 1998. Os valores seriam usados na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo.
A PF argumenta no ofício que o monitoramento por tornozeleira eletrônica não é suficiente, já que “depende de sinal de operadora de telefonia para tanto, sendo possíveis falhas, ou mesmo interferências deliberadas para retardo da detecção de violações das condições”.
Na manifestação da PGR, foi recomendado apenas equipe policial ostensiva de prontidão para o monitoramento na casa do ex-presidente.
O diretor da Polícia Federal alega que as medidas sugeridas pela PGR exigiriam a presença física de vários servidores no condomínio de Bolsonaro, com fiscalização rigorosa dos acessos e veículos. No entanto, do ponto de vista operacional, isso seria inviável e causaria desconforto aos moradores, contrariando os próprios objetivos da Procuradoria.
Ainda na noite desta terça, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou o ofício da PF para um novo posicionamento da PGR.
A intensificação das medidas de segurança em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro acontece a poucos dias do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal, marcado para 2 de setembro.
Ele e outros sete réus são acusados de integrar o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa responsável por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Uma sequência de atos envolvendo o líder do PT na Câmara, a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou repercussão política nesta terça-feira (26).
Segundo publicação do jornalista Sam Pancher, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou um ofício à PF pedindo maior monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi encaminhado à PGR, que defendeu o pedido perante o STF. O ministro Alexandre de Moraes despachou favoravelmente.
Na manifestação encaminhada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, elogiou tanto o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, quanto o próprio Lindbergh Farias, autor do ofício inicial, ao defender o reforço do efetivo policial no entorno da casa de Bolsonaro.
Ainda segundo Pancher, a PF sugeriu como melhor forma de cumprir a decisão a presença de agentes dentro da residência do ex-presidente, monitorando de perto suas atividades. O episódio levanta questionamentos sobre a percepção internacional do Brasil quanto à relação entre solicitações políticas e decisões de órgãos de investigação e controle.
Até o momento, nem o deputado nem as instituições envolvidas comentaram a repercussão do caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (26), que a Polícia Penal do Distrito Federal monitore a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em tempo integral.
De acordo com a decisão, as equipes devem realizar vigilância em tempo real do endereço de Bolsonaro. O ministro destacou que o monitoramento deve ser feito de forma discreta e sem adotar medidas que invadam a esfera domiciliar ou perturbem a vizinhança.
“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, disse o ministro.
Moraes deixou a critério da Polícia Penal do DF o uso ou não de uniforme e armamento durante a execução da ordem.
Deputados e senador do PT protocolaram à CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) requerimentos pedindo a convocação de Maria Inês Batista de Almeida, que foi presidente da Ambec (Associação de Benefícios Mútuos dos Empregados da Caixa Econômica Federal), e faleceu em novembro de 2024.
Entre os autores dos pedidos estão os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), além do senador Fabiano Contarato (PT-ES), todos solicitando que Maria Inês preste depoimento sobre as atividades da entidade.
A Ambec é apontada como a terceira associação que mais descontou valores de beneficiários do INSS em 2024, período em que recolheu aproximadamente R$ 231,3 milhões, cerca de 8,8% do total de todas as associações.
Os descontos da entidade começaram em 2022 com R$ 25 milhões, cresceram para R$ 91,4 milhões em 2023 e se tornaram alvo de investigações por suposto controle por “laranjas” ligados ao empresário do setor de saúde Mauricio Camisotti.
Fundada em 2006 e sediada na Vila Olímpia, em São Paulo, a Ambec passou de apenas três associados em dezembro de 2021 para mais de 600 mil em dezembro de 2023. Maria Inês Batista de Almeida, ex-auxiliar de dentista e com histórico em empresas do grupo THG (Total Health Group), presidiu a entidade até fevereiro de 2024, pouco antes das denúncias de descontos irregulares serem divulgadas pelo portal “Metrópoles”.
Além desses requerimentos, existem solicitações complementares feitas por outros parlamentares. O senador Izalci Lucas requereu ao COAF o envio do RIF (Relatório de Inteligência Financeira) de Maria Inês Batista de Almeida, abrangendo o período de janeiro de 2019 a julho de 2025, bem como a quebra de seus sigilos bancário e fiscal no mesmo intervalo.
Já a senadora Damares Alves solicitou o envio do RIF referente à ex-presidente da Ambec, CPF 011.256.828-92, cobrindo de 1º de janeiro de 2017 a 19 de agosto de 2025.
Procurado pela CNN, Fabiano Contarato afirmou que não houve checagem de cada nome neste primeiro momento e foram apresentados requerimentos sobre todos os nomes citados no inquérito da Polícia Federal.
“Nós iremos retirar esse requerimento dessa pessoa que morreu”, destacou.
Alencar Santana também confirmou a versão, afirmando que o grupo de trabalho apresentou nomes de presidentes de todas entidades envolvidas no caso. O deputado afirmou que vai retirar o pedido de convocação.
Em nota à CNN, Rogério Correia informou que “Maria Inês faleceu em novembro do ano passado”. “O requerimento faz parte de um lote protocolado pela bancada com os presidentes das entidades investigadas.”
“Devido ao prazo curto entre o início das investigações da CPMI e a subscrição dos requerimentos, não houve tempo hábil para conferir individualmente cada situação, resultando na inclusão de nomes como o da Maria Inês”, completou.
“Mesmo assim, reforçamos que essa postura de protocolar uma quantidade expressiva de requerimentos dos presidentes investigados demonstra o compromisso da bancada governista com a CPMI: provar que o governo Lula iniciou a investigação, responsabilizou os envolvidos e restituiu mais de 80% dos aposentados lesados até agora, além de garantir o rigor e a transparência na apuração dos fatos”, finalizou.
O vereador de João Pessoa, Carlão Pelo Bem (PL), comentou nesta terça-feira (26), o fato de seu nome aparecer entre os contatos encontrados no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendido pela Polícia Federal.
Carlão afirmou que sempre manteve um diálogo respeitoso com Bolsonaro sobre o futuro do Brasil, da Paraíba e de João Pessoa, e disse não temer investigações.
“Eu não tenho medo de nada. Meu pai me ensinou que só tem que ter medo quem erra. Mas infelizmente a Polícia Federal vem batendo na porta de muitas pessoas que não erraram. Tenho muito orgulho de estar na lista de transição do presidente Bolsonaro. O que a gente discutiu foi o futuro de Brasil, de Paraíba e de João Pessoa. E que venham, porque desse lado não temos medo e estamos prontos para mostrar a verdade”, declarou o vereador.
O parlamentar ainda criticou o que chamou de “avanço do autoritarismo judiciário”, mas reforçou sua confiança no devido processo legal e no Estado Democrático de Direito.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fez uma publicação em português na rede social X nesta terça-feira (26), chamando o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “antissemita declarado e apoiador do Hamas”, se referindo a saída do Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), no final do mês de julho.
“Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”, escreveu Katz.
O ministro ainda associou Lula ao supremo líder do Irã, Ali Khamenei, colocando no post uma imagem gerada por inteligência artificial, onde o brasileiro aparece como um fantoche controlado por Khamenei.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (26) a Revisão Tarifária Periódica de 2025 da Energisa Paraíba, que atende cerca de 1,88 milhão de consumidores no estado.
Com a decisão, a partir de 28 de agosto, os consumidores residenciais terão aumento médio de 13,50%. Já os clientes de baixa tensão terão reajuste de 13,94%, e os de alta tensão, 12,11%. O efeito médio para todos os consumidores será de 13,59%.
Segundo a ANEEL, o reajuste foi impactado por custos de transporte, distribuição, compra de energia, encargos setoriais e componentes financeiros de anos anteriores.
O tema foi discutido em audiência pública realizada em João Pessoa no dia 18 de junho e também passou por consulta pública nacional.
O coordenador do Gaeco, promotor Octávio Paulo Neto, comentou nesta terça-feira (26), em publicação nas redes sociais, a instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV) na Paraíba. O mecanismo visa garantir a ocupação racional e sustentável das unidades prisionais. Na avaliação do promotor, antes é preciso resgatar os presídios do domínio das facções criminosas.
A Paraíba será o segundo estado do país a adotar a regulação das vagas, já em funcionamento no Maranhão. O Ato Normativo que instala a CRV foi assinado no auditório do Fórum Cível de João Pessoa, pelos representantes dos Poderes Judiciário e Executivo da Paraíba, com a presença de integrantes do CNJ.
“A proposta falha ao ignorar um fator essencial: não há como implementar qualquer medida humanizadora enquanto o Estado não retomar o controle efetivo dos presídios, atualmente dominados pelo crime organizado”, disse Octávio.
Ainda de acordo com o promotor, presídios passaram a ser centros de comando das facções criminosas, “que utilizam o sistema prisional para expandir redes de tráfico, extorão e corrupção”. Por isso, segundo Octávio, “A retomada do controle estatal sobre os presídios é uma condição sine qua non para a implementação do Projeto Pena Justa”.
De acordo com o Tribunal de Justiça, a instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV) é uma medida que vem sendo amplamente estudada, com o objetivo de otimizar os fluxos de entrada e saída do sistema prisional, promovendo uma maior integração com alternativas à prisão (medidas cautelares, monitoramento eletrônico, penas alternativas, entre outras), enfrentando o problema da superpopulação carcerária.
De acordo com o Plano Pena Justa, a criação de novas vagas para o sistema prisional brasileiro, além de ter altos custos financeiros e sociais, não é uma alternativa eficaz, por ter o foco no sintoma, e não na causa da superpopulação. Além disso, uma observação histórica mostra que as novas vagas criadas são rapidamente preenchidas, sem solucionar o problema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira (26), que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados”.
A declaração ocorreu na abertura da reunião ministerial, no Palácio do Planalto. Em sua fala, ele afirmou que o comportamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”.
“Não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira ter um filho custeado pela família, um cidadão que já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados, insuflando, com mentiras e com hipocrisia, um outro Estado contra o Estado Nacional do Brasil”, disse Lula.
Indiciado pela Polícia Federal na última quarta-feira (20), Eduardo Bolsonaro é acusado de atuar nos Estados Unidos para obstruir o avanço das investigações sobre a tentativa de golpe de estado.
Em sua fala, Lula se dirigiu à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ao pedir para que o Congresso Nacional comece a discutir a conduta do parlamentar, classificado como “inaceitável” pelo petista.
“Eu não conheço na história desse país que um traidor da pátria teve a desfaçatez de mudar para o país em que ele está adotando como pátria, ele está adotando os Estados Unidos como pátria, e negando a sua pátria, e tentando insuflar o ódio de governantes americanos contra o povo brasileiro”, afirmou Lula.
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