O Tele+Saúde, serviço de teleatendimento médico da Prefeitura de João Pessoa, está emitindo atestado médico para afastamento das atividades laborais para as pessoas com resultado positivo de Covid-19. Dessa forma, o cidadão não precisa sair de casa para pedir a declaração médica, que pode ser solicitada por meio dos números 3218-9214 (telefone) ou 98654-6340 (Whatsapp).
De acordo com o secretário executivo de Saúde, Luís Ferreira, para solicitar o atestado médico, as pessoas devem primeiramente realizar o teste de Covid-19. “O cidadão sintomático vai agendar o seu teste, vai até o local de coleta e, se o resultado for positivo, ele pode pegar o atestado ligando para o Tele+Saúde”, afirmou.
No momento do atendimento, é necessário ter em mãos um documento oficial com foto e o resultado positivo do teste de Covid-19. “Por meio de um número Whatsapp, o médico vai pegar a foto do documento do paciente e do teste positivo, vai emitir um atestado com assinatura eletrônica e enviar de volta para o paciente via Whatsapp”, explicou.
O Brasil atingiu a marca de 150 milhões de pessoas completamente imunizadas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A vacinação total ocorre quando são aplicadas as duas doses ou a dose única da Janssen.
O dado foi informado pelo Ministério da Saúde na tarde desta segunda-feira (24). O volume de vacinados significa 84,4% da população acima de 12 anos.
“A marca é mais uma etapa importante da maior campanha de vacinação já feita no país”, comemorou a pasta. A campanha de imunização completou um ano em 17 de janeiro.
O governo federal distribuiu mais de 407,4 milhões de doses de vacinas. Ao todo, 348,2 milhões foram aplicadas nos braços dos brasileiros.
Atualmente o país tenta agilizar a campanha de vacinação infantil como uma forma de controlar o avanço da variante Ômicron.
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP) afirmou nesta segunda-feira (24), que a Prefeitura Municipal irá cobrar apresentação de ‘Passaporte da Vacina’ e proibir entrada de alunos não vacinados em escolas da rede municipal de escolas públicas.
Ao ser questionado sobre o posicionamento da PMJP em relação à crianças que não forem vacinadas por orientação dos pais, o prefeito afirmou que elas poderão estudar em casa.
A justificativa do gestor se dá com base no aumento substancial do número de infectados pelo vírus da Covid-19 e suas variantes na Capital paraibana e a necessidade de proteger as próprias crianças e aos trabalhadores do setor.
Cícero garante, porém, que haverá uma operação especial nas próprias escolas para que as crianças que, por ventura, não tenham sido vacinadas, possam ser imunizadas.
Quem está com sintomas gripais na capital não tem conseguido fazer exames que detectam a Covid-19 na capital paraibana. A escassez tinge tanto a rede pública como a privada.
Leitores do blog têm reclamado que não estão conseguindo agendar um teste na prefeitura de João Pessoa pelos telefones que foram disponibilizados. A Secretaria Municipal estabeleceu uma espécie de triagem para evitar a falta de testes. Ao todo, serão disponibilizados 1.300 testes nesta segunda-feira.
A mesma reclamação também aparece nas redes sociais da prefeitura.
Foto: Reprodução
Na Unimed, por exemplo, pacientes conseguem até fazer uma tele-consulta, mas chegam a ficar dias esperando uma testagem por causa do desabastecimento de kit’s. Em nota, a empresa negou a demora no atendimento, mas admitiu a falta de testes nas unidades credenciadas.
A escassez também atinge as farmácias. O Blog entrou em contato com três estabelecimentos de diversos bairros da cidade, em todos eles há falta de kit’s de testagem.
Na primeira quinzena de 2022, a porcura por testes aumentou 130% em toda a capital.
Uma análise feita pelo Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba aponta uma queda na média móvel de transmissibilidade do novo coronavírus em João Pessoa e Campina Grande nesta segunda-feira (24).
No levantamento feito no dia 14 de janeiro, o índice estava em 4,24 na capital paraibana e 4,6 na Rainha da Borborema. Na época, o estudo apontava que a taxa do estado era de 1,06.
Agora, João Pessoa baixou a porcentagem para 2,47 e Campina está em 1,64. Numa média sobre o impacto da transmissão do vírus em todo estado, a pesquisa mostra que a média móvel subiu para 2,0.
Se a taxa for menor que um, os níveis de contágio da doença irão decair e a doença irá, eventualmente, desaparecer.
Com a expectativa pela aprovação de uso e venda de autoexames de Covid-19 no Brasil, a indústria farmacêutica já começou os preparativos para abastecer o mercado nacional.
Na última quarta-feira (19) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar a decisão sobre os autoexames porque o Ministério da Saúde não enviou dados suficientes.
No entanto, os órgãos têm se reunido para alinhar as informações, e aguardam que o uso dos exames seja autorizado pela agência nos próximos dias.
Levantamento feito pelo Metrópoles, com informações da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), aponta que ao menos nove empresas brasileiras e internacionais têm a intenção de produzir autoexames para o mercado brasileiro.
A CBDL espera que ao menos 10 milhões de testes sejam fabricados mensalmente em território brasileiro. No entanto, a quantidade de exames disponibilizados por mês ao país pode chegar a bilhões, caso a indústria internacional exporte-os para o Brasil.
Crianças de 0 a 4 anos são mais vulneráveis ao novo coronavírus do que o público infantil de 5 a 11, faixa etária que entrou no plano nacional de vacinação contra a Covid-19.
Oficialmente, o Brasil registrou 1.544 mortes de crianças de 0 a 11 anos por Covid-19 desde o início da pandemia. Do total, 324 delas tinham de 5 a 11. Entre 0 e 4, o número de óbitos alcançou 1.220, o que representa quase quatro vezes mais ocorrências que na faixa acima de 5.
Levantamento da Vital Strategies -organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos- avalia ainda que há subnotificação de dados e projeta a omissão de 2.537 mortes no balanço da Covid.
Isso ocorre porque, como não há um diagnóstico do motivo da morte em alguns casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), os óbitos entram nas estatísticas como SRAG por causa não especificada.
Com isso, o total estimado pode chegar a 4.081 mortes de crianças por Covid. Os números chegariam então a 3.249, de 0 a 4 anos, e 832, de 5 a 11 anos.
Questionado sobre subnotificações e as estimativas da Vital Strategies, o Ministério da Saúde não se manifestou.
Os dados apontam que a Covid-19 tem impactado mais crianças de 0 a 4 anos. Faixa etária que, segundo especialistas, continuará mais vulnerável à doença porque ainda não pode receber vacinas. Em alguns países, já há autorização para imunizar crianças de 3 e 4 anos.
No Brasil, há dois imunizantes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O da Pfizer está liberado para crianças a partir de 5 anos, e a Coronavac, para crianças a partir de 6 anos.
Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), concorda que há subnotificação no Brasil. Segundo ele, um maior número de mortes na faixa etária de crianças menores de 5 anos também ocorre em outros países.
De acordo o médico, o sistema imunológico dessas crianças é mais imaturo e não responde às infecções como os mais velhos. Por isso, as vacinas de outras doenças já começam nos primeiros meses de vida.
“As crianças nessa faixa etária vão continuar mais vulneráveis [para Covid]. Por causa disso, as pessoas elegíveis [crianças mais velhas, adolescentes e adultos] devem tomar a vacina para ajudar a reduzir a circulação do vírus, continuar usando máscara, lavar as mãos”, afirmou.
Em entrevista à Folha, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse que a farmacêutica pretende apresentar à Anvisa o pedido de autorização de uso da vacina da Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos neste ano. Em nota, o laboratório afirmou que ainda não há previsão de data da submissão.
O Ministério da Saúde prevê em contrato com a Pfizer a possibilidade de adquirir doses para crianças de 0 a 4 anos caso a vacina seja aprovada pela agência reguladora.
Na última quarta (19), a empresa francesa de biotecnologia Valneva apresentou os resultados de sua nova candidata a vacina contra covid-19 (VLA2001), que mostra ser eficaz contra a variante Ômicron. Trata-se da primeira vacina de vírus inteiro inativado a ser testada na Europa.
Para verificar se o imunizante consegue neutralizar realmente a nova cepa do coronavírus, o grupo de cientistas analisou as amostras de 30 participantes. O método também foi aplicado para verificar a eficácia do imunizante em conter a variante Delta.
Segundo esse estudo, todas as amostras testadas apresentaram eficácia da vacina na neutralização da cepa original do SARS-CoV-2 e da variante Delta. Por sua vez, a pesquisa constatou que 87% das amostras apresentavam anticorpos neutralizantes contra a Ômicron.
O que torna a vacina diferente das outras?
Como ela é baseada no vírus inteiro inativado, a estimativa é que a VLA2001 apresente ao sistema imunológico todos os componentes estruturais do vírus SARS-CoV-2, não apenas a proteína spike, como muitas outras vacinas contra a covid-19 fazem. Por conta disso, os especialistas esperam que a vacina da Valneva produza uma resposta imune protetora mais ampla.
“Estamos extremamente satisfeitos com esses resultados, que confirmam o potencial de proteção de amplo espectro de nossa vacina de vírus inteiro inativada e sua capacidade de abordar ‘variantes de preocupação’ [VOCs, na sigla original] atualmente em circulação. Esses resultados se somam a descobertas anteriores de nosso estudo, no qual duas doses de VLA2001 mostraram induzir níveis superiores de anticorpos neutralizantes”, afirmou Juan Carlos Jaramillo, diretor médico da Valneva, em comunicado.
Minutos após a aprovação do uso da vacina CoronaVac em crianças, na tarde de quinta-feira (20) , diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começaram a receber ameaças e ofensas em seus e-mails institucionais.
Em um deles, encaminhado à quinta diretoria, uma pessoa que se identifica como Nilza acusa os funcionários da agência de colocarem “vida inocentes numa grande roleta russa”. E diz que servidores da agência serão vítimas de uma “maldição”: “(…) o preço a ser pago será terrível não quero estar na sua pele e oro a Deus em desfavor de todos que tem causado dor e sofrimentos ao seu próximo, lembre se o próximo pode ser dentro de sua família (sic.)”
Em outro e-mail em tom ameaçador, enviado às 14h de quinta-feira, o remetente acusa os servidores da agência de falta de “amor à pátria” e também diz que “o preço que o servidor vai pagar será altíssimo”. “Com certeza não usará esse experimento nós filhos e netos de vcs” (sic.)”.
Em sua live semanal, no dia 16 de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou divulgar os nomes dos técnicos que aprovaram a vacina contra Covid da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.
— Não sei se são os diretores e o presidente que chegaram a essa conclusão ou é o tal do corpo técnico, mas, seja qual for, você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram aqui a vacina a partir dos cinco anos para o seu filho — disse Bolsonaro.
Desde então, técnicos e diretores da Anvisa têm sofrido ameaças e perseguições, por e-mails e nas redes sociais, por causa da atuação da agência na vacinação infantil. Ao todo, os funcionários da agência já receberam mais de 300 e-mails ameaçadores.
No último dia 20 de dezembro, três dias após a fala do presidente da República, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso.
As últimas ameaças, na tarde de quinta-feira, foram encaminhadas minutos após a Anvisa aprovar, por unanimidade, a autorização emergencial da CoronaVac para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.
Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que vai utilizar as doses da Coronavac na imunização de crianças e adolescentes. A decisão vem um dia após o governo de São Paulo iniciar a vacinação de crianças com imunizante, o que mobilizou governadores de outros estados a pressionarem o Ministério da Saúde pela liberação imediata da vacina.
Mesmo flagrado cometendo um crime ao vender comprovantes de vacinação falsificados no Rio de Janeiro, um cambista fez questão de aconselhar a equipe do RJTV a se imunizar contra a Covid.
“Agora, se o senhor quiser mesmo, o certo é o senhor tomar a vacina, entendeu? Tem que tomar a vacina. Não tomou a vacina por quê?”, questionou o homem, que oferecia o cartão na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte, perto do Bioparque.
Cartões de vacinação falsificados com o timbre da prefeitura de Mesquita-RJ, usados para acessar locais onde é necessário comprovar a vacinação, são vendidos por até R$ 200 em plena luz do dia no Rio. Os flagrantes do RJ1 aconteceram em pelo menos dois lugares: na Uruguaiana e na Quinta da Boa Vista.
Prisões e flagrante
Nesta sexta-feira (21), PMs do 5º Batalhão (Gamboa) prenderam quatro homens que vendiam ingressos e comprovantes falsos de vacinação próximo ao AquaRio.
No Centro, com uma câmera escondida, uma equipe de reportagem do RJTV filmou o vendedor negociando o comprovante de vacinação.
“Cartão de vacina, meu amigo, estou vendendo a R$ 200 aí. Vem em branco, assim.”
O vendedor mostra um cartão de vacinação no celular e afirma que o cartão é o mesmo dado nos postos de saúde. Segundo ele, o próprio comprador deve preencher.
O que dizem as autoridades
A Polícia Civil afirmou que a Delegacia do Consumidor possui investigações sobre o assunto.
A Guarda Municipal afirmou que, a partir das imagens veiculadas, iria verificar a conduta dos agentes que estavam no local.
A Polícia Militar afirmou que os crimes exibidos são cometidos de forma velada em ações encobertas, o que dificulta a identificação dos autores. A PM afirmou que mantém o patrulhamento nas áreas turísticas do Rio.
A Prefeitura de Mesquita afirmou que desconhece e condena a prática de falsificação de documento de vacinação e que isso é caso de polícia.
O Bioparque do Rio afirmou que segue o decreto municipal e que permite o acesso com o comprovante de vacinação e um documento com foto dos visitantes.
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