A secretária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite Melo, admitiu nesta segunda-feira, 16, a necessidade de que parte da população brasileira receba uma terceira dose da vacina contra a covid-19. A declaração foi feita na Comissão Temporária da Covid-19 no Senado Federal. Governos locais já planejam a aplicação da dose de reforço, paralelamente à vacinação de adolescentes, e pedem aval do Ministério da Saúde.
Nas últimas semanas, os casos de internação e morte de idosos vacinados com as duas doses levantaram o debate sobre a necessidade de aplicação de uma dose de reforço nesta faixa etária, como já ocorre em países como Israel e Chile. As ocorrências de infecções não indicam que as vacinas não funcionam, mas podem significar que há redução da proteção provocada pelos imunizantes ao longo do tempo em idosos.
“Em determinadas faixas etárias, para determinados imunizantes, realmente está diminuindo essa proteção (das vacinas)”, disse Rosana. “Temos estudos preliminares, porém esses estudos ainda não foram publicados, são discussões internas, nem podemos publicizar tanto, em respeito aos pesquisadores. Já estamos tomando decisões a nível de gestão, o que fazer, planejar, quantificar esses grupos que por ventura precisam (da terceira dose)”.
O Ministério da Saúde analisa com qual imunizante será dada a terceira dose e a possibilidade de fazer intercambialidade entre vacinas, utilizando, por exemplo, marcas diferentes para o reforço em relação às duas doses tomadas no primeiro semestre. Um estudo do Ministério, que teve início nesta segunda, vai testar a resposta imune de pessoas vacinadas com a Coronavac que receberam dose de reforço. Confira a matéria completa clicando aqui.
Uma em cada três mortes causadas pela covid-19 em menores de 18 anos no Brasil em 2020 vitimou bebês de menos de 1 ano de idade.
A conclusão é de um estudo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisaram 1.207 óbitos provocados pela doença entre menores de idade no ano passado, tendo como base os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade Infantil do Ministério da Saúde.
As mortes por covid-19 entre recém-nascidos (bebês com menos de 28 dias de vida) representaram 9% de todos os óbitos provocados pela doença entre crianças e adolescentes, enquanto bebês com idade entre 28 dias até menos de 1 ano responderam por 28% dessas mortes.
A faixa etária de 1 ano concentrou 8% das mortes entre crianças e adolescentes e a de 2 anos, 5%. Com isso, as mortes de bebês de até 2 anos representaram cerca de 45% de todos os óbitos entre crianças e adolescentes por covid-19 no Brasil em 2020.
A pesquisa foi coordenada por Cristiano Boccolini, integrante do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz. Ele alerta que é mais comum que crianças e adolescentes tenham formas assintomáticas de covid-19, porém, eles não estão imunes a formas graves.
Boccolini ressalta que, para proteger as crianças, a vacinação de adultos deve ser acelerada, com prioridade para gestantes e lactantes.
O pesquisador recomenda que mães com covid-19 continuem a amamentar os filhos se ambos tiverem condições físicas para tal, já que os benefícios da amamentação superam em muito os riscos de contaminação. Para minimizar a chance de transmissão, é preciso reforçar os cuidados por meio do uso de máscaras PFF2 e N-95, além de higiene das mãos.
A Fiocruz reforça que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso universal de máscaras de proteção a partir dos 12 anos de idade.
“Entre crianças menores, o uso deve ser supervisionado e avaliado caso a caso. Crianças com menos de 5 anos não devem ser obrigadas a usar máscaras”, diz o texto.
Em dias mais frios, principalmente abaixo de 14ºC, casos de infarto podem aumentar em até 30%, segundo o Instituto Nacional de Cardiologia.
Médicos especialistas alertam sobre o risco de complicações cardiovasculares no inverno, principalmente em pacientes que já têm cardiopatias ou que desenvolveram sequelas cardiológicas pós-Covid-19.
Segundo a médica, há uma contração dos vasos sanguíneos periféricos, o que aumenta a pressão arterial e faz o coração ficar mais sobrecarregado, já que é preciso bombear sangue contra uma certa resistência.
Essa situação, somada a fatores de risco para doenças cardiovasculares, faz com que a incidência de cardiopatias seja maior no inverno. Pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesas ou tabagistas devem ter atenção redobrada em dias de baixa temperatura.
“Aqueles que já têm fatores de risco têm uma propensão a terem placas de gordura nas artérias. Com o aumento da sobrecarga do coração, as placas formam coágulos que obstruem as artérias coronárias, o que leva ao infarto”, esclarece Mangione.
Os sintomas de infarto incluem dores no peito, falta de ar, formigamentos e mal-estar em geral. Além dele, o frio também pode trazer maior incidência de insuficiências e arritmias cardíacas, de acordo com o cardiologista do Hospital Santa Catarina, Nilton Carneiro.
O médico explica que a insuficiência cardíaca acontece quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo todo, o que pode gerar inchaços pelo corpo e cansaço ou fadiga ao realizar atividades que anteriormente não cansavam tanto.
Em meio à pandemia, a atenção em relação às complicações cardíacas deve ser ainda maior. Isso porque indivíduos com cardiopatias podem desenvolver formas mais graves da Covid-19 e mesmo aqueles sem histórico podem apresentar sequelas cardíacas após a doença.
“Ainda é cedo para falar sobre sequelas a médio e longo prazo, mas já temos registro de complicações no músculo cardíaco relacionadas principalmente às formas mais graves de Covid-19. Isso pode ser transitório ou, em uma parcela menor de pessoas, se transformar em uma complicação mais crônica”, diz Carneiro.
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PREVENÇÃO ESTÁ NO DIA A DIA
As recomendações médicas para a prevenção de agravamentos cardiovasculares no frio devem fazer parte da rotina diária. Dentre elas, estão a manutenção de uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e o uso de aquecedores e agasalhos para proteção contra as baixas temperaturas.
“No inverno, a tendência é beber menos água, mas é preciso estar bem hidratado. Quando estamos desidratados, o sangue fica mais grosso, mais viscoso, o que propicia a formação de coágulos”, explica Fernanda Mangione, cardiologista da SBHCI.
A médica também recomenda que se evite a mudança brusca de temperatura, como sair de ambientes quentes para outros com ar gelado.
Mangione reforça que é preciso buscar atendimento médico não só ao sentir dores no peito, já que problemas cardiovasculares também podem se manifestar de outras maneiras. “Se sentir um mal-estar muito diferente, sempre procure um serviço de emergência, um pronto-atendimento ou pronto-socorro, para que a possibilidade de infarto seja sempre descartada”, defende.
SAIBA MAIS | CARDIOPATIAS NO INVERNO
O que muda no frio?
Contração dos vasos sanguíneos;
Aumento da pressão arterial;
Maior sobrecarga do coração;
Aumento na incidência de doenças respiratórias e inflamatórias;
Diminuição das atividades físicas;
Ingestão de alimentos pouco saudáveis (mais frituras, sal, açúcar);
Condições cardiovasculares que podem piorar no frio:
Infarto
O que é: bloqueio do fluxo de sangue para o coração, em geral, devido à obstrução das artérias coronárias
Sintomas: dor no peito, falta de ar, formigamentos, mal estar
Em dias mais frios, os índices de infarto podem aumentar em até 30%
Insuficiência cardíaca
O que é: coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo todo
Sintomas: falta de ar, cansaço frequente/fadiga, inchaço em partes do corpo
Arritmias cardíacas
O que são: ritmo irregular, acelerado ou lento dos batimentos do coração
Sintomas: sensação de coração disparado, palpitações, tontura, desmaios
Fatores de risco para essas doenças cardiovasculares:
Diabetes
Colesterol alto
Hipertensão
Obesidade
Tabagismo
Sedentarismo
Má alimentação
Histórico familiar de doenças cardíacas
Prevenção:
Evitar mudanças bruscas de temperatura (choque térmico)
Estar sempre bem agasalhado e aquecido
Evitar estresse na rotina
Beber bastante água
Fazer exercícios físicos regularmente
Ter uma alimentação saudável
Estar com a vacinação em dia
Controlar doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão
Fontes: Fernanda Mangione, cardiologista intervencionista da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI); Nilton Carneiro, cardiologista do Hospital Santa Catarina; Instituto Nacional de Cardiologia.
O Ministério da Saúde da Costa do Marfim confirmou neste domingo (15) o primeiro caso de Ebola no país desde 1994. O Institut Pasteur do país confirmou, por meio de exames, a Doença do Vírus Ebola em amostras coletadas de um paciente hospitalizado na capital comercial de Abidjan, depois de chegar da Guiné.
As investigações iniciais revelaram que o paciente viajou para a Costa do Marfim por estrada e chegou a Abidjan na última quinta-feira (12). De acordo com as autoridades de saúde, o paciente foi internado em um hospital após apresentar febre e, atualmente, recebe tratamento.
A Guiné experimentou um surto de Ebola de quatro meses, que foi declarado encerrado em 19 de junho. Segundo o Ministério de Saúde, não há indicação de que o caso atual na Costa do Marfim esteja relacionado ao surto anterior na Guiné.
Uma investigação mais aprofundada e o sequenciamento genômico deverão identificar a cepa e determinar se há uma conexão entre os dois surtos.
Surtos de Ebola foram declarados na República Democrática do Congo e na Guiné neste ano, mas é a primeira vez que ocorre um surto em uma grande capital como Abidjan desde o surto de Ebola Ocidental que durou de 2014 a 2016.
“É uma grande preocupação que este surto tenha sido declarado em Abidjan, uma metrópole com mais de 4 milhões de pessoas”, disse Matshidiso Moeti, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África.
“No entanto, grande parte da experiência mundial no combate ao Ebola está aqui no continente e a Costa do Marfim pode aproveitar esta experiência e trazer a resposta a toda velocidade. O país é um dos seis que a OMS apoiou recentemente para aumentar sua prontidão para o Ebola e este diagnóstico rápido mostra que a preparação está valendo a pena”, completou Moeti.
OMS providencia vacinas
A OMS está ajudando a coordenar as atividades transfronteiriças de resposta ao ebola e também providencia 5 mil doses de vacinas contra o ebola, após um acordo entre os ministérios da saúde da Costa do Marfim e Guiné.
Segundo as autoridades, uma aeronave partirá de Abidjan para coletar as vacinas que serão utilizadas para vacinar pessoas sob alto risco, incluindo profissionais de saúde, socorristas e contatos de casos confirmados.
A equipe da OMS baseada na Costa do Marfim está apoiando a investigação do caso. Além disso, uma equipe multidisciplinar de especialistas da OMS cobrindo todas as áreas-chave de resposta será enviada para atuação no local.
Eles ajudarão a aumentar a prevenção de infecções e o controle das unidades de saúde, diagnósticos, rastreamento de contatos e tratamento.
A Costa do Marfim declarou o surto de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional e, neste momento, a OMS não aconselha quaisquer restrições às viagens de e para o país. Enquanto os países estão focados na resposta contra a pandemia de Covid-19, a Costa do Marfim deve fortalecer sua preparação para casos potenciais de Ebola.
Enquanto a Costa do Marfim faz fronteira com a Guiné e a Libéria, que foram duramente atingidas pelo surto de Ebola na África Ocidental de 2014-2016, o país não teve nenhum caso confirmado relatado desde 1994 – quando um surto entre chimpanzés infectou um cientista.
O ebola é uma doença grave e frequentemente fatal que afeta humanos e outros primatas. As taxas de letalidade variaram de 25% a 90% em surtos anteriores.
Agora, no entanto, existe um tratamento eficaz disponível e se os pacientes recebem tratamento adequado, bem como cuidados de suporte, suas chances de sobrevivência aumentam significativamente, afirmam as autoridades de saúde da Costa do Marfim.
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a venda direta da Coronavac aos estados começará em setembro. Segundo o gestor, com o fim do contrato com o Ministério da Saúde, a instituição paulista retomará as negociações para a exportação do imunizante.
O Ceará será o primeiro estado a receber doses da Coronavac sem o intermédio do Plano Nacional de Imunização (PNI). O contrato firmado entre o Butantan e o governo cearense prevê a entrega de 3 milhões de doses. “Existem negociações com outros estados, mas o único que, até agora, progrediu, em termos de contrato, foi o estado do Ceará”, explicou.
Exportação
Argentina, Bolívia e Peru estão na lista de países que podem receber ainda este ano remessas do imunizante produzido no Brasil. “Como nós tínhamos a prioridade de entregar as vacinas aqui no Brasil, esses contratos ficaram em suspenso. Agora, podemos retomá-los a partir da finalização do contrato com o Ministério da Saúde”, destacou Covas. “Nós vamos providenciar para esses países a possibilidade de entrega de doses a partir de setembro”, assinalou.
Covas destacou que o Butantan possui “a maior fábrica do Hemisfério Sul” com condições de produzir grandes volumes de imunizantes. Além da Coronavac, a instituição se prepara para comercializar a Butanvac. De acordo com o gestor, a expectativa é que o uso da vacina desenvolvida pelo Butantan seja autorizado até o fim do ano.
Diferença entre Butanvac e Coronavac
Ele explicou ainda que a Butanvac e Coronavac possuem “tecnologias diferentes”. “A Butanvac é uma versão 2.0 das vacinas para a Covid, porque ela incorpora todas as descobertas com as vacinas da primeira geração. E, além disso, é produzida em uma plataforma que é muito mais acessível em termos mundiais: em ovos embrionados, do mesmo jeito que é produzida a vacina da gripe”, frisou.
O Brasil chegou à marca de 200 milhões de doses distribuídas para a campanha de vacinação contra o coronavírus neste sábado (14), de acordo com o Ministério da Saúde. Desse total, mais de 160 milhões já foram aplicadas.
“Isso acaba com a narrativa de que a campanha não é bem sucedida, e a população já reconhece isso”, disse o ministro da pasta, Marcelo Queiroga, durante evento que deu início ao Plano Nacional de Testagem, em Brasília, neste sábado.
Além disso, Queiroga garantiu que 60 milhões de doses ainda serão distribuídas em agosto e mais 60 milhões em setembro. “Não é só esforço do Ministério da Saúde, mas do governo federal, liderado pelo presidente Bolsonaro, que tem nos cobrado celeridade na campanha de vacinação, que nós temos feito com muito sucesso”, disse.
Sobre a aplicação de uma terceira dose das vacinas, o que funcionaria como um reforço na imunização contra o coronavírus, o ministro afirmou que a prioridade do Ministério da Saúde é avançar com a cobertura da segunda dose.
“Quando tivermos avançado na segunda dose, precisamos das respostas das pesquisas, não se pode ter medicina baseada em evidência em self service, nós temos que tomar as condutas baseadas no melhor da ciência”, afirmou Queiroga.
Segundo o ministro, o Ministério da Saúde contratou um estudo para avaliar uma das vacinas em aplicação pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações), para avaliar a aplicação de uma dose de reforço. Queiroga ainda acrescentou que cerca de 7 milhões de pessoas não retornaram na data prevista para receber a segunda aplicação do imunizante.
“Para avaliar a melhor estratégia para a terceira dose, se seria com esse mesmo imunizante, se seria com a Pfizer ou a AstraZeneca. Após as respostas deste estudo, que está sendo feito com celeridade, já teremos a segunda dose avançando e aí é o momento de se considerar a aplicação da terceira dose”, disse.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse neste sábado que pretende antecipar a aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer a partir do mês de setembro, quando todos os adultos já devem ter recebido pelo menos uma dose de imunizantes contra a Covid-19. Ao fazer que as pessoas possam completar o esquema vacinal em menos tempo, o adiantamento deve ajudar a barrar a disseminação da variante Delta, mais contagiosa.
A informação foi confirmada pelo ministro após evento de lançamento do programa-piloto de testagem em massa, na Feira dos Importados, em Brasília:
— À medida em que a gente avance na primeira dose, já se rediscutiu colocar a Pfizer no intervalo de 21 dias. (A previsão é) em setembro. Nós já temos 70% da população acima de 18 anos com uma dose — afirmou o cardiologista.
Atualmente, o intervalo entre as doses é de três meses. Com a mudança, a população poderá completar o esquema vacinal da Pfizer em três semanas, intervalo previsto em bula. O Ministério da Saúde já estudava adiantar a segunda dose, mas recuou diante de pedidos dos secretários estaduais para que o governo federal priorizasse aplicar pelo menos uma dose em toda a população com idade a partir dos 18 anos.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), deve iniciar, na segunda-feira (16), um estudo inédito para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para Covid-19 para quem tomou duas doses da CoronaVac.
As vacinas para serem usadas neste estudo chegaram na quinta-feira (12). Os pesquisadores vão estudar os 4 imunizantes aplicados no Brasil: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen.
Alguns voluntários vão receber uma dose adicional de uma vacina diferente daquela que ele já tomou antes. Outros vão receber uma terceira dose da CoronaVac. O objetivo é descobrir qual a proteção quando se cruza os imunizantes ou se mantém o mesmo na terceira dose.
Os 1.200 voluntários vão ser divididos em 4 grupos e, cada grupo, recebe uma dose de reforço de uma única vacina.
A responsável pelo estudo em São Paulo, Dra. Lily Yin Weckx, explica porque alguns precisam de reforço na imunização.
“Pessoas imunocomprometidas, pessoas transplantadas, que recebem constantemente muitas pressões, estes respondem pior pras vacinas. E os ‘tipos’ de anticorpos caem mais rápido. Então pra esses acho que é necessário realmente uma possibilidade de uma terceira dose. Geralmente as pessoas idosas respondem pior também, né? Porque existe o fenômeno chamado de imunossenescência. O envelhecimento do sistema imune. Por isso que a resposta pode ser pior e a resposta dos anticorpos pode cair precocemente”, diz.
Em julho, a Anvisa autorizou que os laboratórios Pfizer e AstraZeneca investigassem efeitos e necessidades de uma dose extra contra a Covid-19. Os estudos estão em andamento em pelo menos cinco estados.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, realizou uma mudança no comando da Superintendência Estadual da Saúde na Paraíba. Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (13), Tiago de Oliveira Félix foi nomeado pelo ministro. Ele assume o lugar de Maria Eridan Pimenta Neta, exonerada da função.
De acordo com informações de bastidores, a indicação do novo superintendente foi do deputado federal Wellington Roberto (PL).
Imagem: Reprodução
Polêmica na Superintendência
Em fevereiro, a Superintendência Estadual da Saúde na Paraíba enfrentou uma polêmica devido à nomeação de Cláudia Veras para ocupar um cargo em comissão. A ex-secretária de saúde da Paraíba na gestão de Ricardo Coutinho é investigada pela Operação Calvário acusada de participação em um esquema criminoso de desvio de dinheiro.
Após divulgar a nomeação de Cláudia Veras, que é funcionária efetiva do Ministério da Saúde há mais de 30 anos, surgiu uma polêmica sobre a sua nomeação no governo Bolsonaro. Cláudia acabou sendo exonerada da função antes mesmo de assumir, após desistir do cargo alegando motivos pessoais.
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