Para metade dos eleitores na Paraíba, um eventual apoio do presidente Jair Bolsonaro para algum candidato a governador do Estado nas Eleições de 2022 não influencia sua escolha de voto. Os dados são referentes ao levantamento feito pelo Instituto Opinião que trouxe números do cenário político e eleitoral da Paraíba a um ano das eleições.
Foram ouvidas 2 mil pessoas entre os dias 23 e 26 de agosto deste ano em todas as regiões do Estado (80 cidades) e tem como margem de erro 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pergunta feita foi: “Caso um candidato a governador do Estado da Paraíba, independente de quem seja, tivesse apoio de Jair Bolsonaro, isto aumentaria muito, aumentaria pouco, diminuiria muito, diminuiria pouco ou não influenciaria sua vontade de votar neste candidato?”.
Bolsonaro fez do Brasil o país da FOME, do RACIONAMENTO, do APAGÃO! Conta de energia nas alturas, gasolina e gás impagáveis, cesta básica e carne inacessíveis. O povo brasileiro paga pela incompetência e crueldade desse Governo!https://t.co/mvUDIh9QJW
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, criticou o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o congressista, “o povo brasileiro paga pela incompetência e crueldade” do governo.
Em publicação no Twitter, Randolfe disse que Bolsonaro fez do Brasil o “país da fome, do racionamento, do apagão”. Criticou o valor da conta de energia, do combustível e dos alimentos.
“Bolsonaro fez do Brasil o país da fome, do racionamento, do apagão! Conta de energia nas alturas, gasolina e gás impagáveis, cesta básica e carne inacessíveis. O povo brasileiro paga pela incompetência e crueldade desse governo!”, escreveu.
A vereadora Eliza Virgínia (Progressistas) criticou a doutrinação ideológica nas escolas durante pronunciamento na sessão desta terça-feira (31), da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A parlamentar afirmou que é uma prática condenável, mas que acontece em algumas escolas da Capital.
“O professor não pode se aproveitar da audiência cativa dos alunos para promover seus próprios interesses, opiniões ou preferências ideológicas ou religiosas, morais e políticas ou partidárias. Não é ético, é ilegal e é imoral. E também covarde”, afirmou a parlamentar afirmando que foi isso que aconteceu em Criciúma (SC) quando um professor exibiu um clipe considerado de teor erótico e foi exonerado pela prefeitura.
Eliza Virgínia afirmou que o professor não pode prejudicar nem favorecer alunos em razão de convicções políticas pessoais. “O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula, nem incitará seus alunos a participarem de manifestações, atos políticos e passeatas. Foi o que aconteceu na escola FAC, numa foto de um grupo de terceiro ano que tem um professor sinalizando Lula Livre em 2019. Isso é honesto? Isso é correto? Não, não pode. Professor que faz isso tem que ser punido”, defendeu a parlamentar.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) na investigação que apura a contratação de funcionários “fantasmas” no gabinete do parlamentar.
Outras 26 pessoas e sete empresas também tiveram os sigilos quebrados, segundo informações da GloboNews.
Pela primeira vez desde o início da investigação, há dois anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) levanta a possibilidade de um esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos na Câmara de Vereadores. O pedido foi feito pelo MP à Justiça do Rio. A decisão da 1ª Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio foi dada em 24 de maio.
Eleito vereador do Rio pela primeira vez em 2001, Carlos Bolsonaro está no sexto mandato consecutivo. Nesses 20 anos, dezenas de pessoas já foram nomeadas em seu gabinete.
O regulamento da Câmara do Rio diz que esses assessores têm que cumprir uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Mas o MP afirma ter indícios de que vários desses assessores não cumpriam o expediente na casa. E podem ser considerados funcionários “fantasmas”.
O vereador Carlão Pelo Bem (Patriota) usou a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para defender a educação familiar. Na sessão desta terça-feira (31), o parlamentar afirmou que a educação dos pais é mais importante que a do Estado.
“A política passa discreta pela sociedade, mas é preciso dizer que não existem melhorias para cidade sem a política. Ela que permite esta Casa defender as crianças, as mulheres e a humanidade. Vamos deixar as crianças crescerem de forma sadia. O Estado não pode interferir na educação familiar. Parece que fere as pessoas falar disso”, declarou o vereador.
Para Carlão Pelo Bem é importante preservar a educação que passa de geração após geração através dos pais e os outros ascendentes. “A educação que os pais e mães passaram é mais importante que a Educação do Estado. Temos que evoluir e avançar, mas sem permitir que engenharias sociais sejam mais importantes que a educação familiar”, afirmou o vereador.
De acordo com ele, as crianças precisam ser defendidas da erotização precoce e a linguagem neutra não dever ser propagada. “Proteger as crianças não é ser contra ninguém ou contra ‘opção sexual’. Pensar contrário ofende”, finalizou.
O pronunciamento foi feito tomando como base o caso de um professor da rede pública de Criciúma exonerado depois de exibir em sala de aula para estudantes do 9º ano um clipe do cantor Criolo com temática LGBTQIA+.
A votação de um veto do governador João Azevedo desencadeou vários embates entre deputados, na sessão desta terça (dia 31), na Assembleia.
No primeiro embate, a deputada Camila Toscano afirmou que a Assembleia deveria meditar antes de manter o veto do governador, para não se apequenar. Foi o suficiente para o presidente Adriano Galdino rebater, afirmando que a Assembleia da Paraíba não se apequena, afirmando que o veto se deu porque a Casa não pode criar despesas, e arrematou batendo duro: “Vossa excelência com sua fala me atinge. A Assembleia não fica apequena, não. Quem fica pequena é sua formação em Direito.”
A parlamentar foi para a tréplica: “O senhor me respeite, respeite meu pensamento.” Disse que as declarações de Adriano não eram dignas de um presidente de poder, e demonstrava também certa misoginia. Camila foi apoiada pelo deputado Anderson Monteiro, avisando que a oposição não iria se intimidar com as ameaças. Galdino voltou à carga: “A gente não vê um promotor falando do Ministério Público, a gente não vê um conselheiro falando do Tribunal de Contas do Estado. Agora, a gente vê um colega deputado falando do Poder Legislativa e enquanto eu for presidente eu vou defender esse poder, não vou admitir.”
Depois foi a vez do Hervázio Bezerra se indispor com a deputada Estela Bezerra, que defendia a derrubada do veto do governador. Hervázio lembrou que a parlamentar não tinha o mesmo zelo, quando se tratava de defender o ex-governador e seu aliado Ricardo Coutinho.
Após encontro entre integrantes do PT com o PSB, o deputado estadual Anísio Maia (PT) defendeu a aglutinação de forças políticas para fortalecer o palanque do ex-presidente Lula na Paraíba.
Entretanto, o parlamentar alegou que qualquer plano para isso tem que girar em torno do governador João Azevedo (Cidadania), candidato à reeleição.
“O centro é João Azevêdo que deve ser o nosso candidato a governador. Mas, em torno dele nós devemos aglutinar o maior número de forças possíveis para ter um grande palanque de Lula e evitar qualquer tipo de divisão”, afirmou Anísio Maia.
Dentro desse projeto, Anísio alega que o PSB não deverá ser esquecido diante de toda movimentação e sinalização de apoio ao ex-presidente.
“É unindo o time. Procuramos também outros partidos como PCdoB, Rede e vamos procurar todas as pessoas que estejam com vontade de eleger Lula”, acrescentou.
O empresário João Amoêdo (Novo), candidato nas eleições presidenciais de 2018 e apontado como um dos nomes da ‘terceira via’, voltou a pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais.
“O único manifesto, no momento, capaz de trazer pacificação entre os Poderes e estabilidade institucional é o impeachment de Bolsonaro”, escreveu.
Amoêdo já afirmou que não será candidato em 2022. Apesar disso, o nome dele tem forte relevância entre aqueles que não apoiam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mais cedo, um manifesto que atraiu a assinatura de 200 entidades empresariais para pedir harmonia entre os Poderes da República circulou nas redes. Várias entidades querem assinar o texto e pediram prazo para que o documento seja submetido a suas diretorias.
Esta terça-feira (31) marca cinco anos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ela ressurgiu no noticiário afirmando que a atual crise política no país, sob gestão Jair Bolsonaro, é um desdobramento do processo de de impedimento ocorrido em 2016.
Em entrevista ao portal da Fundação Perseu Abramo, ela afirma que “o golpe de 2016 é o ato zero do golpe, é o ato inaugural, mas o processo continua”.
“É o pecado original dessa crise que o país atravessa. É a partir dali que se desenrola todo o processo golpista. O que estamos vivendo são etapas do possível endurecimento político no país: o governo flertando com o golpe dentro do golpe”, afirmou Dilma.
A defesa de Ivanildo Gonçalves, motoboy da VTC Log, empresa responsável por fazer a logística com contratos e transportar insumos para o Ministério da Saúde, conseguiu, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de não comparecimento do funcionário à CPI da Covid. A decisão é do ministro Nunes Marques.
O depoimento está marcado para esta terça-feira (31). Se comparecer, o motoboy poderá ficar em silêncio diante de perguntas; receber auxílio de um advogado; não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade e não sofrer constrangimentos físicos e morais.
Os advogados de Ivanildo Gonçalves alegam que a convocação é ilegal. “(Ele) Não exerce qualquer papel que possa colaborar com a investigação por apenas realizar serviços de deslocamento, inclusive diligências bancárias necessárias à administração da VTCLog”, afirmam os defensores.
“A drástica medida […] além de totalmente infundada, e realizada com fundamento midiático, já que nem mesmo os sócios ou a CEO da empresa VTCLog foram convidados a prestarem os devidos depoimentos, cujo objetivo pretende repercussão midiática, o que deve ser rechaçado”, argumenta a defesa.
Convocação
Ivanildo foi chamado pela CPI porque o nome dele apareceu no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da seguinte forma: “Realização de operações em que não seja possível identificar o destinatário final”. O valor total não identificado mostrou que um montante de R$ 4,74 milhões, o que representaria 5% da movimentação atípica feita pela VTClog, segundo as investigações.
Outro motivo para o requerimento é a forma como os valores foram sacados: em espécie, na boca do caixa. Os senadores querem avaliar o grau de confiança que a empresa tem no depoente para transportar altas quantias.
A expectativa da comissão é de, segundo vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP), “saber o caminho desse dinheiro.” O depoimento havia sido antecipado em um dia, pois a CPI teve informações de que Ivanildo “estava sendo pressionado pela empresa”, explicou Randolfe na semana passada.
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