Por 370 votos a favor, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), o texto-base do PL Antifacção, projeto que endurece o combate ao crime organizado no Brasil.
Na bancada paraibana, nove deputados votaram a favor do protesto:.
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Cabo Gilberto Silva (PL)
Damião Feliciano (União)
Mersinho Lucena (PP)
Murilo Galdino (Republicanos)
Romero Rodrigues (Podemos)
Ruy Carneiro (Podemos)
Wellington Roberto (PL)
Wilson Santiago (Republicanos)
No entanto, Gervásio Maia (PSB) e Luiz Couto (PT) foram os únicos que votaram contra. Por estar na presidência, Hugo Motta (Republicanos) não votou.
Entre os principais pontos aprovados estão o aumento de penas para crimes cometidos por facções, novas regras para o destino de bens apreendidos e a criação de um banco nacional de dados com CPFs e CNPJs ligados ao crime organizado. A definição sobre o uso dos recursos recuperados foi o ponto mais sensível: quando a investigação for estadual, os valores irão para o Fundo de Segurança Pública local; com participação da Polícia Federal, seguirão para o fundo nacional — mudança que gerou críticas dentro da própria PF.
Com os destaques ainda em análise, o texto agora segue para o Senado, onde será relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE). Mesmo sem atender todas as demandas da oposição — como transformar facções em organizações terroristas —, o projeto avança como uma das proposições mais robustas na área de segurança pública e deve continuar sendo palco de disputas políticas nas próximas semanas.
O prefeito de Cabedelo, André Coutinho, convocou a imprensa para uma coletiva nesta quarta-feira (19), às 10h, no Gouver Recepções, no Centro da cidade. Ele fará um pronunciamento oficial sobre o julgamento no TRE-PB que manteve sua cassação e apresentará os passos administrativos e jurídicos que serão adotados.
O convite, divulgado nesta terça-feira (18), reforça que o encontro terá como objetivo esclarecer dúvidas, detalhar recursos cabíveis e anunciar ações planejadas para os próximos meses, além de um balanço recente da gestão.
A Prefeitura já havia informado que a decisão do TRE-PB não implica afastamento imediato do prefeito e da vice Camila Hollanda. Segundo a nota divulgada após o julgamento, o processo ainda depende da publicação do acórdão e da fase de embargos de declaração, que podem alterar ou esclarecer pontos da decisão. Até a conclusão dessas etapas, a administração segue funcionando normalmente.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anulou nesta terça-feira (18), três questões aplicadas no Enem 2025. A decisão ocorreu após relatos de possível antecipação de itens semelhantes aos utilizados na prova.
Segundo o órgão, a decisão foi tomada com base nas informações internas sobre o processo de elaboração do teste. No entanto, nenhuma das questões divulgadas nas redes sociais foi apresentada de forma idêntica à aplicada em 2025. A análise identificou apenas similaridades pontuais entre os itens.
Em nota, o Inep garantiu a isonomia, lisura e plena validade das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, mesmo após a anulação das questões.
O Inep reiterou ainda que adota diversas estratégias para calibrar as questões que integram o Banco Nacional de Itens, seguindo rígidos protocolos de segurança — todos cumpridos regularmente durante as etapas de elaboração e aplicação do Enem 2025.
A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou, nesta terça-feira (18), a lei que torna obrigatório o atestado médico para participação em corridas de rua organizadas na capital. A proposta é de autoria do vereador Bosquinho (PV) e segue agora para sanção do prefeito.
Pelo texto, os participantes deverão apresentar uma declaração de aptidão física emitida por médico com CRM, com validade de até 12 meses. A exigência vale para corridas competitivas e participativas promovidas por organizadores de eventos.
A lei também determina que os organizadores devem conferir, armazenar e disponibilizar a documentação sempre que solicitado pela fiscalização. O descumprimento pode gerar advertência, multa de R$ 5 mil em caso de reincidência e, se houver persistência, suspensão da autorização para novos eventos.
Segundo a justificativa, o objetivo é proteger a saúde dos corredores e evitar incidentes graves. Atividades recreativas e espontâneas não entram na regra. Após publicada, a lei deverá ser regulamentada pelo Executivo em até 60 dias.
Um grupo de vereadores tentou discutir, durante sessão da Câmara Municipal de João Pessoa desta terça-feira (18), sobre a denúncia realizada por um aluno autista de 12 anos, que teria sido abusado sexualmente dentro do banheiro de uma escola municipal da capital.
No entanto, o vereador João Almeida (PDT) se manifestou contra a discussão sobre a denúncia de estupro dentro de uma escola municipal na Câmara de João Pessoa. Segundo ele, o assunto é levado “de forma antecipada” para a Casa e “é uma responsabilidade” fazer “politicagem” com o caso.
Nesta terça-feira (18), João Almeida disse que se trata de uma “situação delicada”, que “não há laudo ou registro” e que ainda “não há levantamento comprobatórios” da denúncia.
Um laudo solicitado pela Polícia Civil confirmou o estupro. O caso segue em investigação, colhendo depoimentos de funcionários da escola e de familiares dos adolescentes envolvidos.
A vereadora Jailma Carvalho (PSB) avaliou, na manhã desta terça-feira (18), a declaração da secretária de educação de João Pessoa, América de Castro, sobre o possível caso de estupro a um aluno autista dentro de uma escola municipal da capital como “desrespeitosa”.
“Com todo o respeito, o que vai ser debatido aqui não é a situação, não vai ser o ato em si, mas a fala desrespeitosa da secretária. Não é posicionamento para uma secretária de educação dizer que recebe com muita tranquilidade um caso de abuso sexual que tem o possível indício de ser na escola”, disse Jailma.
Em discurso na sessão da Câmara Municipal de João Pessoa, Jailma pediu respeito a família e a criança, que foram vítimas do caso.
“Então assim, por favor, isso aqui não é um debate político, isso aqui é um debate sério e as famílias merecem o respeito, porque podem tentar silenciar uma mãe e descredibilizar o testemunho de uma criança”, concluiu.
O vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB) deixou a presidência do diretório municipal da legenda. Ele deixou o cargo nesta terça-feira (18), a pedido do governador João Azevedo, presidente estadual do partido.
Nas redes sociais, Léo afirmou que recebe a decisão com respeito e serenidade.
A decisão veio após o rompimento do prefeito Cícero Lucena (MDB). A base do governo cobra que os filiados do PSB apóiem o projeto político do governador, que terá como candidato ao Governo do Estado o vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Léo, no entanto, declarou apoio ao prefeito Cícero Lucena (MDB).
O Ministério Público da Paraíba interditou uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas, no bairro Rosa Mística, em Campina Grande. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira (18).
De acordo com o órgão, a fábrica não tem registro no Ministério da Agricultura e registro sanitário, além de não possuir alvará municipal nem certificado do Corpo de Bombeiros.
A operação foi comandada pela Diretoria Regional do MP-Procon de Campina Grande, e também envolveu Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria da Fazenda, Agevisa e Corpo de Bombeiros.
O proprietário da fábrica foi conduzido pela Polícia Civil para a delegacia.
O julgamento que manteve a cassação do atual prefeito de Cabedelo, André Coutinho e da vice-prefeita, Camila Holanda, foi marcado por um grave alerta feito pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Oswaldo Trigueiro.
Ele citou a presença dos criminosos atuando na política principalmente em João Pessoa e Cabedelo que formam, segundo ele, um “núcleo extremamente perigoso”.
O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (18) que a operação em torno do Banco Master investiga fraude de cerca de R$ 12 bilhões. Em depoimento na CPI do Crime Organizado, no Senado, o chefe da corporação afirmou que na casa de um dos investigados foram apreendidos R$ 1,6 milhão em dinheiro.
“Essa operação de hoje a fraude é de R$ 12 bilhões. Não sei quanto que vamos conseguir bloquear. Sei que já em dinheiro apreendemos na residência de um investigado R$ 1,6 milhão em dinheiro nessa operação de hoje”, disse.
Rodrigues não detalhou qual dos investigados teve o valor apreendido. Em operação deflagrada nesta manhã, a PF prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os presos também está Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro.
A ação faz parte de uma investigação que apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras integrantes do sistema financeiro nacional.
“Estou desde de 5h e pouco da manhã acordado. Nós estamos fazendo uma operação importante, numa integração inclusive junto com Banco Central, com o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], atuando em conjunto para um crime contra o sistema financeiro”, declarou Andrei na CPI.
O BC (Banco Central) decretou nesta terça a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia após o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição financeira. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a corretora de câmbio do banco.
A PF cumpriu ainda nesta manhã mandado de busca e apreensão contra o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, que foi afastado pela Justiça nesta terça. O diretor executivo financeiro do banco, Dario Oswaldo Garcia Junior, também foi afastado temporariamente do cargo por 60 dias, informou a instituição financeira.
No Senado, Andrei Rodrigues defendeu que o combate ao crime organizado deve mirar a questão financeira. “O crime organizado tem que ser enfrentado com descapitalização, tirando poder econômico, e prendendo lideranças, retirando lideranças de circulação”, declarou.
Para a reunião da comissão de inquérito, também estava previsto o depoimento de Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, mas ele não compareceu. Presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que o colegiado insistirá em ouvir o diretor.
A queda do Cloudflare na manhã desta terça-feira (18) provocou uma onda de instabilidades que atinge alguns dos maiores serviços da internet. Plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT, Amazon, Canva e até sites de monitoramento, como o DownDetector, ficaram indisponíveis ou apresentaram mensagens de erro durante boa parte da manhã.
O problema, reconhecido pela própria empresa em sua página global de status, gerou efeitos em escala mundial.
O que é o Cloudflare
Cloudflare é uma empresa de infraestrutura digital responsável por proteger e gerenciar o tráfego de mais de 24 milhões de sites. Seu principal serviço funciona como uma espécie de “escudo”, filtrando ataques cibernéticos, distribuindo conteúdo de forma inteligente e garantindo que páginas fiquem acessíveis mesmo diante de picos inesperados de acessos.
Em muitos casos, quando um site “cai”, na verdade é o Cloudflare, e não o endereço original, que enfrenta falhas.
Problemas nesta terça
De acordo com relatos compilados pelo DownDetector, os problemas começaram por volta de 8h50, no horário de Brasília. Paradoxalmente, o próprio DownDetector chegou a sair do ar, indicando que a instabilidade atingia sistemas fundamentais do ecossistema digital.
Nos primeiros relatos, plataformas como X exibiam mensagens de erro ao recarregar o feed, enquanto o ChatGPT alertava usuários para “desbloquear” uma ferramenta ligada ao Cloudflare, evidenciando a origem da falha.
Cloudflare reconhece problema
Na página oficial de incidentes da empresa, publicada às 8h48, o Cloudflare reconheceu “erros generalizados de 500” em sua rede global, além de falhas no painel de controle e na API.
No comunicado, a companhia afirmou estar investigando a extensão do problema e buscando mitigar seus efeitos. Em atualizações posteriores, repetiu que ainda avaliava o impacto total e mantinha equipes mobilizadas.
Entenda o erro
Esse tipo de erro, o chamado “500”, indica falhas no servidor responsável por processar requisições. Como milhões de sites dependem das ferramentas da empresa para funcionar, o efeito dominó se instalou rapidamente.
Em redes sociais, usuários de diferentes países relataram a impressão de que “a internet inteira tinha caído”. Em serviços protegidos pela plataforma, tentativas de carregamento resultavam em páginas em branco ou alertas de indisponibilidade.
Além de redes sociais e assistentes virtuais, outros serviços amplamente usados também apresentaram instabilidade. Em alguns casos, clientes do Cloudflare tiveram até dificuldade para abrir chamados de suporte, já que o próprio provedor de atendimento enfrentava problemas técnicos.
A repercussão foi imediata. No Brasil e no exterior, publicações se multiplicaram em redes como Threads, onde internautas brincaram sobre “alguém ter tropeçado nos cabos do servidor”. Já veículos internacionais, como BBC e New York Times, confirmaram que a falha era global e afetava setores variados — de redes sociais a jogos online, como League of Legends, além de serviços de streaming e empresas de inteligência artificial.
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