A apresentadora paraibana de TV Marília Lima, confirmou em conversa com o Blog do BGPB, que foi convidada pela senadora Daniella Ribeiro, atual presidente do PSD na Paraíba, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.
“Eu recebi sim, o convite para ser candidata e fiquei muito surpresa pois, não esperava esse convite”, disse Marília.
Marília afirmou ainda, que o convite da senadora não foi o único que recebeu, outros partidos também a convidaram para a disputa eleitoral que se aproxima.
Ela afirmou que o momento é de fazer uma avaliação para nos próximos dias, se encontrar pessoalmente com a organização do partido e, assim, tomar uma decisão.
“A gente precisa pensar antes de agir para tomar a decisão correta, por isso, ainda não me manifestei, nem falei no Instagram, para não criar expectativa”, afirmou.
Por fim, a apresentadora disse que se decidir ser candidata seguirá ao lado da senadora Daniella Ribeiro. Marília integra os quadros do PSD.
Marília Lima é apresentadora de TV há 18 anos e atualmente comanda o programa, Manhã da Gente, na TV Arapuan, filiada da Rede TV.
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), exonerou neste sábado, 02, três auxiliares que devem disputar cargos nas eleições deste ano.
Deixaram a gestão na capital: João Corujinha (secretário Direitos Humanos e Cidadania), Helena Holanda (Coordenadoria Especial da Pessoa com Deficiência) e João Almeida (secretário de Segurança Pública).
Sem coligações para a disputa proporcional, os deputados estaduais promoveram uma verdadeira dança das cadeiras nessa janela partidária. Dos 36 parlamentares, pelo menos 21 trocaram de legenda.
Nessa conta, entram Manoel Ludgério e Moacir Rodrigues que deixaram os partidos de origem – PSD e PSL, respectivamente -, mas até o fechamento dessa matéria ainda não se sabia onde foram se abrigar.
Também falta confirmar se Doda de Tião (PTB) e Edmilson Soares (Podemos) também trocaram de partido ou ficam onde estão. Eles não divulgaram informação. É certo que não vão disputar mandato este ano.
Nessa conta acima, não estão incluídos os suplentes no exercício do mandato.
O partido que mais abocanhou parlamentares foi o Republicanos, comandado pelo deputado federal Hugo Motta: filiou cinco. Já tinha um parlamentar na Casa – Jutay Menezes – e, agora, soma seis.
Mas, a maior bancada fica com o PSB, partido do governador João Azevêdo. O partido tinha sete deputados. Perdeu três para o PT – Cida Ramos, Estela Bezerra e Jeová Campos. Mas, filiou quatro. Agora, soma oito assentos.
A janela partidária também provocou o “desaparecimento” de quatro partidos na Assembleia Legislativa da Paraíba: o Avante – sensação das eleições de 2018 -, Patriota, PSC e PRTB. Também marca a chegada de dois: União Brasil – Taciano Diniz – e PSD – Felipe Leitão.
O Podemos, caso o deputado Edmilson Lucena tenha permanecido, a legenda ainda “respira. Ele é um dos quatro parlamentares que desistiu da disputa. Vai apoiar o filho Tanílson Soares.
Outros três deputados não vão disputar: Doda de Tião, Érico Djan e Jeová Campos.
Já Raniery Paulino, Ricardo Barbosa e Estela Bezerra lançaram pré-candidatura a deputado federal. Com isso, as eleições deste ano, se confirmadas as candidaturas e as desistências nas convenções, a ALPB terá, no mínimo, uma renovação de 22% nas cadeiras.
TROCARAM DE LEGENDA:
Cida Ramos – PT
Estela Bezerra – PT
Adriano Galdino – Republicanos – atual presidente da ALPB
Manoel Ludgério – ?
João Gonçalves – PSB
Branco Mendes – Republicanos
Wilson Filho – Republicanos – Líder do Governo
Jeová Campos – PT
Anderson Monteiro – MDB
Tião Gomes – PSB
Taciano Diniz – União Brasil
Felipe Leitão – PSD
Anísio Maia – PSB
Júnior Araújo – PSB
Raniery Paulino – Republicanos
Cabo Gilberto Silva – PL
Bosco Carneiro – Republicanos
Érico Djan – MDB
Moacir Rodrigues – ?
Eduardo Carneiro – Solidariedade
Walber Virgulino – PL
PERMANECEM NO MESMO PARTIDO:
Ricardo Barbosa – PSB
Jane Panta – Progressistas
Jutay Menezes – Republicanos
Hervázio Bezerra – PSB
Inácio Falcão – PCdoB
Camila Toscano – PSDB
Tovar Correia Lima – PSDB
Buba Germano – PSB
Pollyanna Dutra – PSB
Caio Roberto – PL
Galego de Souza – Progressistas
Chió – Rede
Dra Paula – Progressistas
Edmilson Soares – Podemos (ainda em aberto)
Doda de Tião – PTB (ainda em aberto)
DESISTIRAM DE DISPUTAR UMA VAGA NAS ELEIÇÕES DESTE ANO:
Jeová Campos – PT
Doda de Tião
Edmilson Soares
Érico Djan – MDB
DEPUTADOS QUE LANÇARAM PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL:
O deputado federal Alexandre Leite, tesoureiro do União Brasil São Paulo, divulgou comunicado na noite de hoje onde afirma que o convite feito ao ex-ministro Sergio Moro foi para concorrer à vaga na Câmara dos Deputados ou, eventualmente, ao Senado. Na nota, Leite diz ainda que, caso Moro insista em se candidatar à Presidência da República, o partido irá impugnar a sua filiação.
O União Brasil São Paulo reafirma que a filiação do ex-juiz Sérgio Moro se deu com a concordância de um projeto pelo estado de São Paulo, isto é, deputado estadual, deputado federal ou, eventualmente, Senado. Em caso de insistência em um projeto Nacional, o partido vai impugnar a ficha de filiação de Moro.
Mais cedo, Moro convocou a imprensa para realizar um pronunciamento e, na ocasião, disse que não desistiu de nada, mas que também não será candidato a deputado federal.
Preciso esclarecer a todos que eu não desisti de nada, muito menos do meu sonho de mudar o Brasil. Pelo contrário, sigo firme na construção de um projeto para o País. O Brasil está em um ano eleitoral decisivo, no qual iremos escolher que tipo de país queremos ser.Sergio Moro
Moro havia reconhecido ontem que desistiu, pelo menos naquele momento, de disputar a Presidência da República. Hoje, porém, ele afirmou que não abandonou o sonho de livrar “o Brasil dos extremos”, referindo-se diretamente a dois possíveis rivais nas eleições que serão realizadas em outubro: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).
“Para livrar o Brasil desses extremos coloquei o meu nome à disposição do país. Não tenho ambição por cargos. Se tivesse, teria permanecido como juiz federal ou ministro da Justiça. Também não tenho a necessidade de foro privilegiado ou outros privilégios que sempre repudiei. Aliás, não serei candidato a deputado federal”, completou, na sequência.
Moro fez a troca de legenda no penúltimo dia da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira (1). Até então, o ex-ministro da Justiça estava filiado ao Podemos e vinha oscilando entre a 3ª e a 4ª colocação nas pesquisas para Presidente, sem chegar a alcançar dois dígitos de intenção de voto. Um dos motivos para a troca de legenda teria sido financeiro.
Membros do partido ligado à ACM Neto reagiram muito mal à declaração pública de Moro, e trataram a aposta de Moro como “amadora”. “O ex-juiz não soube sair do Podemos com dignidade, ao não avisar o partido antes e chega ao União Brasil da mesma forma”, afirmam.
Como Moro é filiado em São Paulo, a nota é assinada pelo diretório estadual como uma resposta dele à coletiva em que disse não ser candidato à Câmara, descumprindo o acordado.
Membros da executiva nacional do partido já contabilizam ter ao menos oito votos (o que já soma quase metade dos 17 membros com direito a voto) pela impugnação da filiação caso Moro insista no discurso de que é candidato à Presidência.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu liderando pesquisa eleitoral para o primeiro turno das Eleições deste ano.
Segundo a pesquisa Modalmais, divulgada na última quarta-feira (30), o atual mandatário possui 33,4% das intenções de votos, enquanto que o ex-presidente Lula (PT) tem 32,9%. O cenário representa um empate técnico entre os dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
Em um eventual segundo turno, entretanto, Bolsonaro fica atrás do petista e tem com 41,6% das intenções. Já Lula aparece com 48,6%. Com esse resultado, o presidente mostra um crescimento de quase 2 pontos percentuais em relação à última pesquisa realizada em fevereiro.
A pesquisa da Modalmais entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 21 e 25 de março em 862 cidades do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A chamada janela partidária deste ano permitiu o maior número de migrações entre partidos da história do Congresso Nacional em uma mesma legislatura. Ao menos 135 congressistas aproveitaram o período de troca-troca. O número representa 26,3% dos 513 deputados.
A regra, criada em 2015 pelos políticos em benefício próprio, permite que deputados federais, estaduais e distritais mudem de partido sem sofrerem consequências legais. A manobra foi criada para driblar a proibição de mudança sem justificativa. O prazo foi aberto em 3 de março e se encerrou na 6ª feira (1º.abr.2022).
Caso um congressista saia do seu partido fora desta janela, ele perde o mandato, que pertence à legenda. A permissão para a troca durante a janela, no entanto, burla o desejo dos eleitores, já que eles votaram em um candidato considerando seu partido no momento das eleições.
No total, 83 deputados oficializaram as mudanças junto à Câmara dos Deputados. Os demais ainda poderão avisar a Casa e a Justiça Eleitoral nos próximos dias. Não há prazo para isso. O Poder360 considerou no levantamento informações oficiais da Câmara, dos partidos e de divulgação em canais oficiais dos congressistas.
Os partidos do Centrão foram os maiores beneficiados com a janela. Já o União Brasil, fruto da fusão entre o PSL e o DEM, minguou. Na prática, perdeu mais do que o equivalente ao tamanho que o DEM tinha antes da junção. O PDT e o PSB foram os partidos de esquerda que mais tiveram perdas.
PL
A ida de Jair Bolsonaro para o PL ajudou a atrair 41 deputados para a legenda, sendo que perdeu só 10. O saldo foi de 32 novos integrantes. O partido dobrou sua bancada em relação ao que elegeu em 2018.
Grande parte dos novos integrantes são bolsonaristas que estavam no PSL. Antes da janela, a bancada tinha 43 congressistas. E no início da legislatura, em 2019, o PL tinha 33 deputados e estava na 6ª colocação.
União Brasil
Como consequência, o União Brasil foi o partido que sofreu a maior debandada: 45 deputados deixaram a sigla. A saída em massa já era esperada, mas a recém-criada legenda esperava atrair mais quadros. Conseguiu filiar 9 novos deputados. A bancada ficará, portanto, com 45 integrantes. Com a fusão de 2 partidos, é hoje o que detém os maiores fundos partidário e eleitoral, ativo usado no convencimento de políticos.
PP
O PP, partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi a 2ª legenda que mais cresceu. Filiou novos 20 congressistas e perdeu 3. Fica, então, com 59 deputados. O Republicanos, que, assim como o PL e o PP, está na zona de influência de Bolsonaro, também teve um crescimento relevante: 19 deputados. Outros 4 deixaram a legenda. O Republicanos passa a ter agora uma bancada de 46 deputados.
Podemos
O ex-juiz Sérgio Moro entrou no Podemos em novembro do ano passado com a expectativa de que seria um atrativo para aumentar a bancada na Câmara. O resultado, no entanto, foi contrário. O partido filiou 3 novos integrantes, mas perdeu 5. Assim, passou de 11 deputados para 9. Ao final, Moro também deixou a legenda e migrou para o União Brasil.
O PSDB e o MDB, 2 dos maiores partidos da Casa em legislaturas anteriores, não conseguiram expandir suas bancadas. Ambos tiveram um saldo negativo. Os tucanos perderam 9 integrantes e filiaram 3 novos nomes. Já os emedebistas, atraíram 4 deputados e perderam 5.
Na oposição, o PSB e o PDT sofreram as maiores baixas. O PSB perdeu 9 integrantes e não conseguiu filiar nenhum novo. Já o partido de Ciro Gomes, viu 7 de seus quadros saírem e filiou apenas 1 deputado.
PT
Antes da janela partidária e da criação do União Brasil, o PT era o maior partido da Câmara, com 53 deputados. O partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve poucas alterações. Perdeu 1 deputado e ganhou 3, totalizando 55 deputados.
De acordo com dados da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, em 2018, 85 deputados trocaram de legenda para disputar as eleições daquele ano. Desde que tomaram posse, em 2019, 39 deputados haviam mudado de sigla antes mesmo da abertura do prazo legal. Eles obtiveram decisão judicial que permitiu a troca ou seus partidos de origem os liberaram.
O Poder360 acompanhou as mudanças dos congressistas ao longo das últimas semanas. A maior parte delas foi decidida nos últimos dias. Muitos deputados deixam para decidir em cima da hora. Acabam fazendo uma espécie de leilão, onde negociam para ver onde irão ganhar mais recursos do fundo eleitoral para suas campanhas e com quem terão maior potencial de serem eleitos.
Leia a seguir quem migrou de partido e, no fim deste texto, as regras da janela partidária.
REGRAS
A janela partidária se dá em todo ano eleitoral. É sempre um prazo de 30 dias, a 6 meses das eleições, para que congressistas possam mudar de partido sem perder o mandato. A regra foi criada em 2015 como uma saída para o troca-troca de partidos depois que o Tribunal Superior Eleitoral definiu que o mandato pertence à legenda e não ao candidato eleito. A decisão estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos nas eleições proporcionais, ou seja, de deputados e vereadores.
Em 2018, porém, o TSE alterou a regra e decidiu que só quem está no término do mandato pode utilizar a janela. Ou seja, os vereadores só podem mudar de partido em ano de eleições municipais e de deputados federais, estaduais e distritais, nas eleições gerais.
Um deputado só pode mudar de legenda sem risco o de perder o mandato quando há acordo com a sigla da qual está saindo ou em outras duas situações:
quando há mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
quando há discriminação ou perseguição na legenda.
Esses casos são julgados na Justiça Eleitoral –são os pedidos de migração por “justa causa”.
Quem ocupa cargos majoritários (prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República) pode mudar de sigla a qualquer momento ou ficar sem partido –mas precisa estar em uma legenda para disputar as eleições.
A deputada Olenka Maranhão deixou o MDB e se filiou ao Republicanos nessa sexta-feira (1). A informação foi divulgada pelo deputado Raniery Paulino nas redes sociais.
Em publicação no Instagram, o deputado Raniery Paulino comemorou a filiação e compartilhou diversas fotos com Olenka e outros correligionários.
“Esta foto é muito significativa para mim, um grande reencontro de antigos companheiros de lutas. “Naquela mesa está faltando ele e saudade deles está doendo em mim”. Minha homenagem meu velho Lider.”, disse o parlamentar.
O Podemos estima ter desembolsado cerca de R$ 3 milhões com a pré-candidatura do ex-ministro Sergio Moro, que decidiu na quinta-feira migrar para o União Brasil. Integrantes da legenda alegam ter sofrido um “prejuízo milionário”, além da perda de correligionários que saíram durante a janela partidária contrariados com a presença de Moro.
Desde dezembro do ano passado, Moro recebeu um salário no valor mensal bruto de R$ 22 mil. No total, considerando o período em que ele ficou no Podemos, o ex-ministro da Justiça ganhou cerca de R$ 80 mil.
Além disso, está no cálculo feito pela sigla gastos como os R$ 210 mil usados no evento filiação de Moro, R$ 248 mil em segurança privada para o ex-ministro, R$ 110 mil em passagens e hospedagens para ele se deslocar pelo país, R$ 600 mil em pesquisas de intenção de voto, R$ 60 mil na equipe jurídica e R$ 70 mil com fotografia.
Termina neste sábado (2) o prazo para que ministros, governadores, prefeitos e secretários de governo que desejam disputar novos cargos nas eleições de 2022 deixem as atuais funções. Pela legislação, eles precisam se afastar das funções a seis meses da eleição.
O afastamento dos ocupantes de cargos públicos é uma forma de evitar abuso de poder econômico ou político nas eleições. Mas políticos que ocupam cadeiras no Legislativo, como deputados federais e estaduais, não precisam abrir mão do mandato para concorrer a um novo mandato.
Ministros
Até esta quinta-feira (31), dez ministros tinham deixado os postos:
Walter Braga Netto (Defesa), cotado para candidato a vice-presidente pelo PL na chapa de Jair Bolsonaro;
Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), filiada ao Republicanos e que ainda não anunciou qual mandato disputará;
Flávia Arruda (Secretaria de Governo), pré-candidata a senadora pelo PL no Distrito Federal;
Gilson Machado (Turismo), pré-candidato a senador pelo PL em Pernambuco;
João Roma (Cidadania), pré-candidato a governador da Bahia pelo PL;
Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), pré-candidato a deputado federal pelo PL por São Paulo;
Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PL;
Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), pré-candidato a senador pelo PL no Rio Grande do Norte;
Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), pré-candidato a governador de São Paulo pelo PL;
Tereza Cristina (Agricultura), pré-candidata a senadora pelo PP no Mato Grosso do Sul.
Governadores
Entre os governadores, quatro renunciaram ao mandato nesta quinta-feira (31) para disputar a eleição:
João Doria (PSDB-SP), pré-candidato a presidente;
Flávio Dino (PSB-MA), pré-candidato a senador;
Wellington Dias (PT-PI), pré-candidato a senador;
Eduardo Leite (PSDB-RS), que ainda não anunciou qual mandato disputará.
Dois governadores têm previsão de renunciar neste sábado (2):
Levantamento do g1 indica que, até as 18h45 desta sexta-feira (1º), 23% dos deputados federais (119 dos 513 da Câmara) trocaram de partido desde que se iniciou, no último dia 3, o período da chamada “janela partidária” (veja na tabela, mais abaixo, a lista de quem já trocou).
Programada para terminar às 23h59 desta sexta, a janela partidária é o intervalo de 30 dias que, seis meses antes da eleição, a legislação concede a deputados federais, estaduais e vereadores para que troquem de partido — se desejarem — sem o risco de perder o mandato.
O número de trocas de partido vem crescendo progressivamente. Até esta quinta (31), eram 102 — o equivalente a 20%. Desde a manhã desta sexta, último dia do prazo, outros 17 deputados mudaram elevando o total para 119 (23%).
As trocas de partido na janela partidária deste ano vêm sendo confirmadas pelo g1 diariamente, desde 3 de março, por meio de consultas aos registros oficiais da Câmara, da Justiça Eleitoral e em contato com partidos e gabinetes dos deputados. O levantamento considera os deputados atualmente em exercício, o que inclui suplentes de deputados licenciados.
Com o fim do prazo neste sábado (2) para desincompatibilização de ministros, governadores, secretários estaduais e prefeitos, o número de trocas de partido pode sofrer alterações com o retorno de deputados federais que estavam licenciados para exercer outros cargos. O número também pode aumentar em razão do prazo que partidos e parlamentares têm para comunicar as mudanças à Câmara e à Justiça Eleitoral.
BANCADAS QUE MAIS CRESCERAM NA JANELA PARTIDÁRIA
As bancadas que mais perderam parlamentares foram União Brasil (20), PL, (8), PSB (8), PDT (7), PTB (7) e PSD (6).
Neste ano, o maior beneficiário das mudanças é o PL, sigla pela qual o presidente Jair Bolsonaro disputará a reeleição. Desde o primeiro dia da janela partidária, a bancada do partido cresceu 83% (de 42 para 76 deputados — perdeu nove e ganhou outros 43).
A maior parte das migrações vêm de parlamentares eleitos pelo PSL, que neste ano se fundiu com o DEM e formou o União Brasil. O PSL foi o partido pelo qual Bolsonaro disputou a eleição presidencial de 2018. Dos 43 novos integrantes do PL, 26 estavam vinculados ao União Brasil.
Ao se fundir com o PSL, em fevereiro, o União Brasil chegou a somar 81 deputados na bancada. Com a janela partidária perdeu deputados progressivamente e chegou a esta sexta-feira com 46 — foram 42 baixas e nove ingressos.
Depois do PL, Republicanos e PP são os partidos que mais conquistaram deputados.
O Republicanos conseguiu atrair 15 e perdeu cinco. Ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, a legenda será a casa de dois ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (Tarcísio Gomes de Freitas e Damares Alves) e do vice-presidente Hamilton Mourão. Os três devem concorrer na eleição deste ano. No PP, foram 15 novos integrantes e duas baixas.
A janela partidária também evidenciou o “racha” interno no PTB, partido cuja bancada na Câmara sofreu no último mês a maior redução proporcional.
As disputas internas pelo comando do partido levaram à saída de sete deputados. No início do período de migrações, o partido tinha dez integrantes na Câmara. Neste último dia de janela partidária, está reduzido a cinco.
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