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Operação policial cumpre mais de 70 mandados de prisão contra organização criminosa em Cabedelo

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), uma operação com o objetivo de desarticular a organização criminosa atuante em Cabedelo. O grupo é investigado por atuar de forma estruturada e permanente na prática de crimes como tráfico de drogas, armas e munições, além de possuir envolvimento em homicídios, tortura e corrupção de menores.

As investigações apontam que as lideranças do grupo coordenam as ações criminosas a partir do estado do Rio de Janeiro, onde recebem apoio e proteção de uma organização criminosa carioca.

Foram cumpridos 75 mandados de prisão contra investigados apontados como integrantes e lideranças do grupo, além de 36 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços vinculados aos suspeitos.

Também foram requeridas medidas de quebra de sigilo telemático, com a finalidade de ampliar a coleta de provas e detalhar a dinâmica das atividades criminosas. Paralelamente, foi solicitada a descapitalização da organização, por meio do sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados, como forma de atingir diretamente o poder financeiro da facção.

 

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Inusitado

CNJ mantém aposentadoria do juiz Antônio Eugênio paraibano por relacionamento com advogado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por maioria, manter a aposentadoria compulsória do juiz paraibano Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto. A punição havia sido aplicada anteriormente pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Ao CNJ, o magistrado havia pedido a revisão da penalidade, alegando irregularidades na decisão. No entanto, o plenário do entendeu que o juiz cometeu infração ao não se declarar suspeito para julgar um processo envolvendo um advogado com quem mantinha relacionamento.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, destacou que a conduta comprometeu a imparcialidade exigida da magistratura. Segundo ele, a independência do juiz não é um privilégio pessoal, mas uma garantia para as partes envolvidas no processo.

“A independência e a imparcialidade não são privilégios do juiz, e sim garantias que o magistrado tem o dever de observar e preservar em favor do jurisdicionado”, afirmou.

O relator do processo, conselheiro Ulisses Rabaneda, havia sugerido a substituição da punição por remoção compulsória. Para ele, não ficou comprovado que o magistrado tenha direcionado investigações criminais em benefício do advogado, embora reconhecesse que o juiz deveria ter se declarado suspeito por manter proximidade com o profissional.

Durante a análise do caso, a defesa do magistrado alegou que ele teria sido vítima de homofobia. O corregedor, entretanto, afirmou não ter identificado qualquer conduta discriminatória por parte do Tribunal de Justiça da Paraíba. Para Campbell Marques, a relação de proximidade entre o juiz e o advogado representou violação ao Código de Ética da Magistratura e comprometeu a imagem do Judiciário.

A divergência apresentada pelo corregedor foi acompanhada por seis conselheiros, além do presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, formando a maioria que decidiu manter a aposentadoria compulsória.

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Judiciário

Justiça manda Estado exonerar diretores de presídios que não têm formação superior

Tribunal de Justiça da Paraíba (Foto: divulgação/TJPB)

A juíza Andréa Gonçalves Lopes Lins, da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, determinou, nesta quinta-feira (05), que o Governo do Estado exonere, no prazo de 30 dias, diretores de presídios que não têm formação superior adequada para seguir na função de acordo com a Lei de Execuções Penais.

A decisão atende a um recurso ingressado pelo Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário da Paraíba. A entidade acusou o governo de nomear os gestores prisionais sem respeitar o que está previsto na legislação.

Segundo consta na Lei de Execução Penal e na legislação estadual, os diretores de presídios precisam ser formados em cursos como Direito, Psicologia, Ciências Sociais, Pedagogia ou Serviço Social.

Dados do Sindicato apontam que dos 70 gestores hoje que comandam unidades prisionais da Paraíba, apenas 23 possuem a formação prevista em lei. Já 42 têm graduação em cursos distintos e cinco concluíram o ensino médio.

No decorrer do processo, a Procuradoria-Geral do Estado chegou a argumentar que a função é comissionado, o que dá maior liberdade para a escolha, citando um precedente formado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o Sistema Prisional de Roraima, no Norte do Brasil.

A juíza, porém, entendeu que o caso citado não se aplica à situação da Paraíba e que a natureza comissionada do cargo não dispensa o cumprimento das exigências legais.

“A discricionariedade administrativa não autoriza o afastamento de requisitos legais expressamente estabelecidos pelo legislador”, destacou a magistrada na sentença.

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Brasil

Vorcaro chamou Bolsonaro de ‘beócio’ e ‘idiota’ e reclamou de post sobre o Banco Master

Foto: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal (PF), mostram que o dono do banco Master chamou Jair Bolsonaro de “beócio” e “idiota” ao reclamar de uma postagem feita pelo ex-presidente sobre suspeitas de fraude da instituição financeira.

O GLOBO teve acesso às trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e a sua então namorada, Martha Graeff. Em julho de 2024, Vorcaro diz a Martha que recebeu mais de mil mensagens no Instagram depois de o ex-presidente postar uma reportagem do GLOBO sobre gerentes da Caixa Asset que haviam barrado um negócio arriscado de R$ 500 milhões com o Master e perdido o emprego.

“Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu Bolsonaro, na ocasião.

Na conversa com a então namorada, Vorcaro critica Bolsonaro e sugere que o ex-presidente fez a postagem com intuito de criticar o PT.

“O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado”, escreveu o ex-banqueiro. “Postou aonde?”, pergunta Martha. “No tweeter dele (sic). Idiota”, responde ele. “Wow não acredito”, diz ela.

Na sequência, Vorcaro indica que “todos os amigos”, incluindo Ciro, numa referência ao ex-ministro do governo Bolsonaro e atual senador Ciro Nogueira (PP-PI), fizeram contato com o ex-presidente para tentar remediar a situação.

“Mas nao tinha como tirar. Cara é um beocio. Alguem falou que era coisa PT [e] ele postou”, afirma Vorcaro.

O termo “beócio” remonta à pessoa natural da Beócia, região da antiga Grécia ao Norte e Noroeste da Ática. Os habitantes da região eram considerados iletrados por vizinhos, num preconceito regional que fez o gentílico passar a ser usado para caracterizar alguém ignorante, que não possui conhecimentos suficientes em determinado segmento.

O ex-banqueiro voltou a ser preso nesta quarta-feira, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Os desdobramentos do caso evidenciam um amplo esquema de fraude. As investigações apuram se foram praticados os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e manipulação de mercado e lavagem de capitais.

Enquanto a primeira fase da ação, deflagrada em 18 de novembro do ano passado, resultou na prisão de Vorcaro — solto 11 dias depois, com tornozeleira eletrônica —, a terceira explorou os laços do ex-banqueiro, com operações de busca e apreensão, entre familiares e empresários. A PF também encontrou ameaças e menções a autoridades da República no celular do ex-banqueiro.

InfoMoney

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CMJP

Câmara de João Pessoa deve analisar projeto que regula publicidade de patrocinadores em eventos públicos

A Câmara Municipal de João Pessoa recebeu, nesta quinta-feira (5), um projeto de lei que estabelece regras para a divulgação de marcas de patrocinadores em eventos públicos realizados na capital. A proposta é de autoria do vereador Milanez Neto (MDB).

Pelo texto, empresas patrocinadoras poderão divulgar suas marcas ou produtos em um raio de até 500 metros do local do evento. A publicidade, no entanto, deverá respeitar a legislação municipal já existente, especialmente em relação aos locais permitidos e ao tamanho das peças publicitárias. Nos casos de produtos ou serviços destinados apenas a maiores de idade, a propaganda deverá informar claramente a restrição etária.

O projeto também prevê penalidades para quem descumprir as regras, como advertência por escrito, multa entre R$ 5.237 e R$ 52.370 e até cassação do alvará de funcionamento. Se aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito, o texto passará a valer após publicação oficial e poderá ser regulamentado pela Prefeitura.

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Vorcaro cita encontro com Hugo Motta e ministros do STF; veja os trechos

Mensagens trocadas entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua namorada, Martha Graeff, mostram que o ex-banqueiro teve encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Nas conversas, obtidas pelo Poder360, Vorcaro cita um jantar com “Hugo e 6 empresários” na “residência oficial”. O evento foi em 26 de fevereiro de 2025, menos de 1 mês depois de Motta ter sido eleito presidente da Câmara.

Há menções a pelo menos 5 encontros com “Hugo”, a maioria deles de madrugada. Em uma das mensagens, o fundador do Master diz que encerrou um encontro com “Hugo” às 3h. Em outra, enviada às 2h24, afirma estar em reunião com “Hugo”. Não é possível saber se as menções eram a Hugo Motta.

As conversas são de 2 de outubro de 2024 a 31 de agosto de 2025.

Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Martha Graeff

 

Depois de ter apresentado a emenda, o senador recebeu uma ligação do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que explicou que a autoridade monetária considerava a proposta inadequada para o mercado. Ciro aquiesceu e o projeto nunca andou para a frente.

Em 4 de agosto de 2025, Vorcaro cita uma ida à residência oficial do Senado, onde vive o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na conversa, ele diz a Martha que fez uma surpresa ao aparecer no local.

Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Martha Graeff

MENÇÕES A MINISTROS

Os diálogos também têm pelo menos 13 menções a encontros com ministros. Não está claro se são ministros de Estado ou de tribunais superiores.

Há citações a jantares e reuniões para ministros na casa de Vorcaro. Em um dos relatos, o ex-banqueiro diz que um ministro deixou sua casa às 2h.

Vorcaro também conta, em 1º de fevereiro de 2025,  sobre um encontro reservado na residência de um ministro: “Fui num inner circle com 10 pessoas apenas na casa de um ministro. Sem ninguém ver ou saber. Me prestigiaram muito e ficaram felizes de eu ter vindo prestigiar”. 

Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Martha Graeff

Em 24 de abril de 2024, o ex-banqueiro se gabou para a namorada por levar ministros do STF para Londres. A data da troca de mensagens é a mesma do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres e financiado pelo Master com a cúpula do Judiciário, incluindo Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Até o momento, Hugo ainda não se pronunciou sobre o caso.

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Política

PGR arquiva caso das joias sauditas de Jair Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues

Chefe da PGR, Paulo Gonet enviou parecer a Alexandre de Moraes, no STF, em que se posiciona pelo arquivamento do caso que investigava o suposto desvio de joias e presentes de alto valor recebidos por Jair Bolsonaro no governo passado.

Em documento assinado em 4 de março de 2026, a PGR argumenta que a ausência de uma lei clara sobre a propriedade desses bens impede a caracterização do crime de peculato.

No parecer de 16 páginas obtido pelo Radar com exclusividade, Gonet destaca que não existe uma lei formal que defina com clareza se presentes recebidos pelo Chefe de Estado pertencem à União ou ao acervo privado do presidente.

“Não existe normação, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras. Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens”, diz Gonet.

“O tipo penal previsto no art. 312 do Código Penal incrimina a conduta do funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, valor ou bem móvel, público ou particular, de que tenha a posse em razão do cargo. A norma se assenta no elemento normativo essencial de ser alheia a propriedade do bem de que o funcionário se assenhora. Daí que, para a persecução penal ter curso, ser imprescindível que esteja definido que os presentes entregues ao presidente da República não são dele, mas da União. A configuração do delito torna indispensável, portanto, a definição jurídica prévia da dominialidade do bem, a ser extraída do ordenamento extrapenal. Neste passo, sem dúvida que a incerteza jurídica sobre a titularidade do bem constitui fator relevante para a viabilidade da ação penal”, segue Gonet.

Há duas semanas, o Radar mostrou que Gonet se encaminhava para concluir o trabalho sobre o material reunido pela Polícia Federal. O caso teve origem em relatórios da PF que apontaram um esquema para desviar e vender bens entregues por autoridades estrangeiras.

Entre os itens citados estão o “kit ouro rosé” da marca Chopard, um relógio Rolex de ouro branco, esculturas douradas e outras joias recebidas em viagens à Arábia Saudita e ao Bahrein.

Segundo o indiciamento da PF, os bens teriam sido levados aos Estados Unidos no avião presidencial e encaminhados para casas de leilão.

O general Mauro Cesar Lourena Cid teria auxiliado seu filho, Mauro Cid, no armazenamento e venda dos itens, repassando os valores em espécie para o ex-presidente.

A PF indiciou Bolsonaro e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Apesar de reconhecer o trabalho “inteligente e diligente” da PF na apuração dos fatos, o chefe da PGR afirma que não há base jurídica para uma denúncia criminal.

“Os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados a venda a terceiros não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”, diz Gonet no despacho de 16 páginas.

Manifestação das defesas

A defesa do coronel Marcelo Câmara e do comandante Marcelo Vieira, ambos representados por Eduardo Kuntz, comemora o parecer e se disse segura de que o STF seguirá a recomendação da PGR. “Este procedimento, assim como o da baleia, nunca deveria ter sido instaurado”, diz Kuntz.

Veja

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Política

Flávio Bolsonaro confirma presença em evento do PL, dia 22 em João Pessoa

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou que cumprirá agenda em João Pessoa ainda neste mês. Segundo o parlamentar, que esteve reunido com o deputado federal Cabo Gilberto nesta quarta-feira (4), o evento partidário está marcado para o dia 22 de março, às 10h, na Domus Hall.

“Dia 22, vamos estar na Paraíba. Vamos começar a mostrar em todo o Brasil, em especial na Paraíba, que há um caminho que o Brasil pode seguir, para que não seja esse caminho das trevas que estamos vendo acontecer. Não queremos mais aguentar tanta confusão, tanta criminalidade, tanta mentira por parte desse governo”, disse Flávio.

Com a confirmação do evento, a expectativa gira em torno da possível filiação do senador Efraim Filho, atualmente no União Brasil, ao PL, sigla pela qual ele deve disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano. Também estão confirmados no ato político o deputado estadual Wallber Virgolino, o comunicador Nilvan Ferreira, o presidente estadual da legenda, Marcelo Queiroga, além de outras lideranças da direita no estado.

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Brasil

HISTÓRIA MAL CONTADA?: Ramagem levanta suspeitas após suposta tentativa de suicídio de espião ligado a Vorcaro

Foto: Reprodução

O ex-deputado Alexandre Ramagem afirmou ser “altamente improvável” a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, dentro das dependências da Polícia Federal. O homem foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero e seria ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Em publicação nas redes sociais, Ramagem afirmou que casos como esse costumam ocorrer em momentos de crise envolvendo revelações de crimes graves. “Cometeu suicídio? Altamente improvável. É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema”, escreveu o ex-parlamentar.

Ainda segundo Ramagem, por estar sob custódia da Polícia Federal, o detido deveria receber proteção integral enquanto estivesse nas dependências da corporação, inclusive contra possíveis atos praticados contra si próprio.

Na mesma manifestação, o ex-deputado fez críticas duras às instituições brasileiras e disse que estruturas de poder estariam contaminadas por organizações criminosas. Ele também citou o ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas aos escândalos citados por ele, pedindo que o magistrado conduza os casos com rigor e atenção.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, “Sicário” teria tentado tirar a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Fontes ouvidas pela imprensa afirmaram que ele teria apresentado morte encefálica ainda na noite de quarta-feira, informação que não foi confirmada oficialmente pela unidade hospitalar onde o preso foi atendido.

De acordo com os investigadores, Mourão atuava como uma espécie de espião particular de Vorcaro, responsável por monitorar pessoas consideradas rivais ou críticas ao banqueiro, coletando informações e realizando vigilância em nome do empresário.

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Política

Presidente do PT defende investigação da PF contra Lulinha: “Ninguém está acima da lei”

Edinho Silva

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta quarta-feira (4) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve ser investigado e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “tranquilo” quanto à quebra de sigilo envolvendo o filho, aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 26 de fevereiro.

“Ninguém está acima da lei. Se tem alguma dúvida do posicionamento, da conduta do Fábio, que é filho do presidente, que seja investigado como qualquer outro cidadão brasileiro. Comprove se Fábio tem alguma relação, no caso são as denúncias sobre o INSS, ou se não tem. Se não tiver, o que nós queremos é que se venha a público e diga que não tem nada encontrado, nada foi comprovado”, declarou em entrevista ao canal de notícias SBT News.

O PT pediu que a votação fosse anulada, mas o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), manteve a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha. Edinho minimizou a medida: “Quebra de sigilo é um processo normal nas democracias. Por isso, sou defensor da democracia”.

O dirigente petista, por sua vez, disse que a quebra de sigilo não significa que haja culpa e defendeu preservar o direito à ampla defesa do filho de Lula. “É muito fácil você destruir as pessoas. Tem uma denúncia, uma suspeita, as pessoas são destruídas politicamente. […] No Brasil, infelizmente, as pessoas condenam antes de qualquer defesa. Isso é muito ruim”, disse.

Para ele, as investigações não devem afetar Lula. “Não tenho menor preocupação de que esse ambiente de investigação prejudique o presidente Lula. Quem mais defende que as denúncias sejam apuradas é o presidente Lula”, declarou.

Segundo Edinho, há um fortalecimento de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Poder360

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