Polêmica

SETAI GRUPO GP: Construtora que deixou mulher paraplégica acumula processos envolvendo elevadores, vícios e disputas condominiais na PB

A construtora Setai Grupo GP, uma das maiores empresas do mercado imobiliário de alto padrão do Nordeste, acumula processos judiciais e reclamações envolvendo falhas estruturais, elevadores, garantias contratuais e conflitos condominiais na Paraíba.

O tema ganhou ainda mais repercussão após o recente acidente envolvendo um elevador em um empreendimento ligado ao grupo, reacendendo o debate sobre manutenção, responsabilidade técnica e segurança predial.

Levantamento realizado em bases públicas da Justiça e plataformas de reclamação identificou ações cíveis relacionadas a vícios construtivos, danos materiais, descumprimento de garantia e falhas em equipamentos instalados nos edifícios entregues pela empresa.

Justiça já havia determinado troca de elevadores antes de acidente

Um dos casos de maior repercussão envolve o condomínio Reserve Altiplano I. Em janeiro deste ano, a Justiça da Paraíba determinou que a construtora realizasse a substituição integral dos elevadores do empreendimento após registros de falhas graves.

Entre os problemas relatados no processo estão:

  • travamentos constantes;
  • queda abrupta de cabine;
  • panes elétricas;
  • incêndio em fosso de elevador;
  • riscos à segurança dos moradores.

A decisão judicial estabeleceu multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento. O caso voltou ao centro do debate após o acidente registrado neste mês.

Segundo a defesa da empresa, após a entrega do empreendimento a responsabilidade pela manutenção operacional dos elevadores passa ao condomínio, posição que costuma aparecer em litígios semelhantes no setor imobiliário.

Reclamações apontam vícios ocultos e negativa de garantia

Além das ações judiciais, consumidores também relatam problemas envolvendo assistência técnica e garantia.

Uma das reclamações públicas encontradas envolve o Residencial Maldivas, em Gramame, onde um morador afirma enfrentar vazamentos estruturais persistentes e dificuldade para obter reparo da construtora. O relato aponta alegação de vício oculto e negativa de atendimento dentro do prazo de garantia.

Especialistas em direito imobiliário explicam que vícios ocultos são defeitos que não aparecem no momento da entrega do imóvel, mas surgem posteriormente durante o uso da estrutura.

Processos ligados a empreendimentos de luxo

Também há registros processuais vinculados à razão social GGP Construções e Incorporações Ltda., empresa ligada ao grupo, envolvendo empreendimentos como “Setai Aquamaris” e “Setai Edition”, em ações que tramitam no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os processos incluem discussões sobre:

  • obrigações contratuais;
  • responsabilidade civil;
  • questões condominiais;
  • reparos estruturais;
  • pedidos indenizatórios.

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Polêmica

Após SETAI causar acidente que deixou mulher paraplégica, Justiça manda construtora fazer reparos

A juíza Shirley Abrantes, da 8ª Vara Cível de João Pessoa, determinou, na tarde desta sexta-feira (15), que a GPC Construções, empresa do Grupo Setai, a realizar o reparo nos elevadores do condomínio residencial Reserve Altiplano 1, prédio onde uma holandesa de 36 anos ficou paraplégica após a queda de um elevador.

Na decisão, que o Blog @wallisobezerra teve acesso, a magistrada apontou um grave perigo na atual condição dos equipamentos, citando que a “manutenção do sistema atual [de elevadores] coloca em risco a vida dos moradores”.

“A possibilidade de novas quedas livres ou esmagamentos em um condomínio que abriga 440 unidades revela um risco de morte ou lesões irreparáveis que o Poder Judiciário não pode negligenciar”, entendeu.

As obras, conforme decidiu a juíza, devem ser concluídas em até 90 dias após a análise de um perito oficial indicado pela Justiça para fazer a avaliação no local. Caso a decisão não seja acatada, a GPG terá que pagar uma multa diária de R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 500 mil.

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Brasil

PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha em inquérito que apura desvios no INSS

A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pediu a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. Procurada, a direção da PF não respondeu se a troca ocorreu a pedido do próprio delegado ou se foi por uma definição do comando da corporação.

Guilherme Figueiredo Silva era chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal e foi o responsável por coordenar e conduzir as investigações sobre o INSS depois que o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Foi ele quem pediu, por exemplo, a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema de desvios de aposentadorias.

 

Essa troca no caso motivou uma reunião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com a equipe da PF nesta sexta-feira, 15. O ministro pediu esclarecimentos sobre o assunto.

Guilherme deixou o caso no início do mês e redistribuiu os inquéritos para outros delegados. Ele não participou, por exemplo, da rodada de depoimentos dos investigados realizada nas últimas semanas.

A condução do caso do INSS vinha gerando críticas da defesa de Lulinha, que afirmava em declarações públicas que não havia fundamentos para que a investigação tomasse medidas contra o filho do presidente.

A PF solicitou, por exemplo, a quebra do sigilo bancário de Lulinha, que foi autorizado por André Mendonça, e produziu relatórios apontando suspeitas em movimentações financeiras de uma amiga dele, a empresário Roberta Luchsinger. As defesas deles negam o envolvimento com irregularidades.

Estadão

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Brasil

CRISE GRANDE: Rejeição de Lula dispara e chega a 54%, diz pesquisa Vox

Foto: Reprodução/Edgar Su/Reuters

O presidente Lula (PT) atingiu 54,1% de rejeição entre os eleitores brasileiros, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pela Vox Brasil. Os dados foram coletados entre os dias 9 e 12 de maio e refletem o atual cenário político nacional de olho nas eleições de 2026.

Conforme a pesquisa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 39,3% de rejeição. Já Romeu Zema (Novo) surge em terceiro lugar no índice, com 22,4%.

A pesquisa foi realizada antes da divulgação do áudio envolvendo pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Foram ouvidas 2.100 pessoas entre os dias 9 e 12 de maio de 2026. A margem de erro: 2,15 pontos percentuais e o grau de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02423/2026.

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Paraíba

Elevadores de condomínio onde mulher ficou paraplégica são interditados pela Defesa Civil

Elevador interditado após um equipamento desabar com mulher dentro, em João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco

Onze elevadores do condomínio Altiplano I foram interditados, nesta quinta-feira (14), pela Defesa Civil de João Pessoa. No local, um dos equipamentos desabou com três pessoas dentro da cabine e deixou uma mulher paraplégica .

De acordo com o coronel Kelson de Assis, coordenador da Defesa Civil Municipal, a interdição equivale a todos os elevadores do condomínio e foi motivada por pedido do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA-PB).

A mulher de 36 anos que ficou paraplégica em decorrência da queda do elevador teve uma lesão na coluna. Ela estava acompanhada dos filhos, duas crianças de 3 e 5 anos, respectivamente, mas que foram atendidas e tiveram alta do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

Segundo o diretor do Trauma, o diagnóstico foi constatado pelo setor responsável do hospital e a família da paciente foi informada.

A construtora do condomínio informou, em nota, que “a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos” e que “permanece à disposição das autoridades competentes e da administração condominial para colaborar com as apurações em curso”.

A administração do condomínio informou, em nota, que a prioridade, após o desabamento, foi o atendimento à mulher e às duas crianças feridas na queda do elevador e que prestou apoio imediato às famílias.

O condomínio afirmou que problemas técnicos nos elevadores são registrados desde a entrega do empreendimento e que, diante da falta de solução definitiva, acionou a Justiça para pedir a substituição dos equipamentos.

Com informações do G1

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Polícia

Ex-candidato à Prefeitura de Bayeux Glicério Feitosa morre após ser baleado em João Pessoa

O empresário Glicério Feitosa, que disputou a Prefeitura de Bayeux nas eleições de 2024, morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo dentro de uma concessionária no bairro do Geisel, em João Pessoa.

Glicério chegou a ser socorrido para uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, localizada na sede da Prefeitura, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada.

Nas eleições de 2024, Glicério Feitosa disputou a Prefeitura de Bayeux pelo Partido Novo e recebeu 4.901 votos, o equivalente a 9,17% dos votos válidos, ficando na terceira colocação na disputa municipal.

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MPPB

MP investiga Edvaldo Neto por usar Câmara para derrubar André Coutinho

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou dois procedimentos nesta quarta-feira (13) para investigar o prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), por uso ilegal dos recursos da Câmara do município para “influenciar” o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que cassou o ex-prefeito André Coutinho.

Além do então presidente da Câmara, o MP investiga a participação de Fernando Sobrinho, à época Secretário Municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho. O documento foi assinado pelo promotor Ronaldo Guerra, da 4ª Promotoria de Justiça de Cabedelo.

O MPPB cita uma denúncia apontando que, posteriormente à realização de uma viagem à Brasília/DF, vieram a público vídeos nos quais haveriam tratativas relacionadas ao julgamento, indicando que a viagem teria como finalidade a contratação de escritório de advocacia.

“Os interlocutores fariam referências à necessidade de “garantir” determinado resultado, à existência de suposto “acesso”, bem como ao início de movimentações destinadas a “mexer os pauzinhos”, circunstâncias que, embora ainda dependentes de aprofundamento investigatório, revelam potencial relevância para a tutela da moralidade administrativa”, destacou o promotor.

O órgão também aponta que o prefeito afastado, Edvaldo Neto, teria utilizado com passagens aéreas e diárias acima de 7 mil reais, o que, para o MP, é visto como um desvio de finalidade na utilização dos recursos públicos empregados para o custeio. A viagem, realizada no dia 09 de outubro de 2025, ocorreu sob a justificativa de “agenda institucional”.

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CMJP

Câmara de João Pessoa aprova repúdio a Ed Motta após chamar garçom de “Paraíba filha da p*”

A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (14), um voto de repúdio contra o cantor Ed Motta. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, Dinho Dowsley (MDB), após a repercussão de áudios atribuídos ao artista com ataques a um garçom em um restaurante no Rio de Janeiro.

Durante a sessão, o vereador Odon Bezerra (PSB) sugeriu que Ed Motta não seja contratado para eventos na Paraíba. “Quem agride o povo paraibano e nordestino não merece ser recebido com dinheiro público no nosso estado”, afirmou o parlamentar.

Os áudios revelados mostram o cantor chamando o funcionário de “Paraíba filha da p***” e dizendo que seria “a Tijuca contra o Nordeste”. Em outra mensagem, Ed Motta afirma que estava “no limite” e ameaça partir para agressão física contra o trabalhador.

O caso é investigado como possível injúria. As mensagens teriam sido enviadas ao dono do restaurante onde ocorreu a discussão envolvendo o artista e o funcionário.

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Paraíba

Mulher ferida em queda de elevador ficará paraplégica, diz laudo médico

 

Um laudo médico divulgado, nesta quinta-feira (14), apontou que a mulher ferida após a queda de um elevador em João Pessoa ficará paraplégica.

Natural da Holanda, ela obteve diagnóstico confirmado pelo Hospital de Trauma, através de uma lesão na coluna.

No entanto, ela será submetida a uma cirurgia para tentar reverter outros danos causados. As outras duas crianças feridas já receberam alta.

O condomínio onde o equipamento desabou já havia processado a construtora GGP por supostas falhas estruturais na construção do empreendimento e por problemas nos elevadores do local.

As falhas constam em um documento em que o condomínio moveu o processo na 7ª Vara Cível da Capital, contra a construtora, e também de um laudo realizado por uma empresa que avaliou os supostos problemas.

No processo movido pelo condomínio, houve a denúncia de “vícios estruturais nos elevadores” mesmo após a entrega do empreendimento, ocorrida em setembro de 2023. Entre os problemas relatados estão incêndio no fosso do elevador do Bloco B, queda abrupta de um elevador no Bloco D, travamentos, interrupções constantes e falhas em sistemas de segurança.

O processo teve uma decisão favorável para o condomínio em janeiro de 2025, determinando a substituição integral dos elevadores, no entanto, a construtora recorreu judicialmente e o processo ainda tramita na Justiça da Paraíba.

 

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Brasil

Vorcaro tinha aliados dentro da PF que intimidavam e forneciam dados sigilosos

Os suspeitos participavam do núcleo chamado de”A Turma”, voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais.

A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que motivou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o pai de Daniel Vorcaro e outros seis alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira (14).

De acordo com a PF, o grupo liderado porMarilson Roseno da Silvaera usado pelo pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, para demandar de vantagens ilícitas. Investigadores apontam ele também era o operador financeiro dos pagamentos.

Entre os integrantes da Polícia Federal investigados estão:

  • Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado;
  • Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
  • Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF;
  • Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado;

Valéria e Francisco, segundo investigadores, atuavam no repasse de informações sigilosas para o Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna utilizada pela corporação.

A decisão também cita Manoel Mendes Rodrigues, apresentado como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo.

Para a Polícia Federal, o conjunto de condutas aponta para uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, com uso de pessoas próximas ou funcionalmente habilitadas para facilitar a circulação de recursos financeiros e de dados sigilosos em benefício da organização criminosa.

Investigadores apontam que o segundo grupo, chamado “Os Meninos”, teria perfil eminentemente tecnológico e seria voltado para a prática de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.

Segundo a autoridade policial, ambos eram, à época dos fatos, gerenciados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que era chamado pelo apelido de “Sicário”, e que tinha como objetivo atender a comandos do “núcleo central da organização criminosa”.

g1

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