Manifestantes iniciaram, na tarde desta segunda-feira (13), um protesto na Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, o “Retão de Manaíra”, no local onde o motociclista Kelton Marques, de 33 anos, foi assassinado após sofrer o impacto provocado pelo veículo conduzido por Ruan Ferreira de Oliveira, de 28 anos, que ultrapassou o sinal vermelho à 163km/hora. Confira o vídeo abaixo:
Manifestantes iniciaram, na tarde desta segunda-feira (13), um protesto na Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, o “Retão de Manaíra”, no local onde o motociclista Kelton Marques, de 33 anos, foi assassinado após sofrer o impacto provocado pelo veículo conduzido por Ruan Ferreira de Oliveira, de 28 anos, que ultrapassou o sinal vermelho à 163km/hora.
De acordo com informações da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (SEMOB), o ato está causando grandes transtornos, inclusive, com desrespeito às normas de trânsito. Alguns manifestantes então na contramão e em ciclovias, mesmo com a Semob-JP, dando suporte, eles estão cometendo várias práticas irregulares.
Agentes de mobilidade estão desviando o fluxo devido ao protesto, mas o congestionamento permanece intenso no sentido Manaíra/Praia. Nesse momento os manifestantes estão no cruzamento da Flávio Ribeiro Coutinho X Rua Mirian Barreto.
Sanderson Cesário, diretor da Semob-JP, analisa o protesto como legítimo, porém, desordeiro.
Imagens: Trânsito às 18h12 segue intenso na região
Esse assino tem que morar um bom tempo na prisão para aprender que nen todo motoqueiro é bandido sou mãe de motoboy estou indignada quero que esse assino apodreça na prisão
Bom dia a os motoqueiros q fizeram esse protesto, é valido um protesto pacifico, mas o importante pra o nosso País é a classe de Mtoboys e todo Motoqueiro e Motociclista q usa Moto se pra trabalho ou esporte se inirem e fazer um abaixo assinado Nacional começando de João Pessoa Pb, Organiza tudo bem certinho dentro dos trâmites pedindo urgente a mudança das Leis pra tolersncia 0, através de um novo Codigo Penal Brasileiro, pra acabar com essa impunidade cruel e covarde esse é o caminho certo pra resolver essa impunidade q é um grande encentivo ao crime, por protesto não resolve porque é um ato de momento, passou o calou acababou essa é a realidade.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quinta-feira (9) que decisões da Justiça se cumprem, mas ponderou que “ninguém é obrigado a cumprir decisão inconstitucional”.
Lira foi instado a comentar a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderia cometer crime de responsabilidade caso descumprisse, como afirmou em ato do dia 7 de Setembro, decisões do ministro Alexandre de Moraes.
“Ninguém é obrigado a cumprir decisão inconstitucional, mas decisão correta, da Justiça, lógico que se cumpre. Decisão da Justiça se recorre, se contesta, mas se cumpre”, afirmou o presidente da Câmara.
Segundo Lira, a fala do presidente está em análise na assessoria jurídica da Câmara dos Deputados, incluindo uma interpretação de que Bolsonaro estaria falando apenas de decisões inconstitucionais.
Arthur Lira afirmou que a Câmara vai continuar a tramitação das reformas econômicas, que, diz, estariam alinhadas às propostas de campanha apresentadas em 2018. O deputado disse que pretende seguir com o plano de votar o Código Eleitoral nesta quinta.
Depois de uma madrugada de bloqueios nas estradas feitos por caminhoneiros que o apoiam, o presidente Jair Bolsonaro irá se reunir com representantes da categoria, disse o presidente a apoiadores em uma informação posteriormente confirmada pelo Ministério da Infraestrutura.
“Eu tenho uma hora na manhã… já tenho o tempo tomado com o pessoal dos Brics, uma hora, mas estou mais cedo também. Nesses dois intervalos vou conversar com os caminhoneiros para a gente tomar uma decisão”, disse o presidente a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira (9).
O encontro foi confirmado pela assessoria do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que está com o presidente no Palácio do Planalto. A conversa deve acontecer por videoconferência.
Segundo dia
As interdições de rodovias federais e estaduais pelos caminhoneiros entram no segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (9). De acordo com nota mais recente do Ministério da Infraestrutura, conforme dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal), no início da manhã, ao menos 15 estados registravam interrupções do fluxo de veículos, sejam elas totais ou parciais. Por volta das 8h30, o Espírito Santo saiu da lista.
Há manifestações, portanto, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará. No Distrito Federal e no entorno, até o momento, não há bloqueios nas rodovias federais.
Durante a madrugada, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma mensagem, em áudio, para as lideranças dos caminhoneiros a fim de pedir o fim das paralisações. “Fala para os caminhoneiros aí que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia e isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo e, em especial aí, os mais pobres. Então, dá um toque aí nos caras, se for possível, e vamos liberar, tá ok?”, disse.
Tranquilidade nas rodovias federais que cortam a Paraíba, nesta quinta-feira (9). Apesar da paralisação de caminhoneiros em pelo menos 15 estados, incluindo Pernambuco, a divisa entre PB e PE está liberada conforme vídeo divulgado pela Polícia Rodoviária Federal.
Confira o vídeo abaixo:
Líderes sindicais afirmam que não haverá protesto na Paraíba nesta quinta-feira (9). Em entrevista à rádio Jovem Pan João Pessoa, o representante da categoria afirmou que não haverá paralisação no estado. “Não pretendemos aderir. Não podemos começar uma paralisação do dia para a noite, sem pauta de reivindicação”, disse Emerson Galdino. Para ele, “a manifestação não durará muito tempo”, disse o presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados em Empresas de Transporte de Combustíveis, Produtos Perigosos e Derivados do Petróleo no Estado da Paraíba.
No entanto, para quem precisa transitar no estado vizinho é importante ter atenção e buscar rotas alternativas evitando, em especial, a BR-101 no município de Igarassu, na Grande Recife, onde desde a noite da quarta-feira (8), a ordem é de somente autorizar a passagem de ambulâncias e ônibus.
Além de Pernambuco, outros oito estados (Bahia, Maranhão, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul) registraram protestos dos caminhoneiros ao longo da semana.
Caminhoneiros realizaram paralisação nesta quinta-feira (9) em pelo menos 14 estados. Na Paraíba, no entanto, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até às 6h45 não havia nenhum ponto de interdição em rodovias federais da Paraíba.
O protesto em atividade no País teve início na quarta-feira (8), e de uma forma contraditória, os caminhoneiros protestaram em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o preço do combustível, que teve maior aumento durante o governo de Bolsonaro.
Os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro organizado por movimentos como Movimento Brasil Livre (MBL), Livres e Vem pra Rua para o próximo domingo (12) devem ganhar um reforço. Movimentos de esquerda estão em conversas para se juntar à manifestação em pelo menos cinco estados.
A ideia é dar uma resposta aos atos com pautas antidemocráticas e discursos golpistas por parte do presidente que ocorreram no feriado da Independência (7) pelo país. Segundo lideranças de movimentos ligados a sindicatos e partidos de esquerda, já há conversas ocorrendo em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, em Florianópolis e Porto Alegre.
Participam das negociações junto ao MBL e Vem pra Rua movimentos como a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), centrais sindicais e partidos como o PDT e PSDB. O PDT chegou a divulgar uma nota nesta quarta-feira (8) em que anunciou que é preciso unir forças pelo impeachment de Bolsonaro.
“É hora de unirmos forças da esquerda à direita pelo impeachment desse presidente tirano e incompetente. Todos aqueles que realmente querem a saída de Bolsonaro precisam estar juntos neste momento, sem cálculos eleitorais para 2022 e sem sectarismos oportunistas”, disse.
Erick Santos, diretor do Movimento Acredito — um dos movimentos que compõem a ofensiva Fora Bolsonaro —, diz que a preocupação inicial do grupo era a proibição imposta por organizadores dos atos do dia 12 a bandeiras e camisas ligadas à esquerda. O MBL e o Vem pra Rua já avisaram que os manifestantes deverão estar de branco.
“Inicialmente, o caráter apartidário e anti-esquerda nos preocupava muito. Ainda estamos atuando para amenizar isso, mas entendemos que era necessário aderir ante a ameaça crescente do golpismo, para dar uma resposta”, disse Santos, ao Correio.
O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas e mais dois sindicatos que representam a categoria entraram na Justiça Federal com um pedido de indenização de R$ 50 milhões “por danos patrimoniais e extrapatrimoniais ou morais que aconteçam nas manifestações deste 7 de setembro”.
A ação civil pública foi movida na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contra a União e contra militantes governistas “em razão da prática de atos inconstitucionais, ilícitos e imorais”.
A petição questiona, entre outros atos, “o chamamento para mobilização em todo o território nacional, em especial concentração em Brasília e em São Paulo, mediante promessa de incentivo econômico de participação de civis e militares para prática de atos antidemocráticos”.
No documento, as entidades que representam os caminhoneiros questionam os riscos de contaminação pela Covid-19 com as aglomerações e destacam os riscos das declarações públicas e manifestações nas redes sociais com “promessa inidônea de financiamento, custeio e pagamento de todos os custos e despesas a participar de uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros’ sem pauta jurídica”.
A petição destaca ainda “atos de intolerância insuflando conscienciosamente a participação mediante exploração da dependência econômica de caminhoneiros empregados e hipossuficiência econômica de transportadores autônomos com propósito de exigir afastamento imediato de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mediante uso das forças armadas”.
Para os líderes dos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro também tem responsabilidade em qualquer dano decorrente de manifestações, mobilizações e ações públicas devido a pronunciamento oficial e por meio de redes sociais.
“A responsabilidade da União, por sua vez, decorre diretamente da indicada conduta do Presidente da República dada a sua condição de representante máximo do Poder Executivo, que incorrendo assim, em evidente abuso de direito, ocasiona a responsabilização da União pelos danos materiais, econômicos, sociais e morais coletivos por ele causados, e da omissão dos demais órgãos competentes integrantes da hierarquia administrativa”, diz a Ação Civil Pública.
Em discurso feito neste neste 7 de setembro na Avenida Paulista, o presidente Jair Bolsonaro disse que não será preso, além de afirmar que “só Deus” o tira de Brasília.
Em cima de um carro de som, o presidente voltou a criticar a urna eletrônica e as medidas de restrição de circulação adotadas por governadores para frear a pandemia do coronavírus, principalmente no ano passado. Em uma fala direcionada a apoiadores, Bolsonaro disse que não presta conta a partidos políticos, só a seus seguidores. “Enquanto eu estiverem ao meu lado, eu irei representar vocês. Só Deus me tira de Brasília!”, afirmou Bolsonaro, em relação ao seu futuro político.
No discurso, ele disse que o que incomoda as pessoas de Brasília é o fato de terem começado uma mudança real no Brasil. “O que incomoda alguns lá de Brasília é que nós realmente começamos a mudar o Brasil. Temos que acreditar que nós colocaremos o Brasil no lugar de destaque que ele merece”, diz Bolsonaro. E declara que não vai admitir que “pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a Constituição”, embora não tenha explicado a que atitudes do ministro estava se referindo.
Bolsonaro também ressaltou que só existem três finais possíveis para ele em 2022. “Só saio, preso, morto ou com vitória. Direi aos canalhas que eu nunca serei preso”. “Não vamos admitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar nossa democracia e açoitar nossa Constituição. Temos oportunidade de agir com respeito a todos nós, como continua não agindo”, observou Bolsonaro.
O presidente também falou sobre a pandemia: “Vocês passaram momentos difíceis com a pandemia. Pior que o vírus foram ações de alguns governadores e prefeitos que ignoraram a Constituição, onde tolheram a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, proibiram vocês de trabalhar e frequentar templos e igrejas para oração”.
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) jogaram objetos contra o Ministério das Relações Exteriores (Palácio do Itamaraty) e tentaram arrancar as grades usadas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) para isolar o prédio.
Ao tentar impedir o grupo que atentava contra o patrimônio público, dois policiais militares foram agredidos com chutes. “Estão bem (os policiais). Foi leve”, relatou uma fonte policial ao Correio Braziliense. Perguntado se os agressores foram detidos ou se a situação foi apaziguada no local, o policial respondeu que ninguém foi detido e tudo foi resolvido “ali mesmo”.
Invasão
Os apoiadores de Bolsonaro invadiram a Esplanada do Ministérios na noite de segunda-feira (6/9) e divulgaram vídeos nas redes sociais garantindo ter havido um acordo entre os manifestantes e a Polícia Militar do Distrito Federal. Ainda ontem, a PM negou a existência de tal acerto.
Comente aqui