Política

NA DÚVIDA? “Eu ainda não decidi se vou ser candidato”, diz Lula

Foto: Ricardo Stuckert, Divulgação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado, 21, que ainda não decidiu se será candidato em 2022.

A declaração foi dada durante um encontro com movimentos sociais e sindicais em Fortaleza, no Ceará.

“Só vou decidir no começo do ano que vem. Eu tenho que ter muita responsabilidade ao fazer as coisas. Sou um jovem de 75 anos. Vou pensar muito porque cuidar de 215 milhões de pessoas exige muita responsabilidade”, disse.

Mas, logo em seguida, Lula falou como candidato. “Nós vamos pegar esse país pior do que eu peguei em 2002. É importante termos isso na cabeça. Pior do que eu peguei em 2002. É importante termos isso na cabeça. Pior do ponto de vista econômico, social, do emprego e político. Eu, se eu ganhar, vou colocar o Camilo [Santana, governador do Ceará] para mandar os generais embora. Vai lá, você, que é corajoso, mandar os generais embora. Porque são quase 7 mil”, afirmou, referindo-se à quantidade de militares em cargos de comando no governo federal.

No evento, o ex-presidente também fez referência à “inteligência, que foi derrotada pela ignorância”, ao se referir à vitória de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad, em 2018.

“Nós apresentamos como candidato um cara que foi, indubitavelmente, o melhor ministro da Educação da história desse país, que foi o nosso companheiro Fernando Haddad. O que ganhou as eleições em 2018 foi a antipolítica, a anticivilidade, a antifraternidade, a anti-humanidade, a anticompreensão da coisa mínima da solidariedade”, disse Lula.

A situação socioeconômica do país também foi abordada pelo ex-presidente. Lula afirmou que a população brasileira voltou a sentir fome. “Esses dias, eu fiquei horrorizado quando eu vi em Cuiabá, Mato Grosso, uma mulher na fila do açougue pra pegar osso. Osso! Para colocar, quem sabe, na água e fazer um gostinho de carne. E colocar no arroz ou cozinhar o feijão. Será que a gente não tem capacidade de indignar a humanidade contra isso?”, disse.

“PAÍS NÃO É DOS MILICIANOS”

Em referência às ligações da família Bolsonaro com integrantes da milícia, o ex-presidente disse que o o país “não é dos milicianos”. Lula mencionou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao considerar ser remota a possibilidade de Bolsonaro sofrer um impeachment.

“Eu fico pensando: o que a gente vai fazer? Impeachment dele, me parece que o presidente da Câmara não coloca. Eu não sei se a Suprema Corte vai interditá-lo ou não depois dessa loucura. Mas, se nada disso resolver, tem um juiz poderoso, que é o povo brasileiro. O povo pode acabar com essa farra”, afirmou.

Poder 360

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Política

Lula diz que aceita conversar com Ciro Gomes, que rebate: “cinismo”

Foto: Reprodução

O  ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) acenou para seu ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT), neste sábado (21).

Em viagem pelo Ceará – reduto eleitoral do pedetista -, Lula disse que está aberto a conversar com quem esteja disposto a encontrá-lo, inclusive com Ciro. Em resposta, o ex-governador cearense disse que as falas de Lula tratam-se de “cinismo”.

“Minha mãe me dizia para não brigar, por isso se um não quer, dois não brigam. Estou aberto a conversar com quem quiser falar comigo. Respeito muito o Ciro, mas entendo que meus adversários me critiquem. Se ele for na televisão e falar bem, eu ganho a eleição”, declarou o ex-presidente.

Ao passar pelo Ceará, Lula chega em seu quarto estado do Nordeste nesta semana – o petista passou por Pernambuco, Piauí e Maranhão. O aceno a Ciro Gomes ocorre no estado em que o pedetista foi governador.

IG Último Segundo

 

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Política

Ricardo Coutinho precisa de 19 votos para aprovar contas na ALPB; votação será secreta

Foto: Reprodução/Facebook

É grande a expectativa para a votação das contas de 2017 do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa da Paraíba. É que os balancetes foram reprovados pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba no início de junho e o recurso apresentado pelo socialista também foi rejeitado.

Para reverter essa condição, Ricardo precisará de maioria absoluta no plenário da Casa Epitácio Pessoa, ou seja, 19 dos 36 votos possíveis. O processo de votação será secreto.

De acordo com o regimento interno da Assembleia, não poderá haver solicitação de urgência urgentíssima para a votação das contas de governadores e ex-governadores. Também pelo regimento, a votação secreta é feita pelo sistema eletrônico apurando-se apenas os nomes dos votantes e o resultado final.

Além disso, a votação poderá ser secreta quando solicitada por um doze avos dos deputados, e aprovada pela maioria absoluta da Assembleia.

Para o voto secreto será usada cédula, impressa ou digitada, recolhida em urna à vista do Plenário, quando o sistema eletrônico de votação não estiver funcionando.

A decisão do Plenário será formalizada mediante Decreto Legislativo que será promulgado e publicado pelo Presidente da Assembleia, dentro de 48 horas, dando-se, em seguida, conhecimento ao ex-governador do Estado e ao Presidente do Tribunal de Contas do Estado, com cópia do Decreto Legislativo.

ParlamentoPB

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Política

Alexandre de Moraes é alvo de outros seis pedidos de impeachment no Senado

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Alvo de um pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro no Senado nesta sexta-feira (20), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é alvo de outros seis pedidos de afastamento protocolados em 2021.

Todos estão parados na advocacia do Senado desde que foram protocolados. Alguns versam sobre o inquérito das fake news, relatado por Moraes, outros sobre a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

O parlamentar foi preso em fevereiro após fazer apologia ao AI-5, mais duro instrumento de repressão da ditadura militar, e por defender agressões e destituição de ministros do Supremo, segundo Moraes. Ele foi posto em prisão domiciliar, mas voltou a ser preso em junho após violar as regras de uso de sua tornozeleira eletrônica.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) assina dois pedidos: um, de fevereiro de 2021, questiona o inquérito das fake news e pede o afastamento de Moraes por ele ter determinado a prisão de Silveira. No outro, Kajuru assina o pedido com os colegas senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Lasier Martins (Podemos-RS,  Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Roberto Jefferson, preso na última sexta-feira por decisão de Moraes acusado de incitar a violência e integrar uma suposta milícia digital, também é autor de um dos pedidos de impeachment contra Moraes. Na inicial, protocolada em fevereiro, o presidente nacional do PTB acusa Moraes de agir de forma “político-partidária” na condução do inquérito das Fake News – que tem o ex-deputado federal como alvo.

Os outros pedidos de afastamento de Moraes foram protocolados por cidadãos, incluindo um militar da Marinha. Ao todo o STF tem pelo menos 11 pedidos de impeachment contra ministros do STF. Além dos 7 contra Moraes (6 antigos e mais um, apresentado nesta sexta-feira por Bolsonaro), são alvos de pedidos de afastamento os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin e Carmen Lúcia. Há, ainda, um pedido que pede o afastamento de todos os ministros da Suprema Corte.

CNN Brasil

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Política

‘Estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido’, diz Sérgio Reis

Foto: reprodução/TV Globo

Em entrevista à Record que irá ao ar neste domingo (22), Sérgio Reis, 81, comentou a busca e apreensão da Polícia Federal realizada na casa dele na manhã desta sexta (20).

A ação da PF ocorreu após vazar um áudio em que o cantor sertanejo afirma que caminhoneiros parariam o país em setembro até que o Senado afastasse os ministros do STF de seus cargos.

“Eu errei, quero pedir desculpas, até ao Supremo”, disse Reis ao repórter Roberto Cabrini. “Eu sou uma pessoa que só pensa bem dos outros. E agora estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido. Eu não sou bandido.”

Na entrevista, o cantor também afirmou estar surpreso com a repercussão da fala, em que ele diz “se em 30 dias não tirarem os caras [os ministros do STF] nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”.

“Falei bobagem. Pensei que não teria essa repercussão, que não ia vazar isso aí…”

Sérgio Reis pediu que fosse marcada uma nova data para seu depoimento à PF.

O Antagonista

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Política

Grupo contrário a Ricardo Coutinho no PT lança pré-candidatura de Charliton ao Senado

Foto: Reprodução

Um grupo formado por deputados, dirigentes e o único prefeito do PT na Paraíba emitiu uma nota nessa sexta-feira (20) lançando a pré-candidatura do professor da UFPB, Charliton Machado, ao Senado Federal.

O grupo é contrário à chegada do ex-governador Ricardo Coutinho (ainda PSB) ao PT e defende o nome do ex-presidente do PT como alternativa para chapa encabeçada pelo governador João Azevêdo (Cidadania).

“Os deputados Frei Anastácio, Anísio Maia, além de Anselmo Castilho, Giucelia Figueiredo, Arimateia França comunicam ao GTE a indicação do professor Charliton Machado como pré-candidato a Senador pelo PT, nas eleições de 2022, para a chapa com o governador da Paraíba, João Azevedo”, diz a nota.

 

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Política

“A opinião [do MDB] é contra a volta das coligações”, diz Veneziano

Foto: Reprodução

Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, o senador Veneziano Vital (MDB) afirmou que o MDB deve votar pelo fim das coligações partidárias para eleições do próximo ano.

Ele disse que a decisão ainda não foi tomada, mas que a opinião do partido é contra a volta. “Essa decisão ainda não foi tomada porque ainda vamos reunir a bancada para discutirmos sobre o assunto, mas a opinião é contra a volta das coligações”, disse o senador.

Ao justificar o posicionamento, o senador afirmou que “com fim das coligações não haverá mais a criação de partidos pequenos e o eleitor terá o seu direito garantido, ou seja,  de eleger a pessoa em quem ele votou de fato e não eleger uma pessoa que pensa totalmente diferente dele”, destacou.

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Política

Lula costura apoios com partidos da base de Bolsonaro do Nordeste e diz que nem o centrão salvará presidente

Foto: Reprodução

O ex-presidente Lula (PT) afirmou nessa sexta-feira (20), em São Luís, que nem o centrão vai conseguir salvar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. As informações são da Folha de S.Paulo.

Para o petista, que faz giro pelo Nordeste em busca do fortalecimento de sua candidatura ao Planalto, boa parte dos aliados de Bolsonaro vai pular do barco até junho do próximo ano. “Nem o centrão vai conseguir salvar o Bolsonaro. Ele é ingovernável. Ele não é razoável do ponto de vista psicológico. Ele é muito difícil. Ele não respeita as pessoas que conversam com ele, não se dirige a ninguém”, respondeu em entrevista coletiva concedida ao lado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB).

Ao dizer que está conversando com todo o mundo, Lula declarou que os partidos do centrão não são ideológicos e só pensam eleitoralmente. E “Qualquer partido do centrão vai querer saber o seguinte: quem é que vai dar voto para mim no meu estado e na minha cidade? E ele vai optar por aquelas pessoas [que darão voto] como optaram por Bolsonaro em 2018”, disse.

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Política

Em pedido de impeachment, Bolsonaro diz que nem sempre usa ‘melhores palavras’ para fazer críticas, mas nega ‘qualquer possibilidade de ruptura’

Imagem: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro usou o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para condensar em um único documento as reclamações contra o magistrado, considerado uma pedra no sapato no Palácio do Planalto. No requerimento entregue ao Senado no final da tarde dessa sexta-feira, Bolsonaro afirmou ainda que a Corte é um “ator político” e, portanto, deve ser submetido à crítica.

O presidente justificou que “nem sempre usa as melhores palavras” para fazer críticas, mas que suas ações serão “sempre pautadas pelos parâmetros constitucionais”. “Logo, não há, sequer em hipótese, qualquer possibilidade de ruptura.”

Investigado, Bolsonaro disse no pedido que não praticou crime durante suas lives semanais e que exerceu a liberdade de pensamento.  O presidente foi incluído no inquérito das fake news pelo ministro Alexandre de Moraes após realizar uma transmissão ao vivo na internet, no final de julho, atacando a confiabilidade das urnas eletrônicas e defendendo o voto impresso. A mudança no sistema eleitoral brasileiro foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.

“Tenho a plena convicção que não pratiquei nenhum delito, não violei a lei, muito menos atentei contra a Constituição Federal. Na verdade, exerci o meu direito fundamental de liberdade de pensamento, que é perfeitamente compatível com o cargo de Presidente da República e com o debate político”, disse Bolsonaro.

No pedido de impeachment de Moraes, Bolsonaro disse, que, assim como ele, os membros dos demais Poderes, incluindo dos tribunais superiores, devem ser submetidos ao  “ao escrutínio público e ao debate político.”

“Entendo que os membros dos Poderes devam participar ativamente do debate político e tolerar críticas, ainda que duras e incômodas. Eu, como Presidente da República, sou diariamente ofendido nas redes sociais, sofro ameaças à minha integridade física a todo tempo e, como regra, tolero esses abusos por compreender que minha posição, como agente político central do Estado brasileiro, está sujeita a tais intempéries.”

Bolsonaro citou ainda que nos últimos tempos decisões do STF definem como “o Brasil  deve se manter as relações internacionais”, os critérios para a nomeação de novos ministros e de cargos técnicos pelo Presidente da República, entre outras que se somam em um rol interminável de arestos que transitam entre a técnica e a política.”

O Globo

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Leia a íntegra do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes

Adriano Machado/Reuter

No pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro faz um relato em primeira pessoa, sem formalidades ou “juridiquês”. O documento foi registrado num cartório da Asa Norte, bairro do Plano Piloto de Brasília, com o RG do presidente e certidões negativas de condenações em anexo.

No documento, Bolsonaro critica o fato de o ministro de STF ter aberto um inquérito sobre as suas falas contra as urnas eletrônicas, nas lives de quinta-feira, a partir de notícia-crime apresentada no TSE, do qual o próprio Alexandre de Moraes faz parte. Diz que nas lives, ele exerce o seu direito fundamental de liberdade de pensamento, o que é perfeitamente compatível com o cargo de presidente da República e com o debate político. Bolsonaro afirma que o ministro teria cometido vários abusos e ilegalidades no exercício do cargo no Supremo, ao conduzir o inquérito das fake news.

Para ter seguimento, o pedido precisa ser lido em plenário pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Confira aqui a íntegra do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

Blog do BG com O Antagonista

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