Brasil

R$ 3,5 BILHÕES PARADOS: Dinheiro da segurança pública encalha enquanto violência avança no país

Foto: Agência SP

Mais de R$ 3,5 bilhões destinados à segurança pública seguem sem uso no Brasil, mesmo diante do avanço da criminalidade. Levantamento do Instituto Rui Barbosa aponta que R$ 3,57 bilhões do Fundo Nacional de Segurança Pública ainda não foram aplicados em ações de combate à violência.

A informação é da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles. Entre 2019 e 2025, quase R$ 7 bilhões foram repassados a estados e ao Distrito Federal, mas quase metade desse valor permanece parada e pode até ser perdida. A situação acendeu o alerta de órgãos de controle, que veem falhas graves na execução dos recursos.

Diante do cenário, 23 Tribunais de Contas decidiram realizar uma auditoria nacional para investigar o destino dos valores. A ação será coordenada pelo comitê do IRB em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Os recursos poderiam ser utilizados em áreas estratégicas, como inteligência policial, combate ao crime organizado, enfrentamento à violência contra a mulher, além da compra de equipamentos, viaturas e modernização de estruturas das forças de segurança.

Além do desperdício, há o risco de perda definitiva do dinheiro caso os prazos legais não sejam cumpridos. Estados precisam comprovar a execução mínima dos valores recebidos, sob pena de ver bilhões voltarem aos cofres da União sem qualquer impacto real na segurança da população.

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Paraíba

Governo pune faculdades de medicina da Paraíba por baixo desempenho no Enamed

Atividade médica – (Foto ilustrativa) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta terça-feira (17), a lista de instituições punidas por baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica. Na Paraíba, a Afya Faculdade de Ciências Médicas e a Faculdade Nova Esperança terão que reduzir em 25% o número de novos alunos de Medicina e estão impedidas de fechar contratos por meio de Financiamento Estudantil (Fies).

Além dessas medidas, as instituições não podem mais protocolar processos regulatórios para antecipar o aumento de vagas ofertadas e estão proibidas de participar de programas federais de acesso ao ensino.

As portarias fazem parte do primeiro processo de supervisão do desempenho das faculdades no Enamed. As punições e as avaliações foram realizadas pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC.

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) disse, em nota, que “manifesta preocupação com o conteúdo das portarias publicadas” e cobrou atenção do Ministério quanto “aos impactos no ambiente regulatório”.

O que é o Enamed

O Enamed verifica se os estudantes concluintes dos cursos de Medicina adquiriram as competências e habilidades exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs).

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Brasil

PESQUISA QUAEST: 56% afirmam já ter definido voto para presidente; 43% dizem que podem mudar

Veja números:

  • Já definiram o voto: 56%;
  • Ainda podem mudar de candidato: 43%;
  • Não sabem/não responderam: 1%.

Eleitores de Flávio Bolsonaro

O levantamento também perguntou aos entrevistados que afirmam votar no senador Flávio Bolsonaro (PL) se a escolha está definida ou se ainda pode mudar.

Veja números:

  • Dizem que o voto está definido: 63%;
  • Afirmam que podem mudar de candidato: 36%;
  • Não sabem/não responderam: 1%

Eleitores de Lula

A pesquisa também analisou o grau de definição do voto entre entrevistados que afirmam votar no presidente Lula (PT).

Veja números:

  • Dizem que o voto está definido: 67%;
  • Afirmam que podem mudar de candidato: 31%;
  • Não sabem/não responderam: 2%.

Com informações de g1

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MPPB

MP aciona Vitor Hugo por discriminar pessoas em situação de rua em João Pessoa



					MP aciona Vitor Hugo por discriminar pessoas em situação de rua em João Pessoa
(Foto: Plínio Almeida/TV Cabo Branco)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação contra o secretário de Turismo de João Pessoa, e ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo. A ação indica que o secretário teria dito falas discriminatórias contra pessoas em situação de rua e foi proposta pela promotora Fabiana Lobo.

As falas foram em um trecho do discurso de Vitor Hugo durante uma audiência sobre a população pessoense em situação de rua, que aconteceu na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) em outubro do ano passado. Na tribuna, o secretário afirmou que não era correto que moradores levassem refeições diariamente para as pessoas em situação de rua.

“Elas (pessoas em situação de rua) recebem todos os dias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Além disso, ainda chega para eles: roupas, agasalhos, colchão, travesseiro e material de higiene. Nós, gestores, quando vamos atuar com o vigor da Lei e da força, lá vem o Ministério Público em cima da gente. Quem mora um quarteirão depois da praia, não se incomoda porque não vê aquilo todos os dias, mas agrada a ele entregar um almoço ou jantar todos os dias. Isso não é correto. Temos que ter o olhar de entender que alimentar essas pessoas diariamente não é correto”, disse Vitor Hugo, na CMJP.

Na época, as falas geraram um Inquérito Civil, instaurado pelo MP. A ação movida na Justiça é um desdobramento desse inquérito.

Procurado pelo Blog, Vitor Hugo afirmou que não estava sabendo da ação movida pelo MP e que, na época em que o episódio aconteceu, um acordo foi feito e o inquérito havia sido arquivado.

Confira a nota enviada por Vitor Hugo

Informo que tomei conhecimento dos fatos mencionados exclusivamente por meio de veículos de imprensa, não tendo sido, até o presente momento, formalmente notificado por qualquer órgão competente a respeito do assunto.

Manifesto plena convicção de que os fatos relatados decorrem de um equívoco e não correspondem à realidade, tratando-se, portanto, de um mal-entendido que será devidamente elucidado.

Comprometo-me, desde já, a colaborar integral e irrestritamente com quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados, caso seja oficialmente notificado para tanto.

Por fim, declaro estar absolutamente tranquilo diante da situação, depositando total confiança nas instituições de Justiça e na certeza de que os fatos serão esclarecidos com a maior brevidade possível.

MP pede multa para Vitor Hugo

Na ação movida na Justiça, o MPPB pede que Vitor Hugo seja condenado por aporofobia, que é a rejeição a pessoas em situação de rua. Além disso, pede que ele seja multado em R$ 50 mil, que seriam revertidos para o Fundo Estadual de Direitos Difusos da Paraíba (FDD-PB).

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Paraíba

Mulher morre e quase 100 pessoas têm intoxicação alimentar após comer em pizzaria, no Sertão

Uma mulher de 44 anos teve a morte confirmada na manhã desta terça-feira (17) após apresentar um quadro de intoxicação alimentar depois de consumir uma pizza em um restaurante da cidade.

A vítima estava internada no Hospital Regional de Pombal desde a segunda-feira (16) e, segundo a unidade de saúde, deu entrada apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal e “apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave”.

Os casos de intoxicação alimentar começaram a ser relatados no domingo (15) e até a segunda-feira (16), o total de pessoas que procuraram atendimento médico no Hospital Regional e em uma das unidades de pronto atendimento (UPA) da cidade por conta dos sintomas chegou a 94.

A prefeitura de Pombal confirmou na segunda-feira (16), através de uma nota divulgada à imprensa, que a pizzaria foi interditada e que uma vistoria técnica no local. Materiais e insumos foram coletados e encaminhados para análise tanto da Vigilância Sanitária quanto pela Vigilância Epidemiológica do município.

O caso foi encaminhado para a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que dará continuidade às investigações.

Até o momento da publicação desta matéria, a pizzaria ainda não havia se manifestado sobre o ocorrido.

Portal Correio

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Brasil

Pressionado, Lulinha se coloca à disposição para depor e tenta evitar medidas do STF

O empresário Fábio Luís Lula da Silva decidiu adotar uma postura mais ativa diante das investigações sobre a chamada “farra do INSS” e se colocou à disposição para prestar depoimento ao Supremo Tribunal Federal.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. A iniciativa partiu do advogado Marco Aurélio de Carvalho, que se reuniu na última semana com o ministro André Mendonça, relator do caso. No encontro, realizado no gabinete do magistrado, a defesa reforçou confiança na condução do processo e sinalizou que Lulinha quer colaborar espontaneamente com as investigações.

Segundo o advogado, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende esclarecer qualquer dúvida sobre possível envolvimento, direto ou indireto, em irregularidades. A estratégia busca demonstrar boa-fé e reduzir a pressão no inquérito.

A movimentação ocorre após a própria defesa admitir publicamente que Lulinha viajou a Portugal, em 2024, ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A relação, até então negada, passou a ser tratada de forma mais transparente.

Nos bastidores, a avaliação é que a postura colaborativa tenta evitar que o ministro André Mendonça adote medidas cautelares contra o empresário, enquanto as investigações seguem avançando.

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Polícia

Polícia Federal investiga fraudes em concursos públicos na Paraíba e mais dois estados

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Concorrência Simulada, com o objetivo de combater organização criminosa que se dedica à fraude em concursos públicos e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em cidades na Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em concurso público, concussão, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.

Foram identificadas fraudes em concursos diversos tais como Tribunais, Universidades, Policias Civil e Militares dentre outros. Servidores públicos de alto escalão que atuavam junto ao grupo criminoso também foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Blog do BG PB      

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Brasil

Banco Master emprestou pelo menos R$ 22 mi para cunhada de Hugo Motta

Marketing: por que Motta insistiu na aprovação do PL Antifacção

A cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões com o Banco Master em março de 2024. O valor foi utilizado para comprar o terreno de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa (PB) que será loteado e transformado em um novo bairro.

Bianca Medeiros é irmã da esposa de Hugo Motta, Luana Motta. Em 8 de março de 2024, ela comprou todas as cotas da ETC Participações, cujo capital social era R$ 100 mil, de acordo com documentos da Junta Comercial de São Paulo.

Uma semana depois, em 15 de março, Bianca assinou um contrato de empréstimo com o banco de Daniel Vorcaro, dando as cotas da ETC como garantia. O último documento público da empresa, registrado na Junta Comercial da Paraíba em dezembro de 2024, listava o empréstimo a ser pago.

O crédito serviu para comprar, em abril de 2024, um terreno de mais de 400 hectares de uma fábrica de cimento desativada em João Pessoa, informou Bianca à Folha por mensagem de texto. O espaço é quase o triplo do parque Ibirapuera, em São Paulo, e abrigará um novo bairro da capital paraíbana.

O valor pago pelo terreno foi de R$ 45 milhões, mas o valor fiscal dele é de R$ 101 milhões, de acordo com as matrículas do imóvel. O valor fiscal é calculado pela prefeitura e é utilizado para pagamento de impostos. Em outros casos verificados pela reportagem, essa cifra costuma ser menor do que o valor de mercado.

Os terrenos estão divididos em cinco matrículas. Uma delas foi comprada por uma subsidiária da ETC, que tem Bianca como única sócia, ao custo de R$ 14,8 milhões. As outras quatro tiveram valores pagos por outra empresa, a AJC, da qual Bianca tem 25% por meio da ETC.

Essa é a primeira conexão financeira entre uma pessoa ligada à família do presidente da Câmara e o Banco Master.

A cunhada de Hugo Motta disse, por meio de sua assessoria, que “o contrato de crédito mencionado pela reportagem foi celebrado em condições usuais de mercado, mediante garantias fiduciárias compatíveis com o valor da operação e com previsão de quitação no curso normal do contrato, conforme as cláusulas pactuadas entre as partes”.

Questionada, ela não informou o valor ou as condições de quitação.

“A escolha da instituição financeira decorreu exclusivamente de condições negociais e operacionais apresentadas à época da contratação”, acrescentou. “A operação foi realizada por empresa regularmente constituída e que não possui qualquer relação societária, comercial ou de gestão com o deputado Hugo Motta”.

Ela disse também “que integra família com décadas de atuação empresarial no estado da Paraíba, com investimentos realizados ao longo dos anos em diferentes setores da economia”.

Motta afirmou que “não possui nenhuma associação financeira direta com o Banco Master”. Ele acrescentou que não tem nenhuma relação societária com a ETC. A Folha procurou a assessoria de comunicação de Vorcaro por mensagem de texto e por email, mas não houve resposta.

Bianca foi indicada por Hugo Motta para cargos comissionados no extinto Ministério da Cidadania na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, o presidente da Câmara era líder do Republicanos.

Ela foi assessora na Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva entre abril de 2021 e agosto de 2022, com salário de R$ 9.900. Depois disso, foi assessora no gabinete do ministro entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, com vencimentos de R$ 12 mil.

A pasta era comandada por João Roma, que era do mesmo partido de Motta. Ele deixou a sigla para entrar no PL em março de 2022 e concorrer ao governo da Bahia. No seu lugar ficou Ronaldo Bento, também filiado ao Republicanos.

De acordo com o currículo enviado por Bianca para o ministério à época, ela é formada em gestão hoteleira, com um MBA em gestão empresarial.

Antes de assumir o cargo na pasta, ela tinha como experiência cinco meses como supervisora de hospedagem no Vila Galé de Angra dos Reis e sete anos como analista administrativa na Fronteira Indústria e Comércio de Minerais. Bianca é sócia da Fronteira com Luana Motta, a esposa de Hugo Motta.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicaram que o banqueiro e Motta jantaram juntos na residência oficial da Câmara após o parlamentar ser eleito para presidir a Casa, em fevereiro de 2025.

No fim de fevereiro deste ano, Motta descartou abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. Ele também defendeu a atuação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli quando o magistrado era relator do processo.

A ETC era sediada em São José dos Campos (SP) na época em que Bianca a adquiriu, mas mudou para João Pessoa em outubro de 2024. Bianca vive na capital paraibana.

O nome da empresa vem das iniciais do dono anterior, Eduardo Teixeira Costa, que deixou a companhia após vendê-la para Bianca. Procurado, ele disse que não poderia falar sobre a ETC porque tinha vendido a companhia.

Em 14 de agosto de 2025, a ETC injetou R$ 8,6 milhões em outra empresa, a AJC Participações. Com a aplicação, a empresa da cunhada de Hugo Motta passou a deter quase 25% da AJC.

O restante é da Santa Helena, empresa sediada em Minas Gerais. O empresário brasiliense Rodrigo Rosa está registrado na Receita Federal como administrador da companhia.

Procurado pela Folha por telefone no dia 4 de março, Rosa atendeu a ligação e pediu para entrar em contato novamente em 30 minutos. Depois disso, não atendeu mais em duas ligações no mesmo dia e mais duas ligações no dia 6 de março. Ele também não respondeu a mensagem enviada em 4 de março.

Folha de São Paulo

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Brasil

“País sério afastaria Moraes”, diz presidente da CPMI do INSS ao subir o tom contra o STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, elevou o tom nesta segunda-feira (16) ao afirmar que o ministro Alexandre de Moraes deveria ser afastado do cargo enquanto durarem as investigações envolvendo o chamado Caso Master. Segundo ele, a medida seria padrão em “qualquer país sério”.

A declaração ocorre após a revelação de que mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro teriam sido enviadas a um número funcional do Supremo Tribunal Federal. De acordo com Viana, a autenticidade do número já foi confirmada, restando agora identificar quem utilizava o telefone no momento da troca.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador afirmou que pretende acionar oficialmente o STF para obter essa informação. A suspeita levantada é de que o contato estaria ligado a Moraes, hipótese negada pelo próprio ministro.

As mensagens teriam sido enviadas no dia da prisão de Vorcaro. No conteúdo, o banqueiro menciona ter tentado “salvar” uma operação envolvendo o Banco Master e questiona se havia alguma novidade. Como a conversa ocorreu em modo de visualização única, não há registro das respostas.

Em nota, Moraes negou qualquer contato com o investigado e classificou a informação como falsa. Segundo o ministro, trata-se de mais uma tentativa de atingir a imagem do STF em meio às apurações em curso.

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Brasil

Defesa de Lulinha admite que viagem à Portugal foi paga pelo “Careca do INSS”

Foto: Reprodução

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, informou ao ministro André Mendonça, do STF, que a viagem do filho do presidente Lula (PT) a Portugal teve despesas pagas pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de envolvimento em esquema de desvios relacionados a aposentados.

As informações foram apresentadas formalmente nesta segunda-feira (16) ao STF, segundo a defesa. De acordo com os advogados, a manifestação ocorreu no âmbito de apuração que tramita na Corte.

O advogado Guilherme Suguimori afirmou à CNN Brasil que Lulinha não firmou qualquer negócio com o empresário nem recebeu valores além das despesas da viagem. Segundo a defesa, não houve relação comercial entre as partes.

De acordo com a petição enviada ao Supremo, Lulinha afirma que conheceu Antônio Carlos por intermédio de uma amiga, em 2024, e que o empresário foi apresentado como atuante no setor farmacêutico. A defesa também informou que o interesse inicial na aproximação teria relação com um projeto ligado à produção de canabidiol medicinal, tema mencionado na manifestação.

Até o momento, conforme informações apresentadas pela defesa, Lulinha nega ter conhecimento de qualquer irregularidade atribuída ao empresário no âmbito das investigações relacionadas ao INSS.

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