Cabaceiras, no Cariri paraibano, voltou ao radar internacional ao ser tema de uma reportagem especial do The New York Times. Conhecida como a “Roliúde Nordestina”, a cidade ganhou destaque no jornal pela forte relação com o audiovisual e pela maneira como o cinema transformou a economia e a identidade local.
A matéria, assinada pela jornalista Ana Ionova, apresenta o município como um cenário singular, marcado pela paisagem árida, pelo letreiro “Roliúde” no alto do morro e por uma trajetória que inclui mais de 50 produções filmadas desde 1929.
O jornal destaca que as gravações movimentam a renda dos moradores, seja na atuação como figurantes, na locação de casas e fazendas ou no uso de animais nas produções. A reportagem também aponta desafios trazidos pelas mudanças climáticas e pelas transformações tecnológicas do setor audiovisual.
Com seu charme singular, Cabaceiras mostra por que segue inspirando produções, viajantes e, agora, leitores ao redor do mundo.
O deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) foi oficialmente designado, nesta segunda-feira (8), pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, para relatar o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 128/2025 – proposta que prevê a redução de 10% nos benefícios tributários a partir do próximo ano.
Segundo Motta, o objetivo central do projeto é revisar incentivos fiscais historicamente concedidos pelo governo federal. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a análise do relator deverá considerar não apenas o corte, mas também a eficiência desses incentivos. “Benefício fiscal sem retorno para a sociedade é privilégio”, destacou o presidente da Câmara.
O tema já passou pela Comissão de Finanças e Tributação e agora poderá ser levado diretamente ao plenário, incorporando normas discutidas anteriormente no PLP 182. A proposta também estabelece a proibição de concessão de novos incentivos financeiros ou creditícios, além de impedir a prorrogação dos atuais, salvo em casos que tenham compensação equivalente.
Com a relatoria, Aguinaldo passa a assumir papel central na discussão de uma das pautas econômicas mais sensíveis do momento, envolvendo impacto direto na arrecadação federal e no equilíbrio das contas públicas para os próximos anos.
Uma organização criminosa que lucrava com abortos clandestinos foi alvo, na manhã desta segunda-feira (8), da Operação AURORA, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O esquema, que atuava em diversas regiões do país, também atuava em João Pessoa.
De acordo com as investigações, o grupo comercializava ilegalmente medicamentos controlados e oferecia suporte online às mulheres durante o procedimento abortivo, orientando desde a quantidade de comprimidos até o modo de administração.
Segundo a Delegada Karoline Calegari, que presidiu as investigações, mais de 250 mulheres faziam parte do grupo, inferindo-se que o lucro obtido pelo grupo possa ser expressivo.
A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no tráfico de medicamentos controlados, com destaque para o Cytotec (Misoprostol), substância utilizada ilegalmente para a prática de aborto.
A operação é realizada de forma simultânea com o apoio de efetivos das Polícias Civis estaduais, alcançando os seguintes estados e municípios:
* Paraíba: João Pessoa * Goiás: Goiânia e Valparaíso * Rio de Janeiro: Nova Iguaçu * Espírito Santo: Aracruz * Bahia: Irecê e Itaguaçu * Minas Gerais: Santos Dumont * Brasília: Distrito Federal
Entenda o caso
A partir do aborto realizado por um casal na cidade de Guaíba, RS, no dia 02/04/25, a Delegacia de Polícia da cidade passou a investigar as circunstâncias do fato.
A mulher que realizou o aborto chegou ao hospital regional com dores muito fortes e acabou expelido dois fetos.
Ouvida, a mulher informou que havia ingerido o medicamento misoprostol, que lhe fora vendido pela internet. Junto com os medicamentos, a jovem também teria contratado os serviços de assessoramento técnico no momento do aborto, o que seria feito de modo “on line” por “uma doutora”. Ocorre que, durante o procedimento, a pessoa que a estava orientando passou a demorar para responder, negligenciando a gestante e deixando-a sem assistência, cheia de dores.
Esclarecendo como chegou até este grupo, contou que, ao ter certeza da gravidez, passou a fazer pesquisas no tiktok sobre aborto e gestação indesejada, quando foi abordada por uma pessoa que lhe informou conhecer profissionais que poderiam ajudá-la “com segurança” a interromper a gestação.
A mulher entrou em contato com o número fornecido e a pessoa contatada revelou trabalhar ajudando mulheres a interromper gestações indesejadas.
Nesse momento, apresentou a tabela de preços do medicamento misoprostol, em que também constava o número de comprimidos necessários de acordo com a quantidade de semanas de gravidez.
Na sequência, a gestante foi adicionada num grupo de whatsapp denominado “Sinta-se acolhida”, cuja descrição sugeria um espaço para compartilhar sua experiência pós procedimento, incentivando outras mulheres que ainda estivessem na dúvida, mas advertindo que detalhes do momento do aborto e do preparo para o procedimento não deveriam ser publicados.
A gestante então adquiriu o procedimento e agendou a data para o procedimento com sua “doutora”, passando a agir conforme lhe era orientado.
Em dado momento, durante o processo, passou a ser negligenciada pela pessoa que lhe “assistia”, que demorava para responder. Não o suportando as dores, a grávida procurou atendimento médico, onde o os fetos acabaram sendo expelidos.
A partir de uma investigação telemática, a polícia identificou os administradores do grupo, os quais, segundo regras claras do próprio grupo, são os únicos autorizados a realizar a venda do produto Cytotec e acompanhar o procedimento abortivo.
Os investigados residem em diferentes estados da federação, com ramificação Na Paraíba, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e no Distrito Federal.
O influenciador Hytalo Santos divulgou uma carta em que descreve o cotidiano no presídio e reafirma que não cometeu crime algum. O documento foi ompartilhado por Kamylinha, apontada como uma das menores que teriam sido exploradas pelo criador de conteúdo.
No texto, Hytalo relata como esta sendo o período atrás das grades.
“Nunca imaginei que seria preso por gravar a minha rotina, com pessoas que escolhi amar e ajudar. São quase 4 meses trancado, sem ver o meu povo, sem cozinhar meu macarrão, sem gritar o ‘fartura’, sem deixar minhas crias na escola, sem ser eu. Não dá pra explicar a dor de perder a liberdade, só quem vê o sol nascer quadrado sente e sabe”, escreveu.
Em outro trecho o influenciador negou as acusações de exploração e abusos.
“O que todos se questionam é: ‘Se tá na cadeia fez alguma coisa’, fiz sim. Eduquei do meu jeito, errado ao ver de alguns, dando amor sem levantar a mão, sem gritar, sem abusar e sem vender ninguém. Tem um detalhe: não formei uma família tradicional. Mas, com toda verdade, honestidade e clareza não existiu. tráfico, exploração pedofilia e nenhum tipo de abuso”, declarou.
O influenciador permanece preso enquanto o caso segue sob análise da Justiça.
A trilha da Falésia, localizada na Ponta do Seixas estava sendo palco de diversas orgias e consumo de drogas. As práticas foram descobertas após denúncias feitas a Guarda Civil Municipal de João Pessoa, que montou uma operação para averiguar a situação.
Na ocasião, dois homens foram pegos em flagrante fazendo sexo e consumindo drogas. Diversas camisinhas e restos de drogas foram encontradas espalhadas pelo ambiente. A ação foi coordenada pela secretária executiva de Segurança da Capital, Capitã Rebeca.
A Mata do Seixas é uma das poucas áreas verdes preservadas da orla pessoense e integra um dos principais cartões-postais da cidade.
Quando a Câmara dos Deputados abriu uma investigação preliminar, e em seguida, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que para investigar o acúmulo indevido de cargos públicos – com suspeita de funcionário fantasma – no gabinete do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o parlamentar ignorou todos os ofícios direcionados, nominalmente a ele, que solicitava explicações sobre as irregularidades. A omissão perdurou durante anos, até que o caso passasse a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A insistência do colegiado da Câmara em buscar explicações específicas de Aguinaldo Ribeiro tinha um motivo. Ninguém, nem mesmo a chefe de gabinete do parlamentar, conhecia a mulher lotada na Paraíba, nem mesmo explicar o que, de fato, ela fazia. Em depoimento, esses mesmos comissionados disseram que somente o deputado paraibano poderia explicar, melhor, a rotina de trabalho, horários e atividades que Solange Oliveira Mota desempenhava.
A mulher acumulou o cargo de secretária parlamentar de Aguinaldo Ribeiro ao de auxiliar de limpeza em uma escola estadual na cidade de Sapé (PB), em uma jornada de 40 horas semanais, durante outubro de 2015 e dezembro de 2016. À época, ela tinha remuneração bruta de R$ 5,3 mil da Câmara dos Deputados; já do governo da Paraíba, eram R$ 880 mensais.
Documentos do PAD obtidos pela coluna, que foram encaminhados ao TCU, mostram que a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar registrou em ata de reuniões ao longo dos anos que até então Aguinaldo Ribeiro não tinha respondido os memorandos. Além disso, cópia e comprovantes de envio destes documentos foram juntados ao processo. Procurado para comentar a suposta omissão, a assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele já prestou todos os esclarecimentos ao tribunal de contas.
O comportamento de Aguinaldo Ribeiro diante do PAD foi levado em conta pela área técnica do TCU, que pediu responsabilização do parlamentar diante do caso que gerou danos aos cofres públicos. “A Comissão que o parlamentar foi instado, por diversas vezes, a se manifestar sobre as atividades laborais e a forma de cumprimento da jornada de trabalho da referida servidora, tendo optado pelo silêncio”.
Conforme revelou a coluna, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), rejeitou parecer da área técnica que buscava responsabilizar Aguinaldo Ribeiro pela irregularidade, deixando todo o ônus para a ex-secretária parlamentar. A mulher foi multada em R$ 20 mil, e terá que reembolsar os cofres públicos em mais de R$ 160 mil, corrigidos pela inflação.
O que disseram funcionários de Aguinaldo Ribeiro à Câmara dos Deputados
Ao longo da investigação da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), funcionários lotados no gabinete de Aguinaldo Ribeiro, em Brasília, e na base dele, na Paraíba, foram unânimes em dizer que só o deputado poderia explicar com clareza a rotina de trabalho de Solange Mota, uma vez que não conheciam e nunca falaram com a mulher.
A chefe de gabinete do parlamentar, responsável por atestar a frequência dela e dos demais comissionados, disse ainda que não havia relatório de prestação de contas mensais sobre as atividades desempenhadas.
Pelo tipo do cargo que ocupam no Legislativo federal, os secretários parlamentares trabalham 40 horas semanais e são dispensados de bater ponto. Ainda assim, eles têm a frequência de trabalho atestada pelo parlamentar ou pessoa do gabinete designada pelo político.
Diante da falta de conhecimento dos comissionados de Aguinaldo Ribeiro sobre as atribuições de Solange Mota, a Comissão, encaminhou, quatro vezes, memorandos ao parlamentar, cobrando explicações sobre quais atividades ela desempenhava na Paraíba.
O político, no entanto, ignorou todos os ofícios do colegiado. Os memorandos foram encaminhados ao parlamentar em 2017, 2019, 2020 e 2021.
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O deputado federal só rompeu o silêncio diante do TCU, após a corte de contas investigar o caso de Solange Mota. Ele disse que ela era responsável, entre outros pontos, por articular e contatar lideranças regionais na Paraíba.
A Câmara dos Deputados considerou a mulher culpada na conclusão do PAD, ainda em 2022, ou seja, anos após ter sido exonerada do gabinete parlamentar. Ela também recebeu punição de destituição de cargo em comissão, ou seja, não pode ser nomeada para função pública federal.
No relatório final da Comissão, o colegiado reportou a suposta omissão e recusa do parlamentar em explicar o horário de trabalho de Solange Mota e quais atividades ela desempenhava. A área técnica do TCU usou essa informação, além do fato dos servidores apontarem que só Aguinaldo Ribeiro sabia dos horários e atividades de Solange.
A Comissão concluiu que a ausência de manifestação do gabinete do deputado sobre a jornada, horários e atividades da servidora indicava que o exercício do cargo estadual se deu em “completo prejuízo da contraprestação laboral devida à Câmara dos Deputados”
O Colegiado afirmou que competia ao deputado informar ao servidor responsável por atestar frequência “qualquer ocorrência verificada em determinado mês, como, por exemplo, faltas ou atrasos injustificados”.
Dessa forma, o colegiado não enxergou, por exemplo, responsabilização da chefe de gabinete dele. Para o colegiado, ficou claro que ela não sabia que Solange Mota acumulava cargos. O TCU também não viu ilegalidade na ação da chefe de gabinete do parlamentar.
Quando o caso passou a ser analisado no TCU, Aguinaldo Ribeiro afirmou que nomeou a mulher de boa-fé e que não sabia que ela tinha outro emprego na administração pública e, quando soube, tomou providências.
Documento obtido pelo MetrópolesGabinete de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) encaminhou a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar ofício em que informam à Solange Mota para que ela regularize a própria situação
Quanto ao expediente de Solange Mota, em sua defesa, Aguinaldo empurrou a responsabilidade para a sua chefe de gabinete. De forma geral, o parlamentar reiterou que não havia como atribuir-lhe qualquer irregularidade na forma ou horários dos serviços de Solange Mota, pois a apuração da suposta ausência de contraprestação era responsabilidade do chefe direto.
“Aplicada subsidiariamente aos que exercem o cargo em comissão de Secretário Parlamentar, o controle da frequência, bem como a distribuição da carga horária cabe ao chefe imediato e não ao Parlamentar”, escreveu a defesa dele.
Documento obtido pelo MetrópolesRelatório da Câmara dos Deputados lista motivos para que chefe de gabinete de Aguinaldo Ribeiro não seja responsabilizada, e fala em “precariedade de vínculo funcional”.
Quais argumentos da área técnica do TCU que pediu responsabilizaçao de Aguinaldo Ribeiro
A Unidade de Auditoria Especializada em Tomada de Contas Especial, ou seja, área técnica do TCU, concluiu que Aguinaldo Ribeiro “permitiu pagamentos de remuneração a comissionada sem a comprovação do cumprimento das tarefas laborais” por parte da então secretária parlamentar.
Parte do parecer, no entanto, foi rejeitado por Bruno Dantas, que acatou os argumentos do parlamentar da Bancada Evangélica responsabilizando somente Solange Mota.
“A questão central a ser dirimida, em relação a esse responsável, é se a responsabilidade pela ausência de contraprestação laboral de um secretário parlamentar pode ser diretamente imputada ao deputado federal em cujo gabinete o servidor está lotado, ou se a existência de uma estrutura administrativa intermediária, formalmente estabelecida por normas internas, atenua ou afasta essa responsabilidade”, escreveu o ministro do TCU relator o caso.
O voto de Bruno Dantas é do dia 25 de junho e foi aprovado pelo plenário da Corte. Em agosto, a defesa de Solange ingressou com embargos de declaração, alegando erros e vícios no processo condenatório, o que foi, definitivamente, rejeitado por Dantas em 3 de setembro.
Para a área técnica, o ponto central não estava no cumprimento da jornada de trabalho por Solange Mota, mas pelo fato de não ter ficado comprovado “qualquer contraprestação de serviço” dela.
Nesse sentido, os técnicos do TCU relacionam o que chamaram de “inúmeras evidências trazidas” pela Comissão do Processo Administrativo Disciplinar formada no âmbito da Câmara dos Deputados que investigou o caso.
“Inclusive, caso se tivesse demonstrado que Solange de Oliveira Mota havia prestado os serviços – mesmo tendo acumulado ilicitamente os cargos – poderia até ser afastado o pedido de restituição, já que esta somente é devida quando não houver contraprestação de serviços, mesmo na hipótese de se comprovar o exercício de jornadas de trabalho superiores a 60 horas semanais”, diz trecho do parecer da área técnica do TCU.
Reprodução/TCUParecer da área técnica do TCU sobre Aguinaldo Ribeiro; argumentos foram rejeitados pelo ministro Bruno Dantas do TCU
No relatório produzido pela Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, o colegiado afirmou que as folhas de frequência de Solange Mota, atestadas pela chefe de gabinete de Aguinaldo Ribeiro, sem qualquer verificação da jornada ou atividades, eram “materialmente incapazes de comprovar a efetiva contraprestação laboral”.
O colegiado afirmou ainda que a jornada de trabalho dela na escola pública “tornava materialmente impossível a contraprestação laboral simultânea ao cargo federal” entre outubro de 2015 e 1º de dezembro de 2016.
Em nota à reportagem, a assessoria de imprensa de Aguinaldo Ribeiro afirmou que “ela desempenhou as funções parlamentares, a que era demandada e, no momento em que foi entendido pela irregularidade da acumulação dos cargos públicos, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro exonerou a antiga servidora”.
Solange Mota, por sua vez, não retornou aos contatos da reportagem.
A então auxiliar de limpeza trabalhou no gabinete do político paraibano de outubro de 2015 a abril de 2019. O TCU notificou o gabinete do parlamentar em agosto de 2017. A irregularidade, de acúmulo de cargos públicos por parte de Solange, foi levada em conta pela Corte de Contas entre outubro de 2015 a dezembro de 2016, período em que esteve nomeada na escola estadual.
Ainda por recomendação do órgão, a Câmara dos deputados instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o assunto. Solange Mota pediu exoneração da Secretaria de Educação da Paraíba em novembro de 2016.
Para o TCU ficou comprovado que a mulher ocultou da Câmara dos Deputados o vínculo público estadual dela na declaração de posse. Solange Mota vai ter que devolver ainda R$ 8,90, corrigidos pela inflação, que ela recebeu em abril de 2019 a título de”férias indenizadas”.
O que diz Aguinaldo Ribeiro
Leia a íntegra da nota da assessoria de imprensa do deputado federal:
A senhora Solange Oliveira Mota, no momento em que foi contratada como assessora parlamentar por este gabinete, apresentou declaração de não acumulação de cargos públicos. Ela desempenhou as funções parlamentares, a que era demandada e, no momento em que foi entendido pela irregularidade da acumulação dos cargos públicos o deputado federal Aguinaldo Ribeiro exonerou a antiga servidora.
Assim, o Tribunal de Contas da União ao analisar o PAD instaurado pela Câmara dos Deputados entendeu pela inexistência de responsabilidade do deputado sobre o acúmulo de cargos da funcionaria Solange Oliveira Mota e o isentou de toda e qualquer responsabilidade, conforme Acórdão 1. 378/2025. Na decisão, o TCU julgou “suas contas regulares”.
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que as novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começam a valer nesta semana. Entre as alterações, estão o fim da exigência de aulas obrigatórias em autoescolas e a renovação automática e gratuita do documento para motoristas classificados como “bons condutores”.
O condutor vai ter direito ao benefício e receberá um selo de bom condutor se não tiver nenhum ponto de infração na carteira registrado no ano anterior à renovação da CNH. Não haverá alteração no prazo de renovação do documento.
O ministro disse que o governo vai lançar o aplicativo CNH do Brasil, uma nova versão atualizada do que já existe – a Carteira Digital de Trânsito (CDT) – na terça-feira (9), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Após a cerimônia, a expectativa é de que as novas normas sejam publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no mesmo dia. As mudanças passam a valer imediatamente após a publicação. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou as alterações no começo do mês.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (7) que não há qualquer racha na direita após ser lançado por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. Segundo ele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — apontado como nome natural para herdar o capital político do ex-presidente — foi o primeiro a ser procurado quando a decisão foi tomada.
Flávio disse que Tarcísio recebeu a notícia “de peito aberto” e segue como figura central do grupo. De acordo com o senador, o governador deve disputar a reeleição com apoio integral do bolsonarismo. Ele também rebateu avaliações de que a direita estaria fragmentada: “Vamos começar a vitória por São Paulo, com diferença maior do que em 2022”.
Mesmo se apresentando como pré-candidato, Flávio admitiu que pode recuar “mediante um preço”: a aprovação da anistia para os presos de 8 de janeiro, em texto que também beneficiaria Jair Bolsonaro. O senador se reunirá nesta segunda-feira (8/12) com dirigentes do PL, União Brasil, PP e Republicanos, após a repercussão interna da escolha.
Sobre o impacto negativo no mercado financeiro, Flávio classificou as reações como precipitadas e disse que a campanha permitirá apresentar um “Bolsonaro diferente”, mais moderado e comprometido com a pacificação do país. “Vou mostrar alguém que conhece Brasília, a política e quer unir o Brasil”, afirmou.
O presidente Lula praticamente não ficou em Brasília ao longo de 2025. Levantamento do R7 Planalto, baseado na agenda oficial da Presidência, mostra que apenas em janeiro o petista não deixou a capital federal. Nos demais meses, houve deslocamentos constantes para compromissos no Brasil e no exterior.
O pico de viagens ocorreu em julho, quando Lula somou 11 deslocamentos — o maior número registrado no ano. Naquele mês, o presidente esteve duas vezes no Rio de Janeiro e na Bahia, além de agendas pontuais em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Ceará. No cenário internacional, participou da cúpula do Mercosul, na Argentina, e de um encontro em defesa da democracia, no Chile.
Confira o número de viagens de Lula mês a mês em 2025:
Fevereiro: 9
Março: 6
Abril: 5
Maio: 6
Junho: 5
Julho: 11
Agosto: 6
Setembro: 4
Outubro: 10
Novembro: 6
Os dados reforçam o ritmo intenso da agenda presidencial neste ano, com Lula passando praticamente todo o calendário em deslocamentos pelo país e pelo exterior — exceto no primeiro mês de 2025, quando concentrou suas atividades em Brasília.
Alfredo Díaz, dirigente político da oposição da Venezuela, morreu este fim de semana na prisão onde estava detido há uma ano. A informação foi confirmada à CNN Espanhol pela filha Alejandra María Díaz.
O ex-governador do estado de Nueva Esparta, de 56 anos, estava detido desde novembro de 2024. Ele estava na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), conhecida como El Helicoide, para onde foi levado acusado de conspiração.
A família e os advogados de Díaz sempre negaram as acusações. Eles também afirmam que o opositor não teve direito devido processo legal e que não tinham comunicação constante com ele.
Autoridades do regime informaram que Díaz morreu após sofre um infarto, mas a família acredita que ele não teve acesso a atendimento médico.
Mais tarde, o Ministério do Serviço Penitenciário divulgou um comunicado confirmando a morte de Díaz. Segundo o Ministério, na manhã deste sábado ele apresentou sintomas compatíveis com infarto e foi levado a um hospital, onde morreu minutos depois.
“(Ele foi) auxiliado por seus companheiros de recinto, e imediatamente a emergência foi atendida pelo socorrista e paramédico de plantão da unidade, que prestaram o atendimento médico inicial”, disse o Ministério.
“Ele estava sendo processado, com plena garantia de seus direitos, de acordo com o ordenamento jurídico e o respeito aos direitos humanos e à sua defesa jurídica”, acrescentou — em contraste com as declarações de sua família.
Díaz, um reconhecido líder regional e dirigente do partido oposicionista Ação Democrática, foi governador de Nueva Esparta, prefeito de Mariño e vereador. Sua morte provocou reações na Venezuela.
“Confirmamos que a família de Alfredo Díaz foi notificada sobre sua morte enquanto ele estava sob custódia em El Helicoide”, disse Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, no X. Ele pediu que a morte seja investigada “de maneira objetiva e imparcial”.
A organização defensora dos direitos humanos Provea também se pronunciou sobre a morte do dirigente oposicionista. “Condenamos uma nova morte, sob custódia do Estado, de um preso político venezuelano”, afirmou, exigindo “uma investigação imediata” sobre o ocorrido.
Em casos anteriores, o governo da Venezuela insistiu que todos os detidos no país têm seus direitos humanos e devido processo respeitados. A ditadura costuma criticar os diversos relatórios internacionais sobre detenções arbitrárias e as denúncias de violações como “irresponsáveis, enviesadas e profundamente polarizadas”.
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