Brasil

Críticas à COP30 levantam alerta sobre risco de fracasso e pressionam imagem do Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A poucos dias do início da COP30, em Belém (PA), o Brasil enfrenta uma onda de críticas que vai de falhas logísticas à incoerência ambiental do governo federal. A primeira conferência climática da ONU sediada no país deveria reforçar o protagonismo brasileiro no debate global, mas tem despertado dúvidas sobre a capacidade de execução da cidade-sede e a consistência das políticas ambientais anunciadas pelo Palácio do Planalto.

Os principais questionamentos vêm de delegações estrangeiras, organizações amazônicas e da imprensa internacional, que apontam obras concluídas às pressas, transporte público insuficiente, serviços sobrecarregados e custos elevados — sobretudo para hospedagem e deslocamento. Para especialistas, esse cenário afasta justamente os grupos que deveriam compor o centro das discussões, como lideranças indígenas, comunidades territoriais e jovens pesquisadores.

O cientista político Gabriel Amaral afirma que o risco é a COP30 ser lembrada mais pelos problemas estruturais do que pelos resultados. Segundo ele, a distância entre o discurso climático do governo Lula e decisões como a autorização para exploração de petróleo na Margem Equatorial gera desconfiança no exterior. “Infraestrutura é leitura imediata de capacidade de execução. Se o país transmite improviso, transmite também fragilidade institucional”, adverte.

Apesar dos desafios, Amaral avalia que ainda há espaço para reverter o desgaste. Para isso, o governo precisaria reagir rapidamente às críticas e transformar o evento em um marco concreto — com metas verificáveis de combate ao desmatamento, fortalecimento dos órgãos ambientais e participação efetiva das comunidades amazônicas. Caso contrário, a conferência corre o risco de se transformar apenas em uma vitrine política com pouco impacto real.

Com informações do R7

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Economia

Governo já torrou R$ 382 milhões para viabilizar a COP30 em Belém

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Presidência da República já desembolsou R$ 382,3 milhões para a realização da COP30, que terá início nesta segunda-feira (10) em Belém (PA). A conferência, principal fórum da ONU para tratar de mudanças climáticas, exigiu uma estrutura robusta e investimentos diretos em acordos e contratos internacionais.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. A maior fatia dos gastos — R$ 323,7 milhões — foi direcionada à Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), entidade escolhida para organizar o evento. O contrato, inicialmente orçado em R$ 423,5 milhões, acabou fechado por R$ 478,3 milhões, dos quais 5% ficaram com a própria instituição como taxa de organização. Com os repasses, a OEI contratou o Grupo DMDL para montar as estruturas temporárias no antigo Aeroclube de Belém e o Consórcio Pronto RG para conduzir a operação do evento.

Além disso, o governo brasileiro destinou R$ 38,3 milhões à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), valor acordado previamente para custear despesas da conferência. Outro desembolso relevante foi feito para o governo do Pará: R$ 20,3 milhões para garantir a locação e operação de ônibus exclusivos para participantes, que circularão em 15 linhas dedicadas pela região metropolitana — sem uso permitido para a população geral.

A soma das despesas reforça o esforço do governo para entregar a infraestrutura necessária ao encontro climático, que mobiliza delegações de dezenas de países e transforma Belém no epicentro global das negociações ambientais durante toda a semana.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Tornado destrói 90% de cidade no Paraná e governo decreta estado de calamidade pública

Paraná 08/11/2025 - Ciclone extratropical causa destruição no Paraná; 60 mil casas estão sem energia. Foto reprodução vídeo.

Após um tornado destruir grande parte de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, o governo paranaense decretou estado de calamidade pública neste sábado (8). A destruição alcançou cerca de 90% das casas e comércios da área urbana do município, que tem aproximadamente 14 mil habitantes, provocando seis mortes e deixando centenas de pessoas feridas.

“Decretei o estado de calamidade pública, que nos permite dar mais celeridade aos atendimentos e à liberação de recursos. Já determinei que a Cohapar estude estratégias para a reconstrução das moradias e estamos preparando alojamentos para garantir o amparo às famílias”, afirmou o governador Ratinho Junior.

O estado de calamidade pública é decretado quando os danos de um desastre superam a capacidade de resposta do município, exigindo ações urgentes e amplasdo poder público. A medida autoriza dispensa de licitações, uso imediato de recursos e pedido de apoio federal. Com o decreto, a prefeitura também pode acessar recursos federais, recursos do Fundo Estadual de Calamidade Pública e firmar convênios emergenciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvamanifestou solidariedade às famílias das vítimas do tornado. Em mensagem publicada nas redes sociais, Lula expressou “profundo sentimento” às famílias que perderam entes queridos em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, e prestou solidariedade às pessoas afetadas pelo desastre natural.

Equipes do governo federal foram enviadas a Rio Bonito do Iguaçu para prestar assistência às vítimas e avaliar a reconstrução das áreas devastadas. O tornado provocou colapsos estruturais, danos em estradas e queda de energia em parte da cidade.

Segundo o governo do Paraná, até o início da tarde deste sábado (8), 750 pessoas haviam recebido atendimento em unidades de saúde do estado após a passagem de um tornado por municípios paranaenses. O fenômeno deixou seis mortos e causou destruição em diversas localidades.

A tempestade foi classificada como um tornado de categoria F3, com ventos de até 250 km/h, conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

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Tragédia

Confira locais sem água após tragédia em Campina Grande;

A Cagepa divulgou a lista de bairros e comunidades que estão sem abastecimento após o rompimento do reservatório do Centenário, em Campina Grande. O acidente, que resultou na morte de uma mulher e destruiu casas e comércios, ainda está sendo investigado pela Companhia.

Segundo a Cagepa, equipes trabalham para restabelecer o sistema, e a previsão é de que o abastecimento comece a ser normalizado no domingo, a partir das 18h.

Locais com abastecimento suspenso

Campina Grande

Alto Branco, Alto da Serra, Araxá, Bela Vista, Bodocongó, Castelo Branco, Centenário, Centro, Conceição, Conjunto dos Professores, Cuités, Das Nações, Glória I, Glória II, Jardim América, Jardim Continental, Jardim Europa, Jardim Tavares, Jenipapo, Jenipapo de Cima, Jeremias, Juracy Palhano, Lauritzen, Louzeiro, Monte Castelo, Monte Santo, Nova Brasília, Palmeira, Pedregal, Prata, Santo Antônio, Sítio Antas, Sítio Covão, Universitário.

Lagoa Seca

Araticum, Bela Vista, Campo do Baía, Centro, Chá do Marinho, Comunidade Guabiraba, Comunidade Bela Vista, Comunidade Embaúba, Comunidade Anacleto, Comunidade São José, Comunidade Monte Alegre, Distrito de Jenipapo, Distrito do Alvinho, Floriano, Juracy Palhano, Loteamento Cirne I, Pedrolândia, Sítio Araticum, Sítio Cana, Sítio Conceição, Sítio Covão, Sítio Gruta Funda, Sítio Mineiro, Sítio Oiti, Vila Florestal, Vila Ipuarano.

Montadas

Centro.

São Sebastião de Lagoa de Roça

Centro, Sítio Manguape, Sítio Retiro.

Previsão inicial de normalização do abastecimento é a partir de amanhã (09) a partir das 18h.

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Tragédia

40 BAIRROS SEM ÁGUA: Veja como era reservatório que rompeu em CG

Um reservatório de água da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) localizado no bairro da Prata se rompeu na manhã deste sábado (08).

A água invadiu e destruiu casas que ficam próximas ao reservatório. Uma mulher morreu e outras duas pessoas ficaram feridas.

O blog conseguiu gravar imagens de como era o gigante reservatório de 2 mil metros quadrados de área por dentro.

Além da destruição, a tragédia deixou mais de 40 bairros de Campina Grande sem água.

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Tragédia

Socorro Leal: Saiba quem é a idosa que morreu após reservatório romper em CG

A idosa Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, de 62 anos, morreu na manhã deste sábado (8) após o rompimento de um reservatório de água no bairro da Prata, em Campina Grande. O acidente provocou o desabamento de três casas, danificou outras três residências e deixou duas pessoas feridas.

A idosa estava em uma das casas atingidas pela força da água. Em entrevista à TV Paraíba, Dionísia Pereira, prima da vítima, contou que Maria do Socorro tinha Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa, e vivia acamada na residência.

Segundo Dionísia, no momento do rompimento, três pessoas estavam na casa, incluindo uma cuidadora que acompanhava Maria do Socorro. A vítima estava no quarto quando a água atingiu o imóvel.

“A casa dela ficou toda arriada e eu já me preocupando e perguntando: ‘cadê Socorro?’. Aí foi quando ele (filho da vítima) falou: ‘a água levou mainha, mainha tá falecida’. Aí se desesperando para saber também o resto dos outros vizinhos, das outras casas, para saber como é que tava todo mundo”, contou Dionísia Pereira.

Reservatório de água rompe e deixa casas destruídas em Campina Grande

Segundo o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, uma mulher e um homem, ambos de 50 anos, também sofreram ferimentos nos pés. Eles deram entrada na unidade hospitalar e apresentam estado de saúde estável.

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ALPB

“Calamidade”, dispara presidente da ALPB após tragédia em CG

Deputado Adriano Galdino, presidente da ALPB (Foto: Divulgação)

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), esteve em Campina Grande neste sábado (8) após o rompimento de um reservatório da Cagepa, que deixou uma pessoa morta e outras duas feridas. O deputado disse que ficou “surpreso com tamanho e o impacto” da situação, que classificou como de “calamidade”.

“A gente veio prestar solidariedade às família enlutadas e às pessoas que perderam tudo”, disse Adriano.

“Foi muito grande. A gente fica muito preocupado com a situação, mas a gente confia no Governo e na Cagepa, que ambos irão tomar as providencias cabíveis”, afirmou o presidente do Legislativo paraibano.

Adriano Galdino disse que o rompimento do reservatório foi um acidente que “traz muitas consequências financeiras”, mas reforçou: “Eu tenho certeza que o governador João e a Cagepa irão indenizar esses danos materiais.”

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Brasil

Após derrota no STF, defesa de Bolsonaro deve recorrer novamente; veja os próximos passos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou ontem por unanimidade os recursos apresentados por Jair Bolsonaro e outras seis pessoas condenadas por fazer parte do “núcleo crucial” da trama golpista. Com pena estipulada em 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente agora deve recorrer novamente, assim como os demais réus. Com a expectativa da decretação da prisão em um horizonte próximo, os ministros devem se pronunciar sobre essas novas manifestações antes determinar o encerramento do processo.

Em plenário virtual, o relator Alexandre de Moraes votou para negar os chamados embargos de declaração dos sete condenador e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento começou ontem e continua até o dia 14. Até lá, mesmo com os votos já proferidos, algum ministro pode mudar seu posicionamento ou pedir vista ou destaque, mas isso não deve ocorrer neste caso.

Os embargos de declaração, apresentados por Bolsonaro e demais réus, são utilizados para esclarecer dúvidas, omissões ou contradições de um julgamento. Neles, os advogados questionaram os argumentos usados na condenação e o cálculo das penas, entre outros pontos, mas não têm poder de reverter resultado.

Próximos passos

Até 14/11 – O julgamento segue no plenário virtual até a próxima sexta-feira. Até lá, mesmo com os votos já proferidos, algum ministro pode mudar posicionamento ou pedir vista ou destaque, o que não deve acontecer.

17/11 – Ao fim do prazo, há a proclamação do resultado. Em julgamentos encerrados às sextas, a proclamação costuma ser feita na segunda-feira seguinte.

Após 17/11 – Depois, será publicado o acórdão, que oficializa o resultado. Como a análise foi virtual, essa publicação é rápida e pode ocorrer em poucos dias.

A partir daí, começa o prazo para novos recursos. Os advogados podem optar por mais embargos de declaração (embargos dos embargos), em cinco dias, ou infringentes.

TIPOS DE RECURSOS

Os embargos de declaração servem para esclarecer dúvidas, contradições ou omissões de uma sentença.

Não existe limite definido para os embargos de declaração, mas o Código de Processo Civil estabelece que não serão admitidos novos recursos quando os dois anteriores tiverem sido considerados “meramente protelatórios”.

Os embargos infringentes servem para questionar julgamentos não unânimes. O entendimento atual é que esse tipo de recurso só pode ser apresentado quando houver dois votos divergentes nas Turmas.

Com informações de O Globo

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Sem categoria

Após cobrança do BLOG DO BG, Cagepa e Governo do Estado emitem nota sobre tragédia em Campina Grande

Reservatório rompe, causa destruição em ruas e deixa uma pessoa morta

Após provocação do Blog do BG PB, o Governo do Estado e a Cagepa, enfim, emitiram uma nota sobre o rompimento de um reservatório de água que deixou pelo menos uma pessoa morta, além de casas destruídas em Campina Grande.

No documento os órgão lamentaram o ocorrido e ressaltaram que diversos bairros da cidades estão sem água. Veja nota completa:

O Governo do Estado e a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) lamentam profundamente o rompimento ocorrido na manhã deste sábado (8), no reservatório localizado no bairro da Prata, em Campina Grande, que resultou em uma vítima fatal, dois feridos que já foram atendidos no Trauma, alagamento de residências, além de danos materiais.

A Cagepa e o Governo do Estado manifestam seu pesar pelo falecimento da senhora Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, durante o ocorrido, ao mesmo tempo em que se solidarizam com os familiares da vítima e colocam à disposição todo o aparato da empresa e do Governo para prestar o apoio necessário neste momento difícil.

Registramos também que dois feridos no incidente, Maria Auxiliadora Queiroz da Silva e Alessandro Ferreira Braga, já foram devidamente atendidos no Hospital de Trauma de Campina e estão fora de qualquer perigo.

As circunstâncias do caso estão sendo apuradas. Assim que o rompimento foi identificado, equipes técnicas e de assistência foram mobilizadas imediatamente, em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, para garantir a segurança das famílias afetadas e iniciar as medidas emergenciais. Equipes da Cagepa foram acionadas também para auxiliar na limpeza do local.

Por conta do rompimento, 40 bairros de Campina Grande e os municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas estão com o abastecimento de água temporariamente interrompido. A Cagepa já está trabalhando para que o fornecimento seja restabelecido ainda neste sábado (8) nessas localidades.

A Companhia e o Governo do Estado irão prestar toda a assistência necessária às vítimas e seus familiares, além de instaurar um processo interno de apuração para identificar as causas do rompimento.

Blog do BG PB

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Polêmica

O silêncio do Governo do estado e Cagepa diante da tragédia em Campina Grande

O silêncio do Governo do Estado e da Cagepa diante da tragédia que atingiu Campina Grande. Horas após o rompimento de um reservatório que deixou várias pessoas desaparecidas e famílias desesperadas,  até agora, nenhuma palavra oficial, nenhum gesto de solidariedade, nenhuma explicação por parte da gestão de João Azevedo.

As pessoas querem saber onde estão os diretores da Cagepa?! Onde está o mínimo de empatia com quem está vivendo o pior momento de suas vidas?!

Não é hm incidente qualquer. Estamos falando de uma estrutura pública, que deveria oferecer segurança, mas acabou provocando destruição. As pessoas precisam ser responsabilizadas.

Blog do BG PB

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