
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou dois procedimentos nesta quarta-feira (13) para investigar o prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), por uso ilegal dos recursos da Câmara do município para “influenciar” o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que cassou o ex-prefeito André Coutinho.
Além do então presidente da Câmara, o MP investiga a participação de Fernando Sobrinho, à época Secretário Municipal de Indústria e Comércio, e Diego Carvalho. O documento foi assinado pelo promotor Ronaldo Guerra, da 4ª Promotoria de Justiça de Cabedelo.
O MPPB cita uma denúncia apontando que, posteriormente à realização de uma viagem à Brasília/DF, vieram a público vídeos nos quais haveriam tratativas relacionadas ao julgamento, indicando que a viagem teria como finalidade a contratação de escritório de advocacia.
“Os interlocutores fariam referências à necessidade de “garantir” determinado resultado, à existência de suposto “acesso”, bem como ao início de movimentações destinadas a “mexer os pauzinhos”, circunstâncias que, embora ainda dependentes de aprofundamento investigatório, revelam potencial relevância para a tutela da moralidade administrativa”, destacou o promotor.
O órgão também aponta que o prefeito afastado, Edvaldo Neto, teria utilizado com passagens aéreas e diárias acima de 7 mil reais, o que, para o MP, é visto como um desvio de finalidade na utilização dos recursos públicos empregados para o custeio. A viagem, realizada no dia 09 de outubro de 2025, ocorreu sob a justificativa de “agenda institucional”.




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