Judiciário

Ex-prefeito Paulo César vira réu por suspeita de desvio de dinheiro na Paraíba

 

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, em sessão virtual, receber a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral de Justiça contra o ex-prefeito de Santa Cruz, Paulo César Ferreira Batista. Ele é acusado de em 1º de outubro de 2019, ter desviado a quantia de R$ 2 mil dos cofres municipais, mediante falsificação ideológica de uma nota de empenho, em favor de terceiros.

Além disso, no período de 2017 a 2021, o gestor teria, segundo a denúncia, admitido irregularmente diversos servidores sem concurso público, em afronta ao artigo 37, inciso II, da Constituição Federal.

O relator do processo, desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, destacou em seu voto que os elementos colhidos durante as investigações apontam indícios suficientes de materialidade e autoria para justificar a abertura da ação penal.

“Se há indícios materiais da existência de crime, em tese, a ser apurado, impõe-se o recebimento da denúncia, cabendo ao Colegiado a decisão final, após regular instrução, acerca da procedência ou não das acusações intentadas, até porque, neste momento processual há apenas um juízo perfunctório, de prelibação, prevalece o princípio in dubio pro societate em detrimento do in dubio pro reo”, afirmou o desembargador.

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“Ou aprova anistia ou Paulinho pede para sair’, diz Sóstenes Cavalcante

PL recua e retira reversão da inelegibilidade de Bolsonaro do projeto de  anistia

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que não aceita substituir a anistia por uma redução de pena, como defende o relator do projeto sobre o assunto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

“Onde já se viu alguém da direita votar para reduzir pena? Quem reduz pena é a esquerda. Não aceitamos. Ele vai sentar conosco semana que vem bancada do PL para falarmos disso. Não entrei em mérito com ele ainda”, afirmou ao blog de Andreia Sadi. “Ou aprova a anistia ou Paulinho pede para sair.”

Reunião com Temer

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia em discussão na Câmara, participou na noite desta quinta-feira (18) de um jantar em São Paulo ao lado do ex-presidente Michel Temer e do ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No encontro, Paulinho apresentou a proposta que batizou como “PL da Dosimetria”, sinalizando que deve optar por um relatório que reduza penas em vez de conceder uma anistia ampla e irrestrita.

g1

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STJ barra licença de prédio em João Pessoa que ficou 45 cm acima do limite

Edifício Way, no bairro de Tambaú, em João Pessoa
Edifício Way, no bairro de Tambaú, em João Pessoa Imagem: Edson Matos/A União

Uma diferença de 45 centímetros a mais na altura está barrando a expedição do Habite-se (licença de habitação) de um prédio recém-inaugurado em João Pessoa. O edifício Way está pronto desde o final de 2023, mas a Prefeitura nega o documento legando descumprimento do limite legal.

O empreendimento foi erguido no bairro litorâneo de Tambaú com oito pavimentos e cobertura, divididos em 147 flats — todos já vendidos e entregues pela construtora. Depois de pronto, uma fiscalização apontou que o imóvel ficou com 25,95 metros de altura — 30 cm a mais que o indicado no alvará e 45 cm acima do permitido por lei na área.

Após decisões diferentes na Justiça da Paraíba, a disputa chegou a Brasília. Nesta terça-feira (16), o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin, negou pedido da construtora Cobran para anular decisão do TJ-PB (Tribunal de Justiça da Paraíba), mantendo o veto ao Habite-se. O caso segue no TJ-PB, onde o mérito ainda será analisado, sem prazo definido.

Entenda

O alvará para construção foi concedido pela Prefeitura de João Pessoa em 2019. Finalizada a obra, em 7 de dezembro de 2023, foi feito o pedido de Habite-se, mas a prefeitura negou alegando descumprimento dos parâmetros.

A empresa acionou a Justiça e argumentou que o prédio foi construído nos “exatos termos autorizados”. A juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luciana Celle Rodrigues, concordou e concedeu liminar.

O MP-PB (Ministério Público da Paraíba) recorreu ao TJ-PB e alegou que vistoria feita em maio de 2024 pela Secretaria de Planejamento confirmou que o prédio ficou “1,76% acima do limite legal vigente”.

No caso, foi citada a Lei Complementar nº 166/2024, que dispõe sobre zoneamento, uso e ocupação do solo no município de João Pessoa. Nela, está previsto que edificações na quinta faixa — onde está o Way — devem ter altura máxima de 25,50 metros.

Em agosto de 2024, o desembargador João Benedito da Silva, então presidente do TJ-PB, acolheu o argumento do MP-PB e suspendeu os efeitos da decisão da 4ª Vara, barrando o Habite-se.

A construtora recorreu ao STJ alegando que o presidente do TJ-PB usurpou competência do tribunal superior, já que a desembargadora Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas havia ratificado anteriormente a liminar da primeira instância. Para a empresa, caberia apenas ao STJ reavaliar o caso — o que foi rejeitado.

Orla de Tambaú, em João Pessoa
Orla de Tambaú, em João Pessoa Imagem: Prefeitura de João Pessoa

O que dizem as partes

O advogado da construtora, Walter Agra Júnior, disse ao UOL que, com a negativa do STJ, será preciso aguardar o julgamento do mérito no TJ-PB. Ele afirma que não houve descumprimento.

“Não houve qualquer modificação em relação ao alvará concedido. A empresa não ganhou 1 milímetro de área construída”, afirmou.

Ele também disse esperar que, com a mudança no comando do MP-PB, seja possível abrir diálogo:

Espero que com a mudança do procurador-geral de Justiça da Paraíba [Leonardo Quintans Coutinho] possamos ter um canal de diálogo mais efetivo, que não prejudique o meio ambiente, mas também não puna as empresas e os consumidores que adquiriram os imóveis.

Em nota publicada no site do MP-PB, Leonardo Coutinho defendeu a decisão do STJ:

A manutenção e o respeito à norma constitucional que impõe a altura do gabarito dos prédios do nosso estado é um patrimônio da sociedade paraibana, do nosso meio ambiente, e o Ministério Público tem um trabalho muito cuidadoso para que seja preservado. É um valor muito caro à sociedade paraibana e, por isso, é muito importante para o MP. Por essa razão, há um acompanhamento de perto dessas medidas aqui no estado e nacionalmente para que o trabalho não sofra retrocesso e que continuemos fortes na defesa desse patrimônio da Paraíba.

Piscina na cobertura com vista panorâmica no edifício Way
Piscina na cobertura com vista panorâmica no edifício Way Imagem: Reprodução

O imóvel

Segundo o anúncio do empreendimento, o prédio fica a 50 m da orla, na esquina da principal avenida da parte nobre da cidade, a Presidente Epitácio Pessoa. A construtora anunciou o Way como o “primeiro empreendimento com apartamentos multiconectáveis de João Pessoa”, com “módulos multiplicáveis” de 19,6 m² a 30m².

O prédio se destaca pela tecnologia e quantidade de serviços de luxos, como piscina panorâmica e spa com hidromassagem aquecida. Na internet, é possível ver que flats de apenas 21 m² são vendidos por mais de R$ 500 mil.

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Brasil

Flordelis teve princípio de AVC na prisão, diz defesa

Foto: Reprodução

A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (RJ), 65 anos, sofreu um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral) dentro da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, no Rio, onde cumpre pena depois de ser condenada pelo assassinato do marido. As informações foram relatadas pela defesa da ex-congressista ao jornal O Globo.

Na 5ª feira (18.set.2025), Flordelis teria desmaiado e sido levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) dentro do Complexo Penitenciário de Bangu. Depois de ser estabilizada, foi encaminhada de volta à cela.

A ex-congressista cumpre pena por ter sido indicada como mandante do homicídio de seu então marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 2019. Foi condenada em 2022 a 50 anos de prisão. Ela nega envolvimento na execução do crime.

Janira Rocha, que atua como advogada da ex-deputada, afirmou que vai entrar com um pedido na Vara de Execuções Penais para que Flordelis seja internada em um hospital particular, fora do sistema prisional, com urgência.

“Flordelis saiu da UPA ainda passando mal, com fortes dores de cabeça, vomitando e falando com a língua enrolada. Como é que dão alta para uma mulher nesse estado? A própria unidade já avisou que não tem recursos para tratá-la. Vão esperar que ela morra para tirá-la de lá?”, questionou a advogada.

Allan Soares, namorado de Flordelis, que a visitou no domingo (14.set), afirmou ao Globo que o quadro de saúde da ex-deputada é delicado. “Se não fizerem alguma coisa rapidamente, Flordelis vai morrer na penitenciária”, disse.

Segundo a defesa, Flordelis depende de medicamentos para controlar crises de ansiedade, insônia e convulsões, além de antidepressivos e estabilizantes de humor.

O AVC é uma das principais causas de morte no mundo. Trata-se de uma emergência médica grave provocada pela interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro –seja por obstrução (isquemia) ou por rompimento de um vaso (hemorragia).

O tipo isquêmico, mais comum (responsável por 80% a 85% dos casos), se dá quando há obstrução de um vaso sanguíneo. O hemorrágico é causado geralmente por pressão alta ou aneurismas e envolve o rompimento de vasos.

Poder 360

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Brasil

União Brasil cogita expulsão de Sabino se ministro decidir ficar no governo

Foto: Roberto Castro

Representantes da Executiva Nacional do União Brasil são categóricos em dizer: se o ministro Celso Sabino (PA), dirigente da sigla, escolher ficar no governo Lula, será expulso da legenda.

A cúpula do partido não trabalha com a ideia de que Sabino possa se licenciar para seguir no cargo e ir ficando até o limite da desincompatibilização, em abril do ano que vem, ou pelo menos até a COP-30, em novembro.

O ministro está em uma sinuca de bicoporque, no Ministério do Turismo, ele tem uma vitrine para se viabilizar politicamente em seu estado, o Pará, sobretudo por causa do engajamento da organização da conferência climática.

Dentro do União, a visão é de que Sabino tentava ganhar tempo para se manter no cargo e dá sinalizações claras sobre um alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vestindo a camisa – ou o boné – do governo até mesmo no 7 de setembro.

O que acirrou ainda o clima entre o partido e o governo foi a leitura de que o Palácio do Planalto tem digital na investigação e na veiculação de notícias que atrelam o presidente Antônio Rueda ao PCC (Primeiro Comando Capital).

Rueda teve o nome incluído em investigação da PF (Polícia Federal), sob suspeita de ser o dono oculto de jatos executivos usados para transportar integrantes do crime organizado, em voos domésticos e para fora do Brasil.

CNN

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Polícia

Servidores são presos por desviar combustíveis do transporte escolar em Sapé

 

A Polícia Civil da Paraíba desarticulou, nessa quinta-feira (18), um grupo criminoso especializado no desvio de combustível. Ao todo, cinco indivíduos foram presos em flagrante.

De acordo com as investigações, o grupo vinha atuando há meses, subtraindo diesel destinado aos ônibus responsáveis pelo transporte escolar do município de Sapé. O esquema já vinha sendo monitorado pela Polícia Civil. Os suspeitos se reuniam em pontos específicos para retirar o combustível dos veículos e revendê-lo de forma ilegal, causando prejuízos significativos aos cofres públicos e colocando em risco a continuidade do serviço essencial de transporte de estudantes.

Entre os presos estão três motoristas dos ônibus e dois receptadores. Além disso, foram apreendidos galões de combustível e veículos utilizados pela quadrilha. Os detidos foram encaminhados à delegacia e permanecerão à disposição da Justiça.

Blog do BG PB 

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Economia

Governo corta PAC e reduz recursos para continuidade de obras em andamento em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu os recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o orçamento para a continuidade de obras em andamento em 2026.

Os pisos de saúde e educação, as despesas de funcionamento dos órgãos e outros programas, como o Pé-de-Meia, diminuíram o espaço para os investimentos. Apesar disso, os órgãos do governo dizem que não há risco de paralisação dos projetos.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 foi enviado ao Congresso em 29 de agosto. O piso de investimentos, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), foi calculado em R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.

No total, o governo colocou R$ 85,6 bilhões no Orçamento de 2026, incluindo os financiamentos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, mas, desconsiderando esses financiamentos, há uma tendência de queda nos investimentos em obras públicas.

Os recursos do PAC somaram R$ 52,9 bilhões, uma diminuição em relação aos R$ 60,5 bilhões programados no envio do Orçamento de 2025. Ao apresentar a proposta, o governo havia comparado o número à verba atual do programa (R$ 49,7 bilhões), sem os recursos que estão congelados, indicando aumento.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, houve crescimento na projeção do PIB em 2026, o que impactou o piso de investimentos.

Além da redução do PAC, o Executivo não cumpriu o piso de investimentos em andamento que havia sido indicado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado em abril e que serve como base para a elaboração da proposta orçamentária.

A Constituição obriga a alocação de recursos para que as obras sejam concluídas e não fiquem paralisadas. Para 2026, o valor indicado no PLDO para essa finalidade é de R$ 25,6 bilhões, mas o orçamento programado é de R$ 19,2 bilhões.

Os investimentos em andamento são projetos com começo, meio e fim, que já tenham iniciado e que custem mais de R$ 10 milhões, como é o caso de grandes obras.

O Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que a queda de investimentos em andamento é resultado de três fatores: aumento da projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que puxou o piso de investimentos para cima, ampliação dos pisos constitucionais de saúde e educação, que diminuem o espaço para os investimentos, e redução do PAC. A pasta destacou ainda que o PLDO autoriza a adequação à luz do cenário fiscal atualizado.

Obras paradas

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), metade das obras financiadas com recursos federais no País estão paralisadas. Até abril de 2025, das 22.621 obras mapeadas, 11.469 estavam paradas, o que representa 50,7% do total.

É o caso, por exemplo, da duplicação da BR-381, em Minas Gerais, da implantação do sistema de macrodrenagem de águas pluviais e de marés, em Santos (SP), e da construção do Hospital Oncológico de Brasília, no Distrito Federal.

Em Brasília, a construção do hospital destinado ao atendimento de pacientes com câncer é orçada em R$ 119,8 milhões, começou em 2016 e deveria ser entrega à população em 2025, mas teve várias idas e vindas com falhas no projeto e na licitação e não andou. Só 2,07% da obra foi executada.

O local da construção tem mato crescendo em volta, escavações e algumas estruturas metálicas separadas em canteiros que lembram mais um cemitério que um hospital.

Segundo o governo do Distrito Federal, a documentação do projeto está em fase de aprovação pela Secretaria de Saúde do DF para que a Caixa, responsável pelo contrato, autorize uma nova licitação.

A lei não estabelece punição para o não cumprimento do piso de investimentos em andamento. Para o diretor de Planejamento e Economia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Roberto Guimarães, no entanto, a situação prejudica a continuidade de obras e a economia como um todo, que depende dos investimentos para crescer.

“Parar uma obra traz dois problemas principais. O primeiro é que você não colocada aquele equipamento público à disposição da sociedade, e o segundo é o custo de manter isso, pois o setor público tem que contratar vigilância e manutenção daquele equipamento”, diz Guimarães.

De acordo com a Abdib, os investimentos em infraestrutura totalizaram 2,22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, o maior valor desde 2010, dos quais 80% corresponderam a investimentos do setor privado, mas o País precisaria de quase o dobro (4,31%) para impulsionar a economia.

“Vimos uma recuperação dos investimentos públicos em 2023, após terem caído muito, mas já é possível observar uma queda novamente. Não houve políticas para redução de despesa corrente e onde que está sendo feito o ajuste? De novo, nos investimentos”, afirma o diretor.

O Orçamento de 2026 traz uma tendência de queda dos investimentos da União, quando se excluem os valores destinados a financiamentos habitacionais.

Em 2023, o arcabouço instituiu o piso de investimentos considerando os recursos repassados diretamente às obras e tradicionalmente classificados como investimentos e as inversões financeiras destinadas a financiamentos habitacionais, como é o caso dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida.

Estadão

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Brasil

União Brasil faz pente-fino em cargos e prepara anúncio de oposição a Lula

Foto: Reprodução/União Brasil

O União Brasil começa nesta sexta-feira (19) um pente-fino em todos os cargos federais nos estados para solicitar aos filiados que estejam no governo Lula que deixem seus postos.

A ideia é que, até segunda-feira (22), todos sejam informados da decisão e que aqueles que pretendam permanecer na legenda coloquem os cargos à disposição.

A medida visa antecipar um segundo movimento que está sendo planejado para a próxima semana: um anúncio oficial de que o partido é oposição a Lula.

O líder da bancada na Câmara, Pedro Lucas (MA), já foi informado da missão e deverá anunciar essa posição na semana que vem, na Câmara.

Em outra frente, a expectativa da legenda é de que o ministro do Turismo, Celso Sabino, entregue o cargo.

Segundo fontes da sigla, ele havia dito que o faria na manhã de ontem, mas, depois, não houve mais comunicação entre ele e a Executiva do partido.

Sabino resiste a deixar o cargo, especialmente porque pretende continuar como ministro durante a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA), estado natal dele.

Sabino é pré-candidato ao Senado em 2026 e aposta no sucesso do evento para potencializar suas chances de vitória. Ele deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira para analisar sua situação antes de tomar uma decisão final.

No partido, a leitura é de que há perseguição política e utilização do aparato do Estado contra a legenda, em especial contra o presidente da sigla, Antonio Rueda. Integrantes da cúpula afirmam que a ofensiva foi deflagrada após o presidente Lula declarar, em uma reunião ministerial, que não gostava de Rueda.

O presidente do partido recebeu apoio unânime na reunião de quinta-feira (18), que resultou no ultimato para que todos os filiados deixem seus postos no governo.

CNN – Caio Junqueira

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Paraíba

LUTO: Morre em Campina Grande filha do humorista José Fabiano

Morre em Campina Grande filha do humorista José Fabiano

Filha do humorista José Fabiano estava internada no Hospital de Trauma de Campina Grande – Foto: Reprodução/Redes sociais

Morreu, nesta quinta-feira (18), a filha do humorista e influenciador digital José Fabiano. Maria Cecília tinha 2 anos e estava internada no Hospital de Trauma de Campina Grande há nove dias e faleceu na manhã de hoje.

Maria Cecília foi internada no dia 9 de setembro e estava na UTI Pediátrica do Hospital de Trauma de Campina Grande. A criança foi vítima de dengue hemorrágica.

“Minha Cecília faleceu”, lamentou o humorista em publicação em sua conta no Instagram. Seguidores e amigos prestaram solidariedade ao influenciador.

“Fabiano, meu amigo, meus sentimentos. Que Deus conforte você, sua esposa e sua família. Uma notícia muito triste”, disse um seguidor. O humorista Malo da Fuleragem também manifestou apoio a Fabiano. “Deus te abençoe.”

José Fabiano é natural do município de Florânia, no Rio Grande do Norte. Ele tem em sua conta principal no Instagram 811 mil seguidores.

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MPPB

Alvo do MP, prefeitura de Bayeux deve anular 32 contratos ilegais de advogados

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou ação contra o Município de Bayeux para anular 32 contratos temporários de advogados firmados de forma irregular. A promotora Ana Carolina Coutinho Ramalho apontou que não havia “excepcional interesse público” para justificar as contratações, o que burla a exigência de concurso público.

A ação também questiona nomeações em cargos comissionados da área jurídica, mesmo após a homologação de concurso para procurador municipal em 2024. Segundo o MPPB, a Prefeitura mantém contratações precárias e escritórios terceirizados em vez de convocar concursados.

O órgão pede à Justiça a nulidade dos contratos e que o município apresente, em até 30 dias, um plano para substituí-los por servidores efetivos. A Promotoria ainda solicita multa diária de 10 salários mínimos em caso de descumprimento.

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