Polícia

Polícia Civil da Paraíba enfrenta desafios operacionais após entrega de plantões e cargos

Polícia Civil da Paraíba enfrenta desafios operacionais após entrega de plantões e cargos

A segurança pública da Paraíba vive um momento de atenção após investigadores da Polícia Civil da Paraíba iniciarem a devolução de plantões extras e cargos de gestão. A medida ocorre em meio às discussões sobre o reajuste salarial de 3% anunciado pelo Governo do Estado, considerado pela categoria abaixo das expectativas e insuficiente para recompor perdas acumuladas ao longo dos anos.

De acordo com representantes dos investigadores, a adesão ao movimento tem sido significativa em diversas unidades, como seccionais, delegacias especializadas, distritais e Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM). Com a redução dos plantões extras, o funcionamento noturno e aos fins de semana pode sofrer ajustes, exigindo reorganização das escalas de trabalho.

A reivindicação dos servidores não se restringe ao percentual de reajuste anunciado. Nota técnica divulgada pela categoria aponta que a remuneração da carreira investigativa na Paraíba está entre as mais baixas do país, além de destacar diferenças internas entre os cargos. Segundo o documento, um investigador no final da carreira recebe valor significativamente inferior ao de um delegado em início de carreira, situação que impacta a atratividade da profissão e a permanência de servidores experientes.

A categoria também menciona reflexos na saúde física e mental dos profissionais e defende que a discussão salarial deve considerar a importância da atividade investigativa para o funcionamento da polícia judiciária.

A redução dos plantões ocorre em um período de maior demanda por serviços de segurança, com a aproximação das festividades de pré-carnaval em João Pessoa e em outros municípios.

Representantes dos investigadores afirmam que a devolução dos cargos e plantões busca chamar a atenção para a necessidade de diálogo e de soluções estruturais, de modo a preservar a continuidade e a qualidade de um serviço público considerado essencial para a sociedade

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Paraíba

João Pessoa está entre as 10 cidades brasileiras mais buscadas em pesquisas dos foliões no Google

Foto: Assessoria e Arquivo/SECOM

João Pessoa está em destaque entre as 10 cidades mais requisitadas para curtir o período de Carnaval de 2026. Desta vez, o ranking foi elaborado por meio de um estudo conduzido pela Esfera, programa de pontos do grupo Santander, que comprova que em novembro de 2025 já havia um ranking das cidades mais buscadas no Google. Conforme avaliação, os brasileiros têm buscado para o período um mix de diversão e descanso, e a Capital paraibana tem oferecido ao longo dos anos esses dois requisitos, que podem ser acrescidos pelo custo-benefício, com passagens aéreas e hospedagem mais dentro do bolso dos turistas, desde que feito com antecedência.

De acordo com o estudo, a tendência que une esses dois requisitos tem sido ampliada. Nessa avaliação, existem ao menos dois motivos que levam os brasileiros a se organizarem tão previamente. “O primeiro corresponde a um dos maiores feriados prolongados, que garante até cinco dias de pausa para diversão ou descanso. O segundo motivo, por sua vez, é a possibilidade de preços mais acessíveis em passagens e hospedagem quando o planejamento é feito antecipadamente”, pontua a Esfera.

O período carnavalesco em João Pessoa, por outro lado, segundo o secretário executivo de Turismo, Daniel Rodrigues, tem um incremento de projetos culturais que atraem milhares de pessoas, como o Folia de Rua e o Via Folia, que permitem a participação popular de forma praticamente gratuita, excetuando os blocos privados que apresentam como atrações astros do Axé como Bell Marques e Cláudia Leitte.

Ainda conforme o estudo da Esfera, os outros destinos em destaque são as cidades tradicionais como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), além de Ouro Preto (MG), Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e Brasília (DF), cada um com o seu perfil de público. Na referência feita a João Pessoa, “a cidade se destaca nacionalmente pela força da folia de rua. Um dos maiores blocos do mundo, o “Muriçocas do Miramar”, pertence a esse Carnaval.”

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Política

“FÉRIAS FORÇADAS”: Câmara de Campina adia início do ano legislativo para reforma em prédio



					Câmara de Campina adia início do ano legislativo para reforma em prédio
Plenário da Câmara Municipal de Campina Grande. (Foto: Divulgação)

O início dos trabalhos legislativos em Campina Grande vai demorar um pouco mais do que o previsto. Isso porque a Câmara Municipal (CMCG) adiou a abertura do ano legislativo para que obras de manutenção sejam feitas na Casa de Félix Araújo.

O início das atividades legislativas em 2026 estava previsto para o dia 3 de fevereiro. No entanto, por meio de uma nota oficial, a Câmara informou que as manutenções não puderam ser concluídas durantes o período de recesso parlamentar.

“Ainda conforme a mesa, a manutenção é inadiável, para a realização de reparos estruturais urgentes, atualização dos sistemas de segurança e medidas corretivas do ar-condicionado central, dentre outras ações que se mostram indispensáveis para o bom desenvolvimento dos trabalhos, bem-estar e segurança de servidores, vereadores e do público em geral”, diz a nota da Câmara de Campina.

O caso lembra a situação da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que precisou retomar seus trabalhos de forma remota, por conta de reformas no plenário da Casa.

A diferença é que em Campina Grande os trabalhos realmente foram adiados, sem a realização de sessões remotas. Uma nova data para a abertura do ano legislativo ainda será divulgada pela mesa diretora.

Até lá, os vereadores de Campina Grande seguem em “férias forçadas”.

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Trânsito

Busca pela CNH cresce quase 620% na Paraíba após mudanças nas regras



					Busca pela CNH cresce quase 620% na Paraíba após mudanças nas regras
Carteira nacional de Habilitação, CNH. /Agência Brasil

A busca pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na Paraíba cresceu 619,6% em janeiro na comparação entre 2025 e 2026. Na prática, o número de pedidos saltou de 4.445 para 31.988 em apenas um ano.

O aumento representa 27.543 novos requerimentos registrados em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são de um levantamento da Rádio CBN, solicitados à Assessoria Especial de Comunicação do Ministério dos Transportes.

O crescimento no estado acompanha uma tendência nacional observada após a atualização das regras para emissão do documento. Em todo o país, o número de novos pedidos de CNH passou de 369,2 mil em janeiro de 2025 para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Desde dezembro, foram registrados 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos emitidos no Brasil.

As mudanças reduziram os custos para tirar a CNH ao diminuir exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem o documento, e a expectativa é acelerar a regularização desse público.

Ainda de acordo com a Senatran, a atualização das normas também permitiu a atuação de instrutores autônomos. Em janeiro de 2026, foram registrados 24.754 cursos práticos realizados por esses profissionais em todo o país.

Os cursos práticos cresceram 22%, passando de 328 mil para mais de 400 mil no comparativo anual. Já os exames práticos tiveram aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.

A procura também aumentou na etapa teórica. O total de pessoas que concluíram os cursos foi quatro vezes maior no comparativo anual, e os exames teóricos tiveram crescimento de 32%.

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Sem categoria

TJPB e outros quatro tribunais colocaram R$ 30 bilhões no BRB; banco nega risco

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antonio de Souza, iniciou uma série de visitas aos tribunais de justiça que aportaram recursos de depósitos judiciais na instituição para assegurar que “todos os depósitos estão preservados e não correm risco”. Ao todo, cinco tribunais transferiram para o banco cerca de R$ 30 bilhões.

Na lista estão os tribunais de Justiça do Maranhão, da Bahia, da Paraíba, de Alagoas e do Distrito Federal.

Ao Metrópoles, o presidente do BRB afirmou que os recursos estão assegurados e que a crise decorrente das relações com o Banco Master não afetou os investimentos. “Isso é uma operação normal de mercado, não tem nada a ver com o Master. O BRB está sólido e com governança”, disse.

O executivo passou a quarta-feira, 4/02, na região da Faria Lima, em São Paulo, em uma tentativa de vender carteiras do Banco Master. À coluna, disse que deixou as reuniões com muito mais perspectiva do que entrou.

A coluna mostrou nesta semana que desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão foram surpreendidos com a informação de que o presidente da corte, Foz Sobrinho, havia transferido, sem consultá-los, R$ 2,8 bilhões do Banco do Brasil para o BRB. Em reunião interna, ele foi duramente questionado por ter tomado a decisão de forma unilateral, atitude classificada como “gravíssima” por integrantes do tribunal (veja vídeo acima).

Após a publicação da reportagem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu investigação para apurar a conduta de Foz Sobrinho.

Entenda a crise do BRB com o Master

A crise envolvendo o BRB e o Banco Master teve início após o banco brasiliense assumir carteiras de crédito e operações estruturadas da instituição paulista, que passou a enfrentar questionamentos no mercado sobre liquidez, qualidade dos ativos e sustentabilidade do modelo de negócios. O BRB chegou a fazer uma oferta para comprar o Master, barrada pelo Banco Central por suspeitas de ingerência política.

A operação gerou preocupação entre órgãos de controle e no sistema financeiro, levantando dúvidas sobre eventuais riscos ao BRB. Em resposta, o banco intensificou ações de transparência e reforçou que as operações seguem práticas regulares de mercado, contam com garantias e não afetam depósitos judiciais nem recursos sob sua custódia.

Metrópoles

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Economia

Reajuste bilionário no Congresso pode elevar salários acima do teto e gerar impacto de quase R$ 800 milhões

Foto: Ramiro Lucena/Camâra dos Deputados/Reprodução

O reajuste aprovado para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado deve provocar um impacto de R$ 790,4 milhões nas contas públicas já em 2026, segundo projeções previstas na Lei Orçamentária Anual. As propostas foram aprovadas em votação simbólica e preveem mudanças salariais, reestruturação de gratificações e novos benefícios para categorias do Legislativo.

A informação é do Metrópoles. Pelos textos, os aumentos variam entre 8% e 9,25% até 2029, mas algumas gratificações podem chegar a 100%, abrindo espaço para que a remuneração total ultrapasse o teto do funcionalismo, hoje vinculado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Um dos pontos mais criticados é a criação de folgas por dias trabalhados que podem ser convertidas em indenizações fora do limite constitucional.

Na Câmara, o impacto estimado é de R$ 592 milhões, enquanto no Senado chega a R$ 198,4 milhões. Apesar dos valores, os projetos afirmam que as despesas continuam dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e representam uma pequena fatia da receita corrente líquida. Com o fim de uma gratificação antiga, o salário inicial de analista legislativo, por exemplo, deve saltar de cerca de R$ 5,7 mil para mais de R$ 14 mil.

Para entrar em vigor, a proposta da Câmara ainda precisa passar pelo Senado, enquanto o texto aprovado pelos senadores aguarda sanção do presidente Lula. Representantes sindicais defendem que há espaço no orçamento das duas Casas para bancar o reajuste, destacando que a Câmara costuma devolver centenas de milhões de reais não utilizados ao fim de cada ano.

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Brasil

Defesa apela ao STF e pede prisão domiciliar para Bolsonaro após alegada piora de saúde

 

Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou, nesta quarta-feira (4), com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a concessão de prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e se baseia na alegação de piora do quadro clínico do ex-presidente enquanto está preso.

Segundo os advogados, Bolsonaro apresentou nos últimos dias episódios eméticos — termo médico usado para vômitos — e uma crise de soluços considerada acentuada. A defesa afirma que a situação exige avaliação técnica imediata para analisar a necessidade de uma prisão domiciliar de caráter humanitário.

No pedido, os representantes solicitam que a Superintendência da Polícia Federal seja intimada, com urgência, a juntar aos autos um laudo pericial. O objetivo é permitir que o assistente técnico da defesa apresente um parecer e, a partir disso, o STF avalie a possibilidade de mudança no regime de prisão.

Bolsonaro está detido desde o dia 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência do ex-presidente da sede da Polícia Federal para a unidade da PM foi determinada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.

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Brasil

Escritório de Lewandowski recebeu contrato milionário do Master sem atuação em processos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de ter mantido um contrato de consultoria jurídica no valor de R$ 250 mil mensais com o banco Master, o escritório ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski não aparece como representante da instituição financeira em nenhum processo judicial. O acordo foi firmado em agosto de 2023 e seguiu em vigor até setembro de 2025, período que inclui parte da passagem de Lewandowski pelo governo Lula.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O contrato estava em nome da Lewandowski Advocacia, escritório registrado em nome da esposa do ex-ministro, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho, Enrique de Abreu Lewandowski. Nenhum dos dois, no entanto, atuou formalmente em ações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro ou às empresas do grupo Master, segundo registros nos tribunais.

Em nota, Ricardo Lewandowski confirmou que o escritório foi contratado para prestar serviços de consultoria jurídica, mas sem atuação direta em processos ou representação do banco junto a órgãos do Poder Executivo. Durante o período do contrato, há registro de apenas uma reunião de Enrique Lewandowski com autoridades públicas, em maio de 2024, na Advocacia-Geral da União, para tratar de um tema relacionado a seguros habitacionais — sem qualquer menção ao Master.

A revelação do vínculo entre Lewandowski e o banco reacendeu pressões políticas sobre o governo federal, especialmente em torno da possível instalação de uma CPI para investigar o Master. Parlamentares da base aliada passaram a recolher assinaturas para tentar controlar a comissão, caso ela seja criada, após virem à tona as conexões envolvendo o banqueiro e lideranças do governo.

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Saúde

Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba



					Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba
Câncer: 13 mil novos casos por ano devem ser registrados até 2028 na Paraíba – Foto: Divulgação.

A Paraíba deve registrar 13.470 novos casos de câncer por ano até 2028, de acordo com estimativas divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com o instituto, o envelhecimento da população, a exposição a fatores de risco e o diagnóstico tardio ajudam a explicar o crescimento contínuo dos casos por câncer no Brasil.

A publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, elaborada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV/INCA) aponta que o câncer mais recorrente na estimativa vai ser o de pele não melanoma, com previsão de 3.590 casos por ano no estado. Veja o ranking dos mais incidentes abaixo.

Na sequência, também de acordo com o Inca, o segundo tipo de câncer mais recorrente por ano até 2028 deve ser o de próstata, com 1.790 casos e o de mama feminina na sequência, com 1.640 casos a cada ano.

As projeções para os próximos anos consideram dados de registros de câncer de base populacional, mortalidade e modelos estatísticos de predição de curto prazo. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde por até cinco anos, e não estabelecer séries históricas de incidência.

O INCA ressalta que as estimativas representam mais do que números e devem orientar políticas públicas para reduzir desigualdades e melhorar o cuidado oncológico no país.

Tipos de cânceres mais recorrentes na Paraíba por ano até 2028

  1. Pele não melanoma – 3.590 casos
  2. Próstata – 1.790 casos
  3. Mama feminina – 1.640 casos
  4. Outras localizações – 1.470 casos
  5. Traqueia, brônquio e pulmão – 580 casos
  6. Cólon e reto – 530 casos
  7. Estômago – 490 casos
  8. Glândula tireoide – 430 casos
  9. Colo do útero – 420 casos
  10. Fígado – 290 casos
  11. Linfoma não Hodgkin – 270 casos
  12. Leucemias – 270 casos
  13. Cavidade oral – 260 casos
  14. Sistema nervoso central – 210 casos
  15. Corpo do útero – 210 casos
  16. Pâncreas – 190 casos
  17. Esôfago – 170 casos
  18. Laringe – 160 casos
  19. Ovário – 160 casos
  20. Bexiga – 150 casos
  21. Pele melanoma – 120 casos
  22. Linfoma de Hodgkin – 70 casos

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Judiciário

Justiça proíbe uso da bíblia e atos religiosos durante sessões da ALPB

A justiça paraibana declarou ilegal a expressão “sob a proteção de Deus” utilizada na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (4), pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Além disso, também foi declarada inconstitucional a presença da Bíblia sobre a mesa diretora durante as sessões.

A medida atende a um pedido do Ministério Público da Paraíba. A ação do MPPB alega que os dispositivos impugnados afrontam os princípios constitucionais da laicidade do Estado, da liberdade religiosa, da igualdade, da impessoalidade e da neutralidade estatal diante das religiões.

A relatoria do processo foi da desembargadora Fátima Maranhão, que acolheu o entendimento apresentado no voto-vista do desembargador Ricardo Vital de Almeida. A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho.

De acordo com o MPPB, os dispositivos impugnados afrontam os princípios constitucionais da laicidade do Estado, da liberdade religiosa, da igualdade, da impessoalidade e da neutralidade estatal diante das religiões, previstos nos artigos 5º e 30 da Constituição do Estado da Paraíba, em simetria com os artigos 19, inciso I, e 37 da Constituição Federal.

Em sua defesa, a Assembleia Legislativa alegou que a expressão e a presença da Bíblia possuem caráter meramente simbólico e protocolar, sem impor conduta religiosa ou obrigatoriedade de adesão, tratando-se de prática tradicional adotada em diversas casas legislativas do país.

“Ao obrigar que um livro sagrado, específico de uma vertente religiosa, no caso a bíblia, deva permanecer sob a mesa diretora durante toda a sessão e ao impor que o presidente invoque a proteção de Deus para a abertura dos trabalhos, o Estado paraibano desborda de sua competência secular para adentrar na esfera do sagrado, sinalizando uma preferência institucional inequívoca”, afirmou o desembargador Ricardo Vital de Almeida.

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