O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu manter o senador Flávio Bolsonaro (PL) como nome da direita até o fim da disputa presidencial de 2026, mesmo diante de pressão política, isolamento partidário ou queda nas pesquisas.
A estratégia teria sido definida em conversas reservadas da família Bolsonaro e já movimenta aliados em Brasília, conforme informações do Metrópoles.
Segundo interlocutores próximos à família, a ordem é não recuar em nenhum cenário durante a campanha presidencial. A avaliação do ex-presidente é de que abandonar a disputa no meio do caminho passaria imagem de fraqueza para a base conservadora.
A avaliação de Bolsonaro seria que o filho ainda possui uma trajetória jovem na política, chegando a usar como exemplo as tentativas sucessivas do próprio presidente Lula (PT) antes de vencer pela primeira vez em 2002.
Aliados próximos afirmam que o ex-presidente pretende conduzir pessoalmente os principais movimentos políticos da campanha, mantendo forte influência sobre decisões estratégicas e alianças estaduais.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na noite dessa sexta-feira (15), um alerta laranja para chuvas intensas em 13 cidades da Paraíba. Além disso, o órgão também renovou o alerta amarelo que abrange quase todo o estado.
O aviso amarelo teve início à meia-noite desta sexta-feira e segue válido até as 23h59 do sábado (16). Já o alerta laranja foi divulgado às 18h e permanece ativo até o fim do mesmo dia.
O esperado é que as chuvas atinjam entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos fortes entre 40 e 60 km/h. De acordo com o Inmet, há possibilidade de queda de galhos de árvores, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia, embora o risco seja considerado baixo.
Um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas podem encarecer imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.
O levantamento calcula impacto anual de R$ 20,3 bilhões caso as horas reduzidas sejam compensadas com pagamento de horas extras.
Segundo a entidade, a mão de obra representa cerca de 60% do custo das moradias populares. Com a mudança, o setor estima aumento de até 15% nos gastos com trabalhadores, o que pode elevar o preço final dos imóveis e dificultar o acesso da população de baixa renda à casa própria.
A pesquisa também estima perda de quase 600 milhões de horas trabalhadas por ano. Para manter o ritmo atual das obras, o setor vê três alternativas: contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores, com custo adicional de R$ 13,5 bilhões por ano; ampliar o uso de horas extras; ou reduzir o ritmo das construções, com atrasos nas entregas e queda de produtividade.
A CBIC afirma ainda que o cenário de baixo desemprego pode dificultar novas contratações. A taxa de desemprego terminou 2025 em 5,1%, o menor índice da história do país.
Outro ponto destacado pelo estudo é o avanço dos custos da construção acima da inflação. Enquanto o IPCA acumulou alta de 4,44% em 12 meses até janeiro de 2026, o custo da mão de obra da construção civil subiu 8,93% no mesmo período.
A entidade defende que mudanças na jornada de trabalho sejam acompanhadas de medidas para aumentar a produtividade do setor.
EmAcciona venceu o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para a prestação dos serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios da Paraíba. Alexandre Almeida BNDES
A empresa vencedora do leilão promovido pela Cagepa, nesta sexta-feira (15) na Bolsa de valores de São Paulo, já foi citada em um escândalo de corrupção na Espanha. O caso, que foi investigado pela Polícia Federal daquele país, envolve o pagamento de propina de € 620.000 a líderes do Partido Socialista, numa trama que envolve um ex-ministro. O dinheiro teria sido pago pela empreiteira Acciona em favor do ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos.
O grupo espanhol já mantém contratos aqui no Brasil. O maior deles com o Governo Tarcísio de Freitas, em São Paulo, para construir a Linha 6 do metrô, no valor de R$ 19 bilhões. Na área de saneamento a empreiteira atua em Pernambuco, Paraná e Espírito Santo.
Em nota sobre o tema, enviada à coluna de Lauro Jardim de ‘O Globo’, ano passado, a empresa afirmou que “o ex-funcionário Fernando Agustín Merino Vera, citado nos procedimentos judiciais, foi demitido em 12 de abril de 2021. A ACCIONA abriu investigação interna para esclarecer os fatos e apurar, se for o caso, as responsabilidades pessoais cabíveis.Esclarece, ainda, que em todas as UTEs (consórcio temporário de duas ou mais empresas para atuar em projetos específicos) das quais participa, há compromissos formais de conformidade e ética, auditados regularmente”.
A Parceria Público-Privada (PPP) entre a Cagepa e a empresa prevê investimentos de R$ 3 bilhões em 85 cidades paraibanas, no Litoral e Alto Piranhas. A previsão do Governo é alcançar os 90% em termos de saneamento básico, índice que hoje não passa de 46,4% e 6,7%, nas duas regiões respectivamente.
O formato de PPP foi o encontrado pelos Estados para buscar o cumprimento do Marco do Saneamento Básico. Participando do leilão, o governador Lucas Ribeiro comemorou o resultado.
Mas a oposição tem feito críticas duras à forma como o certame foi executado. Eles questionam o fato de somente uma empresa ter disputado o leilão e dizem temer que os demais municípios que não irão receber Capital privado fiquem esquecidos. Os oposicionistas também levantam suspeitas sobre a transação e o fato dela ter ocorrido às vésperas das eleições.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) manifestou preocupação com o que classificou como o “início do processo de desestatização da Cagepa, considerado pela entidade como um dos momentos mais delicados da história da classe trabalhadora dos serviços de saneamento público paraibano”.
O governador Lucas Ribeiro participou, nesta sexta-feira (15), em São Paulo, da consolidação da parceria público-privada que vai ampliar os serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios da Paraíba. O projeto prevê R$ 3 bilhões em investimentos ao longo dos próximos 25 anos.
A parceria foi estruturada pelo Governo da Paraíba, pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A operação será feita pelo grupo espanhol Acciona, vencedor do processo.
A expectativa é beneficiar até 1,7 milhão de pessoas, ampliar a cobertura de esgotamento sanitário para 90% até 2039, além da construção de 104 estações de tratamento de esgoto, mais de 2,8 mil quilômetros de redes coletoras e cerca de 566 mil novas ligações domiciliares. O abastecimento de água seguirá sob responsabilidade da Cagepa.
Um laudo feito por uma empresa particular no condomínio Reserve Altiplano I, em João Pessoa, apontou o uso de fita isolante na corrediça de um dos elevadores e também a falta de freios em um equipamento no residencial onde um elevador caiu e deixou uma mulher paraplégica, além de duas crianças feridas
A perícia foi feita entre os dias 14 e 15 de janeiro de 2026, antes do acidente que aconteceu nesta semana, e foi considerada na decisão judicial que determinou que a construtora GGP substituísse integralmente os elevadores do local, sob pena de multa.
No documento, a empresa aponta que o uso de fita isolante aconteceu pelo desgaste das corrediças e apontou que essa prática deveria ser corrigida em um elevador do Bloco B do condomínio. Não se sabe se esse equipamento era onde a mulher e as crianças estavam durante a queda e nem se o problema foi corrigido após o laudo. A utilização da fita é tratada como um defeito no documento e que as corrediças do elevador em questão precisariam ser substituídas.
Outro problema apontado pela vistoria técnica da empresa contratada foi a não conformidade do sistema de freios de segurança em um outro elevador. A situação do equipamento, conforme o relatório à época, é de que ele estava parado. A inspeção ressaltou que uma mola do freio estava com pouca pressão e não havia contato do freio de segurança.
Na conclusão do relatório, um dos peritos apontou o seguinte sobre um elevador:
“Os principais problemas identificados são a capacidade da máquina de tração, as características ou ausência do sistema de freio de segurança, circuitos de segurança inexistentes ou inoperantes, ausência de para-choques, além de oportunidades de melhorias e necessidade de intervenções que impactam no funcionamento diário e evitam futuras paralisações”, diz a conclusão do laudo.
Esse problema nos freios foi classificado como de alta prioridade, para ser resolvido de forma urgente. Também não se sabe se os problemas foram corrigidos após o laudo e também se o elevador onde a mulher caiu tinha o mesmo problema.
Procurada, a construtora disse que ainda não recebeu nada sobre o processo. Anteriormente, no entanto, em nota, a construtora disse que “a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos” e que “permanece à disposição das autoridades competentes e da administração condominial para colaborar com as apurações em curso”.
A avaliação sobre governo é o principal ponto de fragilidade da imagem do Brasil, segundo levantamento global da consultoria OnStrategy sobre a imagem do país em 2026. A pesquisa Marca Brasil é a maior já produzida sobre a reputação do Brasil. Foram entrevistados pela OnStrategy 192.400 brasileiros e 278.200 estrangeiros de forma online — entre cidadãos, executivos de empresas, jornalistas, influenciadores e autoridades entre outubro de 2025 e março de 2026.
Os dois indicadores aparecem entre os piores desempenhos tanto na percepção de brasileiros quanto de estrangeiros. Já a avaliação de estilo de vida e segurança aparece com a nota 5,4 para brasileiros, enquanto os estrangeiros classificam o tema com 4,4.
Instabilidade política e social
Ainda segundo o levantamento, a percepção de instabilidade no ambiente político, econômico e social brasileiro aparece como um dos principais fatores que limitam a melhora da imagem do país no exterior e entre os próprios cidadãos.
Para os brasileiros, o ambiente político, econômico e social recebe a nota 5,5. Para os estrangeiros, esse âmbito registra 5,2.
As entrevistas internacionais da pesquisa foram feitas com cidadãos do México, Argentina, EUA, Canadá, China, Japão, Índia, Emirados Árabes, África do Sul, Angola, Moçambique, Rússia, Reino Unido, Suíça, Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia, Holanda, Grécia, Bélgica, Portugal, Suécia, Áustria e Dinamarca.
Fundada em 2009 e sediada em Lisboa, a OnStrategy é uma consultora multidisciplinar de brand value management, focada na criação, construção e otimização do valor econômico e financeiro de negócios e marcas.
O show do cantor Henry Freitas, que acontecia na noite desta sexta-feira (15), em João Pessoa, foi cancelado no meio do evento após uma ação da Secretaria de Meio Ambiente (Semam).
A festa, denominada “Arraiá do Henry Freitas”, era realizada no Lagoon Celebration, quando fiscais do órgão embargaram o local por supostas irregularidades ambientais denunciadas anteriormente.
A interdição aconteceu por volta das 00h30, pouco antes de Henry Freitas subir ao palco. Segundo relatos de pessoas que estavam no evento, a decisão pegou público, organização e até fornecedores de surpresa, já que não teria havido qualquer notificação prévia informando sobre a possibilidade de embargo ou suspensão da festa.
Com a determinação da Semam, o evento foi encerrado imediatamente e o público precisou deixar o local. Nas redes sociais, muitas pessoas reclamaram da forma como a situação foi conduzida, principalmente pelo fato da decisão ter ocorrido já durante a realização da festa,.
Até o momento, a Secretaria de Meio Ambiente não detalhou quais seriam as irregularidades identificadas no Lagoon e nem informou se o espaço já havia sido notificado anteriormente.
Em nota, a organização do evento criticou a medida e disse que vai acionar a justiça pedindo a liberação do local.
Na noite desta sexta-feira (15) o advogado Rinaldo Mouzalas, representante do grupo GP/Setai, se manifestou sobre o acidente com um elevador no Residencial Reserve Altiplano, em João Pessoa, que deixou uma mulher paraplégica.
“As causas do acidente não podem ser definidas por vídeos, manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com análise completa do histórico dos equipamentos”, disse.
O posicionamento adotado levanta mais questionamentos do que respostas. Enquanto uma mulher luta para sobreviver às consequências de uma tragédia que a deixou paraplégica, a empresa parece concentrar esforços em transferir responsabilidades, apontando para a necessidade de perícia nos equipamentos e sugerindo que a culpa poderia recair sobre a administração condominial. O problema é que os próprios moradores desmontam essa narrativa.
Nas redes sociais, moradores afirmam que os equipamentos já apresentavam sinais claros de precariedade há anos, o que reforça a suspeita de que o acidente não foi um episódio isolado, mas consequência de uma sucessão de negligências.
O silêncio da defesa sobre a qualidade dos equipamentos chama atenção. Em nenhum momento há uma explicação convincente sobre por que os elevadores, segundo denúncias dos próprios condôminos, estavam operando em condições consideradas inadequadas. Também não há esclarecimentos sobre possíveis falhas estruturais, sobre a escolha dos fornecedores ou sobre as sucessivas reclamações feitas pelos moradores ao longo do tempo.
Ao optar por uma estratégia baseada exclusivamente na transferência de responsabilidade, o Grupo GP enfrenta um desgaste público crescente. Isso porque o acidente ocorre em meio a um histórico já conhecido de ações judiciais envolvendo empreendimentos entregues com problemas estruturais e falhas apontadas por compradores.
O empresário Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Toinho da Braiscompany, voltou a movimentar as redes sociais após um longo período de silêncio público.
Em uma publicação considerada enigmática, Toinho escreveu a frase: “Nem todo silêncio é queda. Às vezes é reconstrução”. A postagem rapidamente repercutiu entre seguidores, investidores e internautas que acompanharam a trajetória da Braiscompany, investigada por suspeitas de esquema financeiro bilionário.
A mensagem foi interpretada por parte do público como uma possível tentativa de sinalizar recomeço ou reposicionamento após os desdobramentos judiciais envolvendo a empresa e seus dirigentes.
A Braiscompany ganhou projeção nacional prometendo altos rendimentos por meio de operações com criptoativos, atraindo milhares de investidores em diversos estados brasileiros. O caso se tornou uma das maiores investigações envolvendo criptomoedas no país.
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