No início do vídeo, Daciolo toca em pontos que o popularizaram em 2018, quando teve mais de 1 milhão de votos. Ele diz que “o Foro de São Paulo e a Ursal existem sim” e que elas tem um propósito.
A empolgação do presidente do PSB em São Paulo, Márcio França, com a filiação de Geraldo Alckmin ao partido e a possibilidade do ex-tucano vir a ser o vice de Lula não significa que o assunto está sacramentado. Lula e o PT ainda fazem os cálculos sobre ter Alckmin como candidato a vice na chapa do ex-presidente em 2022.
Para tomar a decisão, o PT encomendou pesquisas para avaliar o potencial de votos que Alckmin tem para atrair. Os caciques da legenda e Lula querem usar esses dados para fazer as contas e avaliar se a compra de desgaste com parte da esquerda devido a essa aliança compensa para partido. Alckmin se desfiliou nesta quarta-feira do PSDB.
Boa parte dos petistas avaliam que seria um gesto importante unir Alckmin, que atuou por mais de 30 anos no PSDB, com seu principal opositor, o PT, para derrotar Bolsonaro nas urnas. Há, porém, dúvidas sobre as chances de o eleitorado de Alckmin, conservador e, em parte, ligado ao agronegócio, acompanhar um movimento tão arrojado.
Outra dúvida é se o ex-tucano teria potencial de agregar votos fora de São Paulo, que é seu berço político. Há muito questionamento interno no PT sobre o que existe de concreto nesse debate com Alckmin.
Hoje Lula está deixando a história seguir, mas a direção do PT ainda não se envolveu diretamente nesse processo. A leitura entre seus aliados é que o ex-presidente quer passar um recado com esse debate: está aberto ao diálogo.
No domingo, Lula e Alckmin participarão de um jantar organizado pelo grupo de advogados Prerrogativas. Será o primeiro encontro público dos dois desde que especulações sobre uma aliança começaram.
O ex-governador Geraldo Alckmin se desfiliou nesta quarta (15) do PSDB. Ele entregou uma carta para o diretório municipal da legenda que ajudou a fundar e na qual permaneceu por 33 anos. Sua assinatura foi a sétima da ata de criação do PSDB.
Alckmin está conversando com Lula e com o PT para ser candidato a vice-presidente na chapa do petista em 2022. A ideia inicial era que o ex-governador saísse do PSDB e entrasse no PSB, que o indicaria a vice de Lula.
O curioso é que que os dois nunca foram tão próximos. Na campanha de 2006, Alckmin questionou exaustivamente o PT sobre o “dossiê dos aloprados”, um documento com acusações falsas usado contra José Serra na campanha anterior e que teria sido produzido por petistas.
Alckmin também disse que Lula sabia dos casos de corrupção no seu governo, quando explodiu o escândalo do mensalão. “Como é que pode não saber o que se passou na sala ao lado?”, perguntou para Lula em um dos debates. Lula rebateu dizendo que a corrupção apareceu porque seu governo deixou investigar, coisa que os tucanos nunca fizeram. “Nós não jogamos para debaixo do tapete”, afirmou.
Lula também criticou bastante os tucanos pelas privatizações ocorridas no governo FHC. O debate sobre o tema ganhou tração popular, o que obrigou Alckmin a protagonizar a inusitada cena de fazer campanha usando um colete contra as privatizações.
Alckmin também atacou várias vezes o “o populismo de esquerda do PT” e “o populismo de direita de Bolsonaro” e afirmou que o primeiro levou ao segundo. “O PT, como sempre trabalhou para criar o ‘nós contra eles’, acabou criando radicais do outro lado”, disse durante um ato de campanha no Acre.
Para atacar o PT na campanha, Alckmin levou à TV inclusive a delação de Antonio Palocci, que o então juiz Sergio Moro havia tornado pública às vésperas da eleição e que sempre foi desprezada pela Justiça por não conter informações que pudessem ser utilizadas em ações criminais.
A Polícia Militar prendeu na tarde desta terça-feira (14) na BR-230, na cidade de Patos, quatro suspeitos de terem cometido roubo em uma loja de perfumes em São Bento, na região de Catolé do Rocha. Segundo informações da PM, o bando integra uma quadrilha especializada em roubar lojas de perfumaria.
Os policiais localizaram dois veículos utilizados no roubo trafegando na BR-230, próximo à cidade de Patos e, após uma perseguição, foram interceptados momentos depois. Dentro do primeiro veículo foram presos quatro suspeitos, todos com antecedentes criminais, e com eles foram apreendidos alguns aparelhos celulares, dinheiro em espécie e outros objetos roubados na loja.
O segundo veículo foi abandonado e os suspeitos conseguiram fugir. O carro apresentava queixa de roubo/furto e dentro foi encontrado o restante da mercadoria que fora roubada da loja de perfumaria.
Foto: PMPB
De acordo com a polícia, ao todo, foram recuperados 1.176 perfumes de tipos variados, oito aparelhos celulares, uma quantia de R$ 589,00 e diversos outros objetos pessoais.
Se depender do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, do Progressistas, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) já é pré-candidato ao Senado na chapa de João Azevedo nas eleições de 2022
Ao ser questionado se indicaria um nome para chapa em caso de uma eventual desistência de Aguinaldo, Cícero ressaltou que ele está no páreo porque tem experiência, bagagem eleitoral e trabalho prestado.
“Entendemos que estamos oferecendo o melhor nome para apresentar a PB no Senado. Temos critérios, o nome é bom, tem densidade eleitoral tem prefeituras importantes e outras cidades, ou seja temos densidade para oferecer e ocupar esse cargo, por isso não vejo a mínima possibilidade de qualquer desistência de Aguinaldo”, disse.
A declação apimenta a disputa entre Aguinaldo Ribeiro e Efraim Filho, na composição da chapa majoritária encabeçada pelo governador João Azevedo. Resta saber se João vai ouvir o PP, com quem fez uma aliança recente e elegeu Cícero Lucena como prefeito da capital, ou o União Brasil, resultado da fusão entre o DEM e o PSL, com quem tem uma parceria com os democratas desde o início da gestão.
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou nesta quarta-feira (15) o cargo de líder do governo no Senado.
A decisão foi tomada um dia após o plenário do Senado ter aprovado o nome do senador Antonio Anastasia (PSD-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
“O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou nesta manhã o cargo de líder do governo no Senado. O pedido foi formalizado ao presidente Jair Bolsonaro a quem o senador agradece a confiança no exercício da função”, informou em nota a assessoria de Bezerra.
Bezerra, que recebeu 7 votos, se sentiu traído. Anastasia recebeu 52 votos e Kátia Abreu (PP-TO), 19 votos.
Cálculos internos apontavam que o então líder do governo receberia entre 35 e 38 votos.
Com a oficialização da desistência do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), em disputar ao cargo de governador da Paraíba em 2022, o PSDB, principal partido aliado que dava sustentação à pré-candidatura do campinense, prepara um anúncio para a próxima segunda-feira (20).
A expectativa é que o ninho tucano lance o nome do deputado federal Pedro Cunha Lima, presidente da sigla no estado, ao Palácio da Redenção.
A possibilidade já era tratada internamente pela legenda desde que surgiram os primeiros entendimentos de Romero para uma aliança com o governador João Azevêdo (Cidadania), adversário do Clã Cunha Lima.
Pedro tem intensificado um comportamento de contraponto ao atual governador, assim como os deputados Tovar Correia Lima, Ruy Carneiro e Camila Toscano.
A coletiva de imprensa marcada para acontecer em João Pessoa terá a presença das principais lideranças tucanas do estado, além do ex-senador Cássio Cunha Lima.
O ex-prefeito de Campina Grande e presidente do PSD anunciou na manhã desta quarta-feira (15) que vai disputar o cargo de deputado federal em 2022.
Em carta, Rodrigues afirmou que trata-se de uma estratégia alinhada com a executiva nacional do partido, presidido pelo ex-ministro Gilberto Kassab.
Com confirmação da desistência em disputar o Governo da Paraíba, Romero amplia o caminho para formalizar a aliança com o governador João Azevêdo (Cidadania).
Aos amigos paraibanos
Nas últimas semanas, houve um intenso e crescente interesse da mídia em relação ao meu nome no Estado com vistas às eleições 2022. Mesmo considerando prematuros o debate e as pressões em torno de definições, com base no tempo das instituições, encaro como um fenômeno inerente ao jogo democrático. O que efetivamente considero como mais importante: em nenhum momento, abri mão de meus princípios e de meu estilo de exercer a política – que tem como base o diálogo, o respeito ao contraditório e o interesse público, com prioritária atenção à cidade que sempre será meu porto seguro e pela qual tenho respeito, gratidão e compromisso: Campina Grande.
A praticamente um ano do próximo pleito, estive diante de vários caminhos possíveis e desafios concretos. Como é meu padrão, faço sempre questão de avaliar as possibilidades ouvindo minha família, meus amigos, aliados políticos e o sentimento das ruas. Já fui vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito pela vontade do povo. Graças a Deus, encerrei dois mandatos seguidos na Prefeitura de Campina Grande num nível de aprovação que, longe de me envaidecer, só aumentou minha responsabilidade com nossa terra e nosso povo. Tenho orgulho desse legado, que não pertence a mim, mas a milhares de pessoas de bem que contribuíram comigo ao longo de todos esses anos.
Há mais de 30 anos, tenho sido leal, solidário e me comportado, com muito orgulho e nenhum arrependimento, como um soldado ou aliado de um grupo político que, como tantos outros, conheceu a alegria e o bônus das vitórias, mas também o sabor amargo e o ônus das derrotas nas urnas. Normal. Quando se prevalece a soberania do voto popular, os resultados são sempre pedagógicos.
Com paciência e responsabilidade, tenho avaliado as possibilidades legítimas sob vários ângulos. Dentre estes, pesa a minha honrosa missão de presidente do Partido da Social Democracia (PSD) na Paraíba – o que naturalmente me impõe desafios na consolidação e avanços nos espaços da legenda no pleito 2022. Compromisso que venho tratado diretamente com o amigo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que tem a cada dia me surpreendido por seus crescentes gestos de atenção e lealdade.
Portanto, dentro de uma estratégia amadurecida e alinhada com os planos nacionais do PSD, anuncio a decisão de colocar meu nome como uma alternativa à Paraíba para a Câmara Federal no próximo ano. Mais um grande desafio para a minha vida pública, que encaro com determinação, fé em Deus e sob a soberana vontade do povo.
Aliás, por último, não poderia deixar de registrar aqui um misto de alegria e tristeza que emerge dessa minha fase de praticamente um ano de peregrinação e conversas no Estado, como pré-candidato a Governador. Alegria pelas incontáveis manifestações espontâneas de carinho, solidariedade e apoio a esse sonhado projeto de qualquer homem público paraibano de chegar ao Palácio da Redenção. Tristeza porque muitos fatores, que independeram de minha vontade, contribuíram para uma mudança de rota e adiamento do sonho.
Peço desculpas, humildemente, a todos que acalentaram comigo esse sonho adiado. Gostaria muito um outro desfecho para este capítulo de minha vida, mas sempre entendi uma verdade: não é sábio se impor contra o destino e os desígnios de Deus. A vida segue. E, desde que mantenhamos a cabeça erguida, o espírito pronto e os princípios firmes, é só uma questão de tempo alcançarmos nossas metas. Muito obrigado a todos e que o Senhor continue a nos guiar em nossa jornada.
Pré-candidato à presidência nas eleições de 2022 pelo PDT, Ciro Gomes criticou nesta terça- feira (14) o também pré-candidato Sérgio Moro (Podemos). O pedetista chamou o ex-juiz de “despreparado” e o desafiou para um debate.
“Não gostaria de demonstrar sua ‘coragem’ e ‘preparo’ debatendo, agora, comigo?”, provocou Ciro Gomes no Twitter.
Ciro rebatia uma reportagem do UOL, na qual Moro afirmou ter dúvidas se o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) aceitariam debater com ele durante as eleições do ano que vem.
“Moro, eu não tenho dúvida. Tenho certeza de que eles não aceitarão debater com ninguém. Nem mesmo com um despreparado, como você”.
Por fim, Ciro questionou o motivo de Moro estar “fugindo” dos desafios feitos por ele “reiteradamente”. Classificou o ex-juiz como “covarde, dissimulado e despreparado”.
“Por que você tem fugido aos desafios que tenho lhe feito reiteradamente? Escolha o dia, a hora, o formato e o temas que quiser. Aceitarei de pronto. Eu que sei que você não aceitará porque é covarde, dissimulado e despreparado.”
O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) foi escolhido pelo plenário do Senado Federal, nesta terça-feira (14), com 52 votos, para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Concorreram também Kátia Abreu (PP-TO) e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo, que receberam 19 e 7 votos respectivamente.
Sua indicação foi defendida pelo Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1.118/2021, com texto do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e relatoria de Cid Gomes (PDT-CE).
O TCU é responsável pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, segundo a Constituição Federal.
O órgão auxilia o Congresso Nacional, segundo o artigo 71 da Constituição, a “apreciar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento.”
A vaga foi aberta após a saída de Raimundo Carreiro, que irá assumir a Embaixada do Brasil em Lisboa. Foi realizada uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nessa terça-feira, com os três concorrentes.
Comente aqui