Brasil

STF e governo Lula preparam projeto para evitar novas sanções como a Magnitsky

Foto: Brenno Carvalho

Circula entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) a minuta de um projeto de lei que proíbe que empresas e instituições financeiras cumpram no Brasil embargos determinados por países estrangeiros que violem a soberania nacional. O texto, que está em revisão na AGU, é uma resposta às sanções dos Estados Unidos sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua família no âmbito da Lei Magnitsky. De acordo com fontes a par das discussões, Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também já foram consultados e deram aval à iniciativa.

Ainda não se sabe se o projeto será de iniciativa do Executivo ou se vai ser apresentado por algum parlamentar. O governo também avalia a melhor data para que ele chegue ao Congresso. Pelo plano inicial o texto já deveria estar tramitando, mas a crise provocada pela PEC da Blindagem e da anistia fizeram com que seus articuladores recolhessem os flaps para esperar um momento mais favorável.

O ministro do STF Gilmar Mendes confirmou à equipe da coluna ter tido acesso ao texto, que tem como base os termos de uma decisão do colega Flávio Dino com esse mesmo teor “bloqueando o bloqueio” de ativos no Brasil por ordens unilaterais vindas do exterior. O projeto também tem como base leis semelhantes aprovadas nos países europeus.

A ordem de Dino, tomada em meados de agosto, proíbe “imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros.”

O despacho ocorreu no âmbito de uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) contra ações judiciais movidas por municípios brasileiros na Inglaterra, que tem como pano de fundo as tragédias ambientais de Mariana (MG) e Brumadinho (MG) – e não mencionava diretamente o caso de Moraes ou da Magnitsky.

Assim, houve muita dúvida no sistema financeiro sobre o que fazer diante das sanções impostas pelo governo americano – se obedecer simplesmente ou usar a decisão de Dino como escudo. A incerteza levou a uma queda de R$ 42 bilhões no valor das ações dos bancos em uma única tarde, já que as retaliações previstas para quem não segue as restrições da Magnitsky são graves.

O caso de Alexandre de Moraes

Com a aprovação de uma lei, o governo Lula e o Supremo avaliam que seria possível aos bancos conseguir uma exceção à Magnitsky ou à própria AGU apresentar um recurso à Justiça americana para liberar Moraes e sua família dos bloqueios de ativos.

Os envolvidos nas discussões sobre o projeto de lei avaliam que, embora ela vá resolver o problema do ministro e relator do processo da suposta trama golpista, ele é necessário para prevenir novas tentativas de intervenção sobre o sistema financeiro do Brasil.

A questão é que nem todas as correntes do Congresso vão entender dessa forma. Parte dos deputados e senadores, em especial os bolsonaristas, tendem a considerar que se trata de uma lei feita sob medida para liberar os ativos e cartões de crédito de Moraes dos bloqueios impostos pelo governo Donald Trump, o que pode travar a tramitação da lei ou até mesmo acabar matando a iniciativa no nascedouro.

O Globo

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CMJP

Vereador Raoni quer proibir caixas de som portáteis nas praias de João Pessoa

O vereador Raoni Mendes (DC) defendeu a proibição do uso de caixas de som portáteis nas praias da Capital paraibana. Para o parlamentar, a experiência das praias pessoenses como patrimônio natural e cultural da cidade tem sido prejudicada pelo excesso de ruído desses equipamentos. Raoni Mendes se pronunciou sobre o assunto na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), durante a sessão desta terça-feira (30).

De acordo com Raoni Mendes, o direito coletivo precisa se sobrepor ao direito individual. “A poluição sonora não é apenas um incômodo, é uma agressão silenciosa à saúde física e mental das pessoas. Um barulho intenso e constante causa estresse, ansiedade, dificuldades de concentração e até problemas auditivos. As praias deveriam ser espaços de descanso e contemplação. Essa realidade gera um conflito direto entre o direito de alguns que se divertem e de muitos desfrutarem do silêncio e da paz. Todos temos o direito de aproveitar os espaços públicos, mas esse direito precisa ser exercido com responsabilidade e respeito ao próximo”, enfatizou.

“É diante desse cenário que apresentamos a proposta de proibir definitivamente o uso de caixas de som portáteis nas praias de João Pessoa. Não estamos sendo contra a alegria, música e descontração do nosso povo, estamos defendendo a pluralidade de experiências. Quem quiser ouvir sua música pode fazê-lo com seus fones de ouvidos, em sua casa, no seu carro, nas festas ou em espaços adequados. Mas, a praia, esse bem coletivo, precisa ser protegido para que todos tenham a oportunidade de vivenciá-la de forma saudável e respeitosa”, sugeriu o parlamentar, salientando que diversas cidades turísticas do Brasil e do mundo já adotaram essa medida, a exemplo de Florianópolis e do Rio de Janeiro.

O parlamentar destacou ainda que a proibição é também uma forma de valorizar o turismo. “O visitante que chega aqui procura não apenas o sol e o mar, mas também a qualidade de vida, hospitalidade, organização. Uma praia barulhenta, desordenada e conflituosa não fortalece a imagem da cidade, pelo contrário, afasta os turistas e prejudica nossa economia. Proteger nossas praias é proteger a identidade de João Pessoa, é cuidar da nossa imagem, saúde, cultura e da nossa convivência social. Pode parecer uma medida simples, mas é um avanço cultural e civilizatório que nos coloca em sintonia com cidades que souberam compreender que o lazer coletivo deve estar acima do interesse individual e do gosto particular”, defendeu.

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STF

STF valida lei que reestrutura serviços de cartórios na Paraíba

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente, nesta terça-feira (30) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7352 proposta pelo Partido Verde contra a Lei estadual nº 12.511/2022, de iniciativa do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que dispõe sobre a criação, extinção, desativação, anexação e modificação das serventias extrajudiciais no Estado. A decisão, unânime, seguiu o voto do relator, ministro Cristiano Zanin.

O partido questionava o artigo 5º, V, §1º, da norma, alegando que a reorganização promovida pela lei reduziria significativamente o número de tabelionatos de notas, violando princípios constitucionais como eficiência, livre iniciativa, cidadania, desenvolvimento nacional e razoabilidade.

O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, deflagrou, no ano de 2021, estudos com vistas a promover a reestruturação dos tabelionatos extrajudiciais em atuação no Estado da Paraíba. Na época, era corregedor-geral o desembargador Fred Coutinho, atual presidente da Corte de Justiça.

Por ocasião dos estudos realizados, a Comissão vislumbrou a necessidade de rever algumas competências dos cartórios, as quais, no Estado da Paraíba, se apresentavam bastante pulverizadas, dificultando sobremaneira a fiscalização e inobservando o preceito do art. 26 da Lei Federal n. 8.935/1994.

Nas informações juntadas aos autos, o TJPB frisou que a edição da Lei nº 12.511/2022 foi precedida de amplo estudo por parte do Poder Judiciário, com o objetivo de otimizar a realização dos serviços notariais e de registro, e de conferir comprimento ao disposto na legislação federal.

Ao analisar o caso, o Plenário do STF destacou que, conforme o artigo 236 da Constituição Federal, os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, mediante delegação do Poder Público, cabendo à lei disciplinar sua organização e fiscalização. Também ressaltou que compete privativamente aos tribunais de justiça estaduais a iniciativa de leis que tratem da estruturação dos serviços extrajudiciais.

O ministro Cristiano Zanin frisou em seu voto que a norma paraibana foi precedida de estudos técnicos detalhados, realizados pelo TJPB, com o objetivo de corrigir distorções, como a existência de cartórios acumulando atribuições em desacordo com a legislação federal (Lei nº 8.935/1994). Os critérios considerados incluíram população das circunscrições, volume de atos praticados, arrecadação de emolumentos e distância entre municípios.

“Na minha compreensão, é impertinente o argumento da requerente no sentido de que a especialização dos serviços notariais e de registro, com redução do número de tabelionatos, acarreta sumariamente a violação do princípio da eficiência administrativa. Ao contrário, a especialização dos serviços notariais e registrais confere maior eficiência operacional na prestação de tais serviços, em harmonia com art. 37, caput, da Constituição Federal. Esta é a situação dos autos, pois a reestruturação dos serviços cartorários no Estado da Paraíba, como visto, foi motivada por interesse público e acompanhada de estudos prévios de viabilidade”, destacou o ministro.

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Brasil

VÍDEO: Vereadora Betinha diz que é a favor da violência contra a mulher

 

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Uma publicação compartilhada por g1 (@portalg1)

A vereadora Elizabeth Maciel (Republicanos-AM), conhecida como Betinha, declarou durante sessão na Câmara Municipal de Borba, no interior do Amazonas, que é “a favor da violência contra mulher”. A fala foi feita na segunda-feira (29) e gerou grande repercussão nas redes sociais. Veja acima.

No plenário Wilson Maués, Betinha afirmou que “tem mulher que merece apanhar” e alegou já ter visto situações em que mulheres se machucaram sozinhas para acusar homens de agressão.

Durante o discurso, ela citou a vereadora Professora Jéssica (Democracia Cristã) e criticou mulheres que, segundo ela, tentam se beneficiar da Lei Maria da Penha.

A declaração foi feita em defesa do vereador Pedro Paz (União Brasil), denunciado por Jéssica após levantar o dedo em direção a ela durante uma sessão.

Após a repercussão negativa, Betinha divulgou uma nota de retratação. No texto, pediu desculpas e reconheceu que as palavras foram “inadequadas, desrespeitosas e incompatíveis com os princípios de dignidade, igualdade e respeito”.

“Assumo integralmente a responsabilidade por minhas declarações, reafirmando meu profundo arrependimento”, escreveu.

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Brasil

Após mortes, PF abre inquérito sobre metanol em bebidas

O Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a presença de metanol em bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (30) pelo ministro Ricardo Lewandowski, que classificou a situação como grave e com risco à saúde pública.

Entre agosto e setembro, o Ministério da Saúde registrou 17 casos de intoxicação, com três mortes, após consumo de gim, uísque e vodca adulterados. O metanol é um produto químico altamente tóxico usado como combustível e pode causar cegueira e até morte.

A suspeita é de que facções criminosas estejam ligadas ao esquema. Segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação, o PCC pode ter desviado estoques de metanol, antes usados na adulteração de combustíveis, para destilarias clandestinas e falsificadores de bebidas.

Lewandowski reforçou que a adulteração é crime e destacou a necessidade de ação rápida para conter a distribuição. O Ministério da Saúde deve divulgar nota técnica com orientações sobre sinais de intoxicação e tratamento dos casos.

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Brasil

15% das brasileiras declararam ter sido estupradas, diz pesquisa; maioria dos casos ocorreu na infância

Foto: Kemmido/Freepik

Uma pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva e divulgada nesta terça-feira (30) aponta que 15% das brasileiras dizem já terem sido vítimas de estupro.

A maior parte das que dizem ter sido estupradas (12% dos 15%) afirma que a violência aconteceu quando elas tinham até 13 anos. E dessas, mais da metade (57%) diz não ter contado para ninguém.

A maioria das mulheres estupradas –seja quando criança ou quando adulta – afirma não ter procurado nenhum serviço de saúde.

E 8% das que disseram ter sido estupradas afirmaram ter engravidado.

O levantamento foi feito pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva e ouviu 1.200 pessoas, sendo 622 mulheres com 16 anos ou mais em todas as regiões do país, entre 11 e 25 de julho.

Mais da metade dos brasileiros conhece uma mulher estuprada

O levantamento também mostra que seis em cada dez brasileiros (59%) conhecem uma mulher que foi estuprada na infância.

Ainda de acordo com a pesquisa, 22% da população conhece alguma vítima de estupro que engravidou.

Aborto

A pesquisa aponta que 96% dos entrevistados disseram que meninas de até 13 anos não têm preparo físico e emocional para serem mães e ainda e ouviu ainda a percepção das entrevistadas sobre o procedimento de aborto legal: 7 em cada 10 brasileiras gostariam de ter a opção de interromper legalmente uma gestação decorrente de estupro.

Ainda de acordo com o levantamento, quase metade da população (47%) conhece uma mulher que já fez um aborto e, desses casos, 71% foram realizados de forma clandestina.

O estudo também aponta desconhecimento sobre a legislação: apenas 43% sabem que o aborto é permitido por lei em casos de estupro,estupro de vulnerável, risco de vida para a gestante e malformação fetal.

No caso de violência sexual, só quatro em cada 10 pessoas sabem que não é necessário apresentar boletim de ocorrência para ter acesso ao procedimento. Para oito em cada 10 entrevistados, faltam informações claras sobre o tema.

g1

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Paraíba

Justiça notifica 30 mil eleitores para cadastrar biometria em JP

Cerca de 30 mil eleitores de João Pessoa que ainda não possuem a biometria começaram a ser notificados pela Justiça Eleitoral paraibana para atualizar esse cadastro a partir de quarta-feira. O chamamento é feito por mensagem do WhataApp 3512 1500 e o agendamento para a coleta pode ser feito para dois locais no prazo que vai de 01 a 17 de outubro.

As primeiras 4.500 mensagens já foram disparadas nesta segunda (29). A força-tarefa do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para chegar aos 100% dos eleitores biometrizados inclui dois locais de atendimento a partir dessa quarta-feira (01): a sede do TRE-PB, das 8h às 14h localizada na avenida Princesa Isabel, 201, Centro; ou a Casa da Cidadania do Manaíra Shopping, das 08h às 17h.

No dia do atendimento, o eleitor deve levar um documento de identificação original. “É fundamental sanar essa pendência para reforçar a segurança do processo eleitoral no próximo ano. Estamos preparados para realizar com eficiência o cadastramento biométrico, medida essencial para garantir maior confiabilidade na identificação do eleitor na urna e reduzir ao máximo o número de eleitores ainda não biometrizados na Paraíba”, comentou Charles Oliveira, coordenador de Gestão do Cadastro e Direitos Políticos do TRE-PB (Cogecad).

O cadastro biométrico é importante ainda para garantir maior segurança na identificação do eleitor no dia da votação e o acesso a serviços vinculados ao Gov.br. Para consultas ou dúvidas sobvre a situação eleitoral de cada um, basta enviar uma mensagem pelo whatsapp para o mesmo número: 3512 1500

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Brasil

Suspeito de matar delegado Ruy Fontes é morto em confronto no Paraná

VÍDEO: Ruy Ferraz Fontes já foi assaltado com arma na cabeça

 

Um suspeito de matar o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto em confronto com a polícia na manhã desta terça-feira (30) no Paraná.

A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e o delegado-geral de Polícia Civil, Artur Dian. Segundo as autoridades, o suspeito identificado como Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, foi apontado como o possível atirador do crime contra Ruy Fontes.

Umberto era considerado suspeito por ter suas impressões digitais localizadas em um imóvel em Mongaguá, próximo à Praia Grande, utilizado como base de apoio pela organização criminosa.

Ele já estava entre os oito identificados pela Força-Tarefa dos órgãos de segurança pública de São Paulo por envolvimento no crime. Até o momento, quatro suspeitos foram presos.

Segundo Artur Dian, o suspeito, que já era alvo de mandado de prisão, havia fugido para o Paraná. Por isso, policiais de diversas delegacias foram até o estado paranaense no último sábado para prender Humberto.

No momento da abordagem para a prisão, o indivíduo teria reagido e entrado em confronto a tiros com os policiais paulistas, que contavam com o apoio da Polícia Civil do Paraná.

Durante o tiroteio, o suspeito foi morto. Segundo Derrite e Dian, os policiais não ficaram feridos.

CNN

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Mundo

Trump anuncia tarifa de 10% sobre madeira e 25% sobre armários e móveis

Foto: Christopher Furlong/Pool via REUTERS

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira (29) tarifas de 10% sobre madeira e vários produtos de madeira, e outros 25% sobre armários de cozinha, penteadeiras e móveis estofados de madeira.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano disse que as taxas entrarão em vigor em 14 de outubro e acrescentou que, em 1º de janeiro de 2026, aumentará a tarifa sobre armários para 30% e sobre móveis estofados para 50%.

Na publicação, Trump disse que as tarifas sobre madeira eram necessárias para fortalecer as indústrias locais dos EUA e apoiar a segurança nacional.

“Na minha opinião, as ações desta proclamação irão, entre outras coisas, fortalecer as cadeias de suprimentos, reforçar a resiliência industrial, criar empregos de alta qualidade e aumentar a utilização da capacidade doméstica de produtos de madeira, de modo que os Estados Unidos possam satisfazer totalmente o consumo doméstico e, ao mesmo tempo, criar benefícios econômicos por meio do aumento das exportações”, escreveu Trump.

Em março deste ano, a Casa Branca ordenou que o Departamento de Comércio investigasse as potenciais ameaças à segurança nacional representadas pela madeira importada – a maior parte proveniente do Canadá.

Trump vem criticando o vizinho do norte dos EUA há meses por suas exportações significativas de madeira para os EUA.

O líder americano afirma rotineiramente que o país têm árvores suficientes para atender às suas próprias necessidades de madeira e criticou duramente as tarifas canadenses sobre a madeira serrada americana, alegando que o país podem prescindir da madeira canadense.

Em sua ordem executiva de março que deu início à investigação, Trump afirmou que os EUA têm uma “abundância de recursos madeireiros mais do que suficiente para atender às nossas necessidades domésticas de produção de madeira”.

Segundo especialistas do setor, as tarifas podem acabar aumentando os custos da madeira e da construção — e até mesmo elevar os preços das casas para os consumidores.

Os Estados Unidos têm 300 bilhões de árvores, mas economistas e construtores de casas alertam que o país não tem atualmente capacidade industrial para atender à demanda e que impor uma tarifa significativa às importações de madeira canadense pode agravar ainda mais a atual crise de acessibilidade à moradia.

A madeira serrada é um ingrediente essencial na indústria de construção residencial americana, e os Estados Unidos obtêm cerca de 30% da madeira macia que usam anualmente do Canadá.

As importações de madeira do país vizinho já estão sujeitas a direitos compensatórios e antidumping de 14,5%.

CNN

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Brasil

Michelle diz que soluços de Bolsonaro deram trégua: “Meu amor está bem”

Michelle defende candidatura de Bolsonaro e diz não querer ser presidente -  ISTOÉ Independente
Foto: Paulo Sérgio

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, em suas redes sociais, que as crises de soluço do marido, Jair Bolsonaro (PL), “deram trégua” e que o ex-presidente está “bem”.

“Meu amor está bem, graças a Deus! O soluço deu uma trégua. Muito obrigada pelas orações!”, publicou a ex-primeira-dama.

O ex-presidente apresentou um quadro de “crises de soluço” na segunda-feira (29), segundo o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A família avaliou a ida ao hospital, mas o médico de Bolsonaro afirmou que não seria necessário.

CNN

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